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Tema: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

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    Thumbs up Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    nossos agradecimentos ao
    White smoke



    por essa valiosa contribuição:
    http://www.growroom.net/board/index....opic=29780&hl=


    name='White smoke' date='15 January 2009 - 12:30 PM' timestamp='1232033457' post='446277']
    Salve cannacultores!!!

    Estou para formular esse tópico já há algum tempo. Desta vez, as infos não são relacionadas ao cultivo orgânico (já era hora né?), mas ao FOTOPERÍODO.

    Resolvi abrir esse tópico devido ao fato que, me lembro claramente, quando me iniciei nos estudos sobre o cultivo da Cannabis. Um dos pontos que mais tive dificuldades para compreender legal e achar ingormações sobre o tema, foi o fotoperíodo. Ainda mais por se tratar de um tema muito abstrato, com informações e idéias que não são comuns no dia-a-dia, como movimento de rotação e translação da Terra, sua relação em posição ao sol, etc.

    Digo isso porque, pra mim, ENTENDER uma coisa é realmente entender e compreender, nos mínimos detalhes. Ou seja, o que eu estava a procura era como, por quê, quando e de que modo ocorria esse tal 'fotoperíodo', e não simplesmente saber que em tal época do ano é desaconselhável plantar, e em outra é recomendado o plantio.

    Visto tudo isso, passaram-se anos desde meu início nos estudos sobre o cultivo da Canna, e hoje , após anos lendo, ouvindo, vendo, recolhendo informções, e principalmente, de várias fontes, me sinto em posição confortável para repassar o que aprendi com todos.


    O fotoperíodo é, na minha opinião, uma das primeiras coisas que um grower deve ir atras para aprender, afinal, é ele que define todo o cultivo. Os growers de indoor simplesmente regulam o timer para mais ou menos horas de luz, mas os growers de Out não fazem o fotoperíodo, apenas o seguem.

    Para quem planeja o cultivo ao ar livre ,iluminado pelo Sol, compreender muito bem compreendido o funcionamento desse complexo fenômeno é fundamental.

    Visto ainda a dificuldade de visualizar mentalmente o que estamos lendo, vou tentar deixar esse tópico o mais rico possível em imagens, e até vídeos, que dão uma boa 'clareada' nos pensamentos.


    Um detalhe importante. Esse tópico e post tem como base o trabalho Fotoperiodismo, de Homero Bergamaschi (UFRGS); além de complementos com fotos e vídeos achados pela net, e ainda o único tópico sobre o tema por aqui, do grande grower DonkeyDick, O que é Fotoperíodo




    FOTOPERÍODO e FOTOPERIODISMO


    1- Introdução

    O comprimento de um dia é conhecido como fotoperíodo e as respostas do desenvolvimento das plantas ao fotoperíodo são chamadas fotoperiodismo.(Chang, 1974).

    Há muito tempo, o homem tem conhecimento de respostas dos seres vivos à variação na duração do dia. Muitas espécies, tanto vegetais como animais, têm o seu ciclo vital (ou pelo menos parte dele) regulado pelo fotoperíodo. Tanto animais ditos "inferiores" (insetos, por exemplo) como muitos mamíferos e outros animais de grande porte manifestam influências à variação na duração do dia. Porém, é no estudo da fenologia vegetal que as atenções e as aplicações do fotoperiodismo sempre foram maiores. Do ponto de vista agronômico, o maior interesse pelo estudo do fotoperiodismo decorre das respostas de muitas espécies importantes à variação na duração do dia, no processo de indução ao florescimento, afetando fortemente todo o desenvolvimento fenológico das plantas.

    A primeira publicação científica importante sobre fotoperiodismo foi feita por Garner & Allard (1920). Ainda em 1906, trabalhando com uma cultivar antiga de fumo Maryland Narrowleaf, eles observaram que algumas plantas cresceram a uma grande altura, produzindo um número extraordinário de folhas. A partir dessas plantas, foi selecionada uma nova cultivar de fumo (Maryland Mammoth), de florescimento muito tardio. As plantas dessa nova cultivar eram mortas pelas geadas de outono, antes que o florescimento ocorresse. Porém, cultivadas em casa-de-vegetação no inverno, elas floresciam e produziam sementes normalmente. Eles também descobriram que, mesmo em casa-de-vegetação, as plantas não floresciam se o dia fosse prolongado por luz artificial. O estudo do "gigantismo" das plantas de fumo despertou o interesse para estudos mais aprofundados, tanto por aspectos relacionados à produção de folhas como pelo interesse científico. Posteriormente, o mesmo comportamento foi observado em diversas outras cultivares de fumo.

    Mais tarde, várias outras espécies vegetais foram estudadas por Garner e Allard. Eles descobriram que, além do efeito sobre a formação de flores, frutos e sementes, o fotoperíodo tem influência sobre o crescimento vegetativo, a formação de bulbos e tubérculos, o processo de ramificação, a forma das folhas, a abscisão e queda de folhas, a formação de pigmentos, pubescência, desenvolvimento radicular, dormência e morte de plantas. Verificou-se que fluxo de luz necessário para provocar resposta fotoperiódica é tão baixo que mesmo o crepúsculo, antes do nascer-do-sol e depois do por-do-sol, é efetivo (Chang, 1974).

    Em soja Garner e Allard (1920) observaram que, quando semeadas em épocas sucessivas, certas cultivares mostravam forte tendência de florescer em datas aproximadas, independentemente de quando haviam sido semeadas. Em outras palavras, quanto mais tarde fosse feita a semeadura mais curto era o período de crescimento, até o florescimento. Em trabalhos feitos com soja no inverno, utilizando diferentes níveis de aquecimento (em estufa) para avaliar o efeito da temperatura sobre a produção de óleo, verificou-se que as plantas começavam a florescer antes que tivessem atingido um crescimento normal, dificultando os estudos. Como no caso do fumo Mammoth, a época do ano em que as plantas crescem também exerce grande influência sobre o crescimento e a reprodução da soja.

    Na publicação original de Garner e Allard (1920), maiores destaques são dados aos trabalhos de campo com soja. Foram utilizadas quatro cultivares, com ciclos de maturação distintos: Mandarin (mais precoce), Peking, Tokyo e Biloxi (mais tardia). A Tabela 1 resume os principais eventos fenológicos dos quatro genótipos, evidenciado as diferentes respostas à variação na época de cultivo.

    Tabela1. Efeito da data de semeadura sobre a data de florescimento de soja, cultivado no campo em Arligton - Virgina, 1909 (Garner e Allard, 1920).


    É possível observar que o efeito do fotoperíodo é maior na cultivar mais tardia (Biloxi), na qual o período entre a emergência e o florescimento variou apenas em 25 dias, quando as datas de emergência variaram em 92 dias. Isto é devido a que, submetidas a dias progressivamente mais curtos, as plantas das últimas épocas encurtam o crescimento vegetativo devido à indução ao florescimento. A cultivar mais precoce (Mandarin) reduziu menos o período vegetativo, demonstrando uma dependência menor ao fotoperíodo do que as demais.


    2- Variação astronômica do fotoperíodo

    Sabe-se que a Terra realiza, no decurso de um ano, um giro ao redor do Sol, em um movimento denominado "translação". No percurso que descreve, ao longo de sua órbita, o nosso planeta assume quatro posições características, que determinam o início de cada estação do ano. Com uma inclinação de 23°27´ entre o plano equatorial e o plano da eclíptica, o eixo de rotação da Terra mantém uma mesma posição em relação à sua órbita, como mostra a Figura 1.

    Figura 1. Posições da Terra em ralação ao Sol, ao longo de um ano, nos dois solstícios (21 de junho e 21 de dezembro) e nos dois equinócios (21 de março e 22 de setembro.



    As posições da Terra que marcam o início das quatro estações do ano consistem em dois solstícios (de inverno e verão) e dois equinócios, conforme a Tabela 2.

    Em decorrência da mudança de posição da Terra, em relação ao Sol, a incidência da radiação solar sobre o nosso planeta altera seu ângulo, conforme sua posição descrita na Tabela 2, também representado na Figura 2. A variação no ângulo de incidência da radiação solar, causada pela alteração da declinação solar, faz variar a quantidade de radiação que chega à superficie, por duas razões: pela alteração no fluxo de energia incidente sobre cada unidade de superfície e pela variação na duração dos dias, ao longo do ano. Neste momento, o interesse se prende à variação na duração dos dias (fotoperíodo) e seus efeitos sobre as plantas, em termos de processos fotomorfogênicos.

    Conforme pode-se observar na Figura 2, a duração dos dias se altera na medida em que se modifica a posição do nosso Planeta em relação ao Sol. Nos dois equinócios o fotoperíodo tem 12h em todas as latitudes. Nos dois solstícios a duração do dia atinge seu valor extremo, sendo máximo no verão e mínimo no de inverno. No solstício de verão do Hemisfério Sul (21/12) o dia varia de 12h no Equador a 24h a partir do Círculo Polar Antártico. Ao contrário, no solstício de inverno do Hemisfério Sul (21/06) o fotoperíodo vai de 12h no Equador à noite de 24h a partir do Círculo Polar Antártico.

    Para o Hemisfério Norte, invertem-se as estação inverno e verão, ou seja, há uma defasagem de seis meses.

    Tabela 2. Posições característicasdo Sol em relação à Terra, no início das quatro estações do ano.


    Figura 2. Representação esquemática (em plano) das posições características do Sol em relação à Terra, no início das quatro estações do ano, em decorrência da mudança na declinação solar.



    P.S: Aqui vou deixar um vídeo didático (em portugês) sobre o tema, que como disse anteriormente, pode dar uma clareada melhor nas idéias um tanto quanto distantes da nossa imaginação.



    E também, algumas imagens 'extra', pra dar melhor visualização do que estamos falando.








    Portanto, na faixa do Equador (latitude de 0°) o fotoperíodo tem 12h em todo o ano. Nas demais regiões, a duração do dia aumenta no verão, à medida em que aumenta a latitude, e diminui no inverno pela mesma razão.

    A Figura 3 representa a variação do fotoperíodo, ao longo do ano, em latitudes entre 0 e 40°, no Hemisfério Sul. Observa-se, mais uma vez, que o fotoperíodo é igual a 12h em todas as latitudes, nos dois equinócios (daí decorre a sua denominação). Nos dois solstícios a duração do dia continua em 12h no Equador, mas aumenta com a latitude no verão e se reduz no inverno.

    Figura 3. Variação anual do fotoperíodo em diferentes latitudes do Hemisfério Sul.
    (Atenção galera pra essa figura, que é muito valiosa e importante )


    Para a latitude de 30°, por exemplo, que é a latitude aproximada de Porto Alegre, o fotoperíodo varia de cerca de 10h em 21 de junho a 14h em 21 de dezembro. Nas regiões tropicais esta duração é menor, enquanto que em maior latitude a amplitude da duração dos dias é mais ampla. O efeito da latitude sobre a amplitude de variação do fotoperíodo aumenta ainda mais, em grandes latitudes, em virtude da curvatura da Terra naquelas regiões.


    3. Classificação das plantas quanto ao fotoperiodismo

    No trabalho original de Garner & Allard (1920) o comprimento relativo do dia foi considerado como um fator de primeira importância no desenvolvimento das plantas, particularmente na reprodução sexuada. As plantas foram agrupadas considerando que a entrada em florescimento e frutificação se dá apenas quando o comprimento do dia está dentro de certos limites, fazendo com que essas fases sejam alcançadas apenas em certas épocas do ano. Por isso, algumas espécies e cultivares respondem a comprimentos relativos de dias longos, enquanto outras respondem a dias curtos e, ainda outras são capazes de responder a todos os comprimentos de dia.

    Na ausência do comprimento de dia favorável para induzir a expressão dos processos reprodutivos, certas espécies podem continuar em crescimento vegetativo, de forma mais ou menos indefinida, levando ao fenômeno do gigantismo. Ao contrário, sob influência do fotoperíodo adequado, o florescimento e a frutificação podem ser induzidos mais precocemente. Assim, certas cultivares ou espécies podem ser de maturação precoce ou tardia, dependendo simplesmente do comprimento do dia em que as plantas são expostas.

    Assim, a partir do trabalho de Garner e Allard (1920), surgiu a primeira classificação das plantas, quanto ao fotoperíodo, agrupando-as em três categorias. A denominação e o significado de cada grupo passou a ser os seguintes:

    Plantas de dias curtos (PDC). São as espécies que florescem em fotoperíodos menores do que um máximo crítico.

    Plantas de dias longos (PDL). São as espécies que florescem em fotoperíodos maiores do que um mínimo crítico.

    Plantas de dias neutros ou fotoneutras (PDN). São aquelas que florescem em uma ampla faixa de variação do fotoperíodo.

    Allard (1938), citado por Chang (1974) acrescentou um quarto grupo, designado como Plantas intermediárias (IM). Estas florescem a um comprimento de dias de 12 a 14h, mas são inibidas à reprodução tanto por fotoperíodos acima com abaixo desta faixa.

    Na caracterização da resposta fotoperiódica das plantas de dias curtos e das plantas de dias longos, feita originalmente por Garner e Allard (1920) fica implícito que o fotoperíodo é uma condição indispensável para que haja indução ao florescimento. Entretanto, estudos posteriores mostraram que é muito variável a intensidade de resposta das espécies à alteração na duração do dia. Assim é que, segundo Vince-Prue (1975), os dois grupos de plantas sensíveis ao fotoperíodo (PDC e PDL) foram subdivididos em espécies de resposta absoluta ou qualitativa e espécies de resposta facultativa ou quantitativa.

    O tipo de resposta absoluta ou qualitativa significa que a condição fotoperiódica é essencial à indução floral, sem a qual as plantas não florescem. Ao contrário, a resposta facultativa ou quantitativa subentende que a condição fotoperiódica favorece a indução floral, mas não é essencial.

    A Tabela 2 mostra uma série de espécies vegetais e seus respectivos grupos, segundo o tipo de resposta fotoperiódica. Ao lado das letras que caracterizam o tipo de resposta de cada espécie, é apresentado o fotoperíodo crítico necessário para a indução ao florescimento (última coluna). Pode-se observar que o critério de classificação das espécies ou grupos de cultivares, como "de dias longos" ou "de dias curtos", não está relacionado à magnitude do fotoperíodo crítico exigido. A classificação segue a idéia original, de que uma planta de dias curtos necessita fotoperíodo de "no máximo" tantas horas. Em outras palavras, as PDC são induzidas a florescer se a duração do dias for igual ou inferior àquele valor crítico que caracteriza a espécie ou cultivar. Para plantas de dias longos deve-se considerar que elas florescerão se o fotoperíodo for igual ou superior ao mínimo crítico de sua espécie ou cultivar.

    Pode-se observar que, de um modo geral, plantas de dias longos são aquelas que crescem na estação fria, florescem durante a primavera, que é quando a duração do fotoperíodo se alonga, para encerrar o ciclo no final da primavera ou início de verão. Por sua vez, as espécies de dias curtos são aquelas que iniciam o ciclo na primavera, florescem quando os dias já estão se encurtando, no verão ou início de outono, e terminam o ciclo no outono ou início de inverno. Assim, os cereais de inverno e outras espécies de estação fria são (em geral) plantas de dias longos. As espécies de primavera-verão são de dias curtos ou fotoneutras.

    Dentre os cereais de inverno, bem como em outras culturas de clima temperado, há uma subdivisão de cultivares em dois grupos: de primavera e de inverno. Esta subdivisão não segue a exigência fotoperiódica. As cultivares de inverno exigem tratamento de vernalização no início do ciclo, portanto, exigem invernos rigorosos, enquanto que as de primavera não necessitam do tratamento de frio. Este aspecto é melhor estudado no capítulo que trata dos efeitos de baixas temperaturas sobre as culturas.

    Algumas espécies, graças à grande diversidade de cultivares, têm mais de um tipo de exigência fotoperiódica. É o caso da soja, do milho e do fumo. Considerando a grande expansão geográfica destas espécies, o trabalho de melhoramento genético conseguiu uma grande variabilidade de respostas, de maneira a adaptar os genótipos às disponibilidades de cada região de cultivo. É o caso da soja, que é originária de latitudes elevadas, no norte da China e que, progressivamente foi se expandindo para regiões mais próxima ao Equador. No Brasil, a soja começou a se expandir pelo Rio Grande do Sul, em latitude mais próximas às originais, mas foi sendo transferida para outros estados da Região Sul, da Região Centro-Oeste e, atualmente, até por regiões próximas ao Equador. Isto foi exigindo cada vez menor resposta a dias curtos, chegando-se a cultivares praticamente fotoneutras (insensíveis ao fotoperíodo).

    Usando informações da Tabela 2 é possível formular alguns exemplos de aplicação do fotoperiodismo. Tomando o exemplo da espécie Andropogon gerardii, pode-se observar que ela tem um fotoperíodo crítico de 18h, mas é de resposta absoluta a dias curtos. Portanto, em qualquer região do Brasil ela terá condições fotoperiódicas para florescer em qualquer época do ano, pois o fotoperíodo não ultrapassa aquela duração, mesmo nas regiões de maior latitude. Por outro lado, plantas de Agrostis palustris, que exigem fotoperíodos de 16h ou mais, jamais terão condições naturais para florescer em qualquer região do Brasil, onde esta duração nunca é alcançada. O seu florescimento poderá ser obtido através de suplementação de luz, alongando o fotoperíodo através de iluminação artificial. Este é o caso de outras espécies ou cultivares que, ao serem introduzidas não cumprem o ciclo, inviabilizando a sua propagação por sementes. Alguns genótipos mais tardios de trevo vermelho (Trifolium pratensis) florescem muito tardiamente no Rio Grande do Sul, devido à exigência de fotoperíodo longo, comprometendo a sua ressemeadura e perenização, quando ocorrem altas temperaturas e déficit hídrico no final da primavera ou início do verão no final do ciclo do ciclo, sobretudo nas regiões mais quentes.

    Tabela 3. Resposta fotoperiódica de algumas espécies cultivadas (Chang, 1974).

    Legenda:
    ¹ l – dias longos favorecem (resp. facultativa); L – exigem dias longos (resp. absoluta);
    s – dias curtos favorecem (resp. facultativa); S – exigem dias curtos (resp. absoluta);
    N – fotoneutras; IM – intermediárias


    De acordo com Vince-Prue (1975), algumas espécies vegetais têm dupla exigência fotoperiódica. Por exemplo, em Cestrum nocturnum o florescimento ocorre em dias curtos (DC), mas somente depois que as plantas tenham previamente recebido um número suficiente de dias longos (DL). Esta é uma espécie de plantas de dias longos-curtos (PDLS). Em Scabiosa succisa o florescimento ocorre em dias longos (DL), mas somente depois que as plantas tenham recebido antes dias curtos (DC). Este é um exemplo de plantas de dias curtos-longos (PDCL).

    O número mínimo de ciclos de fotoperíodo indutivo, necessário para completar o processo de indução floral, é variável entre as espécies. Em outras palavras, algumas plantas são extremamente rápidas em completar a resposta fotoperiódica, bastando um dia apenas, enquanto que outras são mais lentas, exigindo vários dias para compretar o processo. A Tabela 4 relaciona uma série de espécies, de acordo com o número mínimo de ciclos indutivos necessários à indução fotoperiódica ao florescimento.

    Tabela 4. Numero mínimo de ciclos indutivos necessários para a iniciação floral (Vince-Prue, 1975).
    (Atenção aqui, ao fato do autor ter nos ajudado e já colocado nossa querida Cannabis sativa )

    Legenda: ¹ Limites determinados com lâmpadas de filamento de tungstênio, continuamente, durante a noite ou na maior parte da noite.


    Pode-se observar, pela Tabela 4, que a soja (Glycine max – cultivar Biloxi) necessita 2 a 3 dias apenas com fotoperíodo favorável, enquanto que o crisântemo (Chrysanthemum morifolium) exige cerca de 12 dias com duração crítica.

    Quanto ao limite mínimo de luz necessário para iniciar o processo de indução floral, também há diferenças entre espécies, como pode ser visto na Tabela 5. Entretanto, em geral, o fluxo luminoso exigido é muito baixo, comparado à quantidade de energia necessária a outros processos metabólicos, como a fotossíntese, por exemplo. Pode-se ver que o limite luminoso para soja (Glycine max) é da ordem de 0,1 lux e para cevada (Hordeum vulgare) é de 2,5 a 5 lux. Para Ter-se a ordem de grandeza do que isto representa, basta lembrar que ao meio-dia, nos trópicos, a densidade de fluxo luminoso proveniente da radiação solar pode ultrapassar 100.000 lux (Chang, 1974).

    Tabela 5. Limite mínimo aproximado de luz necessária para supressão ou indução à iniciação floral, em algumas plantas de dias longos e de dias curtos Vince-Prue, 1975).
    (Aqui também consta nossa querida Cannabis)


    Considerando a baixa exigência em termos de fluxo luminoso para início da indução floral, o cálculo da duração do dia natural necessário para plantas sensíveis ao fotoperíodo leva em conta a luz do crepúsculo, tanto matutino como vespertino. Em seu trabalho clássico, Francis (1972) elaborou gráficos e tabelas para determinar a duração do fotoperíodo, ao longo do ano e em diferentes latitudes, para limites mínimos de 11, 22, 54 e 108 lux. Para isto, foi considerado que os ângulos de –6°, -5°, -4°, -3°, -2° e –1°, portanto com o sol abaixo do horizonte, equivalem a um fluxo luminoso de 2, 5, 13, 40, 113 e 250 lux, respectivamente.

    Vince-Prue (1975) considera que a iluminação noturna de ruas pode influenciar o florescimento de muitas espécies de plantas. As lâmpadas de filamento de tungstênio e de vapor de sódio têm maior quantidade de luz fotoperiodicamente efetiva, enquanto que lâmpadas de vapor de mercúrio contém menos luz vermelha e, por isto, devem influenciar menos as respostas fotoperiódicas. Quanto a possíveis influências da luz da lua, a autora considera que, dada a baixíssima quantidade de luz vermelha (mesmo em noites de lua cheia) e às reduções no fluxo luminoso nas folhas por sombreamento e inclinação das folhas, os limites mínimos de luz fotoperiodicamente efetiva exigidos não são atingidos. Assim, mesmo em espécies mais sensíveis, a luz proveniente da lua cheia não deve influenciar a indução floral.


    4. Indução fotoperiódica ao florescimento

    Há muito tempo é sabido que as folhas são os órgãos de recepção do estímulo necessário à indução ao florescimento. Inúmeros trabalhos demonstraram que as folhas são os órgãos que devem ser expostos à condição fotoperiódica necessária. Experimentos isolando folhas do restante da planta, transferindo folhas ou parte de folhas de uma planta a outra, demonstraram que, uma vez colocadas na condição necessária à indução floral, transmitem o estímulo e levam o restante da planta a florescer normalmente.

    Sabe-se, também, que o fitocromo é o pigmento responsável por desencadear o processo de indução. Ele absorve radiação dentro das faixas do vermelho (500 a 600nm de comprimento de onda) e vermelho distante (600 a 700nm de comprimento de onda), assumindo alternadamente duas estruturas distintas simbolizadas por P660 e P730 . Esses símbolos correspondem aos dois picos de absorção de radiação pelo fitocromo, nas faixas do vermelho e do vermelho distante, respectivamente, embora possa haver variações entre espécies ou condições (Kendrick e Frankland, 1981). Durante o dia, na presença da radiação solar, o fitocromo se converte de P660 a P730 , acumulando nesta forma. À noite, na ausência de luz, ele reverte o processo e se acumula na forma de P660 , segundo o esquema:



    Assim, na condição de dias longos, a forma P730 se acumula por longo tempo, o que induz plantas de dias longos ao florescimento e suprime o florescimento de plantas de dias curtos. Ao contrário, na condição de dias curtos, a forma P660 se acumula por um longo tempo, induzindo plantas de dias curtos a florescer e inibindo o florescimento de plantas de dias longos.


    5. Importância do período escuro

    Até este ponto, foi destacada a importância do fotoperíodo (período claro do dia) sobre o processo de indução floral. Diversos trabalhos de pesquisa demonstraram que, na verdade, a duração do período escuro do dia (nictoperíodo) é a responsável por desencadear o processo de indução ao florescimento em plantas sensíveis.

    A Figura 4 demonstra a maior importância da duração da noite (nictoperíodo) em comparação à duração do dia (fotoperíodo). Plantas de dias curtos e plantas de dias longos foram, inicialmente, submetidas a condições diferentes de fotoperíodo e a indução ao florescimento seguiu a lógica esperada, ou seja PDC floresceram em dia curto e noite longa, enquanto que PDL floresceram em dia longo e noite curta. Posteriormente, uma noite longa foi dividida em duas noites curtas por uma breve interrupção por luz, induzindo as plantas de dias longos a florescerem, enquanto as PDC não floresceram. Quando o dia longo foi interrompido e transformado em dois dias curtos, nada alterou comm relação à indução normal das PDC e PDL. Por fim, a alternância de dia curto com noite curta causou florescimento das plantas de dias longos (noites curtas), enquanto que dia longo seguido por noite longa fez florescer plantas de dias curtos (noites longas).

    Figura 4. Efeitos da duração do período escuro sobre o florescimento de plantas de dias curtos e plantas de dias longos. PDC florescem com noites longas e PDL florescem com noites curtas (Vince-Prue, 1975).


    Portanto, a duração da noite (nictoperíodo) é que controla o processo de indução ao florescimento em plantas sensíveis à variação na duração do dia. Entretanto, permanece a mesma denominação de plantas de dias curtos, plantas de dias longos, etc., na classificação das espécies segundo a sua resposta ao fotoperíodo.

    Pesquisas como a que está ilustrada na Figura 4 e outras, também demonstraram que o processo de indução fotoperiódica ao florescimento é reversível. Outros tipos de experimentos também demonstraram a reversibilidade do processo de indução floral, alternando curtos períodos de luz nas faixas do vermelho e do vermelho distante, no período noturno. Tomando plantas de dias curtos (noites longas), aplicou um fotoperíodo curto e noite longa e elas floresceram. Ao lado dessas, plantas da mesma espécie tiveram noites longas divididas em duas noites curtas por um rápido período de luz vermelha e elas não floresceram. Portanto, a luz vermelha reverteu o processo de indução, transformando rapidamente P660 em P730. Outro conjunto de plantas que também também receberam tratamento de luz vermelha no meio da noite, mas seguido de luz vermelho distante. Neste caso, a indução ao florescimento ocorreu, revertendo novamente o fitocromo de P730 a P660 . E assim sucessivamente, alternando intervalos de luz entre as duas faixas de luz (vermelho e vermelho distante), havia predomínio do último tratamento, comprovando a reversibilidade do processo e a inter-conversão do fitocromo, de acordo com o comprimento de onda da luz recebida.


    6. Aplicações do fotoperiodismo

    São inúmeras as aplicações do fotoperiodismo, sobretudo no campo agronômico.

    6.1. Introdução, seleção e indicação de materiais genéticos.

    Toda a vez que uma nova espécie ou uma nova cultivar de plantas fotoperiódicamente sensíveis mudar de latitude ou de época de cultivo, haverá mudança no desenvolvimento fenológico. A razão é muito simples: de acordo com a Figura 3, o fotoperíodo varia com a latitude e com a época do ano, o que provoca influências no desenvolvimento de espécies sensíveis a este fator.

    Na Figura 5 pode-se observar que, se uma cultivar de soja for transferida da Argentina ou Chile (a 40° de latitude) para o Rio Grande do Sul (a 30° de latitude) ou, então, do Rio Grande do Sul para o Mato Grosso ou qualquer outra região de menor latitude, este material estará sendo submetido a condições diferentes de fotoperíodo. Como a soja é uma planta de dias curtos, que floresce durante o verão, quando os dias se encurtam, à medida em que diminui a latitude as plantas estarão sendo submetidas a dias mais curtos. Isto quer dizer que aquela cultivar que estiver sendo transferida para menores latitudes se tornará mais precoce. Significa dizer que, mesmo que as plantas sejam semeadas na mesma época, elas alcançarão antes a condição fotoperiódica favorável na regiões de menor latitude, que têm dias mais curtos no verão.

    Suponhamos que uma cultivar de soja tenha um fotoperíodo crítico de 13h. Significa que ela será induzida com dias iguais ou menores do que esta duração. Em localidades de menor latitude este fotoperíodo é atingido antes. Em regiões tropicais esta condição poderá ocorrer em qualquer época do ano, razão pela qual a cultivar considerada terá condições fotoperiódicas para florescer assim que cumprir o chamado "período juvenil". Ela será, então, de ciclo curto nos trópicos, enquanto que nas regiões de latitudes maiores ela será de ciclo médio ou tardio, conforme a magnitude do fotoperíodo.

    Ao contrário, se uma espécie ou cultivar de dias longos for transferida de latitudes maiores (Argentina, por exemplo) para regiões mais próximas do equador elasse tornarão mais tardias, ou seja, elas devem alongar o seu ciclo por receberem o estímulo fotoperiódico mais tardiamente, a não ser que ela tenha um fotoperíodo crítico muito curto. Como, em geral, plantas de dias longos florescem na primavera, portanto a fotoperíodos acima de 12h, elas alongam o ciclo em regiões tropicais.

    Por exemplo, se uma PDL tiver um fotoperíodo crítico de 13h ela terá esta condição antes em locais de maior latitude (na primavera), sendo induzida antes ao florescimento. Em regiões de menor latitude o florescimento será retardada, pois fotoperíodos favoráveis (acima de 13h) ocorrerá mais tardiamente. Mais próximo ao Equador, este material poderá até não florescer, se o fotoperíodo crítico não ocorrer, mesmo próximo ao solstício de verão.



    Na Figura 6 estão representadas as épocas em que um genótipo de dias longos (PDL) e outro de dias curtos (PDC), ambos com fotoperíodo crítico de 13h, serão induzidos a florescer, em diferentes latitudes. Nota-se que, com esta exigência fotoperiódica, as PDL florescem mais tardiamente em menores latitudes, já que o fotoperíodo necessário (13h ou mais) ocorre posteriormente aos locais de maior latitude. Para as espécies de PDC é o contrário, ou seja, nos trópicos elas serão mais precoces, já que a condição fotoperiódica necessária (13h ou menos) ocorre antes do que em maiores latitudes.

    Figura 6. Variação do fotoperíodo em diferentes latitudes e representação da época de indução floral de plantas de dias curtos (PDC) e plantas de dias longos (PDL), ambas com um fotoperíodo crítico de 13h



    6.2. Planejamento de semeadura

    Na Figura 7 é possível entender a lógica de variação da época de indução floral e, portanto, da duração do ciclo de cultivares de grupos de maturação diferentes (precoce ou tardio) ou pela variação da época de semeadura. É fácil de entender que em plantas de dias longo (PDL) as cultivares precoces têm fotoperíodo crítico mais curtos e vice-versa. Ao contrário, em plantas de dias curtos (PDC) as cultivares precoces têm fotoperíodo crítico mais longo.

    Tomando como exemplo, novamente, a soja, vê-se que as cultivares com fotoperíodo crítico de 13,5h são mais precoces do que as que têm fotoperído crítico de 13h. Assim, se elas forem semeadas na mesma época (novembro, por exemplo), as precoces irão florescer antes (em torno de meados de janeiro), pois serão induzidas antes, enquanto que as tardias florescerão mais tarde (meados de fevereiro). Este mecanismo torna muito efetivo o procedimento de utilizar cultivares de diferentes ciclos, no sentido de escalonar ciclo, períodos críticos, colheita, e práticas de manejo em geral. Escalonando a ocorrência de períodos críticos (florescimento, por exemplo), o agricultor reduz sensivelmente os riscos devidos a impactos de fenômenos adversos, sobretudo de natureza climática, como estiagens.

    Figura 7. Variação do fotoperíodo em diferentes latitudes e representação da época de indução floral de plantas de dias curtos (PDC) e plantas de dias longos (PDL), na latitude de 30°.



    Pela Figura 7 também é possível entender que, para semeaduras tardias, como na primeira quinzena de dezembro, o agricultor deverá utilizar cultivares de soja de ciclo longo (tardias). Caso ele utilizar cultivares precoces nesta época, o florescimento ocorrerá quando as plantas ainda não terão altura suficiente para um rendimento adequado e haverá pouca altura na inserão dos primeiros legumes. Caso ocorra estiagem, durante o crescimento das plantas, este problema se agrava mais ainda.

    Pelo que foi deduzido das Figuras 6 e 7, vê-se que o critério de classificação das cultivares de PDC e PDL segundo a sua precocidade é muito impreciso. A mesma cultivar será precoce em uma latitude e tardia em outra. Da mesma forma, variando a época de semeadura, o ciclo será modificado, segundo a época de ocorrência do fotoperíodo crítico. Por isto, as tabelas de classificação das cultivares por grupos de maturação são restritas ao nível regional, no máximo estadual. Uma cultivar de soja tardia no Rio Grande do Sul poderá ser considerada precoce no Mato Grosso, por exemplo. Em nível internacional existe uma classificação por grupos de maturação de soja que utiliza cultivares como padrões de referência, na tentativa de universalizar critérios e agrupar as cultivares e linhagens.

    Em trabalhos de zoneamentos agrícolas, em particular agroclimáticos, assim como no estabelecimento de calendários de semeadura, é fundamental que sejam adequadas as exigências fotoperiódicas (junto a outros fatores) com as disponibilidades fotoperiódicas por épocas e regiões.

    Do mesmo modo, no lançamento ou na introdução de novos genótipos é importante que haja uma caracterização das exigências fotoperiódicas do material, pelo menos quanto ao grupo de maturação a que pertence. Estas informações são indispensáveis ao planejamento de cultivo e uso do novo material, bem como qualquer estudo prévio de seu comportamento e planejamento de cultivo.

    A Tabela 6 mostra as datas de florescimento de duas cultivares de milheto, semeado em três épocas espaçadas de 1 mês. Pode-se observar que a cultivar de milheto Comum teve uma redução pequena (apenas 16 dias) entre as épocas extremas. O florescimento deste material não teve uma única época, o que demonstra pouca sensibilidade fotoperiódica. A redução de ciclo pode ser atribuída às temperaturas mais altas que ocorreram ao longo do crescimento das plantas semeadas mais tarde.

    Por outro lado, a cultivar Tiftlate teve seu florescimento mais tardio e praticamente na mesma época, demonstrando que a indução floral se deu em uma condição fotoperiódica muito próxima. Portanto, trata-se de um material sensível e de resposta a dias curtos, já que as plantas das três épocas "esperaram" para florescer somente em meados de abril. Para as condições do Rio Grande do Sul, esta característica poderá trazer vantagens para a produção de forragem, durante um longo período de crescimento, mas a produção de sementes fica muito difícil por se tratar de uma espécie tropical e que não tolera baixas geadas. A produção de sementes terá que ser feita em uma região tropical, onde a combinação de dias curtos com temperaturas elevadas permitem a finalização do ciclo da cultura.

    Tabela 6. Florescimento em função de épocas de semeadura de duas cultuvares de milheto (Pennisetum americanum). EEA/UFRGS, 1971/72 (Westphalen, 1976)



    6.3. Cultivo em ambientes modificados

    Em ambientes modificados (estufas, câmaras de crescimento, etc.), é possível manejar o fotoperíodo, de modo a alterar as condições em relação ao ambiente natural da época ou região. São muitas as aplicações de técnicas de controle da duração do dias, que pode ser tanto por alongamento do dia, com iluminação artificial, ou redução da duração do dia, escurecendo o ambiente.

    Uma das aplicações se dá no campo da pesquisa em melhoramento genético, para possibilitar o florescimento na época desejada, para fins de cruzamento ou, então, para acelerar a obtenção de novas gerações em testes e finalização de novas linhagens.

    A obtenção de sementes de algumas espécies também dependem de condições fotoperiódicas adequadas. Para isto, épocas e regiões para cultivo devem estar de acordo com as exigências de cada genótipo desejado. Não havendo condições naturais, a modificação e manejo do ambiente pode ser uma alternativa viável.

    Atualmente, modernas técnicas em floricultura permite o cultivo e colheita programada de inúmeras espécies de flores em épocas desejadas. Muitas espécies são sensíveis ao fotoperíodo e, portanto, modificando artificialmente a duração do dia é possível induzir ou suprimir a indução floral para conseguir colheita em épocas de maior demanda. Muitas datas são particularmente importantes (Festas Natalinas, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Finados e outras), nas quais a procura de flores é intensa. Através do manejo do fotoperíodo, o floricultor tem condições de oferecer sua produção no momento mais adequado, com melhor qualidade e vantagens financeiras.



    EEEE, como não queremos plantar soja, nem tabaco, nem abobrinha, nem violetas, e sim CANNABIS SATIVA, deixo aqui o complemento com imagens retiradas dos tópicos do grande DonkeyDick.











    E ainda na prática, pra saber a quantas anda o fotoperiodo de sua regiao, é só consultar:



    Espero ter deixado o tema bem esclarecido e claro na cabeça de todos, não somente passando a receita pronta, mas tentado repassar todos os princípios e informações que regem esse fenômeno.

    Agora é com vocês, bons cultivos, seja em Outdoor ou Indoor.

    Abrços

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  3. #2
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    Respuesta: Dichavando, Estudando E Compreendendo O FotoperÍodo

    Saudaçoes Irmaos!

    Salve verdin muito bom o resgate deste thread do fumaça branca la do growroom. aprendi muito com estas informaçoes e contribuiram muito para meu envolvimento nao só com a cannabis, mas com uma série de outras plantas fotosensíveis.

    quero deixar minha contribuiçao com experiencias que tive plantando quando morei no sul do país.
    sempre semeei direto, todos os meses tinham brotos, plantas crescendo e algumas florindo (isso dependia mais do fotoperiodo) as genéticas que cultivo sao cruzas variadas de prensados, com sementes da gringa SRD, o incrível é que um macho no jardim nunca pintou, volta e meia aparecem hermas mas é uma taxa pequena. bom o relato que vou dar é das plantas semeadas em julho.
    em um inverno tive que fazer uma viagem longa e em julho coloquei mais sementes em vasos do que costumo colocar e resultou em +- 30 plantas. destas 30 +- umas 10 colhi até a primavera (com cerca de 2 meses e meio de vida a 3, bem compactas e resinosas) mais algumas que entraram primavera a dentro e colhi na primavera (estas apresentaram alguns buds espichando como sintoma de revegetação), mas algumas que entraram em floraçao revegetaram e passaram batido a primavera e foram florescer só em meados do verao, pelo que soube foram colhidas entre 7 e 9 meses (vim embora do sul e deixei para meus camaradascuidarem).

    Penso ser interessante alguns aspectos da revegetaçao que podemos estudar caso haja possibilidade de um plantio mais esplanado, já que acarreta em grandes plantas por um grande periodo de tempo em um mesmo local aberto.

    grande abraço e que a força do Altissimo reine entre Nós!

    JAHMAN

  4. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a ServoDaTerra por este Post:

    beronha (29/08/2012), Budor (18/07/2011)

  5. #3
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    Respuesta: Dichavando, Estudando E Compreendendo O FotoperÍodo

    Que a força do altissimo reine entre nós, as criaturas! cara, eu cultivo de forma identica a ti, mas tenho bastante machos....uma taxa de 30% mais ou menos...acredito que isso se deva às condições de temperatura e fotoperíodo, que mudam bastante do sul pra cá onde eu estou...recentemente, tenho comprovado cada vez mais a prevalencia de femeas em cultivos fixados em locais com fotoperiodo com maior tempo de escuridão, mais umidade e temperatura mais baixa...mas não tinha como comprovar isso outdoor, agora tá aí tua experiencia p/ me animar a pesquisar ainda mais. quanto à revegetar, acho válido focar uma pesquisa nisso também, irmão!

    Que teus anos sejam longos, e tua vida repleta de paz!

  6. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a Macaco Natalino por este Post:

    Budor (18/07/2011), GanjaFire (19/07/2011), Kajyjywig (15/08/2014)

  7. #4
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    Respuesta: Dichavando, Estudando E Compreendendo O FotoperÍodo

    Salve salve irmaos,

    Grande Macaco, vejo que és um homem da Terra, Servo fiél do Criador, muito temos a agradecer por suas contribuiçoes. Intao meu camarada, morei no sul por muitos anos e la cultivei cannabis por mais ou menos 3 dos que vivi naquela região. As primeiras sementes que semeei eram fruto de uma plantaçao que um camarada tinha, as quais ele só tinha femeas e uma que outra hermas, talvez seja uma possibilidade para a alta taxa de femeas que sempre obti. com o tempo fui inserindo outras sementes dadas por amigos acompanhadas das palavras "esta é de skunk" ou "veio de amsterdã". Mesmo cultivando no verão (que no ápice do solstício chegava a fazer quase 14 horas de dia) NUNCA obtive um macho 100%, apenas femeas e de vez em quando hermas, algumas hermas com maior expressão masculina e outras bem contidas. Sempre optei por catar as flores macho diariamente e as mantinha isolada das femeas. Vez que outra uma femea no final da flora apresentava uma flor macho, o que eu utilizava para cruzas (poucas vezes usei polen de uma herma com muita expressao de macho para cruzar) e acredito que isso tenha contribuido para o alto indice de femeas também. Aonde morava era umido pra caramba, no verão fazia calor e apesar de ser no sul no inverno a temperatura raramente baixavados 10 graus. No solsticio de inverno chegava a quase 14 horas de escuro. Acredito que a genética aliada as condiçoes ambientais sempre foram favoraveis nos meus cultivos anteriores Se um dia voltar a morar no sul vou querer me envolver mais o esquema de revegetação natural pelo fotoperiodo, é muito interesante e penso que se bem trabalhado pode render bons frutos.
    Agradeço a Jah a força e disposiçao de eu e meus irmaos!
    JAHMAN

  8. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a ServoDaTerra por este Post:

    Budor (18/07/2011), chabouzo (30/05/2011), Macaco Natalino (26/11/2009)

  9. #5
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    Respuesta: Dichavando, Estudando E Compreendendo O FotoperÍodo

    Mto bom... agora eu aki a estudar mais e mais pra começar meu out... conto com ajuda de vcs ai... Macaco, Verdin e demais experts.

  10. El siguiente Usuario da las gracias a jose186 por este Post:

    phenomverde (02/07/2010)

  11. #6
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    Respuesta: Dichavando, Estudando E Compreendendo O FotoperÍodo

    Boa dica estou mantendo uma lampâda de 45w florescente ligada na parte da noite para manter as cannabis vegetando,Ela esta longe das sativas ,mais ja e o suficiente para ela manter a vegetação.

    Completando esse tópico que esta muito bom e esclarece muitas duvidas da galera que curte outdoor como eu.

    Estou simplificando as estações do Ano

    As estações do Ano.

    Todo mundo já sabe que durante o ano ocorrem quatro estações: Primavera, verão, outono e inverno.


    As quatro estações

    Outono : De 21 de março a 21 de junho

    Também conhecido como o tempo da colheita da cannabis , pois é nesta época que ocorrem as grandes colheitas. Os dias ficam mais curtos e mais frescos. As folhas e camarões, já estão bem maduros para passar a faca.



    Inverno: De 21 de junho a 23 de setembro

    Estação que sucede o Outono e antecede a Primavera, os dias são curtos e por isso escurece mais cedo.
    No sul do Brasil é comum ver a neve cair, cobrindo o chão e as plantas. Já nas outras regiões como São Paulo e Rio de Janeiro, é a chuva quem dá o ar da sua graça.



    Primavera: De 23 de setembro a 21 de dezembro.

    Ah, essa é a estação mais florida do ano! Representa a época primeira, a estação que antecede o Verão.Boa época para o plantio na minha opinião,o sol não esta tão forte,com isso os brotos de cannabis resistem melhor,e quando chegar o verão ja estão grandes para suportar o calor do brasil e chuvas.(outdoor)
    Com o fim do inverno, os voltam a ser mais longos e quentes.
    A temperatura não é tão baixa e nem tão alta fazendo da primavera uma época muito agradável.



    Verão: De 21 de dezembro a 21 de março.

    Chegou o Verão, a estação mais quente do ano. Muito calor e dias bem longos. As temperaturas estão lá em cima. Relativo a primavera. Estação que sucede a Primavera e antecede o Outono.

    Neste período a Terra recebe mais chuva por causa da vaporização das águas. O céu fica, ás vezes, fica nublado com pesadas nuvens que são o acúmulo de águas dos rios e dos mares transportadas para a atmosfera em forma de vapor.
    Para espécies como a sativa essa e a melhor época para a vegetação vão crescer bastante para a próxima estação que ja vai ser a coleita.




    So completando o que ja estava completo.

    Falow
    Última edición por verdesko; 21/06/2010 a las 07:36 AM

  12. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a verdesko por este Post:

    GanjaFire (19/07/2011), Meshuga (09/11/2013), phenomverde (02/07/2010)

  13. #7
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    Respuesta: Dichavando, Estudando E Compreendendo O FotoperÍodo

    Completando o tópico a cima.

    Clima nas regiões do Brasil

    Região Norte

    A região Norte do Brasil compreende grande parte da denominada região Amazônica, representando a maior extensão de floresta quente e úmida do planeta. A região é cortada, de um extremo a outro, pelo Equador e caracteriza-se por baixas altitudes (0 a 200 m). São quatro os principais sistemas de circulação atmosférica que atuam na região, a saber: sistema de ventos de Nordeste (NE) a Leste (E) dos anticiclones subtropicais do Atlântico Sul e dos Açores, geralmente acompanhados de tempo estável; sistema de ventos de Oeste (O) da massa equatorial continental (mEc); sistema de ventos de Norte (N) da Convergência Intertropical (CIT); e sistema de ventos de Sul (S) do anticiclone Polar. Estes três últimos sistemas são responsáveis por instabilidade e chuvas na área.
    Quanto ao regime térmico, o clima é quente, com temperaturas médias anuais variando entre 24o e 26oC.

    Com relação à pluviosidade não há uma homogeneidade espacial como acontece com a temperatura. Na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e no setor ocidental da região, o total pluviométrico anual, em geral, excede a 3.000 mm. Na direção NO-SE, de Roraima a leste do Pará, tem-se o corredor menos chuvoso, com totais anuais da ordem de 1.500 a 1.700 mm.

    O período chuvoso da região ocorre nos meses de verão - outono, a exceção de Roraima e da parte norte do Amazonas, onde o máximo pluviométrico se dá no inverno, por influência do regime do hemisfério Norte.



    Região Nordeste

    A caracterização climática da região Nordeste é um pouco complexa, sendo que os quatro sistemas de circulação que influenciam na mesma são denominados Sistemas de Correntes Perturbadas de Sul, Norte, Leste e Oeste.
    O proveniente do Sul, representado pelas frentes polares que alcançam a região na primavera - verão nas áreas litorâneas até o sul da Bahia, traz chuvas frontais e pós-frontais, sendo que no inverno atingem até o litoral de Pernambuco, enquanto o sertão permanece sob ação da alta tropical.

    O sistema de correntes perturbadas de Norte, representadas pela CIT, provoca chuvas do verão ao outono até Pernambuco, nas imediações do Raso da Catarina. Por outro lado, as correntes de Leste são mais freqüentes no inverno e normalmente provocam chuvas abundantes no litoral, raramente alcançando as escarpas do Planalto da Borborema (800 m) e da Chapada Diamantina (1.200 m).

    Por fim, o sistema de correntes de Oeste, trazidas pelas linhas de Instabilidade Tropical (IT), ocorrem desde o final da primavera até o início do outono, raramente alcançando os estados do Piauí e Maranhão.

    Em relação ao regime térmico, suas temperaturas são elevadas, com médias anuais entre 20o e 28oC, tendo sido observado máximas em torno de 40oC no sul do Maranhão e Piauí. Os meses de inverno, principalmente junho e julho, apresentam mínimas entre 12o e 16oC no litoral, e inferiores nos planaltos, tendo sido verificado 1oC na Chapada da Diamantina após a passagem de uma frente polar.

    A pluviosidade na região é complexa e fonte de preocupação, sendo que seus totais anuais variam de 2.000 mm até valores inferiores a 500 mm no Raso da Catarina, entre Bahia e Pernambuco, e na depressão de Patos na Paraíba. De forma geral, a precipitação média anual na região nordeste é inferior a 1.000 mm, sendo que em Cabaceiras, interior da Paraíba, foi registrado o menor índice pluviométrico anual já observado no Brasil, 278 mm/ano. Além disso, no sertão desta região, o período chuvoso é, normalmente, de apenas dois meses no ano, podendo, em alguns anos até não existir, ocasionando as denominadas secas regionais.



    Região Sudeste

    A posição latitudinal cortada pelo Trópico de Capricórnio, sua topografia bastante acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada são fatores que conduzem à climatologia da região Sudeste ser bastante diversificada em relação à temperatura.
    A temperatura média anual situa-se entre 20oC, no limite de São Paulo e Paraná, e 24oC, ao norte de Minas Gerais, enquanto nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média pode ser inferior a 18oC, devido ao efeito conjugado da latitude com a freqüência das correntes polares.

    No verão, principalmente no mês de janeiro, são comuns médias das máximas de 30oC a 32oC nos vales dos rios São Francisco e Jequitinhonha, na Zona da Mata de Minas Gerais, na baixada litorânea e a oeste do estado de São Paulo.

    No inverno, a média das temperaturas mínimas varia de 6oC a 20oC, com mínimas absolutas de -4o a 8oC, sendo que as temperaturas mais baixas são registradas nas áreas mais elevadas. Vastas extensões de Minas Gerais e São Paulo registram ocorrências de geadas, após a passagem das frentes polares.

    Com relação ao regime de chuvas, são duas as áreas com maiores precipitações: uma, acompanhando o litoral e a serra do Mar, onde as chuvas são trazidas pelas correntes de sul; e outra, do oeste de Minas Gerais ao Município do Rio de Janeiro, em que as chuvas são trazidas pelo sistema de Oeste. A altura anual da precipitação nestas áreas é superior a 1.500 mm. Na serra da Mantiqueira estes índices ultrapassam 1.750 mm, e no alto do Itatiaia, 2.340 mm.

    Na serra do Mar, em São Paulo, chove em média mais de 3.600 mm. Próximo de Paranapiacaba e Itapanhaú, foi registrado o máximo de chuva do país (4.457,8 mm, em um ano). Nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce são registrados os menores índices pluviométricos anuais, em torno de 900 mm.

    O máximo pluviométrico da região Sudeste normalmente ocorre em janeiro e o mínimo em julho, enquanto o período seco, normalmente centralizado no inverno, possui uma duração desde seis meses, no caso do vale dos rios Jequitinhonha e São Francisco, até cerca de dois meses nas serras do Mar e da Mantiqueira.



    Região Sul

    A região Sul está localizada abaixo do Trópico de Capricórnio, em uma zona temperada, É influenciada pelo sistema de circulação perturbada de Sul, responsável pelas chuvas, principalmente no verão, e pelo sistema de circulação perturbada de Oeste, que acarreta chuvas e trovoadas, por vezes granizo, com ventos com rajadas de 60 a 90 km/h.
    Quanto ao regime térmico, o inverno é frio e o verão é quente. A temperatura média anual situa-se entre 14o e 22oC, sendo que nos locais com altitudes acima de 1.100 m, cai para aproximadamente 10oC.

    No verão, principalmente em janeiro, nos vales dos rios Paranapanema, Paraná, Ibicuí-Jacuí, a temperatura média é superior a 24oC, e do rio Uruguai ultrapassa a 26oC. A média das máximas mantém-se em torno de 24o a 27oC nas superfícies mais elevadas do planalto e, nas áreas mais baixas, entre 30o e 32oC.

    No inverno, principalmente em julho, a temperatura média se mantém relativamente baixa, oscilando entre 10o e 15oC, com exceção dos vales dos rios Paranapanema e Paraná, além do litoral do Paraná e Santa Catarina, onde as médias são de aproximadamente 15o a 18oC. A média das máximas também é baixa, em torno de 20o a 24oC, nos grandes vales e no litoral, e 16o a 20oC no planalto. A média das mínimas varia de 6o a 12oC, sendo comum o termômetro atingir temperaturas próximas de 0oC, ou mesmo alcançar índices negativos, acompanhados de geada e neve, quando da invasão das massas polares.

    A pluviosidade média anual oscila entre 1.250 e 2.000 mm, exceto no litoral do Paraná e oeste de Santa Catarina, onde os valores são superiores a 2.000 mm, e no norte do Paraná e pequena área litorânea de Santa Catarina, com valores inferiores a 1.250 mm. O máximo pluviométrico acontece no inverno e o mínimo no verão em quase toda a região.

    volta

    Região Centro-Oeste
    Três sistemas de circulação interferem na região Centro-Oeste: sistema de correntes perturbadas de Oeste, representado por tempo instável no verão; sistema de correntes perturbadas de Norte, representado pela CIT, que provoca chuvas no verão, outono e inverno no norte da região; e sistema de correntes perturbadas de Sul, representado pelas frentes polares, invadindo a região no inverno com grande freqüência, provocando chuvas de um a três dias de duração.
    Nos extremos norte e sul da região, a temperatura média anual é de 22oC e nas chapadas varia de 20o a 22oC. Na primavera-verão, são comuns temperaturas elevadas, quando a média do mês mais quente varia de 24o a 26oC. A média das máximas de setembro (mês mais quente) oscila entre 30o e 36oC.

    O inverno é uma estação amena, embora ocorram com freqüência temperaturas baixas, em razão da invasão polar, que provoca as friagens, muito comuns nesta época do ano. A temperatura média do mês mais frio oscila entre 15o e 24oC, e a média das mínimas, de 8o a 18oC, não sendo rara a ocorrência de mínimas absolutas negativas.

    A caracterização da pluviosidade da região se deve quase que exclusivamente ao sistema de circulação atmosférica. A pluviosidade média anual varia de 2.000 a 3.000 mm ao norte de Mato Grosso a 1.250 mm no Pantanal mato-grossense.

    Apesar dessa desigualdade, a região é bem provida de chuvas. Sua sazonalidade é tipicamente tropical, com máxima no verão e mínima no inverno. Mais de 70% do total de chuvas acumuladas durante o ano se precipitam de novembro a março. O inverno é excessivamente seco, pois as chuvas são muito raras.

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  15. #8
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    Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    eae galera
    muito bom este topico me ajudou a esclarecer algumas duvidas.

    estou planejando a data do plantio da safra do verao.

    eu sei que devo plantar la perto do solsticio de verao mais me surgem muitas duvidas.

    observei que em geral as plantas europeias florecem no começo de agosto, mais ao estudar o fotoperiodo da holanda e da espanha tem uma diferença grande na quantidade de horas de luz por dia:

    MADRiD: 1 de agosto 14:18 horas de luz por dia

    Amsterdam : 1 de agosto 15:32 horas de luz por dia

    Tabelas completas:

    http://www.timeanddate.com/worldcloc...&afl=-11&day=1

    http://www.timeanddate.com/worldcloc...&afl=-11&day=1

    meu espanhol é muito pior que meu ingles por tanto nao pude aprofundar muito meu enendimento sore a data de floraçao outdoor na espanha, entao eu posso estar enganado, por favor me corrijam se for o caso.

    de acordo com a minha interpretaçao, no outdoor, a maioria das variedades holandesas estao adaptadas para florecer quando o ciclo de luz chega a 15hr por dia aproximadamente, sendo que o maximo de luz que eu tenho aqui na latitude 27 (no solsticio de verao 21/dez) é de 13:52 horas de luz por dia, ou seja nunca vou alcançar o potencial maximo de cresciento naturalmente.

    as plantas espanholas vao florescer qndo estiver proximo de 14hrs luz por dia.

    já as sementes paraguaias do prensado tem uma latitude muito parecida com a miha (paraguay vai de 27 a 19 aproximadamente) e as sementes plantadas na primavera aqui chegam a passar de 2m de altura.


    minhas dividas sao:

    se alguem sabe alguma especie que tenha floraçao tardia?(eu sei que pode haver variaçao conforme a especie), que só floreça outdoor com ciclo de 12/12, 13/11 ou o mais perto disso o possivel? sativas puras? mexicanas colombianas thai?

    o ideal seria uma tabela que demonstrasse com quantas horas de noite cada especie vai florir. mais axo dificil que exista alguma dessas.

    as plantas espanholas vao tardar mais para florir que as holandesas? devo preferir estas? ou no fim vao ser a mesma coisa?

    que dia plantar? na hipotese do periodo critico ser de 13h de luz e 11h de noite
    a data da gerinaçao seria proximo ao dia 30 de outubro, que o dia alcança 13h de luz. ateh alcançar 13:52 no solsticio.
    volará para 13h em 15 de fevereiro (suposta/esperada data da floraçao)
    isto é aproximadamente o que acontece com as sementes paraguaias por aqui.
    alguem tem experiencia na apicaçao no caso de sementes européias?

    minha intençao é obter o maximo de crescimento da planta, mais as especies que eu tenho intençao de cultivar sao holandesas com grande parte indica (ia testar GHS e Barneys) ou espanholas sweetseeds. (kalashnikova, kingskush, L.S.D., tangerinedream) . vao estas plantas florecer antecipadamente aqui? devo plantar varias menores ou adicioar luz artificial obrigatoriamente para previnir a floraçao?

    ja agradeço quem puder me esclarecer alguma duvida. e toda a galera do CC, ja aprendi muito com este forum e cada dia aprendo ainda mais. estou sempre vendo alguma coisa, muitas vezes eu nao tenho nada pra acrescentar portanto nao escrevo muito, mais tou sempre agradecendo os comentarios que leio e considero bons, uteis ou iteressantes.

    vou continuar minha pesquisa também, qualquer coisa vou postar aqui.
    VLWWW

  16. El siguiente Usuario da las gracias a GanjaFire por este Post:

    mato grosso (01/11/2012)

  17. #9
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    Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    Vamo lá. irmão pra segurar a floração vc complementa o fotoperiodo com luz artificial e pronto, tu pode levar até 6 meses de vega assim se quiser, já se vc plantar agora no inverno depois do dia 22 o fotoperiodo ta crescendo mas mesmo assim com 30 dias elas vão florir pq da baixa incidencia de luz, já como vc mesmo disse, se plantar na epoca certa primavera/verão elas vão florir no outono com 2 metros de altura haha !
    Então nao encana com o tempo de floração da genetica em si, pq o que importa é quanto de vega vc vai segurar, dai uma indica com certeza tem a floração mais curta do que as sativas , mas enfim, não tem galho, é só tu segurar a vega o maximo possivel pra plantar alcançar o tamanho desejado, a hora que tu achar que ta bacana desliga o complemento de luz artificial que elas vão florir , ai vai depender muito da variedade pra saber quanto tempo de floração vai demorar !


  18. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a Jim*Morrison por este Post:

    GanjaFire (19/07/2011), mato grosso (01/11/2012)

  19. #10
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    Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    eae vlw!
    entao, o jeito é complementar com lampadas a noite, fica meio ruim mas estou pensando.
    oq eu faço é plantar a qualquer epoca e com 1 mes as vezes mais ou menos florece e dao pes pequenos as vezes bem ramificados as vezes um camarao só.

    mais eu sei que tem a safra certa que é a que vai crescer e render mais, é esta que estou tentando descobrir o dia.

    já percebi que nesta epoca do ano que eu falei as paraguaias do prensado respondem bem.
    parece que o ciclo delas aciona a floraçao quando chega a 13luz/11noite aproximadamente(até um pouco mais de luz as vezes, mais nao chega a 14/10).
    a data do planio seria por volta do dia 30 de outubro dependendo a lua.

    oque eu quis dizer é qual especie demora mais pra florir nao quis dizer quanto tempo de duraçao da floraçao(7 a 15 semanas), mas as de floraçao tardia no sentido de durar mais o vegetativo e a planta demorar para começar a florir.

    que só acione a floraçao com um ciclo de noite muito longa ou o mais proximo de 12/12.
    dependendo da latitude e da epoca do ano o dia tem mais ou menos horas, fiz uma comparaçao, acredito que tenha uma variaçao grande quanto a isto, diferentes variedades de diferentes regioes florescem com um determinado ciclo de luz, vao ter muitas que florescem quando o ciclo fica 15/9 que eu acredito que seja o caso das holandesas e 14/10 para as espanholas, estou buscando uma variedade que seja tardia nese ponto de vista, e que só venha a florecer proximo ao 13/11 que pra mim já estaria muito bom.

    quem sabe eu plante prensadas do paraguaio, pois tenho algumas sementes guardadas, mais tenho na mao já tangerine dream e estou na espera de umas kalashnikova, assim que passar o frio, ja vou colocar umas TD pra germinar, to ja comprando as sementes pra elas tarem na mao já no dia.

    as vezes eu nao entendi nada e posso estar viajando, vou pesquisar mais pra ter certeza se na europa as plantas começam a florir em agosto mesmo.

    vlw ai, ainda to aberto a sugestoes.
    abrass
    Última edición por GanjaFire; 19/07/2011 a las 03:24 AM

  20. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a GanjaFire por este Post:

    Beckenbauer (28/11/2011), mato grosso (01/11/2012), pitoverde (08/10/2011)

  21. #11
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    Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    pois eh, custei pra ouvir vcs mais agora eu me liguei. ja sabia mais eh isso so testando q entendi.

    as indicas vao começar a florir antes que a sativas plantadas no mesmo dia, e ainda a floraçao das indicas vao ser mais rapida pra concluir que a da sativa.

    pra quem tem seu out em casa, colocar uma lampada(pode ser fluor de 15w) a noite so pra deixar elas acordadas umas 18h por dia, ja vai prolongar o cliclo vegetativo.

    depois é só tirar a luz e a floraçao começa, em 1 a quase 2 semanas dependendo se é indica ou sativa(ou da epoca do ano).

    deixar num vaso pequeno a planta também pode florir antes da hora.
    e fazer LST ou podar pode prolongar o vegetativo.

    valeu ae abrass

  22. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a GanjaFire por este Post:

    BAMBOOM (17/06/2013), Beckenbauer (28/11/2011), Jim*Morrison (28/11/2011)

  23. #12
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    Thumbs up Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    Cita Iniciado por GanjaFire Ver Mensaje
    pois eh, custei pra ouvir vcs mais agora eu me liguei. ja sabia mais eh isso so testando q entendi.

    as indicas vao começar a florir antes que a sativas plantadas no mesmo dia, e ainda a floraçao das indicas vao ser mais rapida pra concluir que a da sativa.

    pra quem tem seu out em casa, colocar uma lampada(pode ser fluor de 15w) a noite so pra deixar elas acordadas umas 18h por dia, ja vai prolongar o cliclo vegetativo.

    depois é só tirar a luz e a floraçao começa, em 1 a quase 2 semanas dependendo se é indica ou sativa(ou da epoca do ano).

    deixar num vaso pequeno a planta também pode florir antes da hora.
    e fazer LST ou podar pode prolongar o vegetativo.

    valeu ae abrass
    Então irmão, eu acho que o tema passou batido pela galera e ninguém viu... Eu não posso cultivar em Outdoor mas me amarro!!
    Pelo visto você já compreendeu melhor como as coisas funcionam, a cannabis vegeta durante os dias mais longos e floresce durante os dias mais curtos. Só não entendi quando você disse que as indicas irão florir antes que a sativas plantadas no mesmo dia, como você disse não é o dia que determina e sim a estação do ano. As plantas vão florescer ao mesmo tempo apartir do momento que elas sentirem a mudança do fotoperiodo, a unica diferença entre as duas espécies esta no tipo de flor e na duração da floração. Enquanto as indicas produzem super rápido e suas flores são robustas e bem resinadas, as sativas tem a produção mais longa e suas flores são espaças e demoram a resinar... No mais é isso mesmo, para continuar com a fase vegetativa é só fazer um complemento de luz após o por do sol. Segue uma imagem da translação da terra, retirada do livro Cultivo Medicinal do nosso colega Sergio Vidal, acho que irá ajudar na compreensão...


    Se eu fosse cultivar no Outdoor, eu plantaria minhas seeds na primeira lua favorável a partir de 22 de setembro... Depois de dezembro o fotoperiodo aqui no Brasil favorece a floração, então na real eu faria sempre um cultivo misto de Indoor para o vegetativo e Outdoor para floração, tendo plantas médias de dezembro a setembro e plantas grandes de setembro a dezembro...
    Tudo de bom irmão...
    Imágenes Adjuntadas
    Última edición por Beckenbauer; 28/11/2011 a las 20:02 PM

  24. Los siguientes 5 Usuarios dan las gracias a Beckenbauer por este Post:

    BAMBOOM (01/12/2011), GanjaFire (29/11/2011), Hartuique (29/11/2011), Harvest*Time (28/11/2011), Jim*Morrison (28/11/2011)

  25. #13
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    Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    Eae, mto bom esse topico mesmo

    entao, aqui eu passei a por uma lampada pra complementar a noite, eu tirei vai fazer 1 mes, oq aconteceu comgo foi que as minhas especies de predominancia indica, WW e kalashnikova(de padrao de crescimento e folha larga) mostraram os primeiros cabelos brancos em 1 semana(depois q eu tirei a lampada), já os meus predominante sativo skunkhaze e tangerine dream levaram 2 semanas ou mais . tanto de semente quanto clone.

    eu to sem o fio do celular pra passar as fotos depois se eu tiver como eu mostro,

    pelo que eu entendi é pelo periodo critico das sativas e das indicas que pode variar conforme a regiao de origem da planta, as sativas mais equatoriais vao ter um periodo critico com mais necessidade de horas de escuridao por dia pra florir do que umas indicas puras de hindu kush ou mesmo as aclimatizadas pra outdoor na holanda que sao adaptadas para um ciclo de luz do dia bastante longo e vao florir mesmo com ainda bastante horas de luz por dia em relaçao a nós aqui.

    isso ae abrass
    vlw pela dica da data do plantio, pra mim plantar na época as sementes do prensado faz basante diferença no tamanho final da planta, já as sementes compradas varia mais nunca chega a naturalmente passar de 2m como as do prensado, ja com uma lampada fraquinha so pra acordar as plantas da pra aumentar bastante o vegetativo, com as sementes gringas passando de 1,50m.

  26. El siguiente Usuario da las gracias a GanjaFire por este Post:

    BAMBOOM (17/06/2013)

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    Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    Tópico muito bom mesmo... e eu como não sou dos melhores alunos(faço agronomia)
    nunca tinha entendido isso nas aulas de Agrometeorologia, e nas aulas de fisiologia vegetal...
    agora tenho ctz q entendi isso.... se não aprende da forma boa, aprende da má! aushuahsuihaushuiahsihaisha
    abraço
    e TKS pelo Tópico!

  28. El siguiente Usuario da las gracias a Grisly_ por este Post:

    BAMBOOM (17/06/2013)

  29. #15
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    Re: Dichavando, Estudando E Compreendendo O Fotoperíodo

    pessoal
    eu joguei uma semente de prensado em um vaso por acaso e germinou e esta crescendo...
    isso aconteceu no mes de agosto... como nao foi nada planejado e nao entendo mt bem
    gostaria de saber mais o menos quando ela vai dar inicio a flora???? moro na regiao sudeste SP

    abraçoo

  30. El siguiente Usuario da las gracias a verdedavisao por este Post:

    Beckenbauer (09/10/2013)

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