+ Responder Tema
Página 1 de 3 123 ÚltimoÚltimo
Resultados 1 al 15 de 42

Tema: Contos Cannabicos - Em busca da Onda Sativa Perfeita

  1. #1
    Fecha de Ingreso
    15 Dec, 06
    Mensajes
    57
    Gracias
    0
    29 gracias recibidas en 24 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Contos Cannabicos - Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Em busca da Onda Sativa Perfeita (1ª parte: Sweethai Kmylar)



    Estava no chat do fórum cannábico conversando com Kmylar sobre a Sativa Perfeita, aquela que está próxima a linha do equador, mas floresce por fotoperíodo, algo extremamente afinado como 12:30/11:30, uma planta com esta regência, este metrônomo, esta sincronia, poderia compor música, é o que pensávamos, dados aos pensamentos mágicos...

    Além da sensibilidade extrema ao fotoperiodismo ela teria que ser gostosa, saborosa, para fazer doces na cozinha cannábica; mas em termos práticos a Sativa Extrema Perfeita precisa resistir às condições locais adversas, resistir ao UV, aridez extrema, insetos também são comuns no clima equatorial, bactérias e especialmente fungos, principalmente o Fusarium oxysporum. Ser uma fêmea pura, sem o hermafroditismo tão característico das sativas equatoriais, a cor não é tão importante, mas imaginei a cor vermelha das sativas do Panamá, mas vinha bem um arco-íris, vermelha, azul...

    Solidária foi a primeira semente Sativa que consegui (by Brazuka&elevatorman), depois a lista não parava de crescer, as sativas do norte de Brasil têm um perfil de cannabinoides único, que produz uma das experiências mais claras e limpas (só comparável com certas sativas africanas): Santa Maria, manga rosa, cabeça de nego, thay, haze, mexican e também afegã, blues, oxacan, e por aí vão, sem dispensar toques de híbridos como romulan e Jack Herer, as novas genéticas espanholas como Destroyer e tantas outras, para resistir ao improvável frio, como a sativa de montanha Nepalí Kathmandu, a lista é imensa,Vietnã Black, Bangi Congo; até chegar a Sweethai Kmylar daria para fazer um seed bank...

    “Na cabeça ativa, só Cannabis Sativa”, é somente um slogan, mas em termos de pensamento humano, mexe fundo com a coisa...

    Apesar do nome da cannabaceae ser este, as outras são subespécies, ficaria então, cannabis sativa sativa, como o homo sapiens sapiens sapiens se busca, eu também buscava A cannabis sativa sativa sativa, a mais sativa de todas, comecei com a compra de várias seeds sativas dos mais renomados seeds banks, depois de chegarem todos os duzentos pacotinhos, coloquei elas num carnaval fotoperiódico até a quarta-feira de cinzas equatorial, começando com 15/9, com somente 15 horas de luz algumas mais índicas floriam, e foram afastadas, depois deixei a orgia “rolar solto” em 14/10, após 3 semanas afastei os machos para não ocupar espaço na growbox, 600W HQI tipo agro, ao invés da preferida por todos, a HPS-agro 600W, mas como o estresse luminoso seria grande, e os estômatos funcionam melhor com mais luz azul, as chances de sobrevivência aumentam na luz azul, e na hidroponia também, e as sativas são bem adaptadas à temperatura de cor alta, este foi o set up inicial, mas tinha que preparar o growroom para receber os bebês que iam nascer, a idéia é plantar dez mil brotos, colocar em 12:30/11:30 e ver quem sobra sem florir, depois tentar uma afinação, a idéia é simples, mas em termos de seleção, mexe fundo com a coisa... Outra coisa é que muitas sativas equatoriais florescem pela altura, pois vivem em 12/12, então a seleção por altura é imprescindível para garantir o ajuste fino.

    Minha casa era nos fundos de um salão de bilhar, com mesas de sinuquinha e sinucão, com uma luminária em cima de cada mesa, na última reforma passaram a ser 4 fluorescentes de 40W cada uma, “é pouco mas é de coração”, com 9600 lúmens em cima de cada mesa dava para ver qualquer pedacinho de giz que viesse a influenciar no bendito caminho da ponta do taco até a caçapa, opa quase que escrevi cachaça, muitas vezes, e compulsivamente, já “enfiei o pé na jaca”, sempre acordando com aquele “gosto de guarda chuva na boca”, “ruana me salvou”, agora só ganja.

    Uma vez achada a Sativa Perfeita a idéia é maximizar, supercropping, normalmente incremento logo através do fotoperíodo, uso no vegetativo 18/18 e na floração 12/6, mas para a Sativa Perfeita outras técnicas de supercropping serão usadas:
    1)A poda fim, o corte é feito em cima do meristema apical e 10% do meristema é mantido, gerando uma meia dúzia de ramas (de ramas, senhor, de ramas...) ao invés de somente duas da poda tradicional, a poda RIB* também será usada, resistir positivamente ao fogo é algo desejável na Sativa Perfeita.
    2) Shyatsu canábico, com torções no caule até ouvir/sentir o “click do bem”.
    3) o meio escolhido foi a fibra de coco, para controlar exatamente o quanto de aridez, nutrientes, aeração e outros parâmetros como o pH.
    4) Uso de Full Spectrum com rotação das luzes
    5) Uso de lâmpadas UV-B (mesmo que “descomprovado” cientificamente)
    6) Músicas e rezas em louvor ao Criador, Jah! (mesmo que incomprovável cientificamente)

    O gen que gera o fenótipo de folha fina da sativa é dominante, e o gene da floração rápida é dominante, mas ele é uma característica mais facilmente encontrada nas índicas, erradicar o hermafroditismo típico de muitas sativas, criando uma fêmea pura, rápida, produtiva, resistente à aridez, ao deserto, ao frio, Super Sativa Perfeita ( a mulher vegetal com superpoderes, alimenta a população e resiste a tudo, a seca, a fome, ao frio, a bala, junto com a população, a super heroína dos oprimidos, durante os ataques que o caveirao faz nas favelas em busca dos criminosos, ela protege os “buchinhas”, figuras esqueléticas, quase sem poder segurar o revólver, menores de idade que os traficante usam para deter os ataques do Caveirão, um robô desumano que trata a todos com crueldade).


    Inversamente dos breeders que procuram algo na floração, eu estava procurando algo na não-floração, assim eu teria que eliminar as plantas que florescessem, e a melhor maneira de eliminá-las é deixando-as completar seu ciclo de vida, as fêmeas, é claro, e depois prosseguir na eliminação total, fumando as flores secas, até o último tricoma...

    Passei muito tempo fazendo e reformando pranchas de surf, acabei fazendo uma mesa de bilhar de fibra de vidro, e uma freguesia rapidamente se formou para jogar na mesa enquanto distraiam-se trocando sinais de fumaça, coisa de surfistas... “A boca pequena” ouvi o comentário de que nas olimpíadas não tem antidoping para álcool, pois isto desclassificaria os velejadores, todos cervejistas, e o surf não é esporte olímpico pois o antidoping acusaria sempre maconha... que exagero bom no faz sentido... Atualmente estou mais para Jet Sky, de tanto ser rebocado por jet para pegar aquelas ondas gigantes acabei me apaixonando, agora vivo dando giro na máquina direto dentro da água, e nessa vou levando a galera pros ondões ferozes, de vez em quando.

    São cem mesas de bilhar, todas elas em fibra de vidro, com tampo superior removível e bacia coletora de bolas com saída ao fundo, ótimos para transformar num sistema EBB and Flow. Cada mesa comporta 300 plantinhas, mas sobra apenas um terço descartando os machos e os hermas, além de uma ou outra deformidade negativa, pois poliploidia como deformidade positiva é bem vinda.

    Kmylar e eu conhecíamos-nos pelo fórum, mas, hilariamente, somos figuras que chamamos muita atenção, e freqüentávamos a mesma praia, a praia dos surfistas, sem nunca termos durante muito tempo nos encontrado pessoalmente, ou talvez quem saiba vendo o sorriso da vida no escuro, à noite descendo a trilha do Mourão, uma figura luminosa em suas vestes brancas, interrompe uma falação cyberpunk e pergunta: Você é o macerahemp?...

    - Quem sou eu refletido dentro do espelho de sua alma?
    - “Dizei uma palavra e sereis salvos”
    - Pannag!


    Ela tinha magias próprias na feitura de chocolates encantados, feitos com cannabis especialmente escolhida e cultivada, ginseng orgânico e cacau natural, e todos os demais ingredientes seguem a filosofia I-tal, uma seguidora da nova magia canábica, que mistura rastafarianismo, wicka, ioga/tântrismo, shivaísmo e cristianismo, além de pinceladas pessoais de zoroastrismo, sufismo, religiões afros, indígenas e outros xamanismos.

    “Que este alimento traga paz à mente de seu coração, e ilumine a ação, iluminação!”
    Eu esqueci de perguntar se tinha algo de ácido lisérgico, mas acho que não, é só amor mesmo, em sua máxima psíquica-atividade.

    Sempre fui dos sem-grana, mesmo virando pequeno burguês, temporariamente, acabei indo à falência, a conta de luz de cinco mil reais mensais, foi pesada para as economias feitas durante um ano de breeding primário em três pequenos growroons, para gerar trinta mil sementes, enquanto a Casa Sinucanna faturava com as mesas de sinuca, ‘Mesas-Ebb, a verdadeira mesa enchente-vazante’, eu podia patentear isto... (sei lá, para tomar sopa de canudinho em família...).

    A música mistura de bom gosto, raga, reggae, rock, rumba, rap, só pra citar algumas que começam com r. A Casa chegava a render 4 mil por noite de fim de semana, as mesas eram automatizadas, era só colocar fichas, moedas de 25 centavos, não vendíamos bebidas alcoólicas, depois alegaram isto como causa da falência, mas o período muito prolongado de fechamento para reformas foi o responsável.

    Água gelada ou refrescos quase-sucos, podiam ser conseguidos nas máquinas com a moeda de cinqüenta centavos, havia uma máquina que trocava papel moeda por moedas, tudo funcionava sem me dar muito trabalho; certamente que vendendo bebidas alcoólicas a casa renderia mais, mas minha ideologia Intal é firmeza (daí minha alma não tem preço) e a idéia é vender bom e barato.

    Kmylar 99,99% de reflexão na Rave in Ravel

    Fiquei de plantar a sativa perfeita para servir de recheio ao doce mágico que Kmylar, Sweethai, combinamos por private mensage, prepararia para abrir o meu sexto sentido e o terceiro olho, “proporcionando mirações no tempo, e o encontro do grande amor de sua vida”, enquanto isto eu estava no breeding feroz, nem tinha muito tempo para sair da Casa Sinucanna, mas fui a uma rave, depois de dançar a noite toda, de manhã começa tocar o bolero eletrônico de Ravel, e chega uma mulher linda com uma vestimenta reluzente de mylar, igual aquele que usamos na growbox, com máxima refletividade, ao longe tive um satori e pensei em Kmylar, era ela, divina, mas eu já ia dormir, estava com frio e sono, e vinte anos mais velho do que ela, naquela quinta-feira, e ainda faltava muito para o domingo, do big-bonge.


    Como eu gostaria agora de ter um Sweethai, um chocolate mágico para abrir minha mente ao que fazer, com nove meses e três colheitas, partindo para a fase final faltam poucos meses para chegar a Sativa Doze e Trinta (sativa 12:30/11:30), já tenho as linhagens de 13/11, para salvar a casa comercial teria que abrir mão do sonho da sativa perfeita, não deveria ser difícil desistir de um sonho, uma vez que a realidade não bate à porta, entra subitamente pela janela, ou como forma de cobrança judicial nas caixas de correios.


    Estou numa fase inusitada na vida de um grower, com dois meses de floração estou num jardim resinado, somente uma planta não floriu, achei! É Ela, não me interessam as dívidas, a única certeza que tenho é que nada de planta sagrada será vendido, é uma questão ideológica e religiosa, mesmo assim, tenho que me livrar de 10 quilos de flores secas, cada mesa acabou rendendo no máximo uns 50 gramas por colheita, e mesmo eu fumando meio quilo ao mês (para ter paciência de aplicar shyatsu cannábico em mais de 10 mil plantinhas no início e em mais três mil plantinhas no meio da floração, e cuidar da manutenção da automatização da coisa toda, automatização dá muito trabalho...), mas ainda tenho que liberar uns dez quilos, o dinheiro para o aluguel acabou e em dois meses o negócio seria liquidado, e toda a estrutura teria que estar desmontada antes, a idéia é que o que se monta em um mês se desmonta em um mês, mas a acúmulo de matéria é grande e o trabalho de remoção é maior, vários ajustes são feitos no decorrer dos meses, apertos em parafusos, que agora serão desapertados com mais força e de uma só vez, uma série de detalhes de armazenagem que você não contava, enfim, demora mais para desmontar do que para montar. Ainda tenho que ir à reunião do Clube dos Breeders, serei O Verdim e falaremos sobre a nova lei e o auto-cultivo como forma de combate mundial ao tráfico, além de escolher a melhor sativa pura.


    A nova lei de Políticas Públicas sobre Drogas descriminalizou, ainda que parcialmente, o usuário de maconha, pelo que entendi o caráter da lei é educativo, jamais punitivo no sentido de ir para a cadeia, primeiramente seria uma advertência sobre os efeitos das drogas (do álcool também?), depois serviços comunitários, e somente em caso de recusa, então, finalmente, seria aplicada uma multa. Não que eu desejasse nada disto, mas depois de “centos anos” de proibição aos maconheiros resolvi comemorar, coincidindo com o fim de tudo, das curas, fui à praia tostar na seda de celulose o green responsa (e sem sangue); de camelinho, no caminho cruzei com a patrulhinha, minha camiseta escrito: Solidária X Free Tibet, normal, lei 11.343/06, o clima é de descriminalização do usuário, fui pra areia, montei a barraca, baseadinho transparente, fumo verde-fluorescente, isqueiro laser e, buummm! Fogo na bomba verde-bandeira, o gosto adocicado desce pela garganta e sobe pelas narinas, nem prendo muito, estou a pampa, sem catrancos a fumaça leve permeia o ar e rarefece-se rapidamente, o mar é sempre bonito, mas alguns detalhes realmente estavam me escapando, não mais agora, as crispas das ondas acenam levemente para mim, sutilmente para não chamarem atenção sobre nossa cumplicidade, cada onda que quebra produz uma harmônica musical e juntas tocam uma sinfonia única para meus ouvidos...

    A roda gigante, ou roda de gigantes, está formada, vários breeders com suas varinhas mágicas, 100% celulose envolvem tricomas, pistilos, ovários, cálices, e aquelas pequenas flores resinadas muito próximas da flor; também acendemos um sonzinho, e vai rolando bem baixinho, para não interferir demais no contacto com a natureza, o irmãozinho Otto: “a gente aperta, fuma e rola, beija a nega a noite inteira, nego a rodar... roda mundo nego a rodar... ciranda de maluco, aqui em Pernambuco é bom demais!”. Próximo tem uma galera de seis malucos, está rolando uma vela na roda. A conversa é só sobre a descriminalização do usuário:
    - eaê maluco! Tá sabendo que redescriminalizaram o usuário?
    - sabendo que descriminalizaram, é isto?
    - “máômeno issaí”, não era crime até 1961, ou seja, passou milhares de anos sem uma conduta ser criminalizada, “em tão” nunca foi crime, daí é mais uma redescriminalização do que uma descriminalização
    - não maluco, é uma descriminalização, os caras não eram criminosos e derrepente soa taxados assim, se fosse redescriminalização já teriam incriminado e descriminado, a assim por diante...
    - pior que é, já proibiram a maconha para os escravos, mas depois nas farmácias mais de 50% dos medicamentos tinham a erva em sua fórmulas pouco antes da proibição da erva e início da caça mundial aos maconheiros
    - caça aos maconheiros, tá viajando? Não me sinto caçado... agora então, tô abonado...
    - Eu também relax com esta nova lei, “tô apampa no pampo”. Roda aí!
    - xará, se tu se sente caçado ou cassado, não sei, mas tem dois guardinhas chegando aí
    - pô, sem nóias, encabeçada geral com 30 aqui ao lado, cada um com o seu exclusivo, um verdaço dando pala, maior bandeira, não é possível que venham para cá, pra pegar seis manés com um baseado, passa logo a parada...
    - tem certeza?

    Eu era o seda-verdim e não entendi nada, “os locais” ali na rodinha com um baseadinho passando de mão em mão estavam para serem levados pra “delega”, e nós ali ao lado fumando cada um o seu, e antes que pudéssemos trocar os beizes, para cada um experienciar a planta do outro e votar no melhor strain, chegaram dois policiais enquadrando a rodinha, levariam todos os seis, e deixariam aqui os trinta breeders encima da Pedra Listrada?

    A idéia é fazer uma apreciação pública e em alto astral do aroma canábico das plantas do clube dos breeders, escolhemos uma praia paradisíaca, e resolvemos fumar um na pedra de Itacoatiara, ou como di zen os locais, “dá um dois na pedra de Itaqüá”

    Todos levaríamos os “backs” arrolados em sedas de 100% celulose transparente, somente a minha seria celulose verde para marcar o início da roda, todos os banzas deveriam pesar cinco gramas. Cada um daria uns quatro pegas e passaria o bastão, dei uns pegas a mais e passei, em verde, para não passar em branco (desculpem-me pelo trocadilho), para a mina mais linda, e que estava ao meu lado, obrigado Jah, por Kmylar. Infelizmente a tentativa de aproximação dos poliças não deixou rolar o clima pós-primeira mordida no biscoitinho em forma de coração (biscoito: esse nome é sex, sugestivo, atrevido e vem boca adentro)

    Seis tocos na água

    - Todo mundo parado, é crime o que vocês estão fazendo
    - Aloha, aqui somos todos usuários, que pela nova lei foi descriminalizado...
    - “Caso ofereça droga a um amigo ou conhecido — sem o objetivo de lucro, para consumo conjunto — o infrator pode receber uma pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa, cabendo ao juiz — pela prova dos autos e motivadamente — distinguir entre o traficante e o usuário surpreendido na posse de droga ilegal.” Ou seja, o dono do baseado está preso.
    - Que é isto? Tô boladaço! É pegadinha ou é lei?
    - Vou ler para vocês o parágrafos 2 e 3 do artigo 33:
    “§ 2o Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga:

    Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa.

    § 3o Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem:

    Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.”

    - O senhor deve “tá tirando”, estamos aqui em seis, e logo ali tem uma roda, “mó crowd”, umas trinta cabeças, cada um amarradão no seu, e como não estão passando de mão em mão, “tá tranqüilo”, mas se passarem de mão em mão, aí o “bicho vai pegar”, imagino que todos sejam considerados criminosos, ou a ação “trocar entre si” não está prevista “na dona justa”?
    - O crime deles é menor, não gera prisão na nova lei, e devido a serem muitos teríamos que chamar reforços, mas se trocar de mão em mão...
    - Aê, sangue, acho que descriminalizou sim, tanto que no § 7o o usuário é chamado de infrator, e não de criminoso. Ou seja, usuário não é criminoso.
    - Aí, Brow, esta nova lei é o “maió kaô”, continuam dizendo que é melhor a gente beber cachaça do que “dar um dois” na santinha...
    - Aê maluko, se beber, nem fica encima deste “tocossauro”...
    - Podes crer, sem “condiça” de surfar bebum!
    -“Podiscrê”, fica “cabuloso”, bebum é soca direto!
    - Bebum é vaca certa, mas derrepente se der um dois swell fica até flat...
    - Segura a apologia aí, tô cabrerão, será que vamos rodar mesmo, na moral?
    - Pô, libera a gente aí, tô na maior “larica”, é hora do “rango”.
    - Os haoles com cara de dindin e o point embaçado aqui. Ó o verde explanante...
    - Tenente, acho que o baseadão “verde explanante” mudou para a mão da mina...
    - ...é melhor verificar isto, mantenha-os sob mira do revólver enquanto vou ver o que está acontecendo na roda gigante...
    - pow, revólver nada a ver, a gente tá praticamente nu; só porque os brodis tão passando unzinho na roda?
    - Revólver é pra vocês não saírem correndo.
    - Sem querer botar pilha, mas quer dizer que o senhor atira se a gente, digamos assim, der no pinote...
    - Se a gente “sair voado...”
    - É, tipo, “sair batido...”
    - “issaí”, atenção casca, “dar vazari...”
    - “sair saindo...”
    - Fui!
    - Fomos!


    macerahemp dezembro/2006, Feliz Natal, Aloha!


    nota:
    * RIB (aumenta o número de pistilos, e tricomas – “Right, I Burned it”)
    Um pouco sobre a RIB, o queimado de pontas:

    http://www.cannabiscafe.net/foros/sh...threadid=34755

    Os outros contos cannábicos estão no icmag (Contos Cannábicos Cyberpunks):

    http://www.icmag.com/ic/forumdisplay.php?f=43#

    Fiquem com Jah!

  2. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a macerazione por este Post:

    Harvest*Time (10/10/2014), Jim*Morrison (05/06/2011)

  3. #2
    Fecha de Ingreso
    31 Jul, 06
    Ubicación
    Brazilzilzil
    Mensajes
    379
    Gracias
    70
    108 gracias recibidas en 58 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    31 Tema(s)
    Citado
    1 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Caracas que história louca!!

    Parabens !!

    Tem mais dessas ?

    Feliz natal !!

  4. #3
    Fecha de Ingreso
    15 Dec, 06
    Mensajes
    57
    Gracias
    0
    29 gracias recibidas en 24 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Tema mais sim Caverna, estão no icmag:
    Contos Cyberpunks, Fantásticos, Comédias, Pós-tudo, sobre cannabis, under cannabis: http://www.icmag.com/ic/showthread.php?t=31246

    Pra instigar vai mais um sobre sativa:


    A Subida do Maelströn (mais um conto em homenagem ao dia da árvore:21/9)



    “Na festa da espiral ascendente, contemplávamos, adorávamos, venerávamos, babávamos diante da presença da Reversa Espiral Solidária, ou Respiral Solidária, para os íntimos.”
    Diário de bordo da viagem de um refugiado político canábico.

    O projeto veio com a escolha do templo, uma casa do estilo espanhol (é o destino cannábico!) com o jardim interno potentoso, apatacado, além de farto também contava com a arquitetura da casa circundante com os telhados refletindo e condensando os raios solares para o centro do jardim, onde contemplava-se um “vaso” de 120000 litros, a piscina da casa, um vaso hidropônico, por natureza, mas uma piscina, ainda assim, e no final das pontas, parece que o xixi derramado não foi em vão...

    Na verdade seria o futuro centro de convenções e festas, assim o pátio era muito grande, pois poderia servir de estacionamento para os que ocupam o segundo andar, no estilo de um pequeno hotel residencial, o projeto contaria com um incremento constante de energia alternativa, e diversão alternativa.

    Depois de tanto tempo transcorrido, vejo que o templo foi uma “instalação artística”, e a proto-religião um projeto arquitetônico, e o sacrifício final simbolizando o apocalipse, a fábula vira um mito congelado no tempo e talvez nem a colcha de retalhos da minha memória teça a manta que vai aquecer nossa história cannábica.

    Com muros de cinco metros não teríamos muito com o que preocuparmos-nos, pensei no início...

    Todo sucesso do plantio cannábico começa com uma boa genética, as sementes vieram da Austrália e foram colhidas originalmente na África, uma Sativa Giganteae, caules mais grossos do que as pernas grossas da minha modelo preferida, ainda que virtual, bem atlética, e perfeita, como somente um Avatar pode ser. Na Austrália, Nimbim, foi cruzada com um exemplar no mínimo estranho, Dizzy, do ABC (Australian Bastards Cannabis), estabilizada por dez gerações resultou numa planta gigante com folhas bem diferentes da super-conhecida palmada e serrilhada erva cannábica marca registrada, um poliplóide, seu clone foi para a Espanha para as mãos dos poderosos breeders ibéricos, certamente contaram com o apoio de toda a península ibérica, e foi cruzada finalmente com a Solidária, as sementes, depois de muitos raios-x esterilizadores dos aeroportos chegaram aqui no Brasil dez mil e somente três sobreviveram, duas não passaram da germinação e a sobrevivente era muito mais estranha do que o esperado, octi-cotiledônea de quatro cabeças, folhas grossas sem serrilhas em forma de leque, verde intenso e escuro, usamos todo o arsenal surpercropping antigo e ponta de lança, indo da técnica da treliça (trelissing) até a epinastia.

    Uma mistura de capoeira, raga, música hindu; rock-chorinho e reggae-soul, o aparato tecnológico do eletrônico-tribal, samples, gaitas de foles, um som leve com as vestimentas do verão carioca, traje de gala para a festa do dia da árvore, 21 de setembro, batas brancas e túnicas brancas, roupas longas de cores claras e leves, fashion-azul-bebê.

    Todo mês tinha uma celebração, nos primeiros três meses uma pequena reunião, no próximo ano um pequeno culto instala-se com mais de 500 adeptos, todos colaboram para manter o período diurno maior do que 18 horas de luz para não apressar a floração do Totem, da Deusa, da Respiral Solidária, do Sacramento Verde. Não é a primeira vez na história da humanidade que a cannabis vira sacramento, é algo corriqueiro ao analisarmos a história das religiões, Candomblé, Hinduísmo, Budismo, etc.

    Nós criamos um monstro, bonito e feliz, devido ao Poder do Gen-Cannábico e ao SCROG parecia uma mistura de aranha aquática com pinheiro vulcânico; resinada, turbinada, hormonizada, manipulada, fertilizada e apavorante! Vários layers de SCROG, a cada trinta centímetros de crescimento vertical aplicávamos a poda FIM, deixando apenas 10% do meristema apical, em cada rama, isto gerava mais de meia dúzia de novas ramas que cresciam no espaço horizontal, e cobríamos a cada trinta centímetros com mais uma tela, a entidade.

    A tela de SCROG tinha quatro metros de altura por dez de largura, a “construção do templo” foi custosa, a tela foi o mais barato, as luzes HPS cada uma de 600W lentamente iam aumentando em número, o Conselho dos Guardiões da Erva Sagrada decidiu que somente usariam HPS de 600 W pelo seu custo-benefício-eficiência lm/W. Lentamente, ventiladores cada vez maiores cercam a piscina-templo, tivemos que construir pilastras para eles, abaixo e no centro do Scrog-Totem também fica um poderoso ventilador, que ajuda a dispersar as gotículas de 1mícron geradas pelos cristais de quartzo da ultraponia.

    No final do primeiro mês de floração houve um aporte maior de luminárias, subindo uma ordem de grandeza chegamos aos vinte mil Watts, podíamos ver as “mangueiras de irrigação” que conduziam os fios elétricos parrudos saídos de várias casas do condomínio. À noite o teto do templo aquático fecha-se e a flor araquinídea passa a ser iluminada pelas lâmpadas de alta pressão de vapor de sódio, HPS tipo agro. O EC começou com zero vírgula três no seeding e foi subindo rapidamente até 1,5 no vegetativo e aí lentamente aumentando até um EC de 2,5 na floração, o pH foi de 5,8 no vegetativo (NPK 30-10-10), e 6,2 na floração (NPK 10-30-20), tudo automaticamente mantido por equipamentos eletrônicos, inclusive a injeção permanente de oxigênio na água e na solução nutriente, e dióxido de carbono para as folhas, os equipamentos eram todos superdimensionados, pois teriam usos em outras pesquisas. A temperatura da solução hidropônica era mantida em 25 ºC. Aplicamos recursos de ultraponia para combater algumas pragas, aumentar a fertilização foliar e dar um efeito de névoa espetacular nos cultos, a iluminação potente realça as brumas; no inverno com pesadas vestes celtas e rituais do mitraísmo, wicka, ao som de Lourena e Ênia, fumando os buds da lowryder, acho que entrevejo na cerração a silhueta de Merlin...

    Nosso culto era Ecumênico Total, o ritual constava de “apresentar” as personalidades expoentes espirituais na historia religiosa e filosófica da humanidade, a cada duas semanas trocamos o personagem na “berlinda” de apreciação espiritual, passamos por vários, inclusive com incrementos filosóficos antigos, como Chuang Tsu, Lao Tse e Sócrates, seguimos com Krisna, Buda, Rama, e deixamos Jesus, e apoio filosófico, para as duas últimas semanas de colheita, a boa nova espalhando-se no campo, a chegada da primavera, o novo vinho, canna.

    O odor ficou difícil de esconder, apesar de sermos um condomínio fechado, distante, de funcionários técnicos e de nível superior que trabalham em uma pesquisa para uma companhia do ramo de geração de energia, viemos montar a infra-estrutura, construímos nosso condomínio sobre regras ecológicas e democráticas, funciona como um piloto para algumas idéias que temos no pequeno setor de energia alternativa.

    A notícia do culto secreto vazou, nem era tão secreto, mas não falávamos os detalhes, a Irmandade do Verde soava mais como uma “brincadeira luminosa de nerds que não têm o que fazer no meio do mato”, ou talvez “uma festinha excêntrica de um condomínio bem diferente”.

    Nos primeiros três meses em que nos instalamos aqui tivemos que pegar a erva com uns caminhoneiros, depois nossas growbox estavam prontas e não precisamos mais recorrer aos camaradas caminhoneiros, livrando-os do contacto com os traficantes da violenta cidade urbanóide, um sintoma da miséria da pior distribuição de rendas do mundo, não do consumo semi-clandestino de maconha; nossas consciências também sentiram-se bem sem sustentar o narcotráfico cada vez mais forte e violento, e quanto mais violento mais forte, de qualquer forma os caminhoneiros preferem o que eles chamam de “arrebite”, uns anorexígenos, anfetaminas de farmácia, não que a síntese seja difícil, pelo contrário, mas eles sempre conseguem as “anfetas” de farmácia, somente alguns usam as anfetas, muitos tomam os arrebites naturais, como o guaraná, codeína, cafeína sintética de farmácia que as vezes está misturada com aspirina, mas o fato é que as anfetas viciam muito, e para combater a ansiedade gerada pela síndrome de abstinência usa-se maconha, a escadinha é contrária, a erva sagrada tira-nos das drogas mais pesadas, ao contrário do que mentia-se. O contato com o traficante é que leva às drogas mais pesadas, o auto-cultivo cannábico rompe este contato.

    Este caminhoneiro aplicadinho chegou a um culto cannábico sem ser explicitamente convidado, veio buscando apoio para deixar as drogas, aquela velha história, todos que querem largar um droga pesada, lícita ou ilícita, procura a maconha e um apoio espiritual, os dois aumentam a percepção do mundo da alma, e não pudemos negar o apoio a ele, principalmente por ser irmão cannábico e estar em dificuldades, mas fundamentalmente por ser um usuário de drogas pesadas dependente e em busca de apoio para livrar-se do sofrimento. Acho que ele descobriu pelo cheiro, faltando duas semanas para a colheita a efígie cúbica resinada exalava uma torrente aromática capaz até de levantar uma folha de papel, fina, tipo seda... Eu vi isto, várias vezes, de uma forma ou de outra.
    Este camarada nos avisou pelo rádio tempo suficiente antes da invasão, ele viu o comboio na estrada em nossa direção, cinco viaturas e um ônibus, para prender mais de duas mil pessoas...

    Houve um momento em que parei para fazer as contas, cada litro de ramas floridas secas pesando pelo menos uns 15 gramas, um SCROG-Multi-Layer de 4 metros de altura por 10 metros comprimento e por 4 metros de largura são 160 metros cúbicos, 160 mil litros, cada litro com 10 ou 15 gramas deve dar duas tonelada de camarões e secos.

    Agora você também chamou de Deusa? Compareça aos cultos...



    ---=--- A Subida do Maelstrom - 2ª parte ---=---
    Os 64 Hexagramas


    Na portaria do canndomínio a polícia já chegou, durante uns dez minutos de conversa com o porteiro, que hoje não está no culto, já avistam de longe o fumacê que emerge do átrio a céu aberto, e nem precisam perguntar mais nada. Apesar de nunca haver resistência de usuários cannábicos, sempre apanharam calados, mesmo assim eles chegam preparados, dez policiais fortemente armados, cinco viaturas e um ônibus, todos pasmos, não esperavam aquela fumaça toda, parece um incêndio, “chamem os bombeiros!”

    No vergel a cerimônia está em seu ápice, Jesus e o Amor ao Próximo, a Grande Verdade Libertadora. Neste dia sou eu o “apóstolo” que falará aos fiéis, meus dreads lembram os longos cabelos do mestre, uso uma longa túnica branca, meu coração bate tão forte que escuto-o em meus ouvidos, junto com o sermão:

    “A grande verdade desta noite é que o Respeito é Paz, gera paz, inclusive é sua única garantia. Não há como amar o próximo sem respeitá-lo. O preconceito é o desrespeito que gera a guerra, a guerra dos poderosos contra os filhos de Jah. Que Jah continue nos iluminando e nos protegendo.”

    “É com a grande mãe que comungamos na paz e no amor divinos, nesta Semana de Jesus revisitamos os ritos e os mitos do grande mestre espiritual, seus ensinamentos ainda fervilham em nossas mentes, ‘amarás ao próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas’. Há três dias atrás foi a crucificação, tiramos Jesus da cruz, e hoje é a ressurreição, assim como a Fênix que nasce e renasce das cinzas, vemos nosso pássaro da paz alçar vôo para o infinito, que a semente da sua erva de passarinho faça ninhos nas fendas das rochas proibicionistas, e nasçam flores em seus corações, muito amor e respeito. Paz e Amor!”

    A piscina é preenchida com Sacannol, um nome engraçado e prévio para uma mistura de combustível alternativo que estávamos desenvolvendo, sua densidade é menor do que a da água, flutua, 20 mil litros flutuando sobre 100 mil litros de água, como no I-Ching, Fogo sobre água: WEI CHI o hexagrama 64, a Transição Imperativa, como a carta treze do Tarô, Transição Necessária Antes da Conclusão, e o conseqüente restabelecimento da ordem, prudência e paciência, “muita calma nesta hora”, “segura na mão de Deus e vai”, intangível e invisível, como o Tao, a subida da torrente de fumaça cannábica em espiral ascendente impulsionada pelos ventiladores colossais, o tom alaranjado das HPS difundido na tela de névoa que estampa o céu num mega-cinema tridimensional, o clamor dos fiéis e a mistura de sons étnicos ancestrais davam o toque filosófico e épico desta saga cannábica.

    A cerimônia ao som de músicas judaicas e cantos, presumivelmente, dos essênios, teve seu final com a ovação da Respiral Ascendente, sob intensa fumaça cannábica um coral em gritos concordantes e dissonantes: “Voa livre verde! Vida! Liberdade! Amor! Sagrada! Santa Maria! Jesus! Te amo!”

    Polícia e bombeiros do lado de fora, sirenes ligadas, megafones, a fumaça é intensa e o nível da água está baixando, abrimos os ralos, a intenção é queimar até a raiz, seria impossível sem a ajuda dos tubos oxigenadores típicos do sistema “DWC”, superdimensionados para manter A Colossal, formaram um maçarico gigante, em nós a trip era intensa e saímos todos bem antes das raízes queimarem, “na Índia dizem que as raízes são venenosas para os humanos.!”
    E foi uma correria... calma e cannábica.
    “Continuemos cantando baixinho, atenção para as instruções: Todos procurem dar os braços em grupos de cinco. Ainda temos tempo, mas precisamos afastar as pessoas para bem longe, longe da casa, num raio bem amplo, é possível que as raízes sejam realmente venenosas, antigamente nas cortes da Índia...”.

    Num rompante de delírio cannábico saímos todos correndo, de braços dados, nos agarrando e gritando:
    “Vai explodir!”, “Vai explodir!”, “Vai explodir!”, “Vai explodir!”

    A música agora soa como um Tecno-tribal que parecia que ela mesma ia explodir, talvez resultado daquela zoeira eletrônica, eu gritei no megafone apanhado no chão, “É o fim do Mundo!”, em relação a carta do Juízo Final, “É o fim do Mundo!”, e os fogos de artifício pela ressurreição de Jesus automaticamente foram disparados, agora eu realmente acreditava que ia explodir, exageramos, um vulcão contorcia-se numa banheira de sapos, sapos verdes esfumaçados e pererecas efervescentes.


    Zenzando por entre os busca-pés que saíam dos portões escancarados que rodeavam a mansão estava o louco rasta, cada hora tendo um novo insight, satoris orgasmáticos vocalizados no megafone, “é a Torre, o raio caiu e iluminou a noite proibicionista”, “ é a revolução cósmica”, é o mago, é o mago que está subindo...”

    Por séculos fiquei ali cochichando alto aos ouvidos do megafone, “É K'uei, A Oposição, Fogo Sobre Lago, claridade e beleza sobre um pântano de compensações agradáveis”; “é a Temperança”; é Ting, A Grande Tigela, A Nave sagrada, Fogo sobre Vento, Fogo sobre Madeira, assim o homem superior consolida seu destino tornando sua posição correta, não compre, plante, espere a hora certa e não venda nunca. A Imagem é Fogo no lago, Ko. Assim o homem superior prepara o calendário para tornar as estações claras e definidas, o fotoperíodo é a chave da floração. Growers do auto-cultivo, ouçam o I-Ching: Uma mudança significativa deverá ocorrer, trazendo boas oportunidades. Seja cauteloso para não agir somente com um interesse materialista, mas sua ação deve ser com cuidado e sinceridade. A vantagem virá da firmeza e correção.” Cada vez achava uma relação com um hexagrama diferente, encarnei o livro das transmutações, até a última ponta da última linha.


    Depois de muita espera pelo esquadrão anti-bombas que nunca chegou, terminado os 64 hexagramas, a onda ainda estava muito forte quando entrei na casa, rouco depois de quase meia hora vociferando megafonicamente, os bombeiros desligaram a energia elétrica do condomínio, os policiais acenderam a lanterna e perguntaram, “quantas plantas vocês tinham aqui?”; “Uma, umazinha...”; e olhando a piscina-supercropping perguntando entre conjecturas pouco óbvias para que tantos canos e fios e ventiladores, “o que vocês cultivavam aqui?”; “Cultuávamos uma Deusa!”, sem muito mais o que acrescentar sobre o cheiro de maconha intensamente exalado, “Subiu aos céus, e está entre nós, Jah!”, “Jah é!”

    Macera hemp 21 de Setembro de 2006 (antecipadamente)
    --

    A camiseta solidária continua sua viagem, força e paz na mente!

    Vejam mais sobre a Solidária

    http://portal.bitox.com/modules.php?...=asc&start=860



    http://portal.bitox.com/modules.php?...9806&start=270

    Vejam mais sobre I-Ching:
    http://www.salves.com.br/ching.htm

    http://www.eon.com.br/iching1.htm

    http://paginas.terra.com.br/educacao...rahpg/tao.html

  5. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a macerazione por este Post:

    Harvest*Time (10/10/2014), Jim*Morrison (05/06/2011)

  6. #4
    Fecha de Ingreso
    20 Sep, 06
    Mensajes
    75
    Gracias
    0
    Agradecido 1 Vez en 1 Post
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    esses contos era um dos motivos de o growroom ser tao viciante hehehe

    boa macera!

  7. #5
    Fecha de Ingreso
    03 Feb, 05
    Ubicación
    Brasil
    Mensajes
    2,033
    Gracias
    1,143
    3,633 gracias recibidas en 865 Posts
    Mencionado
    125 Mensaje(s)
    Etiquetado
    81 Tema(s)
    Citado
    68 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    eai macera
    beleza?
    benvindo heim!
    rs


    []´s
    [COLOR=#fafafa !important]

  8. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a Verdim por este Post:

    Harvest*Time (10/10/2014), Jim*Morrison (05/06/2011)

  9. #6
    Fecha de Ingreso
    15 Dec, 06
    Mensajes
    57
    Gracias
    0
    29 gracias recibidas en 24 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Obrigado, agradeço a vocês e principalmente a Jah pelas inspirações, no link do icmag tem mais de 50 contos dos mais de 200 já feitos desde 2002.


    Estas Sativas cyberpunks crescem mesmo , mais 3 contos sobre plantas que crescem demais e depois uma trilogia sobre redução de danos, feliz natal!

    -
    TV/AV - O Tapete Voador, A Árvore da Vida.

    “O que esta plantinha está pensando da vida?”

    Foi bem interessante a história que ouvi, parece lenda, assim como a lenda sufi do tapete voador, um exobiomec, um organismo exótico, híbrido, com aspectos maquinais, um ser entre o vegetal e o animal com traços de superior, um ser que possui raízes rasas, que formam um tecido “cerebral”, neurônico, pensante, com o grau de pensamento suficiente para analisar o terreno a volta para saber onde lançar a semente através de seu engenho de mola vegetal/animal, as sementes poderiam ser lançadas no vale enquanto as raízes sobem lentamente a colina, são bem baixinhas as criaturas, formam rapidamente um tapete, as raízes neurônicas podem formar complexos de inteligências, alastrando-se por quilômetros não sabemos o que nas efêmeras conexões pensam, nem o que é o seu pensar.

    Aos sete anos eu já era um adulto, como todos, mas gostava de escutar a pensativa história do João e o pé-sativa, na qual um garoto esconde dentro da orelha um bud do strain Tapete Voador, depois que tira fica uma seed, ele sente uma coceira e a planta começa a crescer, invade o tecido cerebral criando uma estranha simbiose, inclusive do mal, um absurdo, implausível, mas com seis meses de idade temos uma visão tão romântica da vida, eu e minha namorada ainda mamávamos na, mesma, mamãe, mamávamos e ouvíamos suas histórias da cripta cannábica, tiravam o sono de qualquer adulto, então, crianças, namorávamos até mais tarde, foi a fase super-romântica, durou até os nove meses, o segundo renascimento, depois passei quatro meses editando as lembranças, precoce, aprendi a editar com nove meses. Mamãe produzia leite por propagação de tecidos, com minha língua eu media o pH do leite, e regulava alguns parâmetros apertando as glândulas correspondentes nos fartos seios da mamãe; aprendemos a andar com dois anos, mas os desenvolvimentos bioquímicos e cerebrais aumentam muito antes disto, falamos e escrevemos (teclamos) antes de andar, filosofamos sobre psicologia e matemática enquanto engatinhamos, a representação hominídea do séc. XX tinha um cérebro com bem menos do que um quarto do nosso volume atual e com menos circunvoluções, e mesmo a heróica vagina da fêmea humana sapiens não agüentaria tamanha abertura, a espécie poderia, com mais tempo de evolução natural, optar por um crânio mais oblongo, mas resolvemos trocar de mãe, é mais fácil e após zilhões de anos de marketing e sensacionalismo, valorizando a forma e esvaziando o conteúdo, a estética preponderou, homo cabeçudus e sua voluptuosa mamãe siliconada compartilhada.

    Eu não entendi esta recriminalização da maconha, historicamente todas são justificadas para ajudar no controle prisional (democracia prisionária) das etnias humanas socialmente subjugadas pelos invasores bélicos/alcoólatras, mas com este boom do leque genético, vários seres exóticos, virtuais ou não, convivendo socialmente, várias drogas exóticas, eletrônicas ou não, boas ou não. A justificativa de que muitos cannaexobios foram criados, afinal, é bom acoplar seqüências de um DNA cheio de vantagens evolutivas; parece incrível, mas mais de 50% dos exobios têm seqüências cannábicas e material além-DNA, o medo infundado da pretensa epidemia de DNA cannábico, transformando a Terra com o suposto efeito Planet Hemp, num planeta de maconha, interessante que antes do proibicionismo do século XX 50% dos fármacos tinham em sua fórmula a tintura de cannabis... É muito parecido com a desculpa do século XX em que temia-se uma epidemia de maconha, por isto a proibição e perseguição aos maconheiros, o bem pretensamente tutelado era a saúde pública, protegida de uma epidemia, tal pensamento levou que vários doentes de viroses contagiosas fossem encarcerados, ser doente passou legalmente a ser um crime, um perigo para a sociedade, portanto um crime, com o passar do tempo e a evolução da terapia gênica os doentes foram descriminalizados, lentamente... No início da descompressão uma multa era aplicada, mas quem não tinha dinheiro para pagar ia preso, ou seja, os pobres continuavam sendo controlados pela democracia prisional, o que vem a ser a estratégia básica de todo proibicionismo, mas agora não existem mais pobres, nem doenças, por que não deixar os súditos comerem da fruta da árvore da sabedoria (a árvore do bem e do mal)?

    Depois que soube que a solução hidropônica que coloquei, inadvertidamente, no frasco de solução otológica foi usada pelo meu irmão de corpo compartilhado para tratar da coceira, desconsiderei do conteúdo da minha realidade pessoal, ou seja, podia olhar que não via, ainda mais que ficava o pé de alface na minha orelha, compartilhada, mesmo assim a seed TV/AV se desenvolveu bem, as raízes neurônicas acharam uma boa acoplagem nas terminações nervosas periféricas, não tomaram o cérebro, raízes rasas, mas trocavam informações, quanto mais densas ficavam as raízes mais informações trocavam, eu dentro de mim apreciava o bate-papo, voava longe o Tapete Voador, altamente filosófico, criativo, extremamente criativo e filosófico, às vezes até um pouco bem obsessivo, teimosia na verdade, aquela voz sempre querendo mostrar as outras facetas da situação, inconclusiva por natureza, queria opinar em tudo, praticamente impossível fazer sexo com ela filosofando, não sei o que ela pensava da vida. Meu irmão trocou a solução por uma mais concentrada, ela morreu de overfertil, fiquei triste, mais pelas enzimas tóxicas liberadas, eu acho...
    macerahemp2006


    A Lendária, DkD-DH, Solidária até a última rama



    Várias sementes foram produzidas pelo mundo em prol da libertação do mestre cannábico DkD, como foi o caso escandaloso de Solidária, a mais popular entre todas, fez a Grife Humanitária Da Camisa Itinerante, entrou na moda fashion, e teve até seed bank disputando no tapa a genética, ou melhor, afro-genética, assim como o melhor do Homem veio da África, isto começou faz uns 150 mil anos, a cannabis vem acompanhando o Homem antes do cão, seus melhores amigos.

    DkD Double-Head Auto-Semente Via-Mergulhia Revegetante, também veio da África, uma Sativa que virou lenda e me colocou na história, o nome é suficientemente descritivo, Cabeça Dupla significa que ela ramifica em dois sozinha desde o início (sem ser um poliplóide), que serão dois Top Buds de primeira linha; Revegetante pela facilidade de revegetar em outdoor; Auto-Semente é porque só produz uma única flor macho no final da floração e via mergulhia é porque as ramas são enormes e pesam muito com os buds cheios, daí encostam no chão e criam raízes onde fazem o contacto com o solo, formam-se mandalas onde ela nasce, é tudo “muito bonito” como disse um delegado...

    Esse nome de Lendária sempre confunde, estava numa reunião da Confraria da Libertação Cannábica e um companheiro referiu-se a Lendária Solidária, e eu entendi que seria A Lendária DkD-DH, que era chamada assim por ter-se perdido a genética, era muito grande e não se adaptou ao indoor, e quando começou a dizimação de toda planta canábica com venenos específicos, só sobraram as pequenas indoor, híbridas, a Lowryder é um exemplo clássico na resistência, assim como o ativista canábico homônimo, preso injustamente no início do Movimento de Libertação Canábica.

    Johnny and the beans

    Quando menino a fascinação pela história do “João e o Pé de Feijão” era gritante, se não contassem antes de dormir eu gritava, ehehe... Nos meus sonhos eu era o João e a planta crescia muito, eu começava a subir, mas ficava assustado com a altura, era bom, mas dava medo, uma sensação muito parecida hoje em dia com o plantio canábico, mais do que uma sensação...

    É muita nóia plantar para consumo próprio num país que cultiva o preconceito contra os maconheiros e que colabora na guerra internacional contra os maconheiros, as penas por plantar seis pés podem chegar a 15 anos de reclusão, uma lei da época da ditadura militar, mas poderia muito bem ser da época medieval.

    A minha vizinha deu uma festa reggaeda à maconha, a polícia invadiu e prendeu várias pessoas, até acusação de “formação de quadrilha para fumar maconha” teve no processo, entraram na casa de alguns para buscar mais maconha, pois segundo as pesquisas mais de 80% dos que fumam maconha na rua escondem alguma maconha em casa, e daqueles que fumam o “verdinho” escondem uma plantação em casa...

    Joguei tudo fora, tinha comprado terra vegetal, vermiculita, fibra de coco, vasos de 4 litros, calcário dolomítico, sulfato de magnésio, hormônio enraizador, a abominável farinha de osso, que nunca mais vou usar, e as Santas Sementes Lendárias, DkD-DH, “DonkeyDick Double-Head Auto-Semente Via-Mergulhia”, consegui a raridade contribuindo para o “Fundo DkD Internacional de Apoio Aos Growers Usuários Canábicos Arrastados Injustamente Pela Polícia”, ganhei um pacotinho no sorteio do melhor conto sobre gambés, tipo aquele que ficou famoso, do filme 4AB.


    A nóia era grande e fui viajar, joguei tudo na lixeira da varanda, por fim até as sementes eu joguei por cima e fechei a tampa, sai logo de casa, quando voltasse iria me desfazer jogando tudo no lixo, mas, como os gambés sempre reviram os lixos durante as investigações, então, dei um tempo; só ficou o meu gato em casa, tem comedor automático, gata não falta no pedaço, e também caça muito bem pelas vizinhanças, SRD, um vira latas, vira-lata e abre-tampa...

    É claro que o 1º erro foi jogar as sementes por cima, depois, deixar na varanda onde bate sol, pouco Sol, e chove bastante, um apartamento de segundo andar muito mal projetado, de frente para a rua, uma rua sem saída, um lugar pacato e quase deserto, em cima mora uma velhinha que praticamente não sai da cama, também tem vasos na varanda...

    O segundo erro foi colocar farinha de osso na mistura, logo um vegetariano dar uma mancada karmática destas, o cheiro atraiu o bichano, ele não teve culpa, e não uso mais o karma em pó.

    DkD-DH é muito poderosa, nasceu na lata de lixo adubada, super-adubada, não teve overfertil, viveu com pouca água, buscou o Sol pela Janela, propagou-se por seis meses, durante os quais “viajei” imaginando estar tudo “limpeza”.

    DkD-DH subiu pela janela até o terceiro andar, com um caule duplo da grossura do meu punho, enraizou nos vasos da velhinha, lançou ramas por todos os cantos, o vento levou suas sementes pelos canteiros da rua, até que alguém tomou uma providência...




    Cheguei de viajem da Espanha, o país dos growers, um país que respeita seus maconheiros, não resisti e trouxe umas seeds tropicalizadas; quase amanhecendo, quando entro na minha rua tomo um susto, uma viatura parada em frente ao “meu” prédio, uns carinhas de macacão subindo pelas janelas numa escada própria, cheguei mais perto e li: “Poda de Árvores”, os carinhas podaram a árvore canábica, e saíram aparentemente, evidentemente, muito felizes, levando consigo a erva canábica, que estava invadindo a casa da velhinha; Dona Rosa nunca me achava em casa, acabou chamando o serviço de Podas de Árvores, graças a Jah!

    Agora é tentar salvar as sementes que ficaram para contar a história, muita gente está tentando manter vivas as Sementes Solidárias, vem me ajudar, camarada, vista esta camisa itinerante. Jah Vive!



    Libertem os presos canábicos!

    macerai o hemp carnaval 2006



    3)

    Policial disfarçado investiga sites de plantio caseiro

    Traguei, mas não fumei”. O caso Darcivil

    Eh, já estou a seis meses lendo estes sites de apologia a maconha, nos 10 nicks anteriores que me cadastrei enviei pedidos de compra por private para vários usuários, mas logo me caguetavam pra moderação e eu era banido, isto gerou um discursado acirrado, quase fecharam o site, e eu tive que me enquadrar pra continuar com a investigação, fiz o nick Darcyvil, lancei uma assinatura sinistra, “O sucesso do meu insucesso é o insucesso do seu segredo”, e coloquei um avatar do Bush fumando um, mas ninguém me deu confiança, aí o único jeito foi encomendar as sementes, pedi pro Marc Emery, aquele que é a maior bandeira, vêm vários documentos, jornais e panfletos sobre militância canábica junto com as sementes, e já que foram endereçadas pra o departamento, serviriam de provas futuras; como o dinheiro não era meu, pedi um growbox montado e funcional, uns 6 mil dólares (acho que superfaturaram, outra vez), pedi Skunk #1 feminilizada, fica mais fácil na investigação usar uma palavra conhecida pelo público, que já ouviu falar de “maconha modificada”, “maconha de laboratório”, as “seeds” chegaram em uma semana, li aquele monte de propaganda canábica, fazia sentido, mas eu tenho uma profissão, um dever a cumprir, quanto ao uso medicinal, não sou contra, mas associar mais uma droga lícita ao mercado pode aumentar os riscos para a saúde pública, pensava eu, logo que entrei pro site, afinal não vou conseguir colher mesmo...

    Germinei em papel toalha, logo que saiu a radícula plantei de cabeça pra baixo, mas a sapeca deu a volta por cima, algo me dizia que não ia ser fácil... A growbox ficava em um apartado, um escritório pequeno, uma salinha, um ar condicionado ajudava muito, um verão intenso na floração, usei fibra de coco pura e muitos Watts, 1200W, cool tube, UVB e CO2, achando que com tamanha complexidade seria bem mais difícil o plantio da danada, e precisaria pedir muitas dicas, assim incriminando por “apologia às drogas” vários users, principalmente os moderadores e administradores, os cabeças eram os visados, aqueles que mais orientavam, mas o trunfo seria pegar um plantador prestigiado, de preferência com mais de cinco pés da disseminada, a idéia era pegarmos alguns para desestimular a proliferação assustadora que estava havendo de sites de cultivo de maconha no mundo todo, a verba vinha dos EUA, e dos contribuintes internos também.

    Na fibra de coco Classe A e usando peters 30-10-10 a planta não dava problema, aí comecei a sabotar, usei doses cada vez mais concentradas, eu postava as fotos e a Power Plant estava bombando, todos elogiavam e eu sentia que ia acabar perdendo meu emprego, no início deixei faltar água, a safada melhorou, ficou maior e com as folhinhas levantadas, aí joguei muita água para dar o famoso overwater, mas a exibida só melhorava e crescia 8 cm ao dia, todos aqui no departamento riam de mim, meus tópicos não tinham ajuda nenhuma, só elogios, se alguém estava fazendo apologia era eu; zoando, os colegas de trabalho já me chamavam de “usuário do mês”, “grande grower”, mas só podia ser “sorte de principiante”, eu fazia de tudo para matar a Santinha, é que o chefe só autorizou a criação de um único pé, mas depois teria quer ser queimado, incinerado, vai vendo...

    Até aranhas vermelhas eu joguei na growbox, nada acontecia, as aranhas não sobreviveram, soltei um gafanhoto na box, que morreu preso na ventoinha; amassava, torcia e até meio que quebrava os caules, em resposta a impetuosa engrossava os caules, esta foi a pior fase, eu espancava a bendita semanalmente e os users incentivavam, “é isto, torce gostoso!” “é isto aí, punk, pode castigar a macaca”, “ripa na chulipa, ela gosta e se arrebita”, “ou vai, ou racha!”, eu não entendia nada, parecia que fumavam maconha e ficavam assim, violentos, incentivar a agressão vegetal, isto é crime, com certeza. Não desisti e fiz adubação foliar em plena floração, para a planta dar mofo, que nada, a insinuante cresceu além da conta; jah tinha feito uma poda bem precoce, antes do terceiro nó despontar, acho que errei e nasceram 6 ramos novos aonde podei; li que o arame pode ser prejudicial, que SCROG é problemático por causa disto, e fiz um SCROG com arame, enorme, um metro quadrado, a insolente tomou conta de tudo; enquanto eu tentava, desesperadamente, torná-la doente, a fogosa crescia, depois de um mês de floração comecei a jogar sujo, regava a marota cinco vezes ao dia, tinha que dar um overwater, mas a impetuosa só crescia, e todos elogiando o grande grower que eu era, e eu vendo meu emprego “ir por água abaixo”, no desespero total nas últimas duas semanas reduzi a fertiirrigação a zero, fiz faltar nutrientes diversos, as folhas da deslumbrante começaram a amarelar, e finalmente fiz um tópico pedindo ajuda, mas novamente só elogios, “isto mesmo, amarelando no final por falta de nutris é bom!”, “eaê, Darcivil! Parabéns, tem meu voto pra usuário do mês!”.

    Finalmente acabou aquele tormento, germinação, vegetação, floração e demissão (?), e só de raiva deixei a confiada dois dias no escuro, na esperança que desse um mofinho, realmente a cavala ficou mais branquinha, mas não por fungos, não é que parece que a assanhada resinou mais ainda, nem comentei nada... A candente havia vencido.

    Desespero de causa total, colhi 1750 gramas secos em um único pé, elogios e ovações, eleito usuário do ano, vários sites publicaram a saga do novo recorde, cotado para ser eleito usuário do século; eu estava arrasado e tinha que resgatar o meu emprego, desmerecer de qualquer jeito aquele feito, num último ato de desespero fiz com que a erva secasse demais, pelo menos um erro eu teria, coloquei a erva em quatro bandejas de alumínio e coloquei-as sobre uns forninhos de esquentar pizza que temos (por isto dizem que tudo acaba em pizza), ajustei o termostato e devido ser um verão cruel as deixei na sala de máquinas do ar condicionado, foi meu último erro, de verdade, o THC evaporou e sem muito cheiro entrou pelos dutos do ar condicionado central, foi distribuído por todo departamento, todos chapados em pleno expediente, uma loucura, muitos risos e situações hilárias, uns comendo que nem loucos, outros cantando, outros saudosos telefonando para a família, e uns loucos que sabiam que estavam na onda e não entendiam de onde veio o barato, mas desconfiaram, “Darcy, foi você?”, “O que você fez Darcivil?”

    Depois da audiência, sem provas e sem ninguém pra acusar, a não ser eventualmente eu, é claro; mas em frente ao Juiz, que forneceu a autorização judicial para o plantio da erva canábica, ele me perguntou, desconfiado: “Já tragou maconha?” ‘Sim, Ilustríssimo Meritíssimo, traguei, mas não fumei, estava na atmosfera...”. O Juiz, descrente do meu relato:
    “Tragou, mas não fumou, essa é boa, quanta coisa que eu tenho que escutar...”.

    Foram cinco meses terríveis, três de plantio e um em “audiências”, outro de férias “forçadas”, bom, pelo menos não perdi o meu emprego, tive mais uma chance, mas agora vou pedir seeds de lowryder, li no Overgrow vários temas falando bem mal do strain, desta vez vou conseguir...

    Mas, sabe que estou gostando do pessoal daqui, são metidos a heróis, como eu era quando entrei na Força, é uma pena que desta vez terei sucesso no insucesso...

    Macerai o hemp poeta viagem - 2005-julho-26
    Pelo fim das perseguições aos usuários e pela liberdade de expressão

    Um caso de saúde, público, qual será o veredicto do caso “Nicolau Weizer Souza e Silva”?

    Nicolau, um senhor de setenta anos, fotógrafo, aposentado, fumou maconha por 50 anos, sempre plantou, logo bem no início com lâmpadas fotoflood, aquelas incandescentes de 3200ºK :lol: e maior fluxo luminoso em detrimento de menor vida útil, logo depois passou para as fluorescentes, e finalmente as HIDs :!: ; fumava de um a cinco ao dia, e nunca faltou, mesmo assim sempre guardava as pontas; os negativos e diapositivos eram guardados em recipientes lacrados com sílica indicadora, e estava sempre azulzinha, havia mesmo um cofre para os negativos mais preciosos, de tribos indígenas extintas, animais e vegetais extintos, closes e macros de tricomas âmbares, microfotografia de tecido epitelial da cannabaceae preferida... \l/ E as gimbas, as pontas, as baganas, tinham o mesmo tratamento, em sua casa havia vários potes com pontinhas, vai vendo...
    B)
    Depois de uma vida saudável, um belo dia a faxineira, uma senhora que trabalha para sua família há mais de trinta anos, chega a sua casa e vê Nicolau caído de lado, desmaiado na poltrona, em desespero, telefona para o hospital em que trabalha um médico conhecido, que é o marido de sua filha. A ambulância chega rápido, eles procuram os documentos de Nick e a faxineira diz que ele guarda num cofre, no quarto escuro (não era realmente um quarto escuro, era um quarto 12 horas escuro e doze horas claro, bem claro), “coisa de fotógrafo, ele não gosta que entrem lá...”, mas como precisavam dos documentos testaram a porta, que estava destrancada, o quarto estava escuro, ligaram a lâmpada e uma luz de emergência âmbar iluminou fracamente o recinto, a carteira estava em cima da mesa, e havia uma planta grande, que exalava um cheiro característico, ao fixar o olhar na planta a enfermeira foi surpreendida por uma luz ofuscante que de repente iluminou o “dark room” totalmente, plenamente, 600W HPS Agro, iluminando a Erva de Santa Maria. Em uma estante ao lado havia um estranho mosaico, 50000 baganas distribuídas em 50 potes, do tipo usado em acondicionamento de azeitonas ou maionese, potes de vidro, no início pensavam que fossem insetos, mas quando no hospital disseram que ele estava morrendo intoxicado por maconha e que tinha um pé na casa dele, a polícia foi averiguar e descobriram o “cemitério” de Nicolau, que futum quando abriam os vidros! Façamos as contas, cada bagana com 0,3 gramas, 1000 baganas por pote, 300 gramas por pote, 50 potes são no total uns 15 quilos, só de bagana, é muita maconha, somadas com a planta no meio da floração, é o suficiente para enquadrar Nicolau por tráfico de drogas, crime inafiançável, hediondo, aos olhos da lei muito pior do que assaltar ônibus ou ser político corrupto roubando milhões...

    No hospital Nicolau voltou a si e conversou com o médico, amigo da família, por extensão, e disse que nunca gostou de comprar maconha, “incentiva o tráfico e queima a garganta”, disse sem muitos rodeios: “Eu planto, mas pra nunca faltar guardo o que sobra no cemitério, coisa de gente velha ficar guardando tralhas, saudosismo, estou ficando velho mesmo, desta vez atrasou a colheita e fumei um feito de baganas das antigas, baganas do Da Lata, 1981, baganas que ainda tinham o baton da minha amada, que Deus a tenha, talvez isto tenha sido muito pra cabeça, mas acho o THC que degradou muito, foi o meu primeiro teto preto na vida, ficou tudo escuro e desmaiei...”. Ficou ali, só repousando, horas depois, durante a alta, o médico teve que informar a Nicolau que a polícia havia se dirigido a casa dele, o telefone tocou, o médico disse que era o delegado, falaram com Nicolau, dois policiais já estavam à porta da enfermaria, aí que Nicolau infirmaria, teve o seu primeiro infarto, sorte que já estava no hospital, mas seu caso está na Justiça Cível (perecível), qual será o futuro da saúde de Nicolau?

    macerai o hemp 27july2005
    Pela libertação imediata dos prisioneiros canábicos!

    --


    ===============--------------------
    Especialista em pontas, D2.

    ?Lembra-se do caso Nickolaw?
    ?Sei, o coroa-dino que tinha um arsenal bagânico em casa, zilhões de pontas, sinistras, baratão, umas com o batom e o perfume da mulher, falecida, usou a erva para ajudar a superar sua doença, no final foi absolvido, usuário não é criminoso, pelo menos não usuário velho...
    ?Pois é, agora estou com um caso parecido, mas ela quer converter: baga em ruanna, sentiu o drama, mané? Bias envelhecidas por trinta anos...
    ?O livro Tudo Sobre Baganas resolve quase tudo em relação às pontas, usa a busca, mane... //quote:
    “...dixavar e lavar abundantemente as pontas em água gelada, secar e deitar em álcool absoluto, evaporar no ventilador após 24 horas...”. Vai na fé!

    A galera viper da época das antigas “tava naquela de dá dois”, terceira idade e meia, 75+, e como muitos deles eram sobreviventes, usavam a erva da coroada, “sem-senil-a”, ou sem senilidade (o mesmo não podia dizer-se dos alcoólicos ou tabagistas in-veteranos, “tava naquela de dá dó”, a maioria morta por cirrose ou coisa parecida, mas bem diferentes). Plantavam em casa, mas era cada vez mais difícil conservar a genética. A Erva Santa protegeu muitos “cannadinomans” contra o câncer cerebral, amplificado e induzido pelo uso intenso de celulares, wireless, e radiações de ondas curtas, enlatados e outras idiotices.

    “Enquanto o backup cerebral não chega, Cuidado para não fritar seu cérebro com softers piratas, as Detentoras estão espalhando bugados piratas para combater a pirataria in loco”.

    A juventude temporária estava ligada nas drogas por indução eletromagnética, o “capacete” tem seu uso obrigatório, substituiu a televisão, dificilmente é um capacete, era assim no inicio recente (atualmente todos os inícios são recentes, os reinícios encontram-se em desvantagem), mas agora os óculos da JPhB (juventude photoborg) já estão ultrapassados, já até agora o “Espalhamento” é a ainda mais nova técnica, a distribuição neurônica dos componentes eletromagnéticos faz que você seja um pouco mais do que humano, isto o transforma em honorável membro do “grupo com leis reduzidas”, GLR, assim como os índios e os coroas maconheiros com mais de 75 anos não mais poderiam ser criminalizados por fumarem maconha, ou andarem nus pelas ruas, e outra série de crimes temporais-moralistas, crimes de somenos (caixa-dois dos proibicinistas), os “Espalhados” também estavam no GLR, mas com o corpo avançado parece que mais ninguém quer fumar maconha, só mesmo a Coroada Dinossáurica, CD, da época do mais que extinto: CD. Por isto o nome pegou, os CDs, parece-me, que gostavam, pois alguns guardavam a relíquia recente (o mundo está cheio de relíquias recentes) em casa ocupando muito espaço, qualquer memória chula pode armazenar até 10 mil CDs com facilidade, mas já se fala em armazenar, Top-Chula, 10 milhões nos próximos meses, o futuro corre contra nós, dispara em nossa direção, e não há passado de fuga. O que é proibido, no tocante ao seu corpo (o proibicionismo está comendo na mesma tigela com a indústria bélica faz longo tempo), é misturar drogas eletrônicas com drogas psicotrópicas químicas, desculpe a redundância, mas vivemos no olho do furacão, até a profunda transformação iminente, eternamente pendente, pode estar enfadonhamente girando entre seu umbigo e a mosca do cocô do cavalo do bandido, o que passou há seis meses não apodrece para reciclar, emerge das cinzas para as cinzas eternas, do pó ao pó, estelar. Um futuro que demore muito a chegar é um passado recente, o tempo está rápido. (leia o resto nas entrelinhas).

    macerahemp16042006chuvaforte!
    ==========---------
    O beijo na boca vermelha, beijanega a noite inteira (se cuidem e bons fluidos!).

    Fotos,Trechos e Apetrechos perdidos do hermético Nikolaw e sua obra, Tudo Sobre Pontas.

    A arte de viver é a arte de observar. Observar uma situação em sua constante mutação, aferir suas constantes, margear pelos seus horizontes, emparelhar e se adaptar ao novo, acelerar um pouco e observar o novo ficando velho, o velho e o novo ficando de novo.

    Sempre freqüento o clube cannábico Samba420 \|/, gosto da seda de celulose, oferecida juntamente com o café expresso, além de não agredir tanto a garganta, a celulose realça o efeito visual dos cristais; no início peço uma híbrida mais sativa, e vou num crescendo cada vez mais sativa, zero vírgula dois gramas de cada vez, no final da partida de xadrez já “enchi o pot”, e como diria a velha vaca holandesa que “chutou o balde” há muito tempo, quando começo “é o cão chupando manga rosa”. Aproveito e compro minhas sementes, estava plantando Solidária X Pitanga Carniça; a cada colheita troco a variedade, pensei em plantar Free-Tibet com DkD, mas acho que antes vou plantar Santa Maria. Santo Dai-me mais luz!

    Um distinto cavaleiro executa o ritual de decapitação

    Desculpe, mas quando vi o senhor cortar a ponta da brasa acesa percebi que havia lido “Tudo Sobre Pontas”
    – Sim, eu escrevi.
    – Nicolaw?

    – “Esta é a parte mais importante, a decapitação precoce, mas tudo começa na feitura do pernoicanno, tirando todos os galhos, sementes, cascas de sementes e qualquer corpo não-floral, exceto as pequenas micro-folhas que ficam bem próximas as flores e estão bem resinadas”.

    – Mas por que o enfoque nas pontas?
    – “A ponta não desaponta...”
    – “Desponta e aponta...”
    – Você leu ou tomou a pílula-livro?
    – Os dois, você também?
    – Eu sou a pílula-livro.
    – A poesia resume a ponta?
    – A ponta é a parte mais forte do beleize que sobra após o tratamento em coluna de arraste, afinal, fumar um beleco e fazer passar THC através da destilação em coluna com arraste de vapor, assim obtemos um concentrado cada vez mais forte, a ponta; a conversão de THC em CBN pela degradação em altas temperaturas produz uma onda chapante no ressurector, isto somado as condições de armazenamento, e a degradação com o tempo por outros fatores, fazem-nos crer que usar as pontas à medida que são produzidas, agrupando em quatro ou cinco é mais fácil e ativador, mas efêmero, perde-se todo o saudosismo fetichista.

    – O que fazer com as pontas das pontas? Pontas das pontas das pontas, isto tem fim?
    – Pode ser infinito, a questão é polêmica, o trato da batuta é que vai determinar o valor da ponta, vários cuidados... Uma ponta deve ser cheirosa, saliva jamais, eu uso água destilada para dar uma goma.

    “Assim como a água de rega não pode ter um ppm alto, a goma também não deve ter alto ppm, use água ao invés de cuspe, é mais higiênico e ajudará na taxidermia da ponta.
    O Empalhamento não deve transformar a ponta em palha, por isto é importante guardar as pontas em tubos típicos para comprimidos efervescentes (off- lembram do elefante efervescente?) até a remoção para o cemitério definitivo, sabemos que grande parte do THC se degradará em CBN, mesmo assim, o valor sentimental de poder fumar nas Bodas De Prata as pontas da Lua De Mel não tem avaliação possível em uma escala linear, os batons que marcam a presença na ponta que beijamos dão um tom especial.”

    “Fumar pontas pode ser bem mais rascante do que fumar a erva virgem, não-defumada, então vários artifícios podem ser usados, o bonge ultra-rápido feito com tubo de caneta imerso no copo de água e o ressurector aceso na outra ponta, o tubo seguro entre os dedos indicador e o médio e a mão em concha tapa o topo do copo, aspira-se pela fresta entre dos dedos polegar e o indicador, isto faz com que a fumaça borbulhe no fundo do copo, sendo purificada na água.”


    “Opcionalmente usando um tubo de ar para aquário fazemos a extensão da caneta de forma que a profundidade de borbulhamento seja maior. Reparem na fita isolante ou durex para fechar o buraquinho lateral que algumas canetas têm. Podemos usar a extensão (em azul) que vem no pipe para evitar que a temperatura exagerada derreta o plástico e arraste seus vapores pro nosso pulmão, também pode-se usar dois pipes revezando, assim eles nunca esquentam tanto, uma carburada em um e a outra carburada no outro.”



    “Os lábios vermelhos indicam onde se coloca a boca, e é melhor manter a caneta entre os dedos anelar e médio, pois assim a fumaça e a chama saem mais longe dos olhos e da face em geral.”


    “Vemos também a maneira correta de acender o pipe, a chama é apontada pra direção oposta aos olhos, ATENÇÃO para não deixar superaquecer o isqueiro e ele explodir na frente dos olhos (isto pode acontecer acendendo qualquer cachimbo com isqueiro).”



    Vejam na foto arqueológica como o bonge pode ficar em forma de cachimbo, “...é só colocar uma extensão de tubo de ar para aquário, apóia-se o cachimbo em algo da mesma altura, ou segura-se com habilidade e acende-se ao mesmo tempo, desta forma a fumaça chega realmente fria e sem arrastar os possíveis vapores do plástico da caneta. Mantenha tudo sempre bem lavado com álcool etílico, álcool comum, para evitar fumar o sarro que vai lentamente se depositando.”

    Nesta foto vemos um mini-extractor, mas o texto referente foi perdido, porém as escavações encontraram outros textos sobre instrumentos de extração supercrítica com butano, todos muito maiores do que o do Niklolaw, mas o princípio de funcionamento deve ser o mesmo, novamente a coluna de arraste.

    Agora lancei “O Chapeleiro Doido”, seguindo o mesmo protótipo do livro, mas adaptado aos fins dos tempos, mantendo a segurança máxima para sobreviver a esta Terceira Guerra Mundial contra os maconheiros (que somam 90% dos perseguidos) e “drogados” em geral. A inspiração nos trechos que sobraram de “Tudo sobre pontas” é notória, a extração por fluido supercrítico também é mencionada, mas a adaptação do gerador de oxigênio para gerar butano líquido é supercrítica, e está sujeita às mais duras críticas, explosões foram relatadas, faíscas eletrostáticas provenientes de objetos pontudos, a própria carga no corpo para quem não se descarregou aterrando as mãos antes de extrair, instalações elétricas gerando faíscas no momento da extração, etc., mas como a quantidade de gás presente é pequena os danos não foram grandes, queimaduras de primeiro grau e muitos sustos.

    Verde que te quero ver de novo

    A maioria dos meus amigos hackers tem um tom esverdeado na pele, eu nunca os vi, é claro, mas é um tipo de espectroscopia psicológica, metapsiquê, pequenos comentários, “ meus cabelos combinam com minha pele ( o cloro da piscina, claro), e deixo em aberto... somente um pequeno grupo seleto de hackers cannábicos podem usufruir do tom certo na pigmentação tessitural periférica que expõe nossa tez desnuda, a melanina da pele, e o bálsamo revigorante tocoférrico, a vitamina D, regados em sua natureza plena por lâmpadas de descarga de alta pressão de vapor de sódio e de vapor metálico, sorvendo entre 2000 e 6500 ºK, das HIDs sem ultravioleta solar, o growroom é o templo da vida, muitos que sobreviveram ao holocausto da perseguição mundial aos maconheiros imposta pelo complexo ONU/EUA foram estes, em growroons farádicos, engaiolados faradicamente, como passarinhos vivendo dentro de gaiolas de Faraday, que em cantavam o novo amanhecer.

    Macerai o hemp 28june006
    Abraços fluídicos!

  10. Los siguientes 2 Usuarios dan las gracias a macerazione por este Post:

    Harvest*Time (10/10/2014), Jim*Morrison (05/06/2011)

  11. #7
    Fecha de Ingreso
    31 Jul, 06
    Ubicación
    Brazilzilzil
    Mensajes
    379
    Gracias
    70
    108 gracias recibidas en 58 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    31 Tema(s)
    Citado
    1 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    essas camisas ainda existe para vender?

  12. #8
    Fecha de Ingreso
    29 Jul, 06
    Mensajes
    469
    Gracias
    0
    10 gracias recibidas en 10 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    macerazione parabens cara, eu li só o primeiro (MUITO bom) e o "Policial disfarçado investiga sites de plantio caseiro" (Cara esse quase tive um teto de tanto rir) mas vou ler o resto, muito bom.

  13. #9
    Fecha de Ingreso
    14 Sep, 06
    Mensajes
    707
    Gracias
    0
    7 gracias recibidas en 6 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    tem mais?

  14. #10
    Fecha de Ingreso
    15 Dec, 06
    Mensajes
    57
    Gracias
    0
    29 gracias recibidas en 24 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Obrigado pelo incentivo, os agradecimentos são todos redirecionados para Jah, Obrigado!



    Caverna a camiseta não está à venda, ela vai rodando de peito em peito e sendo fotografada e a foto exibida em apoio aos growers, o movimento Solidária está fortemente enraizado no Bitox, e nos contos cybercannapunks, grower não é traficante! Black e fumaça tem mais no link do icmag, e aí vai mais uma estória de planta indômita, Cannibaceae

    CANIBACEA

    A cannabis, agora com o nome de canibacea, transformara-se em uma planta extremamente resinosa, seus pistilos viraram pequenas agulhas hipodérmicas e seu cheiro atraía os insetos que uma vez grudados na resina e anestesiados pelas micro-seringas cheias de cannabinóides iam pingando pra sua bandeja e sendo digeridos; isto mesmo senhores, a planta estratégica do século XXI virara uma planta carnívora. Os cada vez mais altos níveis de radiação ultravioleta na atmosfera levaram-na a produzir cada vez mais THC pra se proteger, a escassez de nutrientes no solo levou-a a capturar insetos, e estes cada vez maiores para serem aprisionados apenas pela resina, levou-a a desenvolver as micro-seringas hipodérmicas, uma mutação nos tricomas.Vivendo soberana nos desertos planetários, principalmente na região do antigo nordeste brasileiro, ela também possuía seus predadores, basicamente um que ficara conhecido como [b]maconherus cabeçudus, esta evolução das mariposas (chamados também de Mary-pousa, aquele que pousa na Mary) além de comer as folhas tecia um casulo de seda que não era digerível pelo suco da canibacea, assim após dias e dias sendo picados pelas micro-seringas o cabecudus sentia uma lesera e isto o induzia a entrar em processo de metamorfose e ao sair de sua balsa flutuante, no suco gástrico da canibacea, ia direto para os machos.
    Após a chegada aérea da maripousa, o início da lesera deflagra o processo de virar lagarta, Entra em fase larvar e pinga e bóia, assim quando sai uma borboleta ela voa para os machos espinhentos que vivem aos pés da fêmea (aproveitando os nutrientes que esta fixa no solo e emaranhando suas raízes), ela para se proteger do sol entra na flor macho e ali põe seu ovo e morre, protegidos pelos espinhos psicotrópicos, sua cria está garantida, assim quando ela cresce e se torna uma maripousa, voa pra fêmea e passa através de suas fezes o pólen ainda não digerido, assim o ciclo se reinicia.
    Homolex, primatas distantes dos hominídeos, estes bípedes mamíferos foram chamados assim por terem padrões de condutas severos geneticamente estabelecidos, caçadores onívoros, estes seres de pouco pelo, usavam a canibacea para se proteger da irradiação solar fazendo emplastos sobre a pele, nas caçadas este cheiro também ajudava a disfarçar o intenso cheiro destes mamíferos, caçavam em bandos usando porretes resinados em suas pontas e com pedras ali incrustadas, este porrete era eficiente pois causava também lesera nos outros animais, o homolex não era muito sensível a estes canabinóides pois por milhões de gerações seus antepassados consumiram muito da antepassada da canibacea, a maconha (cannabacea), isto além de torná-los resistentes a lesera, também fez com que mantivessem uma certa inteligência criativa e assim puderam se adaptar ao meio hostil.Seus rituais primitivos de corte à fêmea era feito dando-se a esta pequenos pedaços de canibacea, como nesta espécie hominídea o efeito da planta era afrodisíaco, este ritual tinha chances extras de dar certo.Devido ao calor extremo queimadas eram freqüentes e suas sementes resistiam ao fogo, uma vez espalhadas por estes primatas, resistiam pois os antepassados hominídeos já queimavam em seus baseados estas sementes e algumas que resistiam a temperatura extrema foram se procriando, adaptando ainda mais a canibacea ao deserto planetário, mas o instinto de sobrevivência desta espécie que usava ainda o fogo, tão natural nestes dias de queimadas espontânea para assar frutos muito duros e outros alimentos igualmente indigeríveis naturalmente, este pungente de sobrevivência também inibia a queima proposital da canibacea, aquele que por acaso usasse a canibacea como tocha era rechaçado pelo bando, assim queimar a erva continuava sendo proibido cinco milhões de anos depois do século XX(o século do proibicionismo, a idade das trevas para a humanidade)
    Mas indivíduos mais inteligentes, ou mais novos, posicionavam-se próximos a canibacea durante uma queimada leve, ficando ali a favor do vento respirando estes vapores, talvez algo atávico, como ocorre com as mariposas, ainda atraía esta espécie para esta Luz.
    Então depois de milhões de anos ela continua sendo uma planta estratégica para a sobrevivência, do que sobrou, da humanidade e ainda é proibido queimar a erva, ou seja, não mudou quase nada...Homolex...Homolec!

    mac&ray Lokânhamor

    Homolex

    Não posso me estender muito sobre o Homolex, mas adianto que sua faculdade psíquica referente ao Ego foi reduzida a quase zero, ficou o Superego e o Id, assim sua criatividade era arquetípica, com a supressão do mecanismo de defesa do Ego muito do neo-córtex foi suprimido e o excesso de processamento de dados, sintoma de um cérebro claramente com gigantismo, foi reduzido aos níveis normais entre os primatas superiores, assim os ritos ainda eram fortes e o entendimento político baseado num rígido código de ética era fruto de muitos milhões de anos de evolução.Ainda era o animal que mais ria, deliciava-se e era o mais inteligente.Assim como os elefantes que utilizam o álcool como alimento recreativo, fazendo vinho com frutas pisoteadas, a sociedade do Homolex fazia uso nato da cannibacea.
    No decorrer dos milhões de anos várias doenças aproveitam-se do gigantismo (os tigres de dente de sabre devem ter morrido de cáries...) dos homos, e se instalaram em espécies hominídeas levando várias a loucura ou degenerações várias do sistema nervoso (príon, vírus, nanofree(nano máquinas que se reproduziam e escaparam como arma de guerra dos laboratórios militares no século XXI, etc) de acordo com a complexidade deste sistema poderiam haver doenças exclusivamente psíquicas,( como alguns tipos de esquizofrenia atribuídos a criação pela mãe do filhote em questão, doença da complexidade psíquica normalmente só se manifestaria na adolescência) e por isso contribuía negativamente tanto desperdício de neo-córtex.
    A Lei nata que nascia no Homolex é quem orientava o comportamento deste, um forte superego, um Id forte na libido, um ego ausente que não mais permitia que se escondessem em falsos racionalismos preconceituosos, este mesmo superego forte fazia com que uns reprimissem efusivamente aos outros quando saíam dos rituais e comportamentalização (comportamento ancestral codificado nato e espontâneo).

    macerai o hemp Oct-3-2003

    --
    O Desplante

    Este negócio de só ter duas representantes da família canabaceae nunca me convenceu, e desde pequeninho, lá em Barbacena, mas depois mudei pra Catranquina de Pamonharé e fiquei com esta obsessão de achar mais uma representante das cannabáceas, pois o Lúpulo e a Cannabis já tinham se consolidados como ervas supremas na família, um verdadeiro egoísmo vegetal, se bem que o Ego vegetal é menor do que ego de fungos, mas isto não vem à questão. Eu sempre charfundando pelos matos de Catranquina de Pamonharé encontrei várias Moráceas que depois de fumar fumo que dá rolo o dia inteiro, acabava me confundindo e lá ia eu pra casa levando várias plantas de não poder acreditar na besteira no outro dia, ainda bem que o fumo-rolo num dá ressaca... Mas aqueles fertilizantes Hensi, Cannabiogen, todos desperdiçados... Não ri não, são caros, comprava na lupinaria mais próxima, é claro, aliás, um lugar super aconchegante, uma proprietária gatíssima e super educada, entendia muito de plantação, eu ia lá só pra fumar lúpulo mesmo, odorava fumar lúpulo e também fumo-rolo, e adorava também. Mas tudo na vida enjoa se cair na monotonia, então resolvi pesquisar mais profundamente nas cavernas de Catranquina de Pamonharé, e achei mais uma representante da família canabaceae! Em homenagem ao lugar batizei-a com o nome de Pamonha, parece mais não é, a folha da Pamonha realmente é igual a da irmã mais velha, as flores fêmeas (pistiladas) são um pouco diferentes, se parecem mais com as do lúpulo, mas as flores machos (estaminadas) são idênticas as da Irmã Perseguida, e um fato peculiar é que ela vivendo em cavernas não precisava de luz, isto foi o que mais me intrigou...Então comecei a fazer experiências com ela em growdarkroom, e muitas morreram, umas logo que nasciam o caule ficava fino e quebrava ou secava, outras as folhas amarelavam, murchavam e caíam, uma tragédia... Mas aí veio a idéia de levar algumas pedras da caverna para o growdarkroom e comecei a obter sucesso, mas só quando pus fios elétricos (havia um veio mineral na caverna que conduzia a energia vital do Sol para as magnetitas) no telhado e ligava-os as pedras é que elas começaram a vingar. Empolguei-me e plantei muitas, e não sei se foi o excesso de fios metálicos ou o odor forte de “gambá cheiroso”da Pamonha, mas o fato é que isto chamou atenção numa cidade pequena, e mandaram lá pra casa uns agentes de saúde “pra combater o dengue”, uns espiões cara de pau, piores que os de vacinação forçada na época de Getúlio. E foram entrando caçando mosquito e entraram no quartinho (growdarkroom), primeiro que acenderam a luz das lanternas no growdarkroom, e quase matam as Pamonhas, depois saíram dali com aquelas caras de sonsos e duas horas depois já tinha um cãoburrão (é como a gente chama lá em Catranquina) na minha porta cheio de gambés...
    E lá fui eu, igual ao Ed Rosenthal, preso por cultivar para o bem da humanidade, mas tudo pela ciência! Achei mais fácil omitir que não era Maconha do que convencer um judiciário obtuso, acostumado a interpretar leis ao pé da letra, que eu descobrira uma nova planta que era muuuito parecida com A Perseguida e que nascia no escuro, então suportei o julgamento e saí vencedor, é simples: Pra caracterizar plantio tem que ter Planta, Substrato, Água, E Luz, como eu não tinha luz, então não se caracterizava plantio, e por desplantar Maconha ninguém podia ser preso!

    Sigo até hoje plantando pamonha no escuro, agora nem fumo mais as outras “canabáceas”, apesar do lúpulo ser maravilhoso e bem tranqüilizador, mas a Pamonha Ativa muito a minha imaginação, eu prefiro assim!

    macerai o hemp poeta viagem 15/09/03


    Este conto é uma homenagem às mulheres e homens lutadores em prol da liberdade e do direito ancestral de plantarmos uma planta da Paz que os armamentistas não querem que exista. Especial dedicação à Gaia e Borboletinha, um abraço ao Irmão Textugo pelas inspirações esotéricas no tema Eletrocultura.
    --
    Última edición por macerazione; 21/12/2006 a las 16:06 PM

  15. El siguiente Usuario da las gracias a macerazione por este Post:

    Jim*Morrison (05/06/2011)

  16. #11
    Fecha de Ingreso
    02 Aug, 06
    Mensajes
    387
    Gracias
    0
    29 gracias recibidas en 22 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Cita Iniciado por Açoriano Ver Mensaje
    esses contos era um dos motivos de o growroom ser tao viciante hehehe

    boa macera!
    Concordo.

    Valeu Macerai
    OBSERVATÓRIO DA CANNABIS

    Seja um carcinicultor você também.

    "The blue bus is callin' us
    The blue bus is callin' us
    Driver, where you taken' us?"
    Jim Morrison

  17. #12
    Fecha de Ingreso
    26 Sep, 06
    Mensajes
    202
    Gracias
    0
    16 gracias recibidas en 6 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Cita Iniciado por macerazione Ver Mensaje


    gostei do bagua pre ancestral
    ABRA SUA MENTE E PLANTE UMA SEMENTE

    deficiencia de magnésio com fotos

    Solo Mix Inuyasha

  18. #13
    Fecha de Ingreso
    10 Nov, 06
    Mensajes
    103
    Gracias
    0
    50 gracias recibidas en 14 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Excelentes contos.. é bom saber que estes escritos não se perderam no espaço-tempo. Se não fosse a escrita, não teriamos oportunidade de ler novamente.. o leitor que desejar alcançar a profundidade contida nos textos, sugiro fumar um antes de iniciar a leitura.

    É como ler uma poesia.. aos olhos de um apaixonado, as palavras ganham vida.. aos olhos de uma pessoa comum, não passam de simples palavras..

    Paz!!


    Legalização? Ninguém viu, ninguém vê, eu só ouço falar!
    - Não preciso legalizar o que a natureza legalizou!

  19. #14
    Fecha de Ingreso
    07 Aug, 06
    Mensajes
    123
    Gracias
    0
    43 gracias recibidas en 7 Posts
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    1 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    muito bom Macéra

    grande abraço..

    Até +
    "Exilado 2006 GrowRoom"

    Cultivo Invernero - 2006 ->http://www.cannabiscafe.net/foros/sh...ad.php?t=62694

  20. #15
    Fecha de Ingreso
    01 Nov, 06
    Ubicación
    porto alegre/brasil
    Mensajes
    119
    Gracias
    0
    Agradecido 1 Vez en 1 Post
    Mencionado
    0 Mensaje(s)
    Etiquetado
    0 Tema(s)
    Citado
    0 Mensaje(s)

    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    parabéns macera, muito bom mesmo

    paz

+ Responder Tema
Página 1 de 3 123 ÚltimoÚltimo

Temas Similares

  1. Tutorial - Luminotécnica, Eletrotécnica e Instalação
    Por Tiradentes en el foro Desenho e Construção
    Respuestas: 278
    Último Mensaje: 16/01/2016, 21:39 PM
  2. propuesta en colombia!
    Por hemp-madness en el foro Activismo General
    Respuestas: 7
    Último Mensaje: 26/01/2013, 04:02 AM
  3. SEMENTES: Tire sua duvida
    Por O agricultor en el foro Assuntos Gerais
    Respuestas: 18
    Último Mensaje: 19/12/2006, 17:00 PM
  4. Armario pra cultivo!
    Por Jack The te en el foro Desenho e Construção
    Respuestas: 12
    Último Mensaje: 19/08/2006, 02:05 AM

Usuarios Etiquetados

Permisos de Publicación

  • No puedes crear nuevos temas
  • No puedes responder temas
  • No puedes subir archivos adjuntos
  • No puedes editar tus mensajes