+ Responder Tema
Resultados 1 al 6 de 6

Tema: Projeto de lei n. 880/xii/4. - legaliza o cultivo de canbis /clubes sociais

  1. #1
    Fecha de Ingreso
    19 Jul, 10
    Ubicacin
    Canabilndia
    Mensajes
    6,321
    Gracias
    7,699
    11,991 gracias recibidas en 4,203 Posts
    Mencionado
    389 Mensaje(s)
    Etiquetado
    38 Tema(s)
    Citado
    1064 Mensaje(s)

    Projeto de lei n. 880/xii/4. - legaliza o cultivo de canbis /clubes sociais

    Assumam-se e percam um pouco do vosso tempo a ler o Projeto lei.
    Informem-se e saibam informar.


    Um consumidor de canbis , consciente da sua realidade, tem muito mais aceitao (e utilidade) que uma dzia deles que s pensam em fumcios. J no so tempos de "juntos numa roda a fazer fumo contra o sistema" ,mas sim de falar aberta e esclarecidamente.


    As palavras ficam, o fumo levado pelo o vento.










    PROJETO DE LEI N. 880/XII/4. - LEGALIZA O CULTIVO DE CANBIS PARA CONSUMO PESSOAL E CRIA O ENQUADRAMENTO LEGAL PARA OS CLUBES SOCIAIS DE CANBIS





    Exposio de motivos




    Em fevereiro deste ano, a ministra da justia, Paula Teixeira da Cruz, tornou pblico o seu apoio despenalizao do uso de drogas leves. Na opinio da ministra, "est demonstrado, e para mim foi muito claro com a lei seca nos Estados Unidos, que a represso nessa matria, a proibio, leva a que se pratiquem aqueles crimes e crimes associados. Assim, a despenalizao seria benfica para os cidados, porque no alimenta um negcio "profundamente rentvel", isto , ela serve "para que no haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais nessa matria", de acordo com a ministra da justia.


    Esta no uma opinio isolada. O Relatrio Mundial da Droga de 2014, publicado pela Organizao das Naes Unidas, volta a confirmar o que os relatrios anteriores j anunciavam: a estratgia proibicionista da "guerra s drogas" revelou-se um fracasso gigantesco, com o aumento das apreenses a no significar um recuo do consumo das substncias ilegalizadas.


    Paralelamente, este mercado ilegal de drogas nunca como hoje movimentou tanto dinheiro, em montantes bilionrios que circulam por mecanismos de branqueamento de capitais e alimentam a corrupo na poltica e na justia de muitos pases. Segundo a Comisso Europeia, nos nmeros que divulgou em maro de 2014 na reunio da Comisso da ONU em Viena, s o mercado ilegal de canbis movimentava em 2010 na Europa entre 7 a 10 mil milhes de euros.



    O proibicionismo liderado pelos Estados Unidos trouxe a guerra civil para muito perto das fronteiras do pas que implantou a lei seca e a proibio do consumo de drogas. No lado mexicano da fronteira, os cartis fazem a lei e executam milhares de pessoas com total impunidade, numa competio violenta pelo negcio mais lucrativo do planeta.


    No conjunto das substncias ilegais, a canbis destaca-se no apenas pela antiguidade do seu uso, mas tambm por ser a droga ilegal mais consumida no planeta, calculando a ONU que cerca de 200 milhes de pessoas a tero consumido em 2012.



    Passados 54 anos desde a Conveno das Naes Unidas sobre Drogas, e 44 anos aps o presidente Nixon ter declarado a guerra do governo dos Estados Unidos droga, a concluso no podia ser mais clara: nem a criminalizao nem a enorme despesa destinada pelos Estados s medidas repressivas conseguiram travar o aumento da produo ou do consumo de drogas. As prises encheram-se de condenados por trfico ou consumo e muitos milhares de vidas foram destrudas, mas o poder das organizaes criminosas nunca foi to forte como hoje.


    por isso que um grupo de personalidades resolveu apelar s Naes Unidas para que opere uma transformao do regime global de proibio das drogas. Entre elas esto antigos chefes de Estado como Jorge Sampaio, Fernando Henrique Cardoso, Csar Gavria, Ernesto Zedillo e o ex-secretrio-geral da ONU Kofi Annan, que formaram uma Comisso Global sobre Poltica de Drogas e apresentaram vrias recomendaes, como a de "encorajar as experincias dos Governos com modelos de regulao legal das drogas para enfraquecer o poder do crime organizado e salvaguardar a sade e a segurana dos seus cidados.


    O antigo Presidente da Repblica Jorge Sampaio tem assumido um papel ativo na defesa de novas perspetivas para a poltica global de drogas. Em junho passado, publicou, em coautoria com a antiga Presidente da Sua, Ruth Dreifuss, um artigo no Dia Internacional contra o Abuso e Trfico de Drogas a registar que por trs da fachada de um consenso internacional com vista a um mundo sem drogas, foram cada vez mais os pases a apelar ao fim da guerra s drogas na comisso da ONU, reunida em maro de 2014 em Viena. E defenderam que seja permitido aos pases e aos Governos locais experimentar aproximaes que respondam melhor s suas situaes e s necessidades das populaes.
    Nos prprios EUA, a conscincia de que o proibicionismo falhou nunca foi to forte como hoje. Os cidados tm aprovado por referendo a legalizao da canbis em vrios Estados importantes e o primeiro ano de experincia no Colorado foi bem sucedido do ponto de vista social, tendo permitido aos cofres pblicos uma receita fiscal considervel.


    Na capital norte-americana, a lei entrou em vigor no fim de fevereiro de 2015 e nem o Congresso nem o Senado usaram a prerrogativa de bloquear a sua entrada em vigor. Ao todo so 23 estados norte-americanos que at agora legalizaram a posse e aquisio de canbis, na sua maioria destinada ao uso medicinal. E face ao sucesso das experincias e ao apoio cada vez maior dos eleitores, a tendncia para que se alargue a legalizao a mais estados.









    A LEI PORTUGUESA





    A aprovao da descriminalizao do consumo de drogas em Portugal no incio do sculo XXI veio acabar com o tabu e provar que as alternativas represso funcionam. Hoje o caso portugus continua a ser estudado e apontado internacionalmente como um exemplo de sucesso duma abordagem tolerante que coloca a sade pblica acima do preconceito ideolgico.


    Hoje podemos comprovar como eram desprovidos de razo os argumentos esgrimidos no parlamento portugus por parte de vrias bancadas, que alertavam para a exploso do consumo de drogas assim que deixasse de ser crime o seu uso pessoal. Pelo contrrio, a descriminalizao evitou que os consumidores acabassem na priso e libertou meios para o combate ao trfico.


    Mas a descriminalizao por si s no responde ao problema principal, uma vez que no deixa nenhuma alternativa ao consumidor que no seja a aquisio da canbis no mercado ilegal. Ou seja, se um consumidor optar por plantar um p de canbis para seu consumo em casa ou no quintal - e assim evita alimentar o trfico - , face da lei em vigor, um criminoso. H aqui uma contradio evidente entre a proteo do consumidor e a proibio do chamado "auto cultivo", que no prejudica terceiros e at contribui para o combate ao trfico ilegal.





    AUTO CULTIVO E CLUBES SOCIAIS DE CANBIS





    O cultivo de canbis para uso pessoal no perseguido pelas leis e convenes internacionais em vigor, pelo que se tm desenvolvido experincias bem-sucedidas em Espanha, Blgica e Sua do modelo do auto cultivo e dos clubes sociais de canbis para combater o trfico.


    No Uruguai, o Parlamento aprovou a legalizao da canbis vero de 2013, promovendo um modelo que passa pela criao de clubes sociais de canbis, com o objetivo de minimizar os riscos e reduzir os danos da utilizao de canbis. E na Catalunha, o Parlamento aprovou por ampla maioria, em janeiro de 2015, a regulamentao que d enquadramento legal aos 400 clubes que j existem.




    Este modelo tem sido apontado como exemplar na regulao do acesso e do consumo de canbis. Por vrios motivos.



    1. Enfrenta a liberalizao do comrcio e do trfico, que o que predomina atualmente, respondendo ao paradoxo da lei atual. Alm disso, previne a adulterao da substncia, permitindo um controlo de qualidade que essencial para se poder reduzir riscos e garantir consumos informados.



    2. No assenta num modelo comercial, que seria dominado por empresas cujo objetivo seria ganhar dinheiro e incentivar o consumo, como acontece hoje com o lcool. Pelo contrrio, trata-se de regular a produo, o acesso e o consumo, atravs de formas de associativismo e auto-organizao. Assim, trata-se de um modelo que se distingue dos coffee shops holandeses porque exclui o comrcio da canbis.
    Os clubes so associaes sem fins lucrativos, que no fazem publicidade ao produto ou marca, que asseguram o controlo da qualidade do cultivo e so responsveis pelo seu transporte e distribuio aos associados, com regras exigentes que excluem menores de idade.



    3. um avano na poltica de preveno. De facto, a promoo da informao sobre os efeitos das substncias que so consumidas, o controlo da qualidade e a garantia da sua no manipulao e adulterao uma condio fundamental de uma poltica preventiva no que respeita sade pblica. Este modelo permite certificar a origem da canbis produzida e garantir que ela no importada pelas redes de narcotrfico. E estimula a responsabilidade informada.



    4. O modelo dos clubes sociais no pe em causa o respeito pelas Convenes Internacionais que probem o comrcio, importao e exportao da canbis. E permite ainda dar acesso legal canbis aos doentes que dela necessitam para o uso teraputico, em vez de serem atirados para o contacto com o trfico.
    Mais de uma dcada depois da descriminalizao do consumo, Portugal deve voltar a dar o exemplo ao mundo com uma poltica tolerante e responsvel de combate toxicodependncia, que contribua para retirar mercado aos traficantes e acabar com a perseguio anacrnica aos consumidores de canbis.











    Captulo I - Disposies gerais






    Artigo 1.

    Objeto


    O presente diploma define o regime jurdico aplicvel ao cultivo, consumo, aquisio e deteno, para consumo pessoal sem prescrio mdica, da planta, substncias e preparaes de canbis.



    Artigo 2.

    Definies


    Para efeitos da presente lei entende-se por:



    a) Planta, substncias e preparaes de canbis - as folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta Cannabis sativa L.; resina separada, em bruto ou purificada, obtida a partir da planta Cannabis; leo separado, em bruto ou purificado, obtido a partir da planta Cannabis; sementes da planta Cannabis sativa L.; todos os sais destes compostos;



    b) Aquisio para consumo pessoal - quando as quantidades de planta, substncias e preparaes de canbis adquiridas no excedam a quantidade necessria para o consumo mdio individual durante o perodo de 30 dias, de acordo com a Portaria n. 94/96, de 26 de maro;



    c) Cultivo para consumo pessoal - quando o nmero de plantas de canbis cultivadas no excede as 10 unidades;


    d) Posse para consumo pessoal - quando as quantidades de planta, substncias e preparaes de canbis no excedem os valores definidos para a aquisio e o cultivo.




    Artigo 3.

    Consumo



    O consumo, o cultivo, a aquisio ou deteno, para consumo pessoal, de plantas, substncias ou preparaes de canbis no constituem ilcito contraordenacional nem criminal.






    Captulo II Clubes Sociais de Canbis




    Artigo 4.


    Definio e objetivos



    1 - Entende-se por Clube Social de Canbis a associao civil sem fins lucrativos com a finalidade de estudo, investigao, informao e debate sobre a canbis, bem como do cultivo e cedncia aos seus associados de plantas, substncias ou preparaes de canbis em estabelecimentos devidamente autorizados e nas condies definidas no presente diploma.



    2 - Os Clubes Sociais de Canbis cumprem as mesmas obrigaes perante a lei do que qualquer outra associao civil sem fins lucrativos, sendo criado por um grupo de scios fundadores.
    3 - Os Clubes Sociais de Canbis tm um nmero mximo de 300 associados.




    Artigo 5.

    Caractersticas do Clube Social de Canbis



    1 - A admisso a novos associados de um Clube Social de Canbis s poder ocorrer se o candidato for um cidado maior de 18 anos e tiver na sua posse um documento a prop-lo como novo associado, assinado por um associado na plena capacidade dos seus direitos.


    2 - No permitido que uma mesma pessoa esteja associada em mais do que um Clube Social de Canbis.


    3 - Nas instalaes do Clube Social de Canbis interdito o consumo e a venda de bebidas alcolicas.


    4 - O Clube Social de Canbis deve ficar situado a uma distncia superior a 300 metros de estabelecimentos de ensino pr-escolar, bsico e secundrio.


    5 - Nas instalaes do Clube Social de Canbis interdito o uso e a presena de mquinas ou outros instrumentos de jogo.


    6 - Nas instalaes do Clube Social de Canbis interdita a presena de no-associados que no estejam acompanhados por um associado na plena capacidade dos seus direitos.





    Artigo 6.


    Proibio de publicidade


    interdita a aposio de qualquer marca, smbolo ou denominao comercial s substncias previstas na alnea a) do artigo 2..





    Artigo 7.


    Aquisio da canbis por parte dos associados



    1 - Nos Clubes Sociais de Canbis interdita a entrada e a presena de menores de 18 anos e de indivduos que padeam de doena mental manifesta, bem como a disponibilizao das plantas, substncias ou preparaes de canbis aos mesmos.


    2 - A quantidade da substncia adquirida por cada indivduo no pode exceder a dose mdia individual calculada para 30 dias, tal como prevista na Portaria n. 94/96, de 26 de maro.


    3 - O Clube Social de Canbis disponibiliza a quantidade determinada de acordo com a quotizao paga pelo associado, nunca excedendo o limite estabelecido no nmero anterior.


    4 - Cabe ao INFARMED definir as regras a que deve obedecer o controlo de qualidade das substncias disponibilizadas no Clube Social de Canbis, de forma a evitar adulteraes e outros fatores que possam pr em risco a sade pblica.


    5 - Os rtulos apostos nos recipientes que contenham plantas, substncias ou preparaes de canbis tm obrigatoriamente a indicao da provenincia, da quantidade, em peso ou em proporo, das substncias contidas, dos efeitos e riscos associados ao consumo, e a denominao comum internacional comunicada pela Organizao Mundial de Sade, para alm do determinado em outras disposies legais.




    Artigo 8.


    Natureza das autorizaes




    1 - As autorizaes previstas no presente diploma so intransmissveis, no podendo ser cedidas ou utilizadas por outrem a qualquer ttulo.


    2 - Dos pedidos de autorizao deve constar a indicao dos responsveis pela elaborao e conservao atualizada dos registos e pelo cumprimento das demais obrigaes legais.



    3 - S podem ser concedidas autorizaes a Clubes Sociais de Canbis cujos titulares ou representantes ofeream suficientes garantias de idoneidade, de acordo com os requisitos estabelecidos no artigo 7. do Decreto Regulamentar n. 61/94, de 12 de outubro, na sua redao atual, sendo a verificao destas garantias condio para a manuteno da autorizao.



    4 - No caso de substituio do titular ou mudana de firma, o requerimento de manuteno da autorizao deve ser apresentado s entidades responsveis pela autorizao no prazo mximo de 60 dias.


    5 - A autorizao caduca em caso de cessao de atividade ou, nos casos previstos no nmero anterior, se no for requerida a sua renovao no prazo estabelecido.


    6 - A revogao das autorizaes ou a sua suspenso at 6 meses tm lugar, conforme a gravidade, quando ocorrer acidente tcnico, subtrao, deteriorao ou outra irregularidade passvel de determinar risco significativo para a sade ou para o abastecimento ilcito do mercado, bem como no caso do incumprimento das obrigaes que impendem sobre o titular da autorizao.





    Captulo III Controlo e Fiscalizao





    Artigo 9.



    Cultivo e extrao



    1 - O Ministrio da Agricultura a entidade competente para autorizar a atividade de cultivo de canbis nos Clubes Sociais de Canbis.


    2 - O cultivo de canbis em quantidade de acordo com a finalidade exclusiva de consumo prprio no necessita de autorizao.





    Artigo 10.



    Fiscalizao



    1 - Compete ao INFARMED fiscalizar as atividades de cultivo, extrao e fabrico, distribuio, trnsito, aquisio, entrega e deteno para a disponibilizao aos associados do Clube Social de Canbis de plantas, substncias ou preparaes de canbis.



    2 - Compete s cmaras municipais fiscalizar a venda ou o consumo de bebidas alcolicas, o uso ou a presena de mquinas e outros instrumentos de jogo, a entrada ou a presena de menores de 18 anos ou de doentes mentais manifestos, a presena de publicidade, propaganda, patrocnio e utilizao pblica de marca respeitante a plantas, substncias ou preparaes de canbis no Clube Social de Canbis, bem como a publicidade relativa a substncias previstas na alnea a) do artigo 2..



    3 - Para efeitos dos nmeros anteriores, pode, a qualquer momento, ser feita uma inspeo aos Clubes Sociais de Canbis e ser solicitada a exibio dos documentos ou registos respetivos, devendo garantir-se a proteo dos dados pessoais dos associados, nos termos da legislao em vigor.



    4 - As infraes detetadas so comunicadas s entidades competentes, para fins de investigao criminal ou para investigao e instruo contraordenacional.




    Artigo 11.



    Participao urgente



    1 - A subtrao ou extravio de plantas, substncias ou preparaes de canbis so, logo que conhecidos, participados pela entidade responsvel pela sua guarda autoridade policial ou ao Ministrio Pblico e ao INFARMED.



    2 - A participao prevista no nmero anterior deve ser tambm efetuada em caso de subtrao, inutilizao ou extravio de documentos ou registos exigidos pelo presente diploma.



    Artigo 12.



    Ilcitos criminais


    1 - Quem, sem que para tal se encontre autorizado, proceder ao comrcio de plantas, substncias ou preparaes de canbis, punido com pena de priso de 4 a 12 anos.



    2 - Se a ilicitude do facto se mostrar consideravelmente diminuda, tendo em conta nomeadamente os meios utilizados, a modalidade ou as circunstncias, a ao, a qualidade ou a quantidade das plantas, substncias ou preparaes de canbis a pena de priso at 4 anos ou de multa at 480 dias.



    3 - Quem, agindo em desconformidade com o disposto nas autorizaes, ilicitamente ceder, introduzir ou diligenciar para que outrem introduza no comrcio plantas, substncias ou preparaes de canbis, punido com pena de priso at 2 anos ou pena de multa at 240 dias.



    4 - Quem cultivar plantas, produzir ou fabricar substncias ou preparaes ilcitas diversas das que constam do ttulo de autorizao punido nos termos do captulo III do Decreto-Lei n. 15/93, de 22 de janeiro, na sua redao atual.



    5 - As penas previstas nos nmeros anteriores so aumentadas de um quarto nos seus limites mnimo e mximo nas situaes previstas no artigo 24. do Decreto-Lei n. 15/93, de 22 de janeiro, na sua redao atual.



    6 - No caso de punio pela infrao, revertem para o Estado todos os objetos, substncias, direitos e vantagens associados prtica da infrao, destinando-se ao apoio de aes, medidas e programas de preveno da toxicodependncia e ao apoio de implementao de estruturas de consulta, tratamento e reinsero social de toxicodependentes.




    Artigo 13.



    Contraordenaes



    1 - A venda ou o consumo de bebidas alcolicas em Clubes Sociais de Canbis, previstos no presente diploma, constitui contraordenao punvel com coima de 2.500 a 25.000 euros.



    2 - O uso ou a presena de mquinas e outros instrumentos de jogo nos Clubes Sociais de Canbis constitui contraordenao punvel com coima de 2.500 a 25.000 euros.



    3 - A entrada ou a presena de menores de 18 anos ou de doentes mentais manifestos nos Clubes Sociais de Canbis constitui contraordenao punvel com coima de 2.500 a 25.000 euros por cada indivduo, at ao limite mximo de 100.000 euros.



    4 - A aposio de qualquer marca, smbolo ou denominao comercial s substncias previstas na alnea a) do artigo 2. fora do que se dispe no presente diploma constitui contraordenao punvel com coima de 2.500 a 25.000 euros.



    5 - A disponibilizao de substncias ao mesmo cidado excedendo a dose mdia individual calculada para 30 dias constitui contraordenao punvel com coima de 2.500 a 25.000 euros.



    6 - A oposio a atos de fiscalizao ou a recusa a exibir os documentos exigidos pelo presente diploma, depois de advertncia das consequncias legais da conduta em causa, constitui contraordenao punvel com coima de 2.500 a 25.000 euros.



    7 - O cultivo para consumo pessoal que ultrapasse o limite estabelecido na alnea c) do artigo 2. constitui contraordenao punvel com coima de 500 euros por cada planta que exceda o limite determinado.


    8 - A tentativa punvel.


    9 - Com a aplicao da coima podem ser aplicadas como sanes acessrias a revogao ou suspenso da autorizao concedida para o exerccio da respetiva atividade e a interdio do exerccio da profisso ou atividade por perodo no superior a trs anos.





    Captulo IV



    Disposies transitrias e finais



    Artigo 14.



    Imposto especial



    Com a aprovao do Oramento de Estado criado, no mbito do Cdigo dos Impostos Especiais de Consumo, um imposto sobre as quotizaes dos associados dos Clubes Sociais de Canbis.




    Artigo 15.



    Norma derrogatria



    So derrogadas as disposies do Decreto-Lei n. 15/93, de 22 de janeiro, na sua redao atual, da Lei n. 30/2000, de 29 de novembro, na sua redao atual, da Lei n. 47/2003, de 22 de agosto, e do Decreto Regulamentar n. 61/94, de 12 de outubro, na sua redao atual, em tudo o que contrariem o presente diploma, bem como as demais disposies legais que se mostrem incompatveis com o presente regime.




    Artigo 16.



    Regulamentao



    O Governo regulamenta a presente lei no prazo de 90 dias a partir da sua entrada em vigor.
    Artigo 17.



    Entrada em vigor



    A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicao.
    Assembleia da Repblica, 15 de abril de 2015.


    As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda




    ver projeto lei






    Eduardo Galeano
    (retirado do facebook)


    ltima edicin por Foxyhaze; 19/11/2015 a las 13:22 PM

  2. Los siguientes 12 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    1000k (18/04/2015), Cabecinhos (18/04/2015), Dika (05/05/2015), Green_Elf (01/02/2017), growbloom (18/04/2015), Jbogx (19/04/2015), Mister (25/11/2016), Oizo10 (24/08/2015), Pedro.r (18/04/2015), pedro_carnei (02/01/2017), ptfarmer420 (18/04/2015), TimoteoPT (18/04/2015)

  3. #2
    Fecha de Ingreso
    17 Oct, 10
    Mensajes
    1,304
    Gracias
    1,515
    2,032 gracias recibidas en 829 Posts
    Mencionado
    103 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    270 Mensaje(s)

    Re: Comunidade Cultivo em Portugal- Campanha publicitria

    O Artigo 3 at me pe a salivar...
    "It's not a war on drugs, it's a war on personal freedom, its what it is ok?. Keep that in mind at all times. Thank you!"
    -- Bill Hicks

  4. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a 1000k por este Post:

    Foxyhaze (18/04/2015), growbloom (18/04/2015), Oizo10 (24/08/2015)

  5. #3
    Fecha de Ingreso
    19 Jul, 10
    Ubicacin
    Canabilndia
    Mensajes
    6,321
    Gracias
    7,699
    11,991 gracias recibidas en 4,203 Posts
    Mencionado
    389 Mensaje(s)
    Etiquetado
    38 Tema(s)
    Citado
    1064 Mensaje(s)

    Re: Comunidade Cultivo em Portugal- Campanha publicitria




    Que tal "espamearem" este video nos jornais, tvs etc?


    Esquerda Net

    Os clubes sociais de canbis so associaes de consumidores sem fins lucrativos e j existem em Espanha, Blgica, Sua e Uruguai. Por proposta do Bloco, o parlamento discute esta semana a sua criao em Portugal. V aqui como funcionam.


    http://www.esquerda.net/videos/be-ba...-canabis/36726




    ltima edicin por Foxyhaze; 23/04/2015 a las 15:31 PM

  6. Los siguientes 6 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    Dika (05/05/2015), elcabong (04/12/2016), growbloom (24/04/2015), Oizo10 (24/08/2015), Pedro.r (23/04/2015), TimoteoPT (24/04/2015)

  7. #4
    Fecha de Ingreso
    19 Jul, 10
    Ubicacin
    Canabilndia
    Mensajes
    6,321
    Gracias
    7,699
    11,991 gracias recibidas en 4,203 Posts
    Mencionado
    389 Mensaje(s)
    Etiquetado
    38 Tema(s)
    Citado
    1064 Mensaje(s)

    Re: Comunidade Cultivo em Portugal- Campanha publicitria

    "A manunteno do proibicionismo um favor que fazem aos traficantes"




  8. Los siguientes 9 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    1000k (24/04/2015), ahpoixeh (24/04/2015), Dika (05/05/2015), elcabong (04/12/2016), Filipinho (24/04/2015), growbloom (24/04/2015), Oizo10 (24/08/2015), Pedro.r (25/04/2015), TimoteoPT (24/04/2015)

  9. #5
    Fecha de Ingreso
    19 Jul, 10
    Ubicacin
    Canabilndia
    Mensajes
    6,321
    Gracias
    7,699
    11,991 gracias recibidas en 4,203 Posts
    Mencionado
    389 Mensaje(s)
    Etiquetado
    38 Tema(s)
    Citado
    1064 Mensaje(s)

    Re: Projeto de lei n. 880/xii/4. - legaliza o cultivo de canbis /clubes socia

    VIDEO - B--b dos Clubes Sociais de Canbis

    O pessoal est a portar-se bem e o contador continua a subir 34484 visualizaes no Facebook


    - Nada mau para um video canbico portugus- mas temos de continuar a divulgar, ainda pouco.
    Partilha esta ligao com amigos, familiares, divulga em pginas do facebook de jornais, tvs, revistas, comunidades e grupos onde no se fale de canbis com frequncia etc No podemos ficar fechados em grupinhos de apoio canbis, pois s dando acesso informao conseguiremos mobilizar opinies fora do nosso meio. J que a nossa comunicao social no o faz, ento faz a TUA parte.


    no Facebook :
    https://www.facebook.com/esquerda.ne...type=2&theater

  10. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    growbloom (08/05/2015), MDG (04/10/2015), Oizo10 (24/08/2015)

  11. #6
    Fecha de Ingreso
    19 Jul, 10
    Ubicacin
    Canabilndia
    Mensajes
    6,321
    Gracias
    7,699
    11,991 gracias recibidas en 4,203 Posts
    Mencionado
    389 Mensaje(s)
    Etiquetado
    38 Tema(s)
    Citado
    1064 Mensaje(s)

    Re: Projeto de lei n. 880/xii/4. - legaliza o cultivo de canbis /clubes socia

    Continua a ser boa ideia divulgar o projeto lei e o Be--b dos clubes sociais.

    Neste momento o vdeo contabiliza 61154 visualizaes, mas com a vossa ajuda chegar a mais gente, quantos mais melhor


    Se tivermos em conta que ambos so nicos do gnero em portugus , uma boa forma de influenciar opinies.

    Pensem nisso

  12. Los siguientes 3 Usuarios dan las gracias a Foxyhaze por este Post:

    Green_Elf (01/02/2017), Pedro.r (24/11/2016), pedro_carnei (02/01/2017)

+ Responder Tema

Usuarios Etiquetados

Permisos de Publicacin

  • No puedes crear nuevos temas
  • No puedes responder temas
  • No puedes subir archivos adjuntos
  • No puedes editar tus mensajes