Para este senhor digo apenas uma coisa: prepare as campanhas de conscientização e as devidas pesqueisas COMPROVANDO que o uso de cannabis se equipara em danos ao do tabaco. e guarneça seu próximo projeto de lei com a ressalva de impostos destinados à saúde que devem ser oriundos do comércio da substancia. no estado conteporaneo a liberdade individual deve ser respeitada, bem como a liberdade de escolha e credo. minha saúde é meu patrimonio, dela quem trata sou eu. podem me convencer a não usar bluetooth, deveriam mesmo fazer campanhas, eu jogo PS3 com ele o dia todo, e pesquisas compravaram que causa cancêr...mas só podem tentar me convencer, não podem me impor. jamais podem me impor. pois o meu direito vai até onde começa o de outro cidadão, e que eu saiba, a cannabis não causa dano social algum quando cultivada de forma autonoma...quem acha que não, me prove o contrário. se me convencerem, eu paro de fumar. não quero prejudicar ninguém, afinal. se me for provado que um de meus hábitos lesa a sociedade de alguma maneira, ficarei feliz em cessa-lo. uma vez que não possuo vícios....
ps: o discurso do referido senhor é tão pobre que me fez limitar minha resposta a poucas linhas...sugiro a ele que da próxima vez privilegie a retórica. é pobre utilizar frases feitas, e o uso da lógica foi desprivilegiado de forma sofrível. talvez identificassemos a origem de tal delegância se soubessemos mais sobre o parlamentar...acha quem é ele, verdesko, pra gente saber de tudo, e ter argumento pra convencer o povo A NUNCA MAIS ELEGER ESSE CIDADÃO.
esta ai tudo mastigado foi um trampo mais vale a causa..
Tive que hospedar porque quando eu postava mais de 1500 Email não estava rolando, eu editei tudo com ( ; ) para ser colocado direto no vosso Email sem problemas pronto pra usar..
se eu pudesse dar mil gracias, estariam dadas. verdesko, nosso olho vigilante, é o cara que nunca vai deixar passar nada despercebido. e o que ele notar,eu vou comentar. tá aí a lista, irmãos. só não se manifesta junto ao seu representante quem não quiser. NÃO É CRIME MANIFESTAR-SE A FAVOR DE MUDANÇASNA LEI, NÃO É CRIME EXERCER SEU DIREITO, NINGUÉM PODE PUINIR O CIDADÃO POR UTILIZAR-SE DAS FERRAMENTASDEMOCRÁTICAS QUE TEMO À DISPOSIÇÃO. USEM-NAS!
domingo, 11 de julho de 2010 Coffee shops se preparam para a final da Copa
A grande campanha da seleção da Holanda que, neste domingo, enfrenta a Espanha, na final da Copa do Mundo, mudou a rotina de alguns estabelecimentos típicos da capital holandesa Amsterdã. Muitas coffee shops, lojas onde a venda e o consumo de pequenas quantidades de maconha e haxixe são permitidos, estão exibindo os jogos do Mundial para não perder clientela. Uma delas tem até um painel na parede com Ronaldo Fenômeno.
A Sheeba Coffeeshop está localizada na Warmoesstraat, uma das ruas com maior concentração de bares e coffee shops por metro quadrado de Amsterdã. Na entrada, ela lembra um pub inglês, com o bar e cadeiras próximas ao balcão. A diferença é que ali, como em todas as coffee shops, a venda de bebidas alcoólicas é proibida. A parede ao lado do bar está pintada com uma locomotiva soltando fumaça tendo à frente o ex-craque holandês Johan Cruyff, com a camisa do Ajax, de Amsterdã, disputando a bola com Ronaldo, vestido com a camisa da seleção brasileira.
- O dono é louco por futebol e mandou pintar este painel. É bonito, não? - disse um funcionário que pede para não se identificar, fato que não é raro em coffee shops, onde fotos nem sempre são bem vindas.
Existe um outro ambiente, nos fundos, com mesas grandes viradas para a TV lembrando um restaurante. Ali é a área dos fumantes, com vidro duplo para não deixar o cheiro de fumaça se espalhar pelo restante do estabelecimento. É também onde são mostrados os jogos da Copa.
- Estamos exibindo as partidas não somente por causa da clientela, já que aqui ficaria vazio se não fizéssemos isso, mas também por nossa causa. Também queremos ver a Holanda em campo - afirmou o funcionário.
A maioria das coffee shops na Warmoesstraat estão fazendo o mesmo, mas existem outras que decidiram não mudar seus hábitos. São lojas geralmente menores que preferem não fazer muita propaganda para atrair turistas. Pior para quem trabalha lá.
- Eu não sei como vou fazer. Vou tentar sair para dar uma espiada no bar vizinho - disse um jovem.
domingo, 11 de julho de 2010 Discolized: The Pharcyde - Hip Hop Alternativo e Enfumaçado!
Para o Discolized dessa semana vamos postar um ícone do Hip Hop Alternativo dos anos 90: The Pharcyde. Estamos falando de um dos grupos de Rap que revolucionou a cena, surgindo nos meados da década de 90, o grupo formado por 4 integrantes tornou-se bastante conhecido pelo álbum que postaremos aqui hoje, o primeiro lançamento oficial da carreira do grupo: Bizarre Ride II the Pharcyde!
Em 1991, o grupo havia gravado seu primeiro Disco Demo, contendo os sons 'Passin' Me By', 'Ya Mamma' e 'Officer'. Um produtor foi contratado e foi questão de tempo para que alguma gravadora se interessasse no trabalho dos 4 garotos de Los Angeles. Foi então que a Delicious Vinyl, uma gravadora local, chamou o grupo e assinou seu contrato.
O álbum Bizarre Ride II foi lançado em 1992, e era diferente de tudo o que o povo americano estava acostumado a ouvir como Rap. Talvez por isso até hoje o The Pharcyde seja conhecida como um grupo de Hip Hop alternativo. Suas letras tratam em sua maioria de temas cômicos e irrelevantes, diferenciando-se bastante de seus antecessores, que usavam a música como uma forma de auto-promoção. Vemos alusões à maconha em muitas das letras deste álbum. Uma música inclusive chama-se 'Pack the Pipe' e é dedicada inteira a este tema.
Sem dúvida alguma, a parte mais interessante do Bizarre Ride II é o instrumental. O grupo realiza uma mistura incrível entre baterias acústicas, batidas eletrônicas, efeitos, samples e scratches, transformando todas as músicas em verdadeiras obras-primas. Com exceção de 3 das 16 músicas do álbum, todas contém samples de levadas e fragmentos de outros sons, em sua maioria retirados de músicas dos grandes ídolos do Jazz americano. Vemos por exemplo em 'Officer' um sample de 'Funky Drummer', de James Brown.
O grupo manteve a formação original até o lançamento de seu segundo álbum, LabCabinCalifornia. Depois disso ainda foram lançados mais 2 CD's, o último deles em 2004, mas há de convir-se que o propósito e a música já não eram mais os mesmos vistos nestes 2 primeiros lançamentos. Para ilustrar o segundo CD e finalizar o post de hoje, deixamos com vocês o vídeo de Drop.
domingo, 11 de julho de 2010 App do Facebook simula plantação de maconha
SÃO PAULO - Uma pequena empresa de jogos online identificada como R.Floyd já atraiu quase meio milhão de usuários no Facebook ao simular uma plantação de maconha.
Claramente inspirado no sucesso Farmville, da Zynga, que contabiliza 82 milhões de usuários ativos, de acordo com o Facebook, o aplicativo PotFarm permite plantar, cuidar e colher pés virtuais de maconha.
Quem acessa o aplicativo online é avisado que o game exibe imagens que podem ofender jovens e crianças e alerta que o jogo social só deve ser utilizado por maiores de 21 anos.
No aplicativo, é possível colecionar objetos que ajudam a aumentar a produção e processar a erva colhida. Há ainda alusões a outros tipos de plantas alucinógenas como pequenas hortas de cogumelos que nascem em meio à plantação de cannabis.
Jogadores bem sucedidos podem comprar narguilés para aspirar a erva queimada.
Segundo a empresa que criou o game e mantém um perfil no Twitter, a ideia é recriar cenários comuns aos jovens hippies dos anos 60 e não incentivar o consumo ou produção de drogas.
Uma das telas exibidas enquanto o jogo carrega afirma que o aplicativo trata de cenários “totalmente virtuais” e diz que qualquer semelhança com plantações reais é “coincidência”.
Inicialmente, a empresa não vende objetos virtuais no game, mas mantém uma loja online onde é possível comprar canecas, camisetas e outros souvenirs com motivos rastafári e hippies, sem alusão direta à maconha.
Homem fuma 115 mil cigarros de maconha medicinal e estabelece recorde
Irvin Rosenfeld tem um tipo raro de câncer ósseo.
Ele recebe a droga do próprio governo, como tratamento médico.
Um corretor da Bolsa de Valores de 56 anos bateu o recorde de consumo legal de maconha nos Estados Unidos. Irvin Rosenfeld, de 56 anos, fumou 115 mil cigarros da droga, uma média de 10 a 12 por dia nos últimos 28 anos. E quem fornece a maconha a ele é o próprio governo norte-americano.
Paciente de um tipo raro de câncer ósseo, Rosenfeld recebe um carregamento de 300 cigarros de maconha por mês. A droga é parte do seu tratamento médico, e vem ganhando mais espaço nos Estados Unidos com o governo de Barack Obama.
Leia também: Com Obama na Presidência, EUA se tornam mais tolerantes com maconha
"Ninguém no mundo pode provar que fumou 115 mil cigarros de cannabis", disse o corretor à rede norte-americana de TV ABC.
"Sou a prova viva de que a maconha medicinal é um verdadeiro remédio", disse, alegando que a droga funciona como relaxante muscular, anti-inflamatório, analgésico e impede o crescimento dos tumores. Ele diz que não sente nenhuma alteração de estado de consciência.
O corretor alega que a maconha o ajuda a manter uma vida normal. Ele é casado há 36 anos e trabalha normalmente todos os dias. Ele começou a receber a droga do governo em 1982, se tornando o segundo paciente no país a se beneficiar de um protocolo do governo federal sobre a maconha.
Cannabis Cafe
Neste mês os defensores da legalização da maconha conseguiram uma vitória com a inauguração de um bar em que o consumo e o comércio de maconha é
liberado.
Diretora regional do grupo responsável pelo Cannabis Cafe, em Portland, conversa no balcão do local em que se pode consumir maconha livremente (Foto: AP)
A exemplo do que acontece nos tradicionais coffee shops da Holanda, o Cannabis Café é o primeiro lugar em que os usuários da droga podem se reunir e consumi-la sem risco de ter problemas com a polícia, contanto que haja um registro da necessidade uso por motivos medicinais. Seu surgimento está sendo considerado pelas organizações que lutam pela descriminalização da maconha como um dos principais avanços recentes no país, um reflexo de maior tolerância por parte do governo do presidente Barack Obama.
Essa parada tá tão grande que nem sei o que tem mais.... Mas aí vai:
Maconha bloqueia avanço do Alzheimer, diz estudo
Substâncias canabinóides reduzem inflamação associada à doença
As substâncias ativas da maconha, conhecidas como canabinóides, podem ajudar a impedir o avanço do mal de Alzheimer no cérebro, afirma uma nova pesquisa.
Cientistas mostraram que o uso da maconha pode reduzir a inflamação associada ao Alzheimer e, assim, evitar o declínio mental.
O estudo, divulgado na publicação especializada Journal of Neuroscience, foi feito pela Universidade Complutense de Madri e pelo Instituto Cajal.
Os cientistas inicialmente compararam o tecido cerebral de pacientes que morreram do mal de Alzheimer com aqueles de outras pessoas sem a doença que morreram com a mesma idade.
Receptores
Eles observaram em detalhes os receptores cerebrais aos quais as substâncias canabinóides (da maconha) se conectam.
Estudaram também células conhecidas como microglia, responsáveis pela ativação da resposta do sistema imune cerebral.
As células microgliais se concentram perto de depósitos de placas associados com o mal de Alzheimer que, quando ativos, causam inflamação.
Os pesquisadores descobriram que, nos cérebros de pessoas que sofreram de Alzheimer, é bem menor a presença de receptores capazes de se ligar aos canabinóides.
Isso seria indicativo de que os pacientes perderam a capacidade de utilizar os efeitos protetores dos canabinóides.
Teste em ratos
O próximo passo na pesquisa foi testar o efeito dos canabinóides em ratos que haviam recebido injeções de proteínas amilóides, que formam placas de Alzheimer.
Aqueles ratos que além da proteína também receberam uma dose de canabinóides saíram-se melhor que os demais em testes sobre a capacidade mental.
Por meio de cultura de células, os pesquisadores confirmaram também que os canabinóides impediram a ativação da microglia, reduzindo a inflamação.
"Essas descobertas de que os canabinóides atuam tanto na prevenção da inflamação como na proteção do cérebro pode preparar o terreno para o seu uso como tratamento terapêutico para o mal de Alzheimer", afirmou a pesquisadora Maria de Ceballos, uma das autoras do estudo.
"Isso fornece outra peça para o quebra-cabeças dos trabalhos sobre o cérebro", observou Susanne Sorensen, chefe do departamento de pesquisa da Alzheimer Society, da Grã-Bretanha.
"Não há cura para o mal de Alzheimer, então a identificação de outro objetivo para o desenvolvimento de drogas é extremamente bem-vinda."
Zurique pode vender maconha, mas sob controle
A maior cidade da Suíça vai examinar a possibilidade de vender cânhamo sob controle, como quer a câmara municipal. Mas a prefeitura não tem pressa e estuda formas de colaboração com outras cidades. Berna, a capital, e Basileia estão interessadas.
Quando a câmara municipal de Zurique votou, em junho passado, por 67 votos a 49, uma proposta para que o executivo examinasse a venda de maconha sob controle estatal, a decisão provocou muita polêmica.
O jornal alemão de Munique Süddeutsche Zeitung falou de Estado "traficante". Os adversários de uma política liberal para as drogas pediram mais repressão. Mas a questão nada tem de anormal em um país que instituiu, desde meados dos anos 1990, sob a forma de teste, a distribuição de heroína sob controle médico, hoje inscrita na lei.
O barulho provocado pela decisão parlamentar é explicado pela relativa calma que reinava na política da droga desde a rejeição clara, em novembro de 2008, no plano federal, da iniciativa popular pela legalização da maconha, por 63% dos votos.
A decisão da câmara municipal de Zurique parecia portanto anacrônica, mesmo porque a proposta fora feita por dois jovens ecologistas, em agosto de 2006, e agora voltou à pauta.
Um dos autores, Bastian Girod, entretanto eleito deputado federal, queria "desbloquear a política suíça da droga". Pretendia ainda que Zurique fosse novamente "pioneira", propondo a venda de maconha como um teste científico.
Seria uma venda controlada, segundo os autores da proposta, acompanhada de "uma proteção eficaz da juventude através de informações sobre o cânhamo" e um controle da qualidade do produto.
O argumento principal é que a repressão não adianta nada, criminaliza os consumidores ocasionais e custa muito caro. O melhor seria aplicar esse dinheiro na prevenção, argumentam os autores da proposta.
Aplicação concreta é incerta
A prefeitura de Zurique, no entanto, não pretende atropelar os hábitos. "Ainda não sabemos que forma tomará esse projeto e nem mesmo se será concretizado", explica Renate Monego, secretária municipal de Saúde.
"O postulado aprovado nos orienta a analisar a possibilidade de vender cânhamo sob controle, só isso”, acrescenta Katharina Ruëgg, porta-voz da Secretaria municipal de Saúde e Meio Ambiente. "O executivo municipal tem dois anos de prazo e vamos recorrer a especialistas para analisar a situação", precisa Ruëgg.
Os especialistas, aliás, já começaram a se manifestar. "Recebemos muitas reações de especialistas em maconha, que propõem colaborar", diz Katharina Ruëgg.
Uma coisa parece certa : Zurique não quer iniciar esse projeto sozinha. "O postulado nos dá a possibilidade de fazer uma análise precisa da situação. Não queremos adotar um projeto sem consultar outras instâncias. Já entramos em contato com a Secretaria Federal de Saúde Pública e sabemos que outras cidades estão interessadas, pelo menos Berna e Basileia", explica Renate Monego.
Nova lei promete dificultar comércio legal de maconha no Colorado
Droga é liberada para uso terapêutico desde 2000.
Cidade de Boulder abriga mais de 50 lojas que vendem este tipo de produto.
Em 2000, os eleitores do Colorado legalizaram a venda de maconha para uso médico, com uma emenda à constituição. Hoje, em Boulder, cidade rica e de clima boêmio, que abriga a Universidade do Colorado, ela pode ser encontrada em mais de 50 lojas.
Do lado mais chique, há espaços como o The Green Room, com expresso bar, área para massagem e uma sala impecável em que o remédio é exposto. “Nosso centro de tratamento alternativo é um dos pontos de venda mais exclusivos da maconha medicinal”, disse Sean Fey, um dos donos da The Green Room.
Muita coisa mudou desde os tempos da contracultura, e é disso que os comerciantes fazem questão. Querem que seus negócios sejam levados a sério mesmo que os nomes não tenham nada de farmacêutico.
Outra loja, a Dr. Reeefer, vende desde recheio para cigarro até pirulito. “A dose é unitária, por isso recomendamos que se consuma uma por vez”, alerta a vendedora. É exatamente o mesmo produto vendido nas lojas mais exclusivas, mas ao contrário dos locais mais discretos, a Dr. Reefer se aproveita do passado maluco da erva e lucra com isso. “Sou muito chamativo mesmo. Coloquei luz neon e tudo mais. Os políticos vão à loucura, mas este é o futuro: a legalização. Sou muito direto a respeito do que faço, para que as pessoas vejam que não rola nada ilegal dentro da loja”, disse Pierre Werner, dono da Dr. Reefer.
Mas a nova lei impede o funcionamento da Dr. Reefer em Boulder. “Já fui preso três vezes e a Câmara do Colorado aprovou uma lei que diz que um ex-detento não pode comercializar a maconha”, explicou Pierre, que passou 9 meses preso em Nevada por porte com intenção de venda e ainda pensa no que fazer. Além disso, sua loja fica a 15 metros da Universidade do Colorado, localização que a nova lei vai proibir no futuro.
Com a nova lei que está prestes a entrar em vigor, Pierre só tem uma opção: vender a loja. Porém, ele não se abala. Planeja mudar para outro estado onde as leis sejam mais flexíveis.
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Dilma diz que não concorda com descriminalização da maconha
22 de julho de 2010 • 17h50 • atualizado às 17h55
A candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou que não concorda com a proposta de descriminalizar a maconha, ressaltando que ela pode ser a porta de entrada para outras drogas. "Uma droga não anda sozinha", afirmou.
Em sabatina promovida pelo portal R7, a candidata petista também defendeu maior controle sobre o uso do álcool. Dilma disse que "também deveria ser mais regulado". Mas lembrou que a bebida "tem também um lado social", de integrar pessoas.
Fonte : http://noticias.terra.com.br/eleicoe...a+maconha.html
acho legal a iniciativa de mandar uma carta esclarecendo a candidata dos motivos pelos quais as pessoas afirmam que maconha é porta de entrada para outras drogas. as pessoas pensam isso pelo contato que ocorre entre o usuário e outras substancias quando ele vai ao ponto de tráfico comprar. não há nenhuma lógica em crer, por exemplo, que a maconha "enjoa" com o tempo e o usuário passa a querer usar cocaína, ou crack, ou qualquer outra droga. são principios ativos muito diferentes, não há uma relação de progressão da maconha para a cocaína (são substancias completamente distintas, de efeitos radicalmente diversos), pode haver sim da cocaina para o crack, já que é o mesmo principio ativo, acelerado em absorção no caso do crack, por ser fumado. acho que falta uma consultoria adequada para a candidata nesse sentido, as afirmações que coloco acima são bastante conhecidas na comunidade científica há muito tempo. seria uma boa um contato com o renato cinco para vermos se ele poderia ajudar nessa iniciativa da carta - que aliás poderia ser enviada a todos os presidenciáveis - o que acham? é melhor pensar que a candidata está agindo por ignorancia que crer que ela esteja usando de má fé...argumentos cientificos, temos todos os necessários...morais e religiosos também. além de que, a maconha, como todos sabem, é uma droga social, não é algo que desperta ganancia e medo levando o usuário a se esconder pra usar e não ser roubado, ou que leve alguém a matar um outro em troca de uma dose. é uma droga inclusive compartilhada com alegria em reuniões sociais, como já foi e ainda é tradição em muitos lugares do brasil.
Durante um ano, grupo de 50 viciados em crack se submeteu a uma experiência inédita comandada por psiquiatras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): a combinação de terapia com maconha (Cannabis sativa). Como resultado, 68% trocaram o crack pela maconha. Mais tarde, todos que fizeram a troca não usavam mais nenhuma droga. O estudo ganhou repercussão mundial.
Idealizador dessa pesquisa, o professor de psiquiatria e coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, Dartiu Xavier da Silveira, 54 anos, foi obrigado a abandonar o projeto, pois corria o risco de ter problemas com a legislação: com a continuidade, a própria universidade forneceria a maconha para garantir o controle da experiência.
Em congresso internacional realizado pela Unifesp este mês, debateu-se a criação de uma agência brasileira para o uso medicinal da maconha, como forma de aprovar e controlar adequadamente seu uso médico. Em entrevista ao Comércio, o professor Silveira acredita que este projeto está ?muito próximo de se tornar realidade?. Hoje, a maconha e seus derivados são reconhecidos como medicamentos em vários países.
Comércio ? Como foi o tratamento proposto pelo senhor?
Dartiu Xavier ? Na verdade, a ideia nem chegou a ser proposta por nós. É que os usuários de crack não se beneficiavam de nenhum tipo de tratamento que oferecíamos. Então, espontaneamente, eles chegaram até nós e disseram que a única maneira de eles não terem vontade de usar o crack era quando usavam maconha. O normal seria desaconselharmos o uso da maconha, mas decidimos verificar de perto o fenômeno. Por um ano, e para nossa surpresa, 68% dos usuários de crack largaram o vício com essa estratégia.
Comércio ? Qual a explicação científica para isso?
Xavier ? Levantamos a hipótese de que o crack leva a uma situação de baixo nível de serotonina (um reutransmissor) no cérebro, e a maconha, de certa forma, ?repõe? esse nível de serotonina. A pessoa se sente melhor e consegue ficar sem fazer uso do crack.
Comércio ? O senhor teve de abandonar esses experimentos?
Xavier ? Na realidade, esta pesquisa foi até o fim, o que não tivemos foi condições de ampliá-la. Não estávamos dando maconha aos usuários de crack, eles conseguiam a maconha por conta própria. Mas a ampliação da pesquisa implicava em fornecer o princípio ativo da maconha de maneira dosada, para observarmos seu potencial terapêutico. Até agora, por conta da legislação, isso não é possível, mas quem sabe com a criação da Agência Brasileira da Cannabis Medicinal.
Comércio ? A criação do órgão está próximo de ocorrer?
Xavier ? Sim. Temos toda a fundamentação científica para isso. Estamos até atrasados, pois em outros países o uso terapêutico da maconha é consagrado.
Comércio ? Para a criação da agência, é necessária alguma mudança na legislação brasileira?
Xavier ? Não. O que precisa mudar é a postura das autoridades que lidam com o problema.
Comércio ? As propriedades terapêuticas da maconha poderiam ser usadas no tratamento de quais doenças?
Xavier ? Alguns tipos de câncer, como no cérebro e de próstata. A substância também cria um efeito positivo sobre a esclerose múltipla e outras doenças neurológicas.
Comércio ? A maconha causa dependência?
Xavier ? Apenas 5% dos usuários desenvolvem a dependência. Mas alguns pacientes têm depressão e alteração de memória durante o uso. Depois, volta ao normal.
Comércio ? O senhor é favorável à descriminação da maconha?
Xavier ? Sou favorável ao uso medicinal da maconha e à ?despenalização? do usuário. Eu penso que o usuário não pode ser tratado como criminoso. Mas não sou favorável à legalização das drogas, em hipótese alguma.
Comércio ? Mas, aprovando a maconha para uso medicinal, não se corre o risco de a droga se disseminar na sociedade?
Xavier ? É um risco que existe. Terá que haver uma legislação que garanta o controle adequado, como existe no caso da morfina.
Comércio ? Como pesquisador, como o senhor vê o crescimento do uso de crack no País?
Xavier ? É uma das drogas mais agressivas para o ser humano. Ela (a droga) se instala muito rapidamente e é muito difícil conseguir um tratamento eficaz. Pode aumentar o risco de infarto, derrame cerebral, além de alterar uma série de funções cerebrais. O uso constante pode levar à morte.
Comércio ? Como o senhor vê a funcionalidade das clínicas de recuperação de drogaditos no Brasil?
Xavier ? A recuperação nem sempre precisa passar por clínicas especializadas. Porque a dependência do crack é muito grande. Nas clínicas, apenas 30% dos dependentes conseguem se recuperar. Ainda temos muitas dúvidas sobre qual o melhor tratamento.