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Tema: Cultivo de Tabaco

  1. #31
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    Re: Cultivo de Tabaco

    ( retirado de Profigen Brasil)




    Visão Geral

    Os tabacos do tipo virginia são os mais cultivados mundialmente. Eles são o principal componente dos cigarros e também são misturados em pequena escala com outros tabacos para cachimbos e de mascar. A cura do tabaco virginia é feita artificialmente em estufas construídas e equipadas especialmente para este fim.

    Essa cura consiste na extração gradual da umidade das folhas, através do aumento da temperatura e controle da entrada e saída de ar, permitindo que ao mesmo tempo ocorram as transformações físico-químicas desejadas. O período necessário para a cura é de aproximadamente sete dias, com temperaturas iniciais em torno de 35° C, terminando em 75° C. Depois de curadas, as folhas apresentam predominantemente as cores laranja e amarela.


    Mudas

    Canteiros convencionais

    O período da semeadura até a germinação pode ser de 10 a 15 dias quando as temperaturas forem maiores que 18° C. Em locais onde a temperatura é muito baixa esse período pode ser maior.

    Para produzir mudas de boa qualidade em canteiros convencionais é importante que:

    - Os solos sejam férteis, soltos, profundos, bem drenados e livres de pragas, doenças e inços;

    - exista disponibilidade de boa fonte de água nas proximidades do canteiro para os tratamentos químicos e de irrigação;

    - que os canteiros tenham exposição ao sol da manhã, evitando lugares úmidos e sombrios e que não sejam alocados em áreas de ventos dominantes, o que pode prejudicar a germinação e o desenvolvimento das mudas;

    - que os canteiros sejam de fácil acesso e planos para facilitar os cuidados e tratamentos estando protegidos de animais que possam provocar danos às mudas;

    - não utilizar áreas onde havia plantio ou que estejam próximas de lavouras de solanáceas (batata inglesa, tomate, pimentão e berinjela) e

    - fazer as aplicações preventivas de defensivos para o controle de pragas e doenças.

    Na produção de mudas em canteiros convencionais, o desbaste é importante para produção de mudas fortes, uniformes e sadias. Não é recomendável que se produza mais de 300 mudas por m2 para que ocorra um bom desenvolvimento.

    É recomendado que a primeira poda seja feita quando as mudas atingirem aproximadamente 7 centímetros ou com cerca de 6 a 7 folhas. Nesse processo é importante que não se corte o ápice da muda. A poda deverá ser repetida quantas vezes for necessário para permitir o desenvolvimento das mudas menores e, com isso, obter um conjunto de mudas mais uniformes. Após a poda, é importante que sejam aplicados produtos preventivos, que impeçam a ocorrência de doenças bacterianas e fúngicas. A desinfecção do material utilizado para fazer a poda também é fundamental para evitar a contaminação das mudas por viroses.

    A poda pode aumentar o número de mudas úteis e melhorar a uniformidade na altura e diâmetro do caule deixando-a mais resistente.

    Um controle eficaz de pragas e doenças é essencial para produção de mudas sadias. Sem esse cuidado, mudas doentes poderão ser transplantadas, o que irá comprometer o sucesso da lavoura. O controle de doenças no canteiro é mais fácil e o custo é menor.

    Sistema “Floating”

    Este método consiste em produzir as mudas em bandejas de isopor que flutuam na água de uma piscina em um túnel coberto por plástico. Esse sistema tem por objetivo proporcionar um ambiente protegido, que propicie as melhores condições para germinação e desenvolvimento das mudas.

    O material básico para produção das mudas nesse sistema requer uma estrutura em madeira ou tijolos com 10 a 20 cm de altura, recoberta por uma lona plástica formando a piscina, outra lona plástica sustentada por arcos para formar o túnel, bandejas que flutuam, substrato e semente.

    As dimensões da piscina, bem como o número de bandejas, são definidas de acordo com o número de mudas que se espera produzir em cada túnel.
    Um volume mínimo de água da piscina deve ser mantido para manter as mudas hidratadas bem como para evitar concentrações excessivas de fertilizantes e produtos químicos utilizados na prevenção de pragas e doenças. O volume máximo de água varia de acordo com as condições climáticas da região onde as mudas estão sendo produzidas para evitar o possível congelamento da água.

    As bandejas são preenchidas com substrato e a semeadura é realizada. Logo após a semeadura, as bandejas são colocadas na piscina com água.

    Existem vários tipos de fertilizantes e produtos químicos para o manejo da produção de mudas nesse sistema. A maneira mais segura de implantar o sistema “floating” para produção de mudas de tabaco é seguir as recomendações técnicas fornecidas pelas empresas do setor.

    No “floating”, o controle eficaz de pragas e doenças também é essencial para produção de mudas sadias. Sem esse cuidado, mudas doentes poderão ser transplantadas, o que irá comprometer o sucesso da lavoura.

    Existem muitas vantagens nesse sistema comparado com os canteiros convencionais.

    Algumas delas são:

    A tarefa de desbastar as mudas é eliminada;

    não é necessário controlar ervas daninhas;

    maior facilidade para efetuar podas;

    mudas mais uniformes;

    transporte para lavoura mais fácil;

    menos replantes;

    lavouras mais uniformes e
    maior produtividade de tabaco.



    Lavoura


    Preparo do solo


    É recomendado que se faça uma análise do solo para conhecer a sua fertilidade e aplicar corretamente a adubação. Em geral o tabaco é produzido com 3 tipos de manejo de solo diferentes: o preparo convencional, o cultivo mínimo ou o plantio direto.
    No sistema convencional, a época e profundidade da aração dependerão do relevo e tipo de solo. A gradagem e
    subsolagem dependem dos mesmos fatores.

    O preparo do solo deve ser planejado e bem executado, pois de nada adianta utilizar mudas de boa qualidade, adubações adequadas, se o solo não apresentar condições para o bom desenvolvimento do tabaco.
    Em muitos casos, é recomendado que as mudas sejam plantadas em camalhão. Esse método proporciona melhor aeração do solo, favorecendo o desenvolvimento das raízes e facilitando a absorção de água e nutrientes. A altura e largura do camalhão também dependem de vários fatores, tais como: tipo de solo, declividade e histórico de chuvas.

    Transplante

    Não existe uma regra em relação ao tamanho ideal das mudas para o transplante. Em geral são necessários em torno de 70 dias para que a muda atinja o porte necessário para que seja facilmente manipulável e tenha boas condições de suportar as condições de campo.
    Como existem várias regiões geoclimáticas de produção de tabaco no Brasil, a época de transplante varia muito de uma região para outra.

    O principal ponto a ser observado na hora do transplante é que este não seja feito quando ainda existe risco de geadas ou temperaturas muito baixas. As geadas podem provocar a morte das mudas e as temperaturas muito baixas podem induzir o florescimento precoce. Assim sendo, a época de transplante é a recomendada para a região.

    Fertilização

    Os fertilizantes utilizados para produção de tabaco não podem conter cloro. Utilize somente os fertilizantes autorizados pelas empresas do setor. Estas empresas têm suas próprias recomendações que deverão ser seguidas.
    De maneira geral são sugeridas 3 aplicações de adubo para produção de tabaco. Essa recomendação pode variar de acordo com o tipo de solo e a quantidade de chuvas que caem durante o ciclo. As quantidades utilizadas devem estar baseadas na análise e o tipo de solo.

    A primeira aplicação, também chamada de adubação de base, em geral pode ser feita alguns dias antes do transplante. Esse procedimento tem por objetivo disponibilizar uma pequena quantidade de nitrogênio e quantidades maiores de fósforo e potássio para a planta. Também é comum que se faça o transplante logo após a primeira fertilização. Quando se trabalha com camalhão, este é montado sobre o adubo.

    A segunda e terceira aplicação de fertilizante, também chamadas de adubações de cobertura, tem por objetivo disponibilizar uma quantidade maior de nitrogênio para as plantas e repor o potássio. Geralmente elas são feitas cerca de 20 a 40 dias depois do transplante. Essa recomendação pode variar de acordo com o tipo de solo e a quantidade de chuvas que caíram nesse período. Não é possível expressar as recomendações de quantidades de fertilizantes em números pela variabilidade de solos e climas em que o tabaco é produzido.

    Floração e Capação

    Em condições normais de temperatura e clima, a emissão do botão floral das variedades da ProfiGen ocorre geralmente a partir dos 60 dias após o transplante. Em situações de dias curtos e temperaturas baixas esse período poderá se estender e em alguns casos passar de 80 dias. Temperaturas excessivamente baixas e outros fatores que provoquem estresse na planta podem também induzir ao florescimento precoce em qualquer estágio de desenvolvimento da planta.
    As cultivares popularmente conhecidas como “NF” não se enquadram nessa regra.

    A altura de capação recomendada depende do vigor e da nutrição da planta, que deverá proporcionar um bom desenvolvimento para todas as folhas.Os melhores resultados que combinam produtividade e qualidade são obtidos deixando em torno de 20 folhas por planta. Como mencionado antes, esse número poderá ser um pouco menor ou maior, dependendo do desenvolvimento da planta.
    O momento da capação também pode variar. Quando a adubação for feita corretamente e a planta estiver nutrida adequadamente, recomenda-se a capação depois da emissão do botão floral. Em casos de excesso de nitrogênio, recomenda-se que a capação seja atrasada, para que esse excesso seja gasto na formação da flor.

    Colheita

    Em geral a colheita pode ser iniciada uma semana depois da capação. Por outro lado, existem trabalhos que demonstram um aumento na qualidade, bem como de produtividade, quando as folhas baixeiras são colhidas antes do desponte.

    A recomendação básica é que as folhas sejam colhidas maduras. Nesse contexto, não se devem colher folhas ainda verdes ou então passadas do ponto de maturação. Se esse critério não for observado, existe o risco de perda de qualidade das folhas curadas.
    No caso de estresse hídrico ou temperaturas muito altas, a folha pode aparentar estar madura e não estar. Essa situação pode provocar a colheita de folhas que ainda não estão maduras e perda significativa de qualidade.
    No momento da instalação da lavoura, é importante que a capacidade de cura das estufas seja tomada em consideração. Recomenda-se que a quantidade plantada tenha como base a colheita de 2 a 3 folhas por planta por colheita.


    A cura de tabaco VIrginia





    " Curar tabaco é uma arte. Consiste em promover importantes transformações físico-químicas nas folhas colhidas nas lavouras, seguido de uma lenta e controlada extração da água delas. Todo esse processo ocorre dentro de unidades de cura, também chamadas de estufas. O planejamento da cura inicia com o transplante. A quantidade de plantas ou área a ser cultivada é limitada pela capacidade da(s) unidade(s) de cura de cada produtor. O agricultor sabe que, para determinada estufa, pode plantar um determinado número de plantas, ou seja, 30.000 pés para uma estufa de 450 varas. Como uma vara ou bastão comporta em média 130 folhas, pode produzir em torno de 59.000 folhas que arredondando, podem ser colhidas duas folhas por vez de cada planta.

    Obviamente há diversas técnicas de colheita que mudaram esse conceito tradicional. Atualmente, se fala em colheita por talhão, dentre outras, que não alteram a capacidade de cura de cada estufa. Para as cultivares de maturação precoce, o número de plantas por estufa deve ser calculado considerando quatro apanhadas por planta durante a safra. Nesse caso, o número de plantas por unidade de cura deverá ser ajustado para essa condição.
    Todo esse conceito é aplicado às estufas convencionais. Algumas adaptações, como os sistemas de ar forçado, podem aumentar a capacidade de extração de água e, portanto, de carga de cada estufa.
    Outro aspecto a ser observado é a característica de cada estufa. Para favorecer uma boa cura, a estufa deve ter um sistema de aquecimento e de ventilação muito eficiente, tanto de entrada de ar (admissão) quanto de saída de ar (exaustão).

    Normalmente, em estufas convencionais, os ventiladores de entrada, chamados de suspiros, têm área um terço menor do que a dos ventiladores de saída. Isso porque o ar que é admitido na estufa é mais denso e de temperatura inferior à temperatura interna da estufa. Quando aquece, esse ar se expande, aumenta seu volume e procura a sua saída para cima. Ao aquecer o ar sobe. Ao subir, encontra uma camada de umidade, que é a água liberada pelas folhas. A massa de ar perde temperatura em contato com a umidade, que carrega para fora da estufa. Uma vez iniciado o processo de exaustão da estufa, o ar sobe dentro da estufa, carrega a umidade para cima e para fora da estufa. O ar admitido pelos ventiladores inferiores é aquecido e sobe entre as folhas, independentemente de perder temperatura em contato com a umidade que encontra pelo caminho. Esse é o princípio da cura do tabaco em estufas convencionais.
    Além dos ventiladores, as estufas não devem ter saídas de ar acima da camada do tabaco e ou aberturas e frestas laterais nas paredes ou na base do telhado. Para ver se a estufa está bem vedada, basta entrar nela antes de carregá-la com o tabaco. Deve estar escura e sem entrada de luz. Onde entra luz, entrará ar. Recomenda-se vedar os furos das paredes com barro ou massa de cimento. Para tornar a estufa mais eficiente quanto à cura e economia de lenha, sugere-se fazer o salpique externo na estufa para evitar que o vento e a chuva resfriem as paredes.
    O sistema de encanamento também deve ser bem instalado. Canos limpos de picumã e chaminés limpas contribuem para o bom funcionamento das estufas.

    Para maximizar os resultados da cura do tabaco, devemos começar com uma boa lavoura, seguida de uma boa colheita, ou seja, colheita uniforme de folhas maduras e uma estufa em boas condições.
    Mesmo quando o tabaco colhido não apresenta as melhores condições, há sempre a possibilidade de minimizar os prejuízos com alguns cuidados adicionais na cura, respeitando o período de horas de cada fase de cura, pois a redução no tempo de cura fatalmente resultará em prejuízo na qualidade.

    As estufas devem ter termômetros de bulbo úmido e seco. A diferença de temperatura entre os dois bulbos indica a umidade relativa dentro da estufa. Quando está muito baixa, o tabaco desidrata e seca antes do tempo. Quando está muito alta, devemos manter a temperatura até estabilizar a umidade de acordo com a tabela de cura. Todas as empresas distribuem tabelas de cura com as relações de temperaturas ideais para uma boa cura. Não observar a relação entre temperatura e umidade, conforme a tabela de cura, leva a perdas irreparáveis de qualidade.
    A cura do tabaco obrigatoriamente deve passar por todas as fases, desde a amarelação até a secagem do talo, respeitando o período de horas para cada fase para maximizar a qualidade do tabaco, conforme descrito a seguir.

    FASES DA CURA DO TABACO

    1 – Amarelamento:
    Esta fase também é chamada de finalização da maturação do tabaco em ambiente controlado, pois é quando as principais e mais desejáveis transformações, físico-químicas ocorrem. Nessa etapa as células das folhas continuam vivas.

    A cura do tabaco normalmente inicia com a temperatura ambiente. Quando esta estiver abaixo de 90°F deve-se fazer o aquecimento da estufa para atingi-la. Essa temperatura deverá ser mantida por aproximadamente 12 horas e a seguir elevada gradualmente, em média 2°F por hora, até chegar a 100°F.

    Mantemos a temperatura em 100°F, sempre observando a relação do bulbo seco e bulbo úmido, conforme a tabela de cura, até que uma terça parte de cada uma das folhas, dos dois primeiros estaleiros, estejam amarelas. Nessa ocasião, permanecem nervuras esverdeadas no centro das folhas.

    * O oxigênio ao penetrar nas folhas, através dos estômatos, durante a “amarelação” acelera a expulsão de água e dióxido de carbono, favorecendo a conversão em amido e demais atividades enzimáticas dessa fase.

    Essa fase normalmente leva de 48 a 60 horas.

    2 – Murchamento:

    Neste momento, aumentamos a temperatura, lentamente, em torno de 1°F por hora, até atingir 105°F abrindo levemente os ventiladores inferiores, para permitir a entrada de ar que vai acelerar o processo de "amarelamento", além de promover o murchamento das folhas.
    Mantemos 105°F, até que as folhas dos dois primeiros estaleiros estejam completamente amarelas e murchas. A partir desse momento podemos aumentar a temperatura até 110°F, até que a ponta das folhas comece a virar, não esquecendo de manusear adequadamente a ventilação para manter o equilíbrio da temperatura e umidade de acordo com a tabela de cura. Nesse estágio o tabaco perdeu aproximadamente 20 a 30% da água.

    * A partir de 108°F e havendo alta umidade nas folhas, é desencadeado o processo de oxidação de polifenóis, com pontos escuros chamados de “guínea” ou teia de aranha.

    * Uma regra básica é abrir os ventiladores superiores, algumas horas depois de abrir os inferiores. Devemos permitir que a massa de ar aqueça dentro da estufa nas primeiras horas. Outra razão é prevenirmos a entrada de ar frio excessivo para dentro da estufa que ocorre sempre que a temperatura externa está muito abaixo da interna.
    Essa fase leva em média de 18 a 24 horas.

    3 – Fixação da cor e secagem da lâmina:
    Aumentamos a temperatura gradualmente, de 2°F por hora até atingir 120°F, sempre observando a relação bulbo seco e bulbo úmido conforme tabela de cura, adequando a abertura da ventilação inferior e superior. Essa temperatura deve permanecer até que o tabaco dos estaleiros superiores esteja completamente amarelo e murcho.

    *Normalmente há uma diferença de 10-15°F entre o termômetro e a parte superior da estufa, dependendo da altura da estufa. Por isso, falamos em manter a temperatura em 120°F no termômetro, que está colocado no primeiro estaleiro para que não ultrapasse 105°F nos estaleiros superiores, onde o tabaco ainda está com bastante umidade e esverdeado.
    Se o tabaco dos estaleiros superiores estiver completamente amarelo e murcho, podemos aumentar a temperatura gradualmente, em média de 2°F por hora até atingir 135°F.
    Essa temperatura deve ser mantida até que as folhas dos dois primeiros estaleiros estejam com as lâminas secas e as folhas dos estaleiros superiores completamente murchas.
    Podemos elevar a temperatura aos poucos, na razão de 2°F por hora até atingir 150°F no termômetro, a qual deve ser mantida até que as lâminas do tabaco dos estaleiros de cima estejam secas.

    * Quando as folhas estiverem completamente amarelas, mas com excesso de água, ao ultrapassarmos a temperatura de 135°, há o “escaldamento” ou formação de tabacos “barriga de sapo”, subtipo K. Por isso, é muito importante observarmos os limites de temperatura de 135°F para a fase mencionada antes de elevá-la até 150°F.

    Essa fase leva em média 48 a 60 horas.

    4- Secagem do talo:

    Restando somente os talos para secar, continuamos elevando a temperatura até atingir 165°F.
    Recomenda-se fechar os ventiladores inferiores e superiores quando restarem somente os talos para secar. Como há pouca umidade a extrair, as saídas naturais entre as telhas são suficientes para a exaustão lenta dessa umidade. Uma saída lenta é benéfica para economia de lenha e melhora a aparência do tabaco.

    Essa fase leva em torno de 18 a 24 horas.

    Resumo da média de tempo para curar uma estufada de tabaco:

    48 - 60 horas para “amarelação”;
    18 - 24 horas para murchamento;
    48 - 60 horas para a secagem da lâmina;
    24 horas para finalizar a secagem do talo.

    * Em geral, todas as fases do processo de cura não podem ser feitas em menos de sete dias. A passagem entre as três primeiras fases se funde dentro da estufa. Enquanto estamos murchando as folhas nos estaleiros inferiores, terminamos a “amarelação” nos estaleiros superiores. Quando secamos a lâmina nos estaleiros inferiores continuamos com murchamento nos estaleiros superiores. O tabaco seco fatalmente revela como foi feita a cura, além de, é claro, como foi colhido o produto.
    Considerações gerais sobre cura:

    * Quando o tabaco não for colhido nas melhores condições, existe a possibilidade de minimizar os prejuízos com alguns cuidados adicionais. Respeitar o número de horas de cada fase da cura é fundamental, pois a redução no tempo de cura fatalmente resultará em prejuízo na qualidade.

    * Se colocarmos um termômetro nos estaleiros superiores da estufa, veremos que há uma diferença acentuada de temperatura entre o primeiro estaleiro, onde normalmente é colocado o termômetro e a parte superior. Isso é conseqüência do resfriamento do ar ascendente que em sua trajetória encontra e carrega a umidade liberada pelas folhas do tabaco, em direção das aberturas superiores onde é expulso.

    * Quando o tabaco suar é um indicativo de excesso de umidade dentro da estufa. Antes de aumentar a temperatura, devemos expulsar o excesso de umidade, abrindo todos os ventiladores (até mesmo, parte da porta) e mantendo temperatura.

    * Quando a temperatura for elevada muito cedo, teremos tabacos de duas características: boa elasticidade, coloração na parte externa da lâmina e escurecida, sem elasticidade no centro. Essas folhas foram atingidas por temperaturas elevadas, enquanto tinham altas quantidades de água nesses locais.

    * Nas tabelas de cura, há indicativos de avanços da temperatura em função do aspecto do tabaco e dos bulbos úmido e seco dos termômetros. Esses também indicam quando e quanto os ventiladores das estufas devem ser abertos. Tudo é uma questão de adequar a massa de tabaco à sua necessidade e velocidade de enxugamento para não perder qualidade. Cura muito rápida ou lenta, gera produtos com menor aceitabilidade. Há perda de qualidade.

    * O oxigênio, ao penetrar nas folhas, acelera o processo de “amarelação”. Na fase de amarelação, além das transformações físico-químicas, visualizamos a redução da coloração verde (clorofila) e o aparecimento da coloração amarela (xantofila). Ambos os pigmentos estão presentes nas folhas por ocasião da colheita, só que a cor verde esconde a amarela. A clorofila está mais acentuada na lavoura por causa da fotossíntese.

    Procedimentos adicionais quando o tabaco for colhido em condições adversas:

    Tabaco colhido verde:

    Não se recomenda colher tabaco verde, mas se esta medida for necessária para evitar perdas posteriores, alguns cuidados adicionais devem ser tomados. Nesse caso, a amarelação deverá ser feita mantendo a temperatura um pouco mais alta (103°F a 105°F), com pequena entrada de ar. Devemos ter o cuidado de não deixar que haja a fixação da cor verde. Sempre que as pontas das folhas enrolarem ainda verdes, devemos cortar a entrada de ar, para aumentar a umidade sem, contudo, permitir que a temperatura baixe.
    O que normalmente ocorre com tabaco desse tipo é que a fase de amarelação leva mais horas, mas as fases posteriores seguem a cura normal.


    Tabaco colhido úmido:

    Muitas vezes não há a possibilidade de escolha: colher o tabaco molhado ou perder. Nessa condição é fundamental que as varas e a estufa não sejam sobrecarregadas. No início da “amarelação”, devemos proporcionar o máximo de entrada de ar até que o tabaco enxugue. A temperatura deverá ser mantida entre 90°F e máximo de 100°F. Quando o tabaco estiver enxuto e o termômetro indicar que a umidade normalizou, podemos reduzir a entrada de ar ao nível adequado, para manter a umidade conforme a tabela de cura.

    No caso de excesso de chuvas, que mantém os tabacos túrgidos, é muito importante que se conserve a entrada de ar até que o tabaco dê sinais de murchamento.

    Quando está chovendo bastante, os tabacos tendem a ser colhidos com manchas de fungos e até bactérias nas folhas. Por isso, devemos ter bastante cuidado para prevenir a proliferação dessas doenças nos tabacos dentro da estufa. Isso se consegue observando o murchamento das folhas, em todos os estaleiros, antes de aumentar a temperatura. Com 108°F, inicia-se a proliferação dos fungos na estufa. É lógico que, com pouca umidade, é mais difícil que causem estragos. Portanto, todo o cuidado é pouco para não ultrapassar as temperaturas críticas durante todo o processo de cura.

    Tabaco colhido em época de seca:

    Este é um caso mais simples. Basta fechar bem a estufa e adicionar umidade, mantendo a temperatura, esperando que o tabaco libere a umidade necessária para processar a cura. Mesmo tabacos colhidos em época seca, terão acima de 85% de umidade.
    A partir do momento que a umidade estabilizar, prossegue-se a cura, observando o termômetro de bulbo seco e úmido.

    São esses tabacos que demandam a mais rigorosa observação da tabela de cura e principalmente do termômetro de bulbo úmido que indica a umidade dentro da estufa. Caso a umidade esteja muito baixa, normal nos tabacos desidratados, muitas vezes teremos que curar toda a estufada com o mínimo de ventilação.

    Tabaco colhido passado do ponto:

    Tabacos passados do ponto de maturação na lavoura, normalmente agregam problemas de queimadura do sol, enfermidades e tecidos mortos antes de serem colhidos. Para curar esses tabacos, devemos ter o cuidado de promover a "amarelação" juntamente com o murchamento, sem, contudo, elevar a temperatura enquanto houver estrias verdes nas folhas. Inicia-se com a temperatura ambiente, por 6 horas, com os ventiladores fechados até aquecer a estufa, elevando gradualmente, na razão de 2°F por hora até atingir entre 103°F a 105°F, com leve entrada de ar.

    Mesmo os tabacos colocados amarelos dentro da estufa, podem fixar a coloração verde nas nervuras quando for apressada a secagem da lâmina. Isso ocorre, porque as folhas dos tabacos colhidos passados do ponto readquirem a coloração esverdeada ao longo das nervuras secundárias tão logo estejam dentro da estufa.

    Uma vez amarelo e murcho o tabaco, processamos a cura normalmente, sempre observando a umidade interna e com os cuidados de não acelerar a cura ultrapassando os pontos críticos da temperatura para cada fase da cura, que são 108°F, quando os tabacos estiverem amarelos e murchos nos primeiros estaleiros e 135°F, quando as lâminas das folhas estiverem completamente secas nos estaleiros inferiores."
    Última edición por Foxyhaze; 07/02/2013 a las 21:54 PM

  2. Los siguientes 4 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    afrito78 (13/02/2013), ahpoixeh (17/02/2013), Dika (08/04/2013), W1CK (07/02/2013)

  3. #32
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Tabaco Burley

    ( retirado de profigen brasil)

    "Visão Geral


    Os tabacos do tipo burley são utilizados principalmente na fabricação de cigarros, mas também são um componente importante em charutos, tabacos para cachimbos e de mascar. O tabaco burley é curado “ao ar”, geralmente em galpões, mas também em outras estruturas cobertas com entrada e saída de ar lateral, que permitem que as folhas percam umidade naturalmente e ocorram as transformações físico-químicas desejadas durante este processo.
    No Brasil, em geral, a cura do burley é realizada pendurando a planta inteira nos galpões. No final da cura, que geralmente ocorre em aproximadamente 60 dias, as folhas apresentam coloração castanha a castanho-escura.



    Mudas - o mesmo que para o Virginia



    Lavoura/colheita - o mesmo que para o virginia





    A Cura de Tabaco Burley

    Curar tabaco é mais do que a secagem das folhas. A cura se refere às inúmeras transformações químicas e físicas que ocorrem nas folhas de tabaco, após a colheita. O ambiente em que ocorre essa cura é que determina a natureza destas transformações e tem um impacto substancial na qualidade e no preço recebido pelo tabaco curado. O ambiente de cura se refere principalmente à temperatura, umidade relativa, e a troca de ar ou ventilação.
    O ambiente ideal para a cura do tabaco burley requer temperaturas que ficam entre 18°C e 32°C, e uma umidade relativa do ar na média de 65 a 70%.

    Na maioria das safras, a chave para o sucesso da cura é manter essa umidade relativa desejada na estrutura de cura, com ventilação suficiente para prevenir condições de ar estagnado. Em muitas safras, as condições naturais proporcionam condições aceitáveis, sem muita necessidade de gerenciamento ou manejo. Mas, em condições atípicas, como períodos secos ou chuvosos, a habilidade em controlar a umidade dentro do galpão ou da estrutura de cura é crítica para produzir burley de alta qualidade.

    O controle da ventilação é o principal meio de manejar o ambiente de cura. O ar estagnado e úmido contribui mais para o escaldamento (tabaco ardido) ou podridão de galpão do que o ar fresco, circulante e úmido. No outro extremo, níveis de umidade relativa do ar excessivamente baixos podem resultar em uma rápida secagem das folhas, causando coloração e características de fumaça indesejadas. Além disso, pesquisas recentes da química das folhas sugere que condições de cura com alta umidade aumentam o conteúdo de nitrosaminas (TSNAs) em folhas curadas de burley.

    Fases da cura:

    A cura é uma continuação do processo de amadurecimento, que envolve principalmente transformação de nutrientes e redução de umidade. O processo de cura pode ser descrito em 3 fases:

    A primeira é a fase de amarelamento. Durante esta fase a coloração da folha muda lentamente de tons verdes para amarelos, enquanto as nervuras permanecem verdes. A fase de amarelamento geralmente dura de uma a três semanas, dependendo da maturidade do tabaco, das condições climáticas, espaçamento entre tacos ou plantas dentro do galpão, da realização do pré-murchamento de lavoura ou não, e do tipo de estrutura de cura usada.

    Se o processo de amarelamento ocorre muito rápido (como resultado de períodos extensos de baixa umidade relativa, especialmente se acompanhada de excesso de ventilação), será fixada uma indesejada coloração da folha. Esta geralmente é uma coloração clara, variegada e manchada (geralmente chamada de tabaco K) se as temperaturas são altas e cor verde, se as temperaturas forem baixas. Se a fase de amarelamento acontece muito lentamente (devido à alta umidade, especialmente sob condições de ventilação ruim, condições de ar estagnado), o escaldamento ou apodrecimento de galpão podem ocorrer.
    O escaldamento pode reduzir o peso e a qualidade da folha curada e causar altos níveis de TSNAs.

    A segunda fase da cura é a fase de secagem da folha. Durante este período, a lâmina da folha gradualmente muda do amarelo para uma cor escura (marrom, castanho, ou marrom avermelhado).

    A terceira e última fase é a fase da secagem do talo. Durante esta fase, o talo murcha e perde a maior parte de sua umidade. Uma vez que as nervuras principais estiverem secas, o processo de cura estará completo e a despenca poderá iniciar. O processo de cura inicia gradualmente das folhas baixeiras para as folhas ponteiras e por isso ocorre uma sobreposição das três fases da cura, das folhas baixeiras para as ponteiras da planta.
    Em condições normais a cura dura em torno de quatro a oito semanas.

    Manejo do ambiente de cura:

    A habilidade em manejar a umidade e a circulação de ar dentro do galpão ou da estrutura de cura é crítica para produzir tabaco burley de alta qualidade física e química, em anos de condições climáticas desfavoráveis.

    Controle de ventilação:

    Independente do tipo de galpão ou estrutura de cura, o controle da ventilação é o meio básico (essencial) de manejar o ambiente de cura. O controle do movimento do ar afeta a temperatura e umidade, controlando a cura. Em galpões convencionais, como regra geral, ventiladores e portas normalmente deveriam ser abertos durante o dia e fechados no final da tarde ou início de noite. No entanto, se o tabaco está curando de forma muito rápida devido ao clima seco (umidade relativa do ar abaixo de 65%), o galpão deveria ser fechado durante o dia e aberto durante a noite. Por outro lado, se o tabaco está curando muito lentamente devido a altos níveis de umidade (umidade excessiva, períodos chuvosos prolongados), o galpão deve ficar aberto para permitir a ventilação. Ar úmido estagnado é um problema maior que ar úmido circulante (em movimento). Em alguns casos extremos, ventiladores artificiais e o suplemento de calor são necessários para prevenir escaldamento ou apodrecimento de galpão.

    A densidade de carregamento, a orientação de acordo com os ventos predominantes, ventiladores e outras aberturas na estrutura do galpão, bem como o tamanho do mesmo, afetam o movimento do ar. O ar se move através do tabaco, a umidade evapora e com isso o tabaco é resfriado. Ao mesmo tempo a ventilação aumenta a cura.

    Para maximizar o potencial de ventilação, pelo menos 30% da superfície lateral dos galpões deverá estar aberta ou permitir a abertura para a ventilação. Em estruturas de campo a ventilação será realizada através do manejo das cortinas laterais.

    Baixas temperaturas e circulação de ar:

    Em épocas normais de plantio, as baixas temperaturas não são problema na cura do tabaco burley. Mesmo assim, seguem algumas dicas e considerações sobre a cura com baixas temperaturas e formas artificiais de manejar as condições ambientais.
    Baixa temperatura reduz a umidade relativa do ar sem afetar adversamente a coloração da folha. Excesso de calor pode baixar a umidade relativa demasiadamente, resultando numa secagem rápida e de coloração indesejável. Calor suplementar em galpões de burley deveria ser gerado por aquecedores que produzam ar quente (os que queimam propano, GLP, gás natural, etc.), mas nunca por fogo direto (queima aberta) que possa produzir fumaça e assim defumar o tabaco.

    A fumaça proveniente da fonte de calor ou aquecimento deverá ser liberada fora do galpão de cura. Mesmo com aquecimento suplementar será requerida uma ventilação para que a umidade possa sair do galpão. Do contrário, será formada condensação que vai contra o objetivo do aquecimento suplementar. Ajuste os aquecedores para que a temperatura no estaleiro mais baixo não ultrapasse os 30°C. Os circuladores de ar são outra forma de controlar umidade dentro da estrutura de cura durante períodos prolongados de chuva ou umidade excessivamente alta. Para ser efetiva, o ar deve se mover e fluir através do tabaco, ao invés de passar ao redor. A colocação adequada de ventiladores e a maneira como o tabaco está disposto ou pendurado no galpão são críticas para a efetividade desta ventilação.

    Densidade de carregamento e cortinas laterais:

    Em galpões convencionais de burley, o espaçamento entre tacos normalmente tem variado de 15cm a 30cm, dependendo do espaçamento entre estaleiros e do nível de ventilação no galpão. Pesquisas mostram que o tabaco burley pode ser pendurado em maiores densidades em estruturas de cura de perfil baixo (pé-direito baixo) com laterais abertas sem aumentar o risco de escaldamento ou apodrecimento (talo mole). Maiores densidades significam menores custos com galpão por unidade de tabaco curado.

    Em estruturas de cura de campo o ambiente de cura é controlado principalmente pela densidade de carregamento (espaçamento entre tacos ou plantas) e pelo manejo da cortina lateral. Nessas estruturas de cura os tacos podem e devem ser menos espaçados entre si, quando comparados com galpões tradicionais. Um espaçamento médio de 9 a 12cm geralmente funciona bem, dependendo do tamanho do tabaco, da intensidade de murchamento das plantas e das condições climáticas que ocorrem. Coberturas de plástico devem ser colocadas sobre as estruturas logo após o carregamento. Mas, se as folhas estão úmidas ou molhadas, permita a secagem das mesmas antes de cobrir a estrutura.

    Em geral, as extremidades da estrutura de cura de lavoura deveriam ter uma abertura na parte superior (entre as plantas e a cobertura plástica), para permitir a circulação de ar e assim permitir que o ar úmido possa ser expulso. Com a evaporação da umidade das folhas o ar dentro do galpão satura com umidade. Se essa não for removida do galpão através da circulação do ar essa evaporação paralizará. As coberturas laterais normalmente deveriam estar levantadas ou abertas durante a fase de amarelamento e secagem de folhas e então abaixadas ou fechadas para completar a cura. Uma exceção a essa regra ocorre em períodos prolongados de temperaturas altas e baixa umidade relativa do ar, durando vários dias ou semanas. Sob essas condições, as coberturas laterais deveriam ser baixadas durante o amarelamento e secagem de folhas, para diminuir a velocidade do processo de cura e para minimizar a indesejada coloração variegada e manchada. Uma vez que as coberturas laterais são abaixadas, um monitoramento cuidadoso das plantas e talos é necessário para detectar potenciais condições de escaldamento que requerem a abertura das cortinas. Esse cuidado de manejo é especialmente importante para estruturas de lavoura largas, que possuam três ou mais vãos de largura.

    Tipos de Galpão ou estrutura de cura:

    O uso de estruturas de pé-direito baixo, com bom manejo de cura, aparenta resultar em tabaco mais escuro e avermelhado do que aquele curado em galpões convencionais. Isso tem sido observado em pesquisas e também por experiências de produtor. A aceitabilidade por parte da indústria tem sido boa para o burley curado nessas estruturas.

    Estruturas e galpões de pé-direito baixo, com abertura lateral, são boas para a cura, mas não para armazenar tabaco curado e que ainda não foi despencado. O tabaco deve ser removido (despencado ou amontoado) dessas estruturas cobertas com plástico o mais rápido possível, logo após a cura estar finalizada. A retirada no momento correto vai minimizar danos com o esfarelamento, excesso de umidade da ponta das folhas, e o risco de perdas ou danos ocasionados pelo vento. A luz solar prejudica a coloração das folhas após a cura, por isso o tabaco não deverá ser exposto à luz solar dentro do galpão e nem depois.

    As práticas de carregamento e manejo da cura devem ser específicas para cada estrutura de cura e direcionadas para a preservação da produtividade e qualidade, pois cada estrutura e cada safra são diferentes. Cada estrutura é de certa forma única na suas características de cura e precisa ser manejada de forma específica. Estruturas de cura de lavoura geralmente requerem mais manejo, mas também permitem um manejo melhor do ambiente de cura que a maioria dos galpões convencionais.

    Uma pergunta freqüente é: “Qual o galpão ou estrutura é melhor?”

    A resposta é que nenhuma estrutura ou galpão é necessariamente a melhor. O fato de que as estruturas de cura de lavoura cobertas com plástico são as de menor custo, como um grupo em geral, não significa que toda a produção de um produtor deveria ser curada nesse tipo de estrutura. Elas são estruturas precárias para o armazenamento de tabaco curado por longos períodos por causa dos riscos climáticos. Se o produtor não consegue despencar o tabaco de acordo com a sua cura, então uma estrutura com um bom telhado, talvez com proteção lateral parcial ou total, seria mais apropriada que a estrutura de cura de lavoura coberta com plástico para o armazenamento do tabaco ainda não despencado ou curado. Por exemplo, um galpão convencional com cobertura metálica, com cumeeira, de perfil baixo seria uma escolha melhor para ter essa proteção dos fatores climáticos. Um galpão convencional alto, de um ou dois estaleiros, com uma densidade maior do que a normal (para ter algumas das vantagens em termos de mão-de-obra ou custo do sistema de pé-direito baixo) oferece excelente proteção climática para tabaco curado e que vai ser despencado e classificado mais tarde.

    Muitos produtores podem concluir que é melhor usar ambas, estruturas de baixo custo que tem mínima proteção climática bem como estruturas que são mais bem construídas, mas que são mais caras para se ter e de operar. Eles podem concluir que esse sistema ofereça maior flexibilidade de mão-de-obra e tempo e ajudar no manejo dos riscos climáticos inerentes à produção de burley.

    Em alguns casos, chegar a uma solução intermediária em termos de eficiência de custos para ganhar flexibilidade, melhorar eficiência no tempo e reduzir riscos pode ser justificada como uma excelente estratégia de manejo, para preservar ou até mesmo melhorar o lucro líquido dentro de um ambiente incerto de produção."

  4. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    afrito78 (13/02/2013), ahpoixeh (17/02/2013)

  5. #33
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Boas!

    estou a invadir mas este tópico interessa-me um pouco.
    eu não fumo mas 'toda a gente' aqui em casa sim. então decidiram plantar em casa para tentar reduzir custos.
    eventualmente fuma-se menos que o tabaco criado em casa pode ter mais nicotina (de forma não controlada industrialmente) e eles lá ficam mais felizes. (ou fartam-se e desistem :P )

    tenho neste momento demasiadas plantas no sótão germinadas no fim de Dezembro (entretanto meto fotos) e até agora só me devem ter morrido 2.
    fiquei com aproximadamente 3x mais que o objectivo. (cerca de 400 agora :S )

    tenho 5 espécies: virginia gold, maryland, oriental samsoun, latakia, burley e espero conseguir tirar sementes delas... ainda ando a ver se consigo separar 2 de cada espécie para levar até fazer sementes sem que cruzem (muito) com as outras espécies.

    invadi também para deixar bem claro que a "má" cura e secagem do tabaco é VENENO

    a planta acumula imenso amónia e só a solta com um bom processo de cura! não é complicado mas "convém" ser feito!

    mais tarde se tiver mais informações prostituo-as aqui!

    eu estou a considerar vender umas plantas já germinadas em cópinhos para malta que queira ganhar tempo - visto que tenho imensas a mais... mas ainda não me preocupei com isso. estou a deixa-las enrijar um pouco mais...

    boa sorte com as sementes de tabaco! faz bem a secagem e cura!
    abraço!

  6. #34
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    Re: Cultivo de Tabaco

    A secagem é fácil fazer...a fermentação é que é mais difícil. Já tinha alertado aí mais atrás para esse facto.

    Já cultivei tabaco e esbarrei na parte da fermentação..e como tinha lido que não se devia fumar sem uma fermentação adequada, desisti pois na altura não tinha tempo, condições nem informação suficiente para levar o processo a bom porto. Entretanto já vi assim meio na diagonal pessoal que usa um método com sacos de plástico fechados e a uma certa temperatura durante um determinado tempo mas preciso ler mais sobre isso.

    Quanto às sementes não te preocupes porque vais ter ziliões delas. Para evitar o cruzamento entre espécies há uns sacos de rede própria (usados também na produção de sementes de tomates e muitas outras variedades) para meter nas flores da planta que queres sementes, sem que o polen passe a rede e polinize a flôr. As plantas que queres só para sacar as folhas, tens que ir arrancando os "galhos" que dão as flores para a planta concentrar toda a energia a produzir folhas grandes..se as deixas criar flores perdes na produção de folhas.

    Espero ter ajudado

    Abraços
    Sou viciado na paz...que a ervinha trás!!

  7. El siguiente Usuario da las gracias a Shariff por este Post:

    fightms (17/02/2013)

  8. #35
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Boas.

    Com essa do veneno agora fiquei espantado
    A parte da seca ja ultrapassei e bem ate, agora para curar eu li algures que um siteo bom é dentro de uma caixa de madeira, entao quando as folhas tao secas, eu corto-as á tesoura e meto para dentro de um bauzinho velho que tinha aqui, quando vejo que o tabaco esta uma beca seco ja, pulverizo com agua, dou umas mexidelas, e espero mais uns 2,3 dias ate que fique seco e volto a fazer o mesmo processo. Alguem me sabe dizer se estou a fazer bem ou nao?

    Obs: As minhas folhas quando ficam secas, nao da para fazer como se ve em videos, em que os gajos as dobram em rolinhas, pq ficam mt estaladiças. pq? xD

  9. #36
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    Re: Cultivo de Tabaco

    e que tal leres o que eu postei àcerca da cura?


    Se tiverem curiosidade num pouco de história passem aqui


    NOÇÕES BOTANICAS

    DAS ESPECIES

    DE NICOCIANA



    MAIS USADAS NAS FABRICAS DE TABACO,

    E DA SUA CULTURA.

    PELO Dr. FELIX DE AVELLAR BROTERO.





    LISBOA:

    NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO 1826.

    Noções botanicas das especies de nicociana mais usadas nas fabricas de tabaco, e da sua cultura
    http://www.gutenberg.org/files/39107...-h/39107-h.htm
    Última edición por Foxyhaze; 17/02/2013 a las 18:06 PM

  10. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    ahpoixeh (17/02/2013), W1CK (19/02/2013)

  11. #37
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Eu li, mas e um bocado complicado pq fala em variacao de temperaturas e isso e eu nao tenho como o fazer, queria uma forma mais facil de o fazer xD

  12. #38
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Boas,

    controlar a temperatura é tão simples como abrir ou fechar uma janela. há imensas fontes de calor ou frio em casa da malta. estuda lá melhor se o calor do teu frigorífico (atrás) ou frio (lá dentro) não te ajudam. :P

    caso contrário, amónia é fixe :P entre outras coisas que facilmente se encontram nas folhas ainda verdes

    boas curas

  13. #39
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Este tipo de box é o que é mais usado para fermentar tabaco caseiro, há quem faça uma maior com um frigorífico velho.


    1.jpg2.jpg3.jpg

    A explicação aqui (em inglês)

    Boas tabacadas!!
    Sou viciado na paz...que a ervinha trás!!

  14. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a Shariff por este Post:

    elcabong (18/02/2013), Foxyhaze (14/03/2013), W1CK (19/02/2013)

  15. #40
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Agora com as folhas que ja tenho assim meio secas, pus todas dentro de um saco de papel pardo com umas cascas de laranja, dobrado em 3 e pus dentro de uma caixa de cartao de sapatos e pus na despensa, no mm siteo ond as outras secam ao ar livre. Era o siteo onde secava as minhas marias pq e um local que nao tem janelas e é muito neutro de temperatura e ate é arejado.

    Visto que elas precisam de calor para a cura, vou por cima da televisao, q ta sempre ligada quase ca em casa e aqilo deve ser qentinho, que acham?

  16. #41
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Viste como encontraste uma solução simples e rápida ?

    aproveita essa energia sim! tenta só que a TV não fume isso tudo!

  17. #42
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Boas.

    Eis um update das minhas meninas. Esta era a que estava mais pequena num vaso pequeno, desde que mudei para um vaso de 10l que se nota bem a diferença

    img0162qh.jpg img0163fh.jpg img0164nv.jpg img0165jf.jpg

    Ainda nao dei bem foi com a cura

  18. Los siguientes 6 Usuarios dan las gracias a Scriball por este Post:

    ahpoixeh (21/03/2013), Dika (08/04/2013), elcabong (14/03/2013), Foxyhaze (14/03/2013), Poemais (22/03/2013), Traebcula (08/04/2013)

  19. #43
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Boas!

    estão bonitas! as minhas estão a metade ou menos... mas agora estão a ganhar tempo que algumas já estão na rua

    quanto à cura tens que ser criativo. começa com um termostato electrónico e pensa num secador de roupa, termo-ventilador ou aquecedor a óleo

    e tens que ir ler umas coisas sobre secagem e cura.

    boa secagem e fumício.

  20. El siguiente Usuario da las gracias a fightms por este Post:

    Foxyhaze (22/03/2013)

  21. #44
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Boas peeps.

    Uma dessas meninas ja tem florzinhas, agora é so esperar as sementes dessas :P
    Quanto a cura, estou a pensar por as folhas secas dentro de papel pardo e deixar por baixo da ventoinha do portatil, pois o portatil está muito tempo ligado e aquece mesmo muito e nao me apetecia tar a gastar eletrecidade com secadores e essas merdas xD

  22. #45
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    Re: Cultivo de Tabaco

    Encomende sementes a um produtor no OLX. Também irei começar cultivo disto em breve :P
    "Rich Gallaecia sent its youths, wise in the knowledge of divination by the entrails of beasts, by feathers and flames"

  23. El siguiente Usuario da las gracias a Berobreus por este Post:

    Dika (08/04/2013)

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