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Tema: Sociedade Canbica - As Notcias e os Tpicos em destaque

  1. #121
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    Re: Sociedade Canbica - As Notcias e os Tpicos em destaque

    Holanda - Parlamento aprova cultivo de cannabis

    "O parlamento holands aprovou esta tera-feira a legalizao do cultivo de cannabis.

    At agora a cannabis era tecnicamente ilegal, mas vigorava uma poltica de tolerncia e a polcia no acusava quem tivesse pequenas quantidades da substncia.

    Passa tambm a ser legal o cultivo profissional da planta, o que perrmitir s coffee shops ter uma fonte legal. "

    Fonte - http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=657212

  2. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a espiao69 por este Post:

    1000k (22/02/2017), Pedro.r (21/02/2017), pedro_carnei (21/02/2017)

  3. #122
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    Re: Sociedade Canbica - As Notcias e os Tpicos em destaque

    Uma pesquisa at h um momento num motor de pesquisa no deu "hit" em nada. Estranho no haver agncias internacionais j a palrar, mas vamos aguardar .

  4. #123
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    Re: Sociedade Canbica - As Notcias e os Tpicos em destaque

    https://www.leafly.com/news/politics...is-cultivation

    Por esta noticia parece que afinal falta passar na "First Chamber" a votao de hoje foi na lower house of the Dutch Parliament... acredito que vai passar a Holanda est a perder muito com a legalizao na Amrica

  5. #124
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    Re: Sociedade Canbica - As Notcias e os Tpicos em destaque

    Com o avanar do tema da legalizao da Cannabis em Portugal comeam as campanhas de desinformao.....

    O FN divulga hoje uma carta escrita por um toxicodependente, em tratamento, internado numa comunidade teraputica com consumo s de cannbis. A missiva foi-nos feita chegar por Nelson Carvalho, diretor da Unidade Operacional de Interveno em Comportamentos Ilcitos (UCAD), e est a ser hoje divulgada na comunicao social.

    Para os que tm dvidas e consideram a cannbis uma droga leve, incua, inconsequente para a sade humana, Nelson Carvalho convida a ler e a partilhar este testemunho escrito na primeira pessoa. No incio de Janeiro deste ano encontrava-me pela manh a desfolhar um jornal dirio de tiragem nacional e deparo-me com uma notcia que prendeu a minha ateno: Ok a fumar charros e a plantar cannabis. Li com ateno a notcia e fiquei mais tranquilo, apenas uma inteno, para j no uma deciso consumada. No entanto, ao longo das ltimas semanas, isto no me sai da cabea e por esse motivo decidi tornar pblico apenas alguns pontos da minha vida. O objectivo pelo qual o fao serve apenas para exemplificar aquilo a que muitos chamam de droga leve, no meu caso, trouxe-me consequncias muito pesadas. Pedi aos tcnicos que me acompanham na Clinica do Outeiro, para corrigirem o texto e ajudarem a divulgar esta mensagem, escrita com sofrimento, com angstia e raiva seguida de muitas lgrimas, para que o meu exemplo, possa surgir de travo a outros. Chamo-me Antnio (nome fictcio), tenho 35 anos e nasci numa famlia dita normal, com valores morais e regras bem definidas, sempre fui, embora rebelde, uma criana saudvel e com muitos amigos. Via, ao longo da minha adolescncia, alguns amigos e conhecidos a fumar uns charros, no entanto, naquela altura isso nunca me atraiu, apesar da insistncia de alguns. Com 18 anos comecei a trabalhar numa empresa multinacional alem, a operar na zona norte do pas. Sempre fui trabalhador, aproveitava todas as horas extras possveis e por isso, fruto do meu trabalho, ganhava bem e tinha uma boa vida. Com 21 anos casei, j tinha carro e comprei casa. A minha ex-mulher estava grvida do meu filho, tudo me corria bem, era feliz, tinha muitos amigos e uma vida social activa. Sempre adorei futebol, principalmente ver os jogos do meu clube do corao e era uma presena assdua em todos os encontros. Foi neste contexto que um dia, um amigo que me acompanhava me ofereceu um charro para fumar. Num primeiro momento disse-lhe que no, ele insistiu, disse-me que ia ficar zen, voltei a dizer que no, ele acendeu um para ele, voltou a insistir, acabei por aceitar e dar uma passa. No fim do jogo, fumamos os dois, cada qual o seu charro. Foi nesse dia, com 22 anos, que comeou a minha autodestruio. Sempre que ia ver um jogo do meu clube fumava um charro. O consumo desta droga comeou de forma ocasional e espordica, passou a regular, depois a frequente, a diria e por fim j consumia vrias vezes ao dia. Com 23 anos, e novamente durante um jogo de futebol fumei um pouco demais, para mim 3 charros nesta fase j era demais. Durante o jogo, senti-me mal, comecei a ficar com os meus sentidos muito apurados, o som era ensurdecedor, tinha a sensao que toda a gente olhava para mim e queriam fazer-me mal. J no consegui trazer o carro, quando cheguei a casa fechei-me no quarto durante dois dias, no queria falar nem ver ningum, apenas rezava e queria que aquele mau estar desaparecesse. Com o tempo comecei a sentir um cheiro permanente a podre, um cheiro que s eu sentia. A minha ex-mulher dizia que eu estava a ficar louco (ela no sabia o que se passava, s soube mais tarde). Sempre que fumava uns charros tinha a sensao que o cheiro a podre aliviava ou desaparecia, por isso, comecei a fumar mais, e cada vez mais. Lembro-me que, com o passar do tempo o cheiro a podre comeou a ser acompanhado por vultos de familiares que j tinham falecido. Estava cheio de medo, por vezes no queria dormir, outras vezes no conseguia, recusava-me a sair do quarto, passava os dias e as noites a rezar e a acender velas pelos meus familiares, queria que eles no voltassem, que me deixassem em paz, mas isso no acontecia, at que, um dia, chegou a minha casa a policia e o INEM, fui internado compulsivamente. Nessa altura diziam que tinha uma psicose txica, que tinha de parar de fumar haxixe, mas no compreendia a necessidade, afinal, como os meus amigos diziam era uma droga leve, era natural. Pior era o tabaco que s tinha qumicos. Continuei a fumar haxixe, 5 a 6 charros por dia. Foi uma questo de tempo at que o cheiro a podre e os mortos voltaram a surgir, voltavam a no me deixar dormir, conseguia dormir em mdia 8 horas a cada 3 dias, voltei a fechar-me no quarto, apenas iluminado pelas velas que acendia. Em 2 anos tive cerca de 30 tentativas de suicdio e outros tantos internamentos em Psiquiatria. Num desses internamentos o Mdico Psiquiatra que me acompanhava disse-me que j no tinha uma psicose txica, mas sim Esquizofrenia Paranide, uma doena crnica, que no tem cura, mas sim tratamento. Que ia piorar com o tempo se no parasse de fumar canbis. Hoje, olho para traz e vejo que esse Psiquiatra tinha razo, afinal a canbis (a nica droga que fumei ao longo da minha vida), aquela substncia que muita gente apelida de droga leve, que natural e no faz mal nenhum, trouxe-me elevadas consequncias. H 15 anos atrs tinha, uma famlia, carro, casa, um ordenado de 1.200,00 e muitos amigos. Hoje, estou internado na Comunidade Teraputica Clinica do Outeiro, a tentar refazer a minha vida, estou divorciado, perdi a minha famlia, o meu carro, a minha casa e o meu emprego Estou sozinho. Resumindo, hoje no tenho nada, perdi tudo, vivo de apoios sociais e mal tenho dinheiro para um caf e uns cigarros. Isto foi o que esta droga leve me deu, uma mo cheia de consequncias, por sinal bem pesadas. Desejava h 13 anos atrs ter dito que no, nunca ter experimentado. Tento refazer a minha vida, reconquistar o que perdi, sei que no vai ser fcil, mas ao menos resta-me a esperana e o desejo pessoal que esta legalizao no surja, no por mim, pois a mim j me destruiu, mas por todos aqueles que podem vir, como eu, a sofrer por causa desta droga, que muitos chamam Droga Leve.

    Antnio (Nome Fictcio)
    02 de Fevereiro de 2016

  6. #125
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    Re: Sociedade Canbica - As Notcias e os Tpicos em destaque

    Cita Iniciado por Conrado1 Ver Mensaje
    Com o avanar do tema da legalizao da Cannabis em Portugal comeam as campanhas de desinformao.....
    A notcia est a ser agora reciclada, mais de um ano depois. Sem desrespeito pelo paciente em causa, se realmente o nmero de pessoas que sofrem este tipo de transtornos fosse expressivo, quantos mais testemunhos destes teriam surgido nos ltimos 12 meses??

    J foi comentado aqui:

    http://www.cannabiscafe.net/foros/sh...-a-isto%21%21?

  7. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a pedro_carnei por este Post:

    1000k (22/02/2017), Pedro.r (22/02/2017)

  8. #126
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    Re: Sociedade Canbica - As Notcias e os Tpicos em destaque

    La 'Mara' portuguesa: Portugal, primera potencia productora de cannabis en Europa?


    Por climatologa y por extensin libre de terreno, el pas vecino debate en su Parlamento dos proyectos de ley presentados por el Bloque de Izquierdas. Busca hacerse con un mercado potencial de 90 millones de consumidores.

    La mayora de los europeos consideran que Portugal es el hermano pobredel continente, un pequeo pas venido a menos, conocido por sus costas soleadas, el bacalao y las toallas. En pocos aos, sin embargo, la concepcin del pas vecino podra ser la de un Estado resurgente, enriquecido gracias a su nuevo estatus como el mayor proveedor de cannabis legal de la Unin Europea. Lo har cambiando la 'mara' de la mtica cancin de Carlos Cano por esa otra que, en forma de pitillo, se fuma en toda Europa; la 'Mara' portuguesa.
    Son cada vez ms los Estados comunitarios que permiten el consumo de cannabis, pero no todos tienen capacidad agrcola para producir la planta y ninguno de ellos ha liberalizado su cultivo. La creciente demanda presta urgencia a la necesidad de hallar una fuente lcita de produccin de marihuana.

    Ahora, Portugal se posiciona para hacerse con este mercado virgen cuyo valor estimado es de entre 15 y 35 mil millones de euros anuales, segn un informe reciente de la prestigiosa Corporacin RAND gracias a dos proyectos de ley que prepara el Bloque de Izquierda, la tercera fuerza dentro del Parlamento luso.
    Sendos textos se centran en la legalizacin del consumo de la marihuana. Uno plantea su empleo para fines medicinales y teraputicos, mientras el otro propone dar luz verde al uso recreativo de la droga.
    Pero la aprobacin de cualquiera de las dos medidas conllevara la modificacin necesaria del restrictivo modelo de cultivo actualmente vigente en el pas. Aunque el cultivo de cannabis sativa especie a la que pertenecen tanto el camo industrial como la marihuana es tcnicamente legal en Portugal desde 1993, la clasificacin de la planta como substancia estupefaciente hace casi imposible conseguir las autorizaciones necesarias para su plantacin.
    Activistas del sector argumentan que la liberalizacin del cultivo de cannabis en Portugal sera revolucionario para el comercio agrcola nacional, devastado tras la entrada en la UE. Hablan de reactivar los campos del Alentejo y los valles del Duero, donde ms de 100.000 hectreas han quedado abandonadas por pequeos agricultores incapaces de competir dentro del mercado comn europeo. Imaginan grandes plantaciones de marihuana creciendo donde antes se cultivaban tomates.
    Fuera del pas el inters es incluso mayor, pues las grandes consultoras del negocio del cannabis reconocen que, gracias a su clima privilegiado, Portugal podra convertirse en una potencia capaz de satisfacer a los 12,5 millones de europeos que consumen marihuana de manera regular, como tambin los 87 millones que, segn el Observatorio Europeo de Drogas y Toxicomana, prueban la droga espordicamente a lo largo de sus vidas. Crece el nmero de empresas del sector que aterrizan en el pas vecino, atrados por la fiebre del oro verde.
    POTENCIAL REAL

    La Marijuana Policy Group (MPG) es la principal consultora del mercado internacional de cannabis. Ofrece asesoramiento econmico y legal a entidades, a empresas y gobiernos de todo el mundo, ayudndoles a crear las infraestructuras para tener un mercado de marihuana lcito y funcional.
    Miles Light, economista del MPG, explica que Portugal tiene una oportunidad nica para hacerse con el mercado europeo. Se trata de un mercado poco explotado y el primer pas que tome la iniciativa tendr una ventaja fundamental.

    Light considera que la tendencia hacia la legalizacin en Europa har que el producto que antes se valor por ser ilcito empiece a valorarse por su calidad. Los consumidores querrn buen cannabis y dejarn de consumir lo que actualmente llega de Marruecos y los Balcanes.
    Ya lo hemos visto en EEUU, donde antes la marihuana era importada ilegalmente desde Mxico. Desde que se legaliz, la red de suministro se ha invertido, y ahora hay clubes de cannabis en el Distrito Federal solicitando cannabis de alta calidad cultivado legalmente en Colorado.
    Portugal podra convertirse en el Colorado de Europa, aade, refirindose al estado norteamericano que fue el primero en legalizar el cultivo, la venta y el consumo de marihuana a gran escala, y que actualmente domina el mercado estadounidense.
    Slo en 2015 Colorado sum 996,2 millones de dlares en ventas de cannabis medicinal y recreativo. Los beneficios no slo fueron jugosos para las empresas implicadas, sino tambin para el propio estado, que ingres 121,2 millones de dlares a travs de los impuestos directos aplicados al negocio.
    Light dice que el clima clido de Portugal le dara una ventaja durante el periodo inicial de produccin hidropnica, cuando se emplean invernaderos para garantizar la calidad de la hierba. La electricidad es cara en la UE y el clima luso permite ahorrar, reduciendo costes comparado con el norte de Europa.
    El economista tambin seala que, a largo plazo, el sueo de grandes campos de cannabis podra ser factible para Portugal, pues son cada vez ms populares los llamados derivados leos y comestibles que pueden ser manufacturados con extractos de plantas cultivadas al aire libre.
    LA NECESIDAD DE TENER UN PROVEEDOR DE CANNABIS LEGAL

    El papel que Portugal puede desempear como el primer productor de cannabis legal en la UE se entiende a travs de la situacin que vive Holanda, donde el llamado prinzip de gedogen o principio de tolerancia permite la venta y consumo de marihuana a travs de los emblemticos Coffee Shops, pero donde el cultivo de la droga es duramente perseguido por las autoridades. El resultado es que quienes proveen a los Coffee Shops no son agricultores locales, sino bandas criminales internacionales.
    La lucha por controlar territorios estratgicos de las principales ciudades holandesas ha hecho que una guerra cruenta entre las bandas criminales tenga lugar en las calles del pas de los tulipanes. Hace menos de un ao apareca la cabeza de un traficante delante de uno de los Coffee Shops ms populares de msterdam, y en los ltimos mesesse han registrado tiroteosentre bandas enzarzadas en el puerto de Rterdam.
    Las autoridades neerlandesas sealan que el 20% de los homicidios que tienen lugar en los Pases Bajos est vinculado al conflicto entre los traficantes, pero falta voluntad poltica para cambiar las leyes.

    Es un sistema fallido. El Ministerio de Justicia persigue a quienes cultivan marihuana, pero luego no pregunta de dnde viene el material vendido por los Coffee Shops, explica Jan Brouwer, profesor de Derecho de la Universidad de Groninga, especializado en la poltica de drogas neerlandesa.
    Las autoridades fiscales facilitan el trabajo a las bandas criminales, pues los Coffee Shops representan el nico sector de la economa holandesa que no tiene que justificar ante la Hacienda el origen de las mercancas que vende. Se tendra que dar el paso hacia la legalizacin del cultivo aqu, o encontrar una fuente para su importacin legal.
    El caso neerlands demuestra que la tolerancia o legalizacin del consumo tendra que ir acompaada por similares condiciones para el cultivo de cannabis, pero los pases europeos que han dado el paso hacia la legalizacin han fallado en este aspecto. Hasta ahora ninguno se ha atrevido a fomentar el cultivo legal de la sustancia, limitando su produccin a proyectos estatales que no tienen capacidad de generar cantidades suficientes para responder a la demanda de sus consumidores.
    Italia legaliz el consumo medicinal en 2013, pero la nica fuente de cannabis legal es una plantacin administrada por el Ejrcito en Florencia, y el pas ha tenido que recurrir a la importacin a unos precios prohibitivos.
    En Alemania, en marzo entrar en vigor la recin aprobada ley que permite el consumo de cannabis por motivos teraputicos. Ah tambin sigue siendo ilegal el cultivo de marihuana, y aunque se contempla la creacin de plantaciones estatales, las autoridades germanas reconocen que tendrn que importar para satisfacer la demanda de sus pacientes en el futuro.
    FRMULA PARA REVITALIZAR EL CAMPO

    La entrada en la UE fue demoledora para el sector agrcola luso, donde las estadsticas nacionales indican que un 30% de las explotaciones agrcolasdesaparecieron durante los 30 aos que el pas lleva dentro del mercado comn.
    La Poltica Agraria Comn (PAC) llev a la reduccin brutal del nmero de productores y el fin efectivo de las tradicionales quintas familiares. La avalancha de hortalizas baratas procedentes de Espaa y otras partes de la Unin Europera fue un golpe mortal para un sector que era poco productivo, pero que empleaba casi el 20% de la poblacin en 1990. Cientos de miles de personas dejaron el campo y se mudaron a las grandes ciudades del pas; otros muchos optaron por emigrar. Aldeas vacas y miles de campos abandonados repartidos entre las 3,6 millones de hectreas arables del pas sirven como triste testimonio del xodo rural.
    Activistas como Dinis Dias, director de la Cooperativa para el Desarrollo del Camo (CANAPOR) y editor de A Folha, la principal revista de cultura cannbica en Portugal, argumentan que la creciente demanda europea y los planes del Parlamento para liberalizar el cultivo de cannabis representan una oportunidad inigualable para revitalizar esas tierras y conseguir que muchos vuelven al campo.
    Tenemos un clima ideal para el cultivo de cannabis, que requiere mucha luz y responde bien ante la humedad, afirma Dias. Se podra producir en prcticamente cualquier parte del pas, y las condiciones son mucho mejores que en otros Estados europeos. Dara nueva vida a zonas agrcolas como el Alentejo, donde es preciso encontrar alguna manera de estimular la economa local.
    Dias indica que Portugal ya tiene una amplia experiencia en el cultivo de cannabis sativa, especie a la que pertenecen tanto el camo industrial como la marihuana, diferenciados entre s slo por las distintas concentraciones del constituyente psicoactivo tetrahidrocannabinol(THC).
    La planta fue cultivada en masa en todas partes del pas incluso en la poca de los descubrimientos. Enormes cantidades se almacenaban en la Cordoaria Nacional de Lisboa, donde el cultivo era fuente de fibra textil para la marina lusa. Los navos que llevaron a Vasco da Gama a la India y a lvares Cabral a Brasil lo hicieron con sogas y velas de cannabis.
    Ricardo Brinco, uno de los organizadores de Cannadouro, el congreso internacional de productores de camo de Oporto, dice que muchos lusos todava recuerdan cmo el cannabis proliferaba en amplios campos del Alentejo y en parcelas particulares en los valles del Duero. La produccin de camo industrial aportaba 150.000 contos lo equivalente a ms de 50 millones de euros a la economa lusa a mediados de siglo.

    El cultivo de cannabis era una parte clave de la poltica agraria del Estado Novo del dictador [Antnio de Oliveira] Salazar. Se foment su cultivo para uso como pienso animal y para la industria textil, en la que era empleado para hacer calzado. Era una cosa completamente normal para nosotros.
    PLANTACIONES DE CANNABIS MEDICINAL EN VORA

    Bajo presin norteamericana, Portugal ilegaliz el cultivo de cannabis en los aos 60. Sin embargo, nuevas normativas europeas hicieron que volviera a ser legal sembrar cannabis sativa en los aos 90, pero de manera limitada. El cultivo slo es posible con permiso expreso de Infarmed, la entidad reguladora de medicamentos en Portugal.
    El proceso de autorizacin es tan complicado que hoy poco ms de una decena de pequeos productores cultivan camopara fines industriales. Estos se quejan de que la Polica desconoce la ley y muchas veces procede con la incautacin y destruccin de plantas que son legales.
    Mientras las autoridades obstaculizan el paso de productores legales, recientemente la administracin lusa ha dado visto bueno a iniciativas extranjeras, y desde 2014 la empresa Terra Verde en la que participa la farmacutica britnica GW Pharmaceuticals cuenta con autorizacin gubernamental para operar una plantacin de cannabis sativa a pocos kilmetros de la ciudad alentejana de vora.
    El 100% del cannabis producido en sus instalaciones es transformado en un polvo que luego es exportado a las instalaciones de la farmacutica en Reino Unido, donde es utilizado en medicamentos destinados a tratar enfermedades oncolgicas, esclerosis mltiple y epilepsia. Entre otros medicamentos, GW Pharmaceuticals produce Sativex, una solucin bucal que se destina en Espaa a los pacientes con esclerosis mltiple para disminuir la rigidez muscular.
    El xito de las operaciones de Terra Verde en el Alentejo ha atrado a otras empresas extranjeras. Infarmed, la entidad portuguesa reguladora de medicamentos que tambin es responsable de autorizar la actividad relacionada con el cultivo de cannabis sativa, indica a EL ESPAOL que actualmente se estn valorando sendos proyectos presentados por una empresa israel y otra canadiense para unidades de cultivo, produccin y purificacin de la planta. Las operaciones de las tres empresas representan una inversin total de 107 millones de euros en Portugal.
    Adems de las farmacuticas, grandes grupos de capital de inversin, como la estadounidense Privateer Holdings -el mayor grupo privado del mundo dedicado al desarrollo del mercado de cannabis legal- han mostrado su inters en lanzar operaciones en Portugal. El pasado octubre el CEO de la empresa, Brendan Kennedy, anunci que estaba negociando con el Gobierno luso para invertir en la joven industria del pas con fbricas para tratar el cannabis cultivado por otros.
    CARRERA A CONTRARRELOJ

    El politlogo Jesper Matsen, consultor del Marijuana Policy Group, advierte que si Portugal quiere tomar ventaja con respecto del mercado europeo, tendr que moverse rpidamente.
    Desde Copenhague, donde actualmente asesora al Parlamento durante el lanzamiento del programa piloto de cannabis medicinal en Dinamarca, Matsen dice que es inevitable que productores locales de toda Europa reconozcan el valor de este mercado. Por eso es tan importante ser el primero en consolidarse como un agente responsable.


    Su compaero Miles Light considera que para que el negocio tenga xito en Portugal es importante emular el modelo americano, reforzando medidas estructurales para que exista un control real: el modelo en vigor en estados como Colorado requiere licencias que especifican el nmero de plantas o el tamao del espacio de cultivo.
    Debido a que el cannabis sigue siendo ilegal en muchos estados, aquellos que lo producen legalmente se comprometen a controlar el cultivo, transporte interior y venta final dentro de sus propias fronteras. Cada planta lleva una chapa digital que permite que su localizacin sea controlada a lo largo del proceso.
    El Gobierno portugus tiene que demostrar que no opera como un crtel en la esquina de Europa, afirma Light. Si lo hace bien, no requiere mucha imaginacin augurar que Portugal se podra consolidar como el gran proveedor de los estados europeos que no quieran o no tengan la capacidad de tener cultivo propio.
    TMIDAS ESPERANZAS

    El activista Dias dice sentirse esperanzado ante las nuevas iniciativas parlamentarias. Aunque hay dudas sobre la viabilidad del proyecto de ley que aprobar el consumo recreativo, parecen haber apoyos suficientes entre los partidos que forman la mayora parlamentaria de izquierdas para aprobar la legalizacin del consumo de cannabis para fines medicinales y la correspondiente modificacin de la regulacin del cultivo de la plantaantes de finales de ao.
    He comparecido en el Parlamento en varias ocasiones y cada vez que voy me doy cuenta de que todava perviven los viejos estigmas sobre el cannabis. Afortunadamente, nuestra sociedad comienza a cambiar, e incluso en los programas de media tarde, destinados a los sectores ms viejos y conservadores de la sociedad, se habla del cannabis medicinal como una realidad teraputica.
    De cara al futuro del negocio en tierras lusas, el activista espera que la versin final del proyecto de ley contemple un modelo mixto que permita que todos puedan participar en un potencial negocio de cannabis legal en Portugal.
    Me parece bien que las empresas farmacuticas continen invirtiendo en Portugal, pero lo ideal es que tambin se fomente la economa local permitiendo el auto cultivo, o el cultivo a travs de terceros, afirma.
    Lo ideal sera que, partiendo de ese principio, se permita que pequeos y medianos agricultores, debidamente certificados por el Ministerio de Salud, puedan responder a esa demanda. As todos podremos participar en un negocio que, al fin y al cabo, siempre ha sido parte de nuestra cultura.

    Jornal El Espanol - 26-02-2017

  9. Los siguientes 4 Usuarios dan las gracias a Conrado1 por este Post:

    Green_Elf (01/03/2017), Pedro.r (01/03/2017), pedro_carnei (01/03/2017), weedtoker (01/03/2017)

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