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Tema: Contos Cannabicos - Em busca da Onda Sativa Perfeita

  1. #16
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Os sete profetas canábicos
    (primeira parte)


    Ele, Jésus

    O primeiro dos profetas era um mendigo do centro do Rio de Janeiro, teve um sonho em que a luz de Jah disse a ele que ele era o escolhido para levar a palavra sagrada da erva da paz. Muitos diziam que ele vivia cheirando cola, bebendo cachaça e fumando maconha, ficou um mês andando pelo centro com suas roupas maltrapilhas com desenhos do que ele pretendia ser da folha da maconha, mas de tão mal feitos e borrados a polícia não conseguiu constituir apologia às drogas, um crime hediondo equiparado ao tráfico de drogas, na legislação brasileira, os turistas vinham vê-lo falar em inglês sobre a libertação do Povo do Verde. Todo dia ele tomava banho e lavava suas roupas no chafariz, um dia a polícia chegou e perguntou, olhando a tatuagem de esferográfica feita em sua testa, tinha que ter muita imaginação para dizer que isto era folha de maconha, “o senhor é o profeta da maconha?”; “Sim e não, sou eu aquele que você procura, mas a maconha é que é a minha profetiza, mas, mesmo assim, sou conhecido como o Profeta da Erva da Paz, tens verdade no que diz, e verdade no que vou responder, já sei, eu sou.”, disse em seu tom altivo, os cabelos longos e naturalmente em forma de dreads (dreadlockados), estilo rasta, retinham gotículas de água que brilhavam na contraluz do Sol, a figura intensamente lúcida em seu discurso aturdia a mente despreparada de quem vai disposto a resolver na bala as questões dos costumes humanos, esperavam um ser fragilizado, débil, sucata do sistema que cospe lucros nas contas bancárias dos parlamentares (paralamentares), seus vizinhos, por sinal, o centro do Rio de Janeura espelha melhor as contradições da pior divisão de rendas do mundo, com o agravante de sermos um país rico, não falta produção de comida, recursos naturais, mas falta comida nas mesas, moradias; Jésus, o mendigo do centro do Rio que começou a pregar a em praças públicas que a ira de Deus se abateria contra aqueles que ousavam proibir suas criações, “contra aqueles que desdenham de seus presentes, de sua intenção de paz, que profanam o túmulo de Jah, que proíbem o fogo sagrado do divino espírito santo, que perseguem aqueles em que nunca passará uma lâmina pela suas cabeças, os cabeludos”. Tinha argumentos que provavam que os cabeludos eram mais perseguidos do que outros, que Jesus, seu chará, era cabeludo, mas os soldados romanos eram incabeludos, que a águia de Roma agora era a mesma águia do Tio Sam; seu discurso era intricado e muitas vezes difícil de compreender, novas palavras pululavam (ou, populavam, como Ele diria), era o novo idioma preconizado pelo primeiro profeta de Jah.

    Sempre com bíblias ao lado, que pedia como doação, e também redistribuía com autógrafos e “adendos”, estava fazendo seu próprio testemunho, seu próprio evangelho, os turistas achavam a atração muito peculiar. Era um ex-evangélico, dizem que evangélico é sempre “ex” alguma coisa, nem é verdade, e caso mais justificado é este, um homem instável mentalmente, com tendências místicas ligadas a Umbanda e outras afras-magias, que se converteu a “aceitar Jesus”, seu Chara, com muita insistência de sua esposa, para curar-se de problemas psiquiátricos, e viu sua família ser morta pela troca de tiros, entre a polícia e os traficantes de drogas ilícitas e armas “de defesa pessoal” ( armas de baixo calibre, que foram proibidas no referendo), quando a Policia Militar invadiu, como de costume, o morro em que Ele morava com sua família; amargurado ao voltar para casa, depois do trabalho, e não encontrá-los vivos, caiu na mendicância, sem emprego e com crises contínuas de vozes e visões que o afligiam, seguidas de contínuas internações; passou a levar a bíblia embaixo do braço e enrolar ervas secas dizendo que era maconha, mas toda vez que a polícia revistava, ou mesmo pegava a “maconha” de sua mão, esta não passava de capim e outras flores e folhas misturadas, todas da redondeza, mas Ele dizia que tinha o poder de transmutar as ervas, e para não ser preso por posse da Flor Milagrosa, “que me faz ver o futuro”, trocava por telecinese as ervas, mas muitos diziam que o cheiro era de maconha, porém raramente fazia a cerimônia da cremação da flor sagrada, deixava para fumar durante momentos introspectivos e de solidão, muitas vezes usava uma bebida, bangala, durante as pregações, mas nada era achado que identificasse a presença da flor proibida. Por isso a polícia nunca havia incomodado a Ele, até aquele dia.

    - O senhor poderia me acompanhar até a delegacia do Méier
    - Eu já esperava pelo chamado, eu vi o segundo profeta aparecer na última vez que fumei a planta dos visionários.
    Realmente o policial ficou estupefato, como Ele sabia do aparecimento do segundo meliante? A aura cintilante, que envolvia seus dreads naturais na manhã ensolarada, agora soava com um tom divino aos olhos da mão armada e indefesa.



    macerai/out/8/2005
    =======
    Era um dos piores verões que o povo Brasileiro passara, A música seria “Rio 50 graus”, o Méier é um bairro tipicamente mais quente, um subúrbio do Rio.

    O primeiro profeta angariava fundos para crianças que o rodeavam. Largaram a cola de sapateiro e fumaram a sua “erva santa”, fumavam uma única vez e paravam, diziam que a “erva santa” libertava a mente infantil, e a mente infantil é muito rica em fantasias e alegrias típicas, o entorpecimento pela realidade só vem com a idade. Um centro educacional espontâneo formou-se ali, ao seu redor, uns professores e pessoas que queriam ajudar, passaram a educar e alimentar as crianças de rua, muitos tentavam fumar a “erva santa” e não sentiam nada, parece que só afetava as crianças, oi a imaginação infantil, mas os que já fumaram maconha, mar/iguana, antes de provar a erva santa, sentiam os mesmos efeitos, as análises químicas nunca detectaram THC em nenhum baseado, nem no sangue de nenhum dos detetives que fumaram a erva santa. Muitos devotos do Daime, o Santo Daime, vieram para ajudar as crianças de rua, alguns fumaram a erva santa, mas na hora não sentiram nada, mesmo os que usavam a Santa Maria, mas quando se uniram novamente com o vegetal, sentiram a plenitude daquela Miração, fundamentalmente nada demais, apenas a consciência que tudo está ligado e merece respeito, que o amor é a liga do universo, o que nos une, o que nos cria, que a saúde é plena se a mente é plena, que sou um, somos animais, somos vários, sou vários, temos feras belíssimas em nossos arquétipos interiores e universais (solte o seu vaga-lume, pirilampo!), enfim, nada demais.

    O segundo profeta era um ex-bancário, ultimamente uma “profissão” típica, apesar de bancos gerarem lucros altíssimos, alguns bancos, inclusive estatais, tiveram prejuízo e faliram, e no país dos escândalos a memória é curta, mas deixa marcas na pele, “é só não olhar de perto para si mesmo”, nem precisa, o exame de DNA prova que você é você mesmo. Deixemos a economia redundante para os ecos e mios.

    Javé abraçou a filosofia rastafariana, “Javeh , este nome indica meu destino”, depois de ser demitido por acordo, pegou a grana do FGTS e a indenização do ACORDO e f oi montar uma fazenda, um empreendimento rural, que acabou sendo uma “Comunidade Reggae”, vários casais morando numa chácara modesta, plantando e colhendo, inclusive Ela, com uma reserva florestal imensa como extensão da chácara, a Mata Atlântica. Ali desenvolveram instrumentos naturais, o Bongofon é ima mistura de bonge com saxofone, a mistura líquida dá um timbre especial ao instrumento, um canto de passarinho é ouvido junto com mantra central emitido pelo tubo, é claro que pode-se fumar ganja enquanto toca-se o instrumento, “ como é bom poder tocar um instrumento”. Outros instrumentos foram criados, plantaram cânhamo para fazer cordas para as “violetas”, instrumentos que misturam foles e cordas, é claro que pode-se fumar enquanto “foleja-se”; a harmônica canábica, a Gaitaconha, tinha vários cigarrinhos encaixados, de várias variedades, é claro, isto dava aroma ao som, era divino poder tocar o instrumento. No início plantavam a erva no topo de árvores, em vasos projetados para isto, o solo retinha água suficiente para as lowryders, mas com a necessidade de comer sementes e fazer cordames, partiram para a plantação em clareiras naturais, infelizmente um avião avistou uma plantação e deu uns rasantes parta fazer umas fotos, era para uma reportagem policial, a Comunidade Reggae foi desfeita, todos voltaram para a cidade grande, a “babilônia”.
    Javé sentia-se triste e paranóico, sem dinheiro e sem erva, seus dreads feitos com cera de abelha, própolis e óleos finos minerais, serviam de proteção contra o Sol escaldante, exalavam uma flagrância estranhamente apetitosa, “flagrância e flagrante, vou fumar este maçarão”, apertou um baseado com uma seda de cigarro que estava na rua, simplesmente enrolou seus cabelos com o papel pensando no que fazer e o quanto aquilo tudo era ridículo, viu um velhinho fumando uma “guimba”, a “ponta”, de um cigarro, pediu “as vinte”, e pegou o arremesso com os lábios, parecia mágica, este fenômeno improvável o convenceu que a loucura fazia sentido, fumou seus dreads, deu um catranco forte e entendeu tudo! Luz! Ele viu o indescritível portal interdimensional. Foram várias viagens, mestres e santuários foram visitados, o último era uma porta sinistra, tenta abrir a porta e volta da trip em frente a uma viatura da polícia, tentando abrir a porta do camburão.

    “Ei, cabelo, rastafari. Oh, Bob Marley, em que está mexendo aí?”

    Aquela figura com um papel queimado amarrado aos cabelos, dizendo que viu Jah, e que tinha uma mensagem importante para a humanidade, “Os anjos do céu dizem, Amem.”

    Isto parecia caso para um médico, mas como a lei da época da Ditadura ainda tratava o usuário como criminoso, em nome da “segurança nacional”, temendo uma improvável, impossível, epidemia de maconheiros, e com argumentos baseados em mentiras que demonizam a erva canabica, sendo assim, Javé vai para a delegacia, o Delegado mandou chamar o outro “Profeta Canábico” para saber o que está acontecendo.


    macerai o hemp
    2denovembro2005



    =================--------------------
    Os Sete Profetas Canábicos

    (Terceira Parte)

    Jeová

    Jeová falava funkês, falava no ritmo, gestos e gírias funkeadas, parecia música, sua fala.

    “Alô cumpadi, num tem caô neste mistério, vem de baixo das unhas, fuma que é papo sério...” Dizia contorcendo-se e balançando freneticamente seus dreads, era um mecânico biscateiro, a graxa fazia parte de seus cabelos tofudos, não tinha oficina, fazia os consertos na rua. Suas unhas sempre sujas, de desbelotar a ganja e da graxa dos carros; talvez isto explique alguma coisa.

    Jeová, como quase todos os brasileiros, vivia de subemprego, biscates, bicos, e sempre dando um “jeitinho brasileiro” nos carros velhos que apareciam para ele consertar, engatilhar, armengar, remendar, adaptar, acochambrar. Gostava de dançar nos bailes funks; no início bebia álcool e tinha ressaca, não trabalhava bem no outro dia, depois passou a ficar só na maconha, a erva santa, no outro dia estava em forma, e rendia melhor na noite que rolava um “broto no amasso”, o matadouro era a Brasíllia Amarela, estranho, um carro praticamente com o nome da capital do país (um presidente, garotão da terceira idade, O Fusca, relança, realce!). Sua vida girava em torno de brasas, um verdadeiro “brasil”, A BrasA (Brasíllia Amarela) virava sauna, principalmente agora, que colhera sua primeira guerrilla, umas sementes de um “prensadinho de responsa” foram colhidas nesta primavera, e ele iria “até a última ponta da primeira colheita”, ascenderam?

    “Jeová, meu nobre, que parada é esta que ocê fumou sujeira de unha e ficou doidão, tá pagando mico?”

    “Aí, se liga, na parada, é de baixo pra cima, e de cima pro lado, se poesia não rima, parece esculacho. Agora não contradiz, fuma aí, e depois me diz...”


    Jesus e Javé, ironicamente, foram aproximados pela polícia, e agora estavam realizando um movimento social muito interessante, de resgate da infância de rua, das crianças de rua, o apoio social era intenso, o nome “Chacrinha Na Candelária” não resistiu a lembrança da “Chacina da Candelária”, que sobrepunha-se a saudosa lembrança do Chacrinha, então tentou mudar para Candelabradores Mirins, e como algumas leis brasileiras, o nome não pegou, no final o nome eleito pela mídia, Roda Viva, foi o que ficou, e espalhou-se pelo Rio.

    Jeová sabia de Jesus e Javé, sabia que fazia parte daquilo, mas ficava no “sapatinho”, só “os chegados”, tudo “sujeito homem”, “sangue bom”, de confiança, sabiam e fumaram a “sujeira da unha”, ou a unha “sujeira”, e todos sonharam, na noite em que experimentaram, com o portal interdimensional, mas na hora não sentiam nada, porém Jeová sentia, ficava transcendente ao fumar a “cerinha”, as vezes coçava a cabeça para “fortalecer” o cerume, pois sempre faltava “cerinha” pra ele, tudo mundo queria ter o tal sonho, e mesmo sendo somente pros chegados, “rolou uma explanação”, estava usando unhas mais compridas para um maior rendimento. Ao invés de ser chamado à delegacia, o delegado foi visitá-lo, queria saber e experimentar o “milagre do sonho”. Jeová pega um clipe, abre-o, raspa embaixo das unhas até que se forme uma bolinha, amassa um pouco esta bolinha e passa uma “goma” para dar melhor consistência e queimar mais lentamente, aproxima o isqueiro da bolinha equilibrada na ponta do arame, acende e em seguida apaga o fogo, deixando apenas uma brasa acesa, e uma fumaça saindo do braseiro, “Brasil da Paz”.

    “Alô, alô, vai dar uma cafungada, aí, no Brasil da Paz, doutor? Alô!?”

    macerai o hemp 4nov2005
    ==---------
    Pequeno comentário sobre A Tríade Rasta

    Jesus, Javé e Jeová, todos são nomes do Messias, todos com os cabelos compridos, roupas populares, gastas; realizando pretensos milagres desacreditados pela mídia. Todos admiram-se da coincidência, muitos acham que isto é um sinal de Deus, outros acham que é normal: “um caso induziu ao outro por empatia dos semelhantes”, mas ninguém deixa de notar, salta aos olhos como em uma moldura néon, o recorte luminoso das Três Figuras, segurando seus Cajados, e desejando “Bom Natal para o Povo da Paz”, este é o Cartão de Natal vendido pela Tríade para arrecadar fundos alimentícios e culturais para as “Crianças De Ruas do Centro do Rio de Janeiro”. Apesar de não existirem fotos públicas da tríade fumando maconha, este é o cartão de natal que passou em minha cabeça: A Tríade Rasta junto com o Papai Noel, e um narguilê no centro, uma vez que a origem do Natal sempre esteve associada com o cogumelo psicodélico, não seria nada demais associá-lo a cannabis, “amanita matutina e de transparente cortina ao meu redor”. Os dizeres poderiam ser os mesmos:

    “Bom Natal para o Povo da Paz!”


    Maceraiohemp9nov05

  2. El siguiente Usuario da las gracias a macerazione por este Post:

    Jim*Morrison (05/06/2011)

  3. #17
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Obrigado Macerai...
    ...seus contos são sempre uma agradável viagem!


  4. #18
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Cita Iniciado por Pescador Ver Mensaje
    Obrigado Macerai...
    ...seus contos são sempre uma agradável viagem!


    O único problema é que eu não consigo ler chapado, infelizmente. Por mais que eu queira e tente não há meios.
    OBSERVATÓRIO DA CANNABIS

    Seja um carcinicultor você também.

    "The blue bus is callin' us
    The blue bus is callin' us
    Driver, where you taken' us?"
    Jim Morrison

  5. #19
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Usar o sacramento e elevar o pensamento, os contos são inspirações divinas com o uso do sacramento, tradicionalmente ficou assim, resolvi não mexer, nada impede que Jah me inspire e escreva sóbrio, apenas aconteceu assim, quando sento pra escrever ascendo um e rezo pra Jah, de repente, pá! Às vezes me pega de surpresa... Os contos são concebidos de forma a proporcionar uma profunda alteração no estado de consciência, de forma que presumo haja uma indução cannábica, e que ler os contos dê onda, ou seja, estimule a produção de neuro-hormônios ( no caso estou visando mais a anandamida, pra ficar tudo em casa e aumentar o realismo canábico, mas dopamina e serotonina também acabam sendo produzidas, um pouco de endorfinas e grossas). Eaê, Pescador, é uma viagem mesmo, veja quanta gente comparecendo no tema, me sinto honrado.

    Se vc começa a ler sóbrio e fica elevado no meio da história gera um híbrido mental adaptativo, um exercício usado pelos mentats (computadores humanos) é fumar já tendo começado a ler, direcionam o Chi para a mental superior, nosso karma e nosso dharma.

    Bonner, de repente estes textos estão muito caretas, tenta estes aqui quando tiver tempo:

    Apressando a floração (e ajudando a camada de ozônio, é esta mesmo!)

    Técnicas Avassalas

    Um ensaio quase surreal
    Conjecturas, subestruturas, salve a criatura!

    “Todos sabemos que o que mais do mais além do mais é mais, tudo pelo máximo!”
    Macerayorrendo XXII

    Floração de quatrilhos
    Todos sabemos que para apressar a floração reduz-se as horas de luz, de 12 para 11 ou 10 horas, reduzindo em até 50% do THC, e uns poucos loucos, coelhos da Alice, de tão apressados, travam até 8 horas de trevas, mas neste caso com perdas em demasia, e abaixo disto com risco de vida para a planta, planticídio doloso, e culposo: “o réu está condenado a fumar paia de vaca por três meses”.. Mesmo assim o doce sonho resinado em pouco tempo não se esvai, e a natureza também tem suas formas de alterar ou induzir a floração, uma das maneiras é florir quando ELE chegar (Evento que Leva à Extinção, ELE), um estresse terrível, um risco de vida, uns dos mais corriqueiros é a quebra do caule, um meteoro enorme de gelo vem e quebra os caules das plantas, inclusive muitos botânicos imitam a natureza e quando querem verificar qual espécie é aquela no meio do mato, quebram um galhão e deixam-no pendurado (não quebra de todo o pau, meia-bomba), uma ou duas semanas depois já sabem que planta é esta, a flor não mente jamais; imaginem na Austrália encontrando algo mais exótico do que a Dizzy, Dízzymo/nster/stein, seria uma alternativa, além do que isto independe da planta ser de dias longos, curtos, por invernação, por seca, por alagamento, por incêndio, por tempo de vida, por muito tempo em frente da TV, ou por outra arte&manhã que a natureza tenha nos aprontado... Isto não quer dizer que vamos sair por aí quebrando galhos de alhos e bugalhos... D+ A+ as flores tenderão a serem machos (machas?), pois a natureza prefere os machos para dá-los à morte (ái, esta chegou a doer na flor estaminada esquerda, entre as pernas e penas).


    Cito: quininas.
    Hormônios é tipicamente o pensamento mais supermoderno e antigo, mas a via sintética (pior do que a Via Ápia) é cheia de revertérios e impropérios, vejamos os nenês bombados de danininho e maquedanos que viram geléias quando caem de seus berços; não dá pra ficar injetando bomba e esperar colher alguma coisa boa quando entrar setembro... (?666 – GWb? – não criem monstros, parem de dar hormônios para seus presidentes, imediatamente!). Está bem, então podemos colocar um pouco, um pouco, de giberelinas para apressar a germinação, um pouco² de AIA e transformar as monóicas em fêmeas, imitando alguns que querem mudar o sexo dos travecas, incluindo as próprias travecas, depois e conjuntamente (eis o mistério da fé) a aplicação de umas citocininas, no final teremos um clone do bebe jonson, ou seria my cool jackson? Uma linha mais natureba prefere fazer tudo isto pela via natural (é boa, mas o cheio também é ao natural), encher de frutas o growbox para aumentar a taxa de etileno, regar com água de coco, suco de tiririca da serra, até urina e mel são utilizados, todos têm suas desculpas para não usar desodorante nem raspar embaixo das auxinas... Depois continuamos como o Frankstein.


    Quem tem medo do lobo mal, no escuro? Sustagem
    Alguns coelhitos colocamLogo no início suas plantas 36 horas na escuridão total por exatamente 36 horas (opâ!) e outros por dois dias, mas deixando apenas 36 horas (opà!), isto faz com que os Pré-Camarões nenês apareçam logo, é a Técnica Do Pânico, é a mesma coisa que todo dia você saia com um bebê para tomar sol, aí um belo dia (belo?) você pega o nanonenê e põe ele dois dias no escuro, PÂNICO! Isto mesmo, a criança começa a Monstrar pré-flores, na próxima mamadeira você vai sentir que a vitamina de abacate amanheceu tomate, e a noite será mamão. Nesta mesma trilha, que nos leva ao chá da Alice com a ceifadora para comemorar seu desaniversário, mais duas vezes veremos a nenê no quarto escuro (pois a humanidade é DeusuMAMA), uma vez, a segunda, entre três ou duas semanas antes do fim da flora ação, é a técnica de inchar a paciência cannabaceae, e depois, a terceira vez, uns outros tantos que nem contam, colocam mais dois dias no darkroom quando a planta acha que por estarem ficando âmbar além da conta seus tricomas (Tricomam-me ou Tribebam-me, Tribetham-me) o cabeçudo (é assim que a cannabis chama o Homem, já ouviu? “Cabeçudo, perta otro!”) passaria a faca, numa versão psicotrópica de “Jack o desfibrador”, mas o sadogrower dá mais um sustinho, 24 horas na escuridão antes que a guilhotina desatina.


    “Se nos passa dêsapercebido é porque está na cara”
    Mr. Magôo (apercebendo-se ao deparar-se com os seus óculos, finalmente!).

    Mas a técnica infalível para colher antes é milenar, a mais difundida e com mais alto grau de satisfação... A técnica que se mostrou mais eficaz, sem efeitos nem defeitos colaterais, sem aumento nos custos e sem aumento na trabalheira doca sete que é tratar da manhoca (manhosa vem de maconha, mais um anagrama, aliás, anagrama é um anagrama de anagrama), enfim, a técnica perfeita pra colher antes, a única imbatível, é plantar antes!

    É esta mesmo!


    Abraços!

    macerai o hemp poeta Via Gen
    Aug 4 2005

    --
    Bonner, ou então mais irreverente:

    Problemas cascudos

    Querido macera, fiz parceria com um camarada que disse que só as fêmeas são importantes, isto eu já sabia, aí logo que umas plantas puseram umas bolinhas pra fora, ele disse que eram sementes, e estas eram as fêmeas, e levou as outras plantas, umas tinham uns pelinhos grandes, o que confirmou serem machos, segundo ele, na natureza, os machos é que são peludos, isto eu já sabia, “não dá pra contrariar a natureza”, isto eu já sabia e é o que ele dizia, mas sumiu com os machos, tomara que não tenha dançado... Estou preocupado, as sementes começaram a abrir e soltar um pó amarelo, parece fungo atacando as sementes, enterrei algumas assim mesmo, será que tem jeito? Estou regando todos os dias, mas até agora não nasceu nada... Isto é sério?

    R: Seriíssimo...
    --

    Querido macerai, plantei em uma caixa com fluorescentes, papel laminado, e umas seeds importadas, de um camarada, 120W em três meses, mas um mês de cura, 35 gramas secos, mas meus pais descobriram o e fumaram tudo antes de acabar a cura completa, e eu aqui no quarto fumando prensado fedido com incenso aceso só pra não macular a erva querida, a pergunta é de Técnicas Avançadas, tem como extrair o THC dos meus pais?

    R: Pra fazer uma gemada temos que quebrar os ovos...

    --
    Porra macerai, fiz aquela experiência com a placa metálica no telhado levando só energia pro quarto escuro, 20 sementes de destroyer, sacanagem, MORREU TUDO! Sementes feminilizadas, gastei uns 160 euros, mais uns 800 reais de placas metálicas, não me leve a mal, mas tem como você me ressarcir esta grana?

    Sinceramente, NÃO, e este tema nem é meu, Eletrocultura é do Striped Skunk, espero que ele também não leve a mal.

    --
    Grande Macerai, seguinte, com um mês de floração a minha sogra cismou e tacou água sanitária nas plantinhas, agora estão esbranquiçadas, caídas, murchas, será que um flush resolve?

    R: Flush semianal na velhinha...

    --
    Teórico macerai o hemp, também sou plantador teórico, mas resolvi arriscar uma prática, mesmo que virtual, instalei o High Grow, depois de matar várias plantas testando novas teorias canábicas, consegui finalmente criar uma Skunk #1 até o final da floração, as outras duas morreram. Mas aí eu sonhei que estava fumando aquela Skunk, fiquei chapado no sonho, quando acordei compreendi o que é o plantio teórico, é um sonho lindo, de acordo?

    R: Acorda...

    --

    Irmão teórico, também sou inventor canábico, estou aqui apenas para comunicar-lhe que sou o inventor do plantio aéreo em balões atmosféricos, se pensarmos bem no céu tem tudo, água, vento, Sol, só adiciono os fertilizantes químicos, o resto é tudo automatizado, quando acaba a floração o balão desce e um sinalizador GPS indica onde está, tudo muito simples e garantido, se quiser o esquema, private-me!

    R: Bom saber que tem mais gente nas nuvens... Não vou pegar este esquema agora, pois estou trabalhando em um plantio na ionosfera, pra não ser detectado pelos satélites, depois a gente se fala, cuidado com o Tio Sam Guinário...
    macera Aug 18 2005


    =
    Estas duas são de matar, é humor, fazer o que? Valeu galera verde!

    É isto aí, cultura canábica fazendo a sua cabeça, fazendo a sua cabeça!
    Hempow!

  6. El siguiente Usuario da las gracias a macerazione por este Post:

    Jim*Morrison (05/06/2011)

  7. #20
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Ninguém merece...

    Jurava já ter visto um pouco de tudo neste mundo, quase que cruel se não fosse a minha astúcia!

    Macerai o Hemp não muda nada, ainda mais agora com esse programa de auto-entrevista.

    Vai vendo Dotô!

    Noix

  8. #21
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Grande Luchiano, ainda bem que este programa de autrenvista não deve ir pra frente, rsrs

    São muitos temas peculiares, e sempre a resistência canábica se faz presente, mais uma pra alegrar.

    THX666 - O gamer canna-crack

    ?Não fume, coma. Espero que isto não soe como um desafio despretensioso, adicione aos seus favorites, THX666.?

    Enquanto todas as drogas psicotrópicas foram proibidas, inclusive o álcool, e até a maconha, foi proibida de novo, mesmo depois que o plantio canábico espalhou-se pelo mundo aniquilando o narcotráfico, foi este recrudescimento apoiado na falta de doenças, pois a tecnologia medicinal estava tratando tudo com terapias genéticas, nano-tecnologia e outras tecnologias como o rearranjo sináptico anti-síndrome-pós-traumática, indução positiva, apoio com inserção viral e tantas mais.

    Não havia realmente uma penalização pelo plantio cannábico caseiro, mas era proibido, qualquer psicotrópico era proibido, a indústria psicotrônica mostrou-se mais eficiente do que a indústria farmacêutica, tínhamos emuladores para qualquer tipo de drogas que já tenha existido, nos programas sempre é possível criar novas drogas sobre medida, mas sem ultrapassar certos limites para não colocar em risco o aparelho humano, com a variação perigosa dos parâmetros fisiológicos. As copas cannábicas, de games, é claro, podem ser feitas online, outras drogas emuladas, mas pesadas, têm que ser em local com assistência, supervisão e apoio médico, pois podem causar óbito por overdose; e ressuscitar, apesar de banal, nunca foi bem visto se feito com freqüência, é como a neurocirurgia, aquela que faz o lobo miar, a lobotomia, apesar de corriqueira na fase do Proibicionismo Medicinal. A neurocirurgia também é banal, meu chefe recusou uma que ia fazer de graça para ele parar de sofrer com meus atrasos em conectar-me com a empresa, que usa meu cérebro para processamento de dados, ele sofre por não poder me mandar embora, meu cérebro é valioso, e se me despedirem continuam me pagando para sobreviver, eu ganho tantos créditos nas copas que nem preciso deste serviço, acho que vão ter que me engolir. Eu não posso sair daqui, sigo a canção: ?todo hacker tem que ir aonde o kernel está, assim será...?.

    No jogo oficial havia controle da emulação neurônica do algoritmo flexível THC-CBD-CBN, a descarga de anandamida, serotonina, de dopamina, etc., eram controladas pelo bio-feedback, o que nos permitia fumar oficialmente algo como 30 gramas de Solidária em um minuto, muitos poucos atletas cannábicos agüentavam isto, e depois ainda passar pelos testes, eu já estava hexa-campeão mas para treinar eu implementava um ?trainer? que permitia-me uma ingestão 100 vezes maior, na hora da competição a tolerância cuidava do resto. Resultado, campeão nos cem metros rasos cannábicos pela sétima vez; , campeão no salto com vara cannábico pela sétima vez, campeão em GO cannábico, xadrez cannábico, a lista é imensa, desde começaram as canna-olimpíadas eu inventei o trainer, como qualquer raro e bom craque, do clube dos cream-crackers, está disponível na rede interneural, download-se e tente bater o Top Gamer, THX666.

    Atenção para a advertência que acompanha o trainer, certificados com impregnação psíquica:
    ?Um conselho, se seu corpo começar a tremer ao ponto de não conseguir manter-se nas ruas, apertando uma tora, e sem atropelar os pés de canna, do Need For Speed Must Stoners: Pare, desconecte-se?, dê um tempo para os seus neurônios, espere os neurotransmissores equilibrarem-se de novo, não tenha pressa, possivelmente você nunca vai me alcançar mesmo... Vou deixar você: comendo fumaça.



    Macera hemp 20 d?agosto em 2006

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    Jim*Morrison (05/06/2011)

  10. #22
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Aproveito este espaço iniciado pelo nosso amigo macerai para dividir com todos um relato referente a experiência com chá de Datura Brugmansia (Cha de Lírio, Trombeta, Saia Branca, e outros nomes vulgares). Sei que não tem nada a ver com o propósito do tópico, tampouco do fórum, mas pra quem deseja se aventurar por outros mundos relacionados a plantas enteógenas, recomendo muito que se leia este texto na íntegra:

    Considerações

    14-07-2003

    Não tenho interesse em delirantes, mas resolvi experimentar um pouco da Datura. Peguei cinco flores e algumas folhas e fiz o chá. Tomei apenas um copo de 300ml.

    O anestesiamento do corpo tornou-se evidente rapidamente, a visão começou a ficar borrada e contornos dos objetos saiam junto com a mudança de foco. Pela focagem estar danificada, foi possível ter vários distúrbios visuais, como olhar para uma pessoa próxima (2 metros de distância) e não conseguir identificar ou ver outra imagem.

    Após meia-hora iniciou-se o estado de delírio: eu falava comigo mesmo e com outras pessoas: discussões bizarras e totalmente sem nexo; sensação de sempre que havia alguém ou muitas pessoas; vários pontos brilhantes piscavam na minha visão...entre outros pontos.

    Minha memória de curto prazo ?sumiu? era difícil lembrar o que estava fazendo nas últimas horas.

    De olhos fechados o efeito é muito desagradável, eu entrei numa espécie de sonho, todos com histórias bizarras, a primeira imagem que surgia era uma espécie de tela de metal com buracos, antes de começarem os ?sonhos? vi algumas projeções como a de uma televisão chacoalhando em contornos azuis e aquele ?arco íris? que tem numa televisão fora do ar.

    Basicamente eu ficava deitado e fechava os olhos para mudar a história ou procurando movimentar-me quando em algum delírio me obrigava a isto. Esse processo todo foi acompanhado por extrema agonia, mas eu não conseguia dormir, por que sempre se formava uma história delirantemente bizarra ao extremo. Tenho dificuldade para relatar como foram os delírios pois são realmente estranhos, me deixam sem palavras.

    Tomei banho para ver se mudava meu estado, melhorou um pouco, passei em frente a um espelho, não me reconheci, mas não me assustei com aquilo. Deitei novamente, desta vez eu perdi meu corpo, a sensação era de que eu estava às vezes acima às vezes ao meu lado.

    Para dormir eu tinha que deixar a TV ligada, pois se não eu me concentrava na agonia e nos delírios, o que já estava muito cansativo. Após muito forçar, consegui dormir, mas meus sonhos foram todos histórias fantásticas, onde minha interação com a ambiente foi gigantesca, alguns diriam que isto é ir para outra dimensão, sem exageros.

    No dia seguinte ainda acordei e permaneci o dia agoniado, com a visão levemente borrada e corpo anestesiado.

    Os efeitos da Datura são quase idênticos aos do Benflogin (cloridrato de benzidamina), como exceção é claro, dos delírios bizarros que se tem com a Datura e algumas outras peculiaridades.

    -- - - - - -
    Algum lugar no universo datura

    25-12-2003

    Numa das vezes que tomei Datura (quatro no total), tive vários delírios(?) intensos, procurarei ser o mais fiel ao que me lembro de um deles, que foram sempre longas histórias que se passavam em poucos minutos, talvez não tão poucos. Relevei o que mais me chamou a atenção.

    Nesta ocasião havia tomado chá de cinco flores (20 cm cada) e mais algumas folhas, dose alta, a tal irresponsabilidade pensada. Deitado em minha cama de olhos fechados, uma coloração escura como as trevas, tomava meu ?campo de visão?, algo vinha de longe, num movimento em curva, muito rápido, logo pude ver: uma tela de metal simétrica com buracos simétricos, enferrujada, talvez cobre, bateu então contra mim num movimento brusco ? parecia querer me ferir ? minha cabeça chacoalhou violentamente e lá estava eu.

    Caído, lentamente fui dando-me conta de onde estava, um rio em ?maré baixa?, pouquíssima água, muitas pedras, fundo. Eucaliptos seguiam as margens, ao levantar-me olhei no intuito de certificar-me que era eu mesmo, estava sem roupas.

    Procurando localizar-me no espaço onde estava, olhei ao redor procurando uma forma de sair do rio, então vi um indivíduo empurrando um carrinho-de-mão, cheio de pedras, ele, um sujeito com aparência de 14 ou 15 anos, usando chapéu, botas, uma mochila (tudo rústico, medieval talvez, coisa de RPG) me viu e gentilmente me indicou como sair do rio, me tratou como se já me esperasse, deu-me roupas e foi me apresentando o local. Bem humorado, ele me explicava contente, como funcionava o vilarejo para aonde me levava. Alertou-me sobre certas coisas, como um vendedor de ?pó-mágico?, disse para nunca aceitar algo dele. Avistamos o vilarejo, daí meu guia despediu-se e seguiu seu caminho, segui adiante sem saber o que me aguardava.

    Entrando no vilarejo pude observar movimentação intensa, muitos humanos, seres que desconheço..., um lugar boêmio, comercial e festivo. Envolvido pelo clima do lugar, fui até uma praça, aonde se concentrava a maioria do movimento. Fazer contato com as pessoas era fácil, bastava dirigir-me a elas que conseguia informações, conversa, proposta de negócios. Andando, observando entusiasmado aquela estranha arquitetura, quando um ser azul, maior do que eu, uns 2,5m, com um grande sorriso, orelhas enormes, pulou na minha frente, dizendo:

    - Olá amigo! O que o trás aqui? Negócios...mágica...veneno? ? falando espaçadamente, gesticulando bem seus curtos braços para tamanho corpo, olhando para o céu. Respondi, desajeitado, tentado procurar em minha memória:

    - Apenas de passagem.
    - Ó, mais um destes viajantes! Para onde vais?(disse ele)
    - De fato...hum...não sei...apenas sigo este caminho, talvez por acaso, não sei dizer...
    - Ora, então não percamos tempo! Venha usufruir dos prazeres de nossa cidade!(falava ele sempre entusiasmado, com uma energia invejável) Tem algum dinheiro? ? então chequei meus bolsos, um relógio de bolso, pesado e dourado, parecia ser caro; um papel amassado que dizia: ?Cuidado com ele!? e um molde de um macaco no barro.
    Respondi: - Não; mostrando o que havia em meus bolsos.
    Ele então tomou-me o relógio num movimento muito rápido:
    - Ó, que belo espécime! De onde é? Como conseguiu? Fico com ele!; disse ele sem esperar resposta, dando-me um saco de moedas rosa-neon, feitas de areia, que se desgastavam a cada toque, não dei importância.

    - Vamos nos divertir! ? disse o ser azul, andando a passos largos, me chamando para um bar. Fui sem relutar, eu não tinha o que fazer, sem destino e perdido.

    Algumas vezes, eu olhava para o horizonte e via as paredes do meu quarto, que era aonde estava, olhava para o cima e via o teto, então algo me chamava atenção no lugar aonde havia entrado, então perdia conexão visual total com o cotidiano novamente.

    Chegando no bar, dei atenção ao que me era mais estranho, uma mesa de sinuca vermelha aonde todas as bolas tinham o número 8, muitos bêbados, gente passando a todo momento, se esbarrando, o melhor era ficar parado, enquanto via o ser azul se movimentar por entre os demais com grande desenvoltura, em direção a um enorme barril transparente, contendo um líquido roxo, que chegava a uma altura que ultrapassava as turvas nuvens.

    Logo ele voltou e deu-me a bebida num copo um tanto estranho, quando eu tentava pegar a alça, ela fugia para o outro lado, tentei pegar com as duas mãos então o copo derreteu e entrou pela minha boca, tinha gosto de tinta, eu não conseguia limpar o roxo de meus dentes e língua. Instantaneamente girei involuntariamente, fazendo areia voar, então eu tinha uma determinação lá: divertir-me, estava num grau de êxtase tremendo, agora entendia a energia do ser azul que se divertia negociando, sem prestar atenção em mim.
    Estava eu independente, conversa com muitas pessoas, passava rapidamente de um lugar para outro, negociei o papel amassado em troca de bola de ar bem leve, com a qual eu ia batendo para cima, desviando dos outros seres, dançando sozinho por entre a multidão.

    Avistei um aglomerado de indivíduos em uma das poucas ruas do vilarejo, tinham forma de macaco, estavam fazendo mágica, falavam todo o tempo, transformavam a forma de outros indivíduos. Fui me aproximando mais, deles passando através da multidão, enquanto diziam ? ? Quem quer ser teletransportado? Quem quer? Quem quer? Ninguém se dispôs, muitos riram, eu disse: - Duvido de suas habilidades para tal! Ri, mais um pouco e então, ofereci-lhes o molde de macaco que eu tinha, prontamente eles aceitaram. Começaram a jogar pós coloridos, a maioria néon, em mim. Então sobriamente, um deles disse: - Ponha a mão sobre esta caixa.
    Com algum receio, coloquei lentamente, então meu cérebro começou a girar dentro da minha cabeça eu via tudo desaparecendo em meio ao giro, comecei a visualizar tudo tinha feito ali desde o início, passando muito rápido e gritando um grito longo(aaaaaaaaahhhhh) que ia se estendendo a cada cena que se passava então levantei da minha cama gritando e correndo direção ao outro lado do meu quarto, quase bati contra a parede, e então o ambiente cotidiano, mesmo que turvo, voltou ao que sempre foi. Respirando rapidamente, assustado, porém curioso e com receio, voltei lentamente a minha cama, ainda com dúvidas se estaria entrando em algum grau de insanidade.

    Deitei, veio a tela de metal, minha cabeça chacoalhou violentamente e lá estava eu numa rua onde muitos estavam assustados, entrando para suas casas e comércios enquanto passava um senhor risonho e sombrio, aparentava uns 50 anos, carregando abraçado junto a si uma caixa preta, seus passos eram pesados, então ele parou, abriu uma mesa retrátil pôs a caixa em cima, mas permanecendo protege-la como algo muito precioso. Alguns curiosos iam até ele, compravam alguns dos pós reluzentes que ele vendia. Perguntei a um indivíduo quem era aquele, me disse ser um alquimista louco e diabólico, enquanto outros discordavam e o chamavam de apenas de louco ou perigoso. A maioria que lá estava olhava e comentava, sobre o que causaria desta vez o alquimista. Os que compravam dele os pós, logo saiam de lá furtivamente, enquanto outros utilizavam ali mesmo, cada pó tinha uma cor. Um dos indivíduos que usou o pó logo após comprar, metamorfoseou-se, ganhou pernas de aranha e músculos humanos desenvolvidos no tronco e pernas de madeira, uma bizarrice sem igual. Toda vez que o velho alquimista abria a caixa todos ficavam fascinados, alguns hipnotizados, a atração pelo que reluzia era tremenda.

    Resolvi então me arriscar, a atração àquilo era quase impossível de conter, fui caminhando em direção ao velho:

    - Sim? (disse ele com o peculiar sorriso sombrio)
    - O que tem aí?(respondi)
    - Não sei, minha alquimia é incontrolável, passo meses acordado produzindo algo que não sei o que será.
    - Posso ver o que tem na caixa?
    - Hum...um corajoso, são poucos os que tem tamanha audácia.
    - Nada tenho a perder, nem sei onde estou.
    - Pois bem, um viajante (disse ele rindo secamente). O que você tem aí?
    - Estas moedas.
    - Hum, você é estranho, poucas vezes as vi na vida, mas tem valor, aproxime-se para ver.

    Então aproximei-me lentamente, o velho abriu a caixa fui olhando aquela variedade infinita de tonalidades, sensações agradáveis demais, ia me aproximando cada vez mais, já com a cabeça dentro da caixa. Então houve uma explosão de luz branca, cegante, tudo ficou vazio, então o branco começou a derreter, tomando lugar um preto, eu estava morto.

    Voltei ao cotidiano então com a visão escurecida, balancei a cabeça algumas vezes, levantei olhei o Sol que nascia, tentando nutrir-me de alguma força, eu estava cansado demais. Vi que tinha batido a cabeça na parede algumas vezes, arranhado um pouco os braços e alguns pequenos hematomas nas pernas. Mesmo que cansado fui obrigado a participar de algumas outras estórias, todas com esta interação gigantesca, com controle para todo lugar que se vai, tudo que se faz, vendo meu corpo se quisesse, tomando atitudes que se quer.

    Como já disse antes, só consegui dormir quando liguei a TV, pois ela me fazia desconcentrar das estórias que estavam naquela altura, consumindo meu cérebro.

    L?Esprit Libre.

    Fonte: http://www.plantasenteogenas.org/for...read.php?t=111
    Paz!!


    Legalização? Ninguém viu, ninguém vê, eu só ouço falar!
    - Não preciso legalizar o que a natureza legalizou!

  11. El siguiente Usuario da las gracias a bicho_grilo por este Post:

    Jim*Morrison (05/06/2011)

  12. #23
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    O conto que segue foi um dos mais apreciados e lidos, ficou no portal samba um tempão, depois mais sobre a Solidária e Grower não é traficante. Fiquem com Deus; e Não se aventurem em jornadas com enteógenos sem orientação de um bom xamã, um mestre espiritual, o Santo Daime, e sua variações, não se arrisquem e preservem sua saúde, se você se mantiver saudável o mundo será mais saudável, Ubuntu!
    A citação inicial é sobre a polêmica lei italiana que endurece o combate aos maconheiros, e só agora está sendo pensado em passar para um grama o porte demaconha, num país em que quase 30 % dos deputados usam maconha segundo o teste feito in loco.

    --
    O fim dos usuários

    Citação:
    No mês passado, foi aprovada modificação na lei que torna o porte de uma única dose de uma droga um crime que pode ser punido com pena de 3 a 15 anos de prisão. (Abril de 2004)

    O debate pela descriminalização da maconha se arrastou por décadas e por fim os maconheiros foram tidos como os culpados pela violência causada pelo tráfico, e mais uma vez a indústria bélico-farmacêutica saiu ganhando, os kits para detecção de maconheiros eram os mais baratos, pois a demanda era maior, mas havia kits multi-detecção de drogas ilícitas, e lícitas também, que eram mais caros, mas a idéia era de que se prendêssemos todos os maconheiros o tráfico não se sustentaria só com a cocaína, afinal é uma droga das elites, e pegaria mal ficar prendendo os executivos, isto iria repercutir mal nas bolsas de valores; os deputados, juízes, policiais e militares que faziam uso de cocaína teriam que perder sua fonte de fornecimento, e não seus empregos, mas quanto aos artistas maconheiros, por exemplo, ninguém sentiria falta deles, no início até vendiam melhor a sua imagem, dando um lucro repentino e compensador às gravadoras, mesmo depois que saíam da prisão escreviam livros, tipo, Memórias do Cárcere, e isto fazia a engrenagem girar azeitada pelo proibicionismo, quanto as minorias étnicas que usam a erva proibida por séculos, ainda bem que teimavam em usá-la até hoje, isto controla bem o número de pobres soltos pelas ruas e incentiva o mercado de armas para caçar usuários, agora em alta. Com os testes anti-maconheiro (AM) sendo obrigatórios em lugares que excedessem um determinado número de pessoas por dia, era obrigatório que houvesse teste AM nos shoppings centers, principalmente era feito um controle muito rigoroso, ninguém queria um maconheiro solto pelo shopping, exagerando no consumo de doces e incomodando a todos com seus olhos avermelhados, ou pior ainda, de óculos escuros despropositados para aquela iluminação. Mas nas estações de trens e nas ruas das periferias alguns usuários saíam correndo, fugiam da polícia quando era detectada maconha em seu organismo, no início os policiais em perseguição ao criminoso, muitas vezes tinham que alvejar o delinqüente, mas os “direitos humanos pra bandidos” logo vinham a encher o saco dos policiais que acabavam matando o “mal pela raiz”. Mas a pressão era alta, muitos policiais também se arriscavam em perseguições aos maconheiros flagrados nos testes, e então novas armas foram criadas visando deter o usuário, armas de choque paralisante, gás paralisante, redes bio-contrativas, e muito mais estava sendo criado ainda, a intensificação da caça aos usuários saiu melhor do que se esperava, mas é claro que havia um setor de inteligência por trás disto tudo, e certos parâmetros tinham que ser mantidos, por exemplo, a maioria dos maconheiros é pobre, a maioria dos pobres, negros, a maioria mora na periferia, então os testes eram aplicados mais intensamente nestes setores de risco. Mas aquele monte de maconheiros preso dava uma despesa muito grande ao estado, isto abalou a economia, e é claro que mais uma vez era o usuário o culpado, o real criminoso, o parasita social, então trabalhos pra comunidade foram propostos, e a coisa se intensificou de tal forma que todos os usuários detidos já começavam a trabalhar deste seu primeiro dia de prisão, isto também aqueceu a economia, abaixando o preço dos eletrodomésticos e outros artefatos produzidos pelos criminosos trabalhadores, mais trabalhadores honestos podiam comprar mais, e a sociedade girava o capital; mais denúncias espontâneas de familiares contra os maconheiros foram feitas, e por fim acabaram-se com os maconheiros, diziam que ainda havia apenas alguns em growsfarádicos, invisíveis praticamente a toda varredura dos radares anti-maconha.

    Mesmo com os maconheiros presos a violência e o crime continuavam, os antigos traficantes que agora tinham seu mercado restrito, abandonaram o tráfico de cocaína, e com a Colômbia, Bolívia, Amazônia, e cercanias militarizadas pela Liga Defensora Dos Países Prósperos E Democráticos, o negócio ficou muito pouco rentável, e as drogas sintéticas estavam sendo feitas em grande quantidade, e a cocaína nunca pode competir com a anfetamina, ainda mais agora que ficar dando um teco de hora em hora podia ser a maior bandeira, então usar as diversas anfetaminas era mais inteligente, mas estas eram feitas em pequenos laboratórios espalhados pelas cidades, mas a anfetamina sempre foi legalizada, até nas guerras os pilotos de aviões usavam para ficarem acordados. Estes traficantes migraram para os crimes de seqüestro e assalto apoiados pela a invenção das novas armas caçadoras de usuários, e sua farta distribuição no mercado, afinal um pai poderia ter aplicado o teste semanal em casa e detectado um filho usuário, mas como pegar o criminoso infiltrado em casa? Choque paralizante! É simples e eficiente, uma das mais baratas armas anti-maconheiro que existem, a convulsão é rara para os consumidores da erva proibida, o mesmo não se aplica aos consumidores de anfetamina e cocaína, mais um motivo para se caçar apenas os maconheiros, é mais seguro e eles resistem melhor à aplicação dos armamentos. Mas estes ex-traficantes estavam incomodando muito, eram muito violentos e bem armados, o jeito era forçá-los a mudar de ramo, voltarem ao tráfico, mas teriam que proibir algo, e a bola da vez era o cigarro, a nicotina, este monstro que ceifa a vida de tantas pessoas, tantos jovens e velhos, este absurdo seria finalmente extirpado, mais uma guerra seria lançada, no início o cigarro foi proibido, mas seu uso no início não foi criminalizado, isto manteve as massas caladas, e os traficantes migraram para o mercado mais vantajoso de venda de cigarros, importados de fábricas e plantações ilegais de países do terceiro mundo. Então os armamentistas fizeram um tratado em que todos eram obrigados a criminalizar os tabagistas, o usuário voltava a ser perseguido pelos testes, e mesmo aqueles que optaram por plantarem em casa não poderiam escapar da cadeia. O ciclo da economia proibicionista recomeçou. Logo depois seria a vez dos alcoólicos.

    macerai o hemp poeta viagem
    --
    Hare Shiva - Very stealth



    {Vivia de projetar Abrigos de Sobrevivência Extrema, a última moda nos tempos inflamadamente bélicos; quando fala-se em guerra fria, o que imagina-se? O inverno nuclear! A fabricação dos Abrigos Para O Fim do Mundo” era artesanal, havia fábricas que os faziam em série, mecanicamente, mas dentro destes abrigos padronizados a sobrevivência era sem qualidade de vida, quem diria, chegarmos a este ponto de reivindicação de qualidade de vida, antes era ‘Salvar As Florestas”, mas a guerra biológica contra as ervas psicotrópicas nativas (maconha, coca, etc) arruinaram as plantações colocando fungos agressivos nos países do terceiro mundo, os verdadeiros alvos da “guerra contra as plantas psicotrópicas”, antes chamava-se de “guerra contra as drogas”, era um erro induzido, pois não havia guerra contra as drogas sintéticas, eram vendidas nas farmácias, inclusive a anfetamina, que estranhamente constava na lista da chamada “guerra às drogas”.
    Na eterna guerra dos países ricos contra os países pobres quem sai perdendo é a humanidade, os invasores/colonizadores sempre acham um motivo moralista para manter o domínio ideológico sobre os oprimidos.
    Atacar as folhas da coca era difícil, inclusive a indústria usava num “refrigerante” famoso que foi sucesso durante décadas, os refrigerantes eram uns tipos de bebidas adocicadas e gasosas (sacarose + CO2), mas cada um guardava uma pretensa fórmula secreta de seu sabor único, a maneira de não ser imitado era ter um ingrediente na fórmula que não pudesse ser usado por outros fabricantes, a folha da coca; além do que, havia um movimento social trabalhista campesino cunhado de “Cocalleros” que defendia o plantio, e a indústria farmacêutica usava vários subprodutos, novocaína, xilocaína, etc, então, com a maconha detendo mais de 90% dos usuários que mantinham o “mercado ilegal de drogas”, foi a planta escolhida para ser exterminada, mas só poderia ser a maconha psicotrópica, a maconha sem THC era usada indústria, o jeito foi alterar geneticamente o Fusarium para atacar somente as plantas com THC, depois o Fusarium fez as adaptações necessárias para consumir qualquer planta, “etcha, bicho forte!”.

    Este “mercado ilegal de drogas” em determinada fase da economia deteve quase dois trilhões de dólares no mercado financeiro internacional, respondendo por 25% deste mercado. Cada indústria lançando seu veneno mais potente, o Fusarium parecia a E. Colli na berlinda das transmutações, chegando à festa dos predadores do topo da cadeia alimentar num momento de crise da espécie alfa, guerras econômicas que visavam à manutenção da indústria bélica, travestidas de étnico-religiosas, éticas, ou contra as drogas, destruíam o formigueiro humano. O mais afetado é o sistema imunológico, é difícil ter que lidar com o Fusarium sistêmico, anthrax, a nova varíola e coisas do tipo... a melhor resposta ainda é a fabricação dos “Abrigos Para O Fim Do Mundo”, e eu sou o cara que pode fazer um sob medida para você, com qualidade de vida, pequenos exploradores podem buscar elementos extras que faltem ao sistema, a câmara de descontaminação UV e a lavagem com jatos de ar purificado asseguram que os sensores não detectarão nenhum contaminante externo. Dificilmente você precisará de algo externo, sua família terá tudo que precisa nos artigos dos Abrigos Para O Fim do Mundo, a câmara de crescimento vegetal é sempre projetada com uma margem de 30%, a Cannabis é a principal fonte primária de fibras, proteínas, vitaminas e qualquer “combustível fóssil” necessário em caso de prováveis problemas na captação da energia solar, a fabricação de vestimentas, a maior potência e espectro de ação contra as doenças, um medicamento que não pode faltar, e muitas doenças são evitadas com a alimentação vegetariana; dos 10 vegetais selecionados e 4 fungos, a Cannabis responde por 50% da produção, nada é desperdiçado, mas principalmente as sementes e a fibra são aproveitadas, para aqueles que não abrem mão da proteína animal podemos implementar cultivo de insetos, larvas ou até mesmo pequenos roedores em áreas maiores, a minha recomendação pessoal é o bicho-da-seda, o principal item da extensão “Racuna Matata” que trata da alimentação insetívora balanceada. O aquário é um item fundamental e pode prover toda a proteína animal necessária, além do que um sistema aquapônico é mais auto-sustentável do que um sistema hidropônico.

    Assim sendo, sendo a Maconha proibida, ou não, a sobrevivência nos Abrigos Para O Fim do Mundo depende de seu plantio com sucesso, leia Todos os detalhes no manual de cultivo (growroom.net), a planta é manhosa...

    Vai na fé, até o fim do mundo!}

    Impressionante como este anúncio é antigo, eu comprei um dos menores destes Abrigos Artesanais, somente para uma pessoa, pessoa extremamente canábica, hare om, shivaísta devoto fervoroso assistia o início da era shivaísta, e o fim trepado da era de Kali Yuga, Shiva soprava seu hálito canábico sobre o planeta, sua baba viscosa atrasava a engrenagem temporal, o tempo curva-se sobre si mesmo, repetia-se e se resignificava. Príons resignificantes, alteração mínima nas proteínas e replicações faziam uma humanidade paralela, foi o único jeito que achei de alterar significativamente a humanidade para suportar o pós-inverno nuclear, proteínas mais resistentes e novas capacidades orgânicas garantiam a sobrevivência da espécie humana, ou quase-humana. Somente os príons eram pequenos o suficiente para passar nos filtros biológicos da circulação de ar externa, que ocasionalmente era usada. Meu abrigo era pequeno, mas era stealth, totalmente invisível, instalado no subsolo de um laboratório genético desativado. Ganhei muito dinheiro desenvolvendo a cannabis transgênica resistente ao Fusarium multi-transgênico, vendi muita semente, mas o laboratório foi fechado, interditado, fechado ao público e a imprensa, “não cruzem o feixe que demarca a interdição.”.

    Um inverno nuclear não é uma brincadeira, que eu gostava, de acampamento de escoteiros, realmente é preciso estar sempre alerta, mas alerta máximo, resistir aos longos anos e total isolamento me levou a desenvolver técnicas de meditação, fazer tudo com o mínimo esforço possível, reduzir as batidas do coração, manter as ondas cerebrais bem baixas, deltas profundas, ou praticamente sem atividade. Para não ser detectado por armas ou equipes de busca e contaminação vivia no maior silêncio possível, a cannabis era minha fonte de alimentação, e existência, vivi, ou melhor, sobrevivi graças ao enxerto genético que fazia comigo e seu DNA, sem a fotossíntese para auxiliar na geração de energia para o metabolismo seria difícil manter-me com a escassez energética, poder sintetizar meu próprio alimento foi vital, passei a ser um ser hidropônico, aqua-hidropônico, afinal eu estava mais para peixe do que para gente. Enquanto praticava a Meditação Hempom, fumava canabis, soltava bolas de aerogel para cima e contemplava a descida suave da “fumaça condensada”, tive várias mirações, que aprendi com o povo do Santo Daime, em que via claramente uma vida subaquática, Zíon, uma comunidade sem preconceito para com os maconheiros, sem guerra às plantas de poder, uma comunidade muito invisível. Nesta comunidade eu acharia um grande amor, uma divindade, Panduranga, Hare!

    macerai o hemp 12fevereiro2006



    ===========-----------------------
    Dançando feliz, Hare Shiva!



    A festa terrível dos poetas cannábicos malditos (eu entro de penetra), não posso dizer que não é um bom evento (qual foi a “coelhinha” que ficou com meu suspensório?), tem um aroma leve de decência, e a maconha é honesta, a última vencedora da copa cannábica plantada por seu criador, o convidado de honra. Apareceu um novo alquimista, a fantasia mais próxima da realidade que já vi, que trouxe uma pedra filosofal, a extração por fluido supercrítico de um haxixe do cruzamento de Solidária com DkD-Low (duas sementes da nova era cannábica), eu fumei uma colher do óleo dourado, decolei!

    Acho que no bojo da festa perdi alguma coisa, uns detalhezinhos sobejos (o suspensório foi papai que me deu, é sério, “gatinha” ou “coelhinha”, lembra da indomável tromba verde de seu “elefantinho” e faz um sacrifício para devolver o objeto de domínio “roçadomahzô”), mas na recontagem dos votos a Fox me deu a vitória, ou alguma falcatrua do tipo, aquelas deputadalhaças, desde então fiquei girando em outro eixo-fora, depois passa, um dia eu volto e conto toda a história, o encontro com Shiva e o colapso temporal; resumidamente, Shiva olhou meu pesinho aeropônico de DkD-DH 600W/LEDs e BABOU! Sua baba cósmica altera o tempo, faz as eras colapsarem, o tempo torna-se infinito e infindável, arrasta-se sobre si mesmo, um grande buraco negro sem matéria, somente tempo condensado, eu vivi, vi , venci e vortei (voltei de um vórtex), voltei mais ou menos, estou meio capenga da psiquê, fumar um com Shiva afeta a gente para sempre.

    Meus olhos estão constantemente vermelhos e eu às vezes babo quando falo, e quase raramente quando não falo, babo; Shiva também baba e ninguém comenta nada, só louvores, sem querer me comparar, mas eu dei um dois com Shiva, e fiquei com este jeito chapado, quando levei uma dura sinistra por ter plantado um pé no terraço do prédio, Shiva me socorreu e mandou Ganjaman, só de olhar a figura, resinosa, já mata a gente de rir, a piadinha relaxante é sempre a pior impossível, quando se desfaz em algum sentido, um Koan esverdeado de cinco pontas, a palma da minha mão rindo de bater palma sozinha, o espelho que faz cosquinhas no reflexo, você pode tentar não rir, mas vai explodir (ou peidar) prendendo o riso, gargalhada é a única forma de combater o Ganjaman, fiquem na paz que o pessoal da delegacia está rindo a mais de 48 horas (os que começaram a peidar foram dispensados), já tem jornalista na porta estranhando a polícia, forçada através de mentiras à guerra contra os maconheiros, despreparada, e com salários baixos, estar de tão bom humor...
    Segura o Ganjaman... Panduranga, Hare! Shiva, Hare! Krisna, Krisna! Om, Shanti!

    macerai o hemp carnaval 2006


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    Jim*Morrison (05/06/2011)

  14. #24
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Tudo mundo fica lendo, “liberdade pra DkD”, mas DKD já está livre, os contos funcionam como referência histórica, até a datas históricas, como o lamentável ataque terrorista em Madri, que estarei publicando aqui. Primeiramente conto que marca a Liberdade de DkD.

    Um conto que vai com uma boa notícia: DkD in home! DkD is free!


    Como se mente (um conto Kafkiano).
    “Todo investimento tem três pilares, liquidez, segurança e rentabilidade, e a segurança pesava muito na economia canábica, todos migraram seus servidores para a Holanda ou para a Espanha, o OG foi o símbolo da mudança.” Crônicas canábicas do profeta hemp

    Cinco anos antes, O Processo, sem fim.

    Tudo começou em 1998 quando recebi três pacotes de sementes canabicas pelo correio, mas, ainda era proibido plantar maconha, mesmo que para consumo próprio, então, vendi o mix para um camarada responsa que estava muito interessado em plantar, ele desenvolveu a técnica e criou um seed bank, mas no Canadá somente o governo podia vender sementes de maconha psicoativa (e a lei não fazia distinção clara do que é exatamente a maconha psicoativa), e todos sabemos que o governo detesta concorrência, de forma que, o “Muca, foi autuado em flagrante como meliante pois vendia bem diante as sementes de Maria, e no meio da alegria noite virou dia, seu fumo da lata virou amônia, a sua serenata não acordou Maria...”.

    Foram mais de cinco anos em processo jurídico e mais cinco anteriores em investigação, a acusação é de “agente causador, semeador, propagador”, uma nova modalidade para saber quem veio antes, o ovo ou a galinha, como o usuário estava praticamente inocentado no mundo todo, soltaram a raposa no galinheiro, galíferos galantes soldados montados, no final estavam discutindo má-temática avançada, a empresa processava aproximadamente 300 ordens de envio de sementes por dia (cada pacote $30 c/10 sementes,), esta empresa se desmembrou em seis, 3000X6 = 18000 X 365 dias X 5 anos = 32.850.000, trinta dois milhões e oitocentos cinqüenta mil sementes, sabendo-se que cada planta pode produzir até meio quilo de flores secas, temos um total, no mercado futuro, de 16425000 quilos de maconha, cada baseado pesando um grama, 16.425.000.000 dezesseis mil milhões e quatrocentos e vinte e cinco milhões de baseados. A penalização pedida pela Promotoria Montada foi de “Prisão Perpétua, À Pão & Água”. O advogado de defesa, que vem mantendo o processo em andamento por cinco anos, sem muito mais ao que recorrer, redirecionou a culpa, “O verdadeiro Agente Causador foi quem vendeu as primeiras sementes para o CR”, no caso Eu, e como isto faz mais tempo, e o processo já se arrasta por cinco anos, duplica-se o total de “cigarros em potencial”, assim eu seria condenado por 32.850.000.000, trinta e dois mil milhões e oitocentos cinqüenta milhões de “cigarros fumados em potencial”, a promotoria, perante o agravo da situação, teve que aumentar o pedido de penalização, “Pena de Morte Sob Tortura Rápida”, disseram ser pouco, pois, se apenas uma cifra desprezível de 0,0001% das pessoas que fumaram (em potencial) morreram em decorrência que qualquer fato, mesmo que remotamente ligado ao consumo (gripe aviária, AIDS, anthrax, etc), eu teria matado 32850 pessoas, o que me coloca como um dos maiores assassinos em série da história (presumindo-se que os baseados foram fumados em série, mas se foram fumados em paralelo posso ser considerado um genocida, possivelmente o primeiro “serial killer genocida”), assassino no sentido de “agente causador, gerador”, e como eu não tenho o recibo de entrega das sementes (alguém aí tem?) , e o seed bank que me enviou durou pouco tempo... Agora preciso achar outro “agente causador, semeador”, estou a pensar no cara que criou as sementes de maconha, isto mesmo, o Todo Poderoso, Deus, mas, como isto faz mais tempo ainda, a pena deverá ser aumentada, a Promotoria Montada deve pedir “Pena De Morte Sob Tortura Lenta”, a única acima possível. A pena, em parte, já está sendo cumprida, estamos torturando Deus e matando-o lentamente com esta guerra mundial contra os maconheiros.

    15 anos depois, virando barata.

    O problema é que o Cannadá ficava sob os pés do Império, e o Império havia instituído a pena de morte mundial, a venda de sementes de maconha foi considerada “Crime Em Cascata Globalizado”, o pior tipo de crime possível, apenas uma semente poderia proporcionar “milhões de pés de drogas”, o usuário foi recriminalizado, a gripe aviária forçou a perseguição aos fumantes em geral, pois são vetores em potencial da epidemia, na fumaça do cigarro, que sai diretamente dos pulmões, encontram-se milhões de bactérias e vírus, houve até propostas, no Congresso Mundial, para que “espirrar em público” fosse considerado crime hediondo (espalhar uma epidemia), a noção de crime hediondo para condutas imorais foi globalizada, a lei foi globalizada, a guerra aos drogados (95% de maconheiros) foi o que possibilitou a jurisprudência internacionalizada, internacionalizada no dos outros, por falar no dos outros, os gays foram parcialmente recriminalizados, a sodomia, que deixou de ser crime em 2005 nos EUA, agora é considerada mundialmente, apenas, uma infração social, sujeito a multas, trabalhos comunitários e aulas de moral e civismo.

    Surgiu uma nova tipificação de crime, de crime hediondo, sujeito a prisão perpétura (perpétua com tortura), inafiançável, O Traficante de Sementes, da junção de dois crimes resultou um novo, o crime de tráfico (vender coisas proibidas, não necessariamente drogas) acrescido do crime de vender sementes funcionais de maconha psicoativa (uma lei que nunca foi muito clara) resulta num terceiro, Traficante de Sementes, assim, novamente a lei separa quem planta maconha para consumo, de quem vende semente, uma das formas de provar que não se é traficante de sementes, pasmem, é justamente ter maconha plantada, e “sen semilla”, assim sendo, quanto à maconha, estou a plantar em legítima defesa!

    Marx tinha razão, O Capital era tudo, aonde escoa o dinheiro os tiras seguem a trilha...

    Macerando Hemp da Lata nas cinzas do carnaval de 2006

    Com esta caça à bruxa canábica os bons tempos medievais estão de volta.

    Um olhar “difrente” sobre a realidade...



    --

    Este acima conto é uma paródia com o injusto pedido de extradição de Marc Emery e o conto Kafkiano mundialmente conhecido, O Processo.


    --
    O contra ataque chinês, assim ficou conhecida a variante temporal em que não acontecem as cinco guerras mundiais do período proibicionista da humanidade, lembrando que a terceira é a Guerra Contra Os Usuários De Drogas Étnicas, a quarta dos EUA (e alguns puxa-sacos) contra os Árabes, e a quinta “A Destruidora”.
    Como o Proibicionismo de Estado Multinacional começou com a guerra do ópio, nesta variante temporal a resposta da China é outra, a China contra-ataca, usa a mesma estratégia, e inunda o mercado inglês com whisky 1000 vezes mais barato, as duas populações estavam se acabando, uma pelo ópio e outra pelo álcool, duas drogas pesadas, duas armas de guerra, e de extermínio em massa, o único jeito foi negociar a paz, não sem antes a China tentar proibir o ópio e a Inglaterra (e os EUA) tentarem proibir o álcool, mas o narcotráfico intenso trazia a guerra para dentro de casa, depois de gastarem muito dinheiro, corromperem seus governos (numa época de guerra), e prenderem muita gente inocente (dos seus), desistiram e partiram para a diplomacia, e deu-se o Primeiro Encontro Para A Paz Mundial, que depois passou a ser anual, girando todo o globo, e se chamou Encontro dos Povos Para A Paz Mundial.
    Muitos povos acompanharam e participaram do acordo de paz, os índios norte-americanos levaram o cachimbo da paz, e todos os dirigentes mundiais fumaram o cachimbo da paz, com uma mistura de ervas (inclusive a nossa erva da paz), num gesto de respeito e admiração pelas tradições ancestrais do patrimônio humano, fumaram o cachimbo da paz para tratar do respeito mútuo, com respeito mútuo, a arma mais eficaz contra a guerra, e pela paz mundial. Respeito!

    Macerai o hemp, em respeito às vítimas do dia de hoje, 7/7/2005.

    --
    NT
    A Destruidora:
    O exercito de paz do G-10 capturou e reformatou o cérebro de várias populações, os rebeldes que ainda não haviam sido capturados contra-atacaram com vírus e bactérias... o resto vcs já sabem.

  15. El siguiente Usuario da las gracias a macerazione por este Post:

    Jim*Morrison (05/06/2011)

  16. #25
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Muitas vezes voltamos ao passado, a ficção científica antropológica, me gusta...

    Macera é tb personagem, ahah

    Papa Macera

    ...e o início de tudo, o mundo cresce de poucas dezenas para dezenas de milhares...

    “Embalei para viagem o cheiro doce da erva entre meus dedos e ofereci a flor, liamba, a erva canna de dois sexos, canna-bis, envolta, a fêmea nova, debutante, conhecia o ritual de iniciação da tribo, com duas folhas tapa os seus seios, voluptuosos, e com uma folha de liamba tapa sua vagina. A folha cannábica significa fertilidade, e a partir do casamento a fêmea passará a andar “vestida”, com “as partes” tampadas com tecidos feitos de barbante cannábico e impregnados com a resina santa”.

    Quando meu pai nasceu, meu povo usava mais a linguagem dos gestos, falava pouco com a voz; o homem santo, o shamã, usava bastante a voz para evocar as forças imateriais, foi aí, ainda em sua infância, que ele passou a desconfiar que fossem forças de outro mundo, e que este outro mundo deveria ser o mundo dos mortos, para onde vamos quando morremos. O pajé o adotou, seus pais morreram, todos os quatro, praticamente ao mesmo tempo, em duas semanas perdeu seus quatro pais, minha vovó sobreviveu a gripe, e sei que nesta época, na sua infância, ele dormia muito (bem) com a poção preparada pelo médico-feiticeiro, minha mãe também, todas as mulheres e crianças dormiam medicadas, mas os homens que saíam para caçar, muitos não conseguiam voltar, ou voltavam e não resistiam.

    “O Criador criou a erva da criatividade”

    Depois de adulto eu percebi que sempre que parava de ingerir a erva santa eu tinha uns sintomas de gripe, o porquê, acho que, com a erva cannábica minha temperatura corporal se elevava, isto concedia uma imunidade maior, e aplacava o desconforto que sentia sob intenso calor, se o corpo está mais quente sentimos menos calor, também envelhecemos mais rápido, o metabolismo fica mais acelerado, mas a substância que faz o Teor do Humor Cannábico, o THC, é anti-reação, protege as suas folhas, e protege nosso envelhecimento precoce causado pelo ligeiro excesso de temperatura corporal; mas isto são conjecturas, ninguém sabe ao certo porque é um santo remédio, nem sabemos se o homem merecia este presente, ou se perseguiram, implacavelmente, seus filhos por usarem o sacramento presenteado pelo Grande Criador, a erva da criatividade.

    Os homens que voltavam, doentes, ficavam em outra caverna, um pouco mais úmida, mas tinha fonte de água, somente o feiticeiro ia buscar água na outra caverna, o homem santo foi o primeiro a superar esta gripe, o asceta vivia retirado, uma caverna distante, sempre levamos comida para ele, e ele nos dava poções curativas e amuletos mágicos.

    Sempre que falava por gestos o asceta acompanhava com a voz o que dizia, um tratutor, um tutor, assim meu pai aprendeu a linguagem falada elaborada, uma linguagem de nível médio, mas com mais nuanças do que a linguagem dos gestos. Foi meu pai que desenvolveu a linguagem escrita, começou com a linguagem, ensinada pelo grande ancião, de amarrar nós de fibra santa, a escrita de liamba, ou escrita com liame. Muito depois da técnica ter sido abandonada, fiz, inspirado nela, numa tentativa de modernizá-la, um instrumento que chamei de móbile, e servia para tratar de quantidades numéricas, as cifras, depois se dividiu em dois tipos, o ábaco, que quantificava, e a lira que transformava os números em sons.

    Chillum e Pillum

    Macerai virou sobrenome da minha linhagem porque meu pai tinha o título de macerador, aquele especialista em preparar as poções, um trabalho dificílimo, por exemplo, usar o fungo errado, ou errar na potência, ou na dosagem, pode significar a morte ao invés da saúde. Vivia com seu cadinho e sua varinha, Pillum. Uma metade de um coco vitrificado com resina âmbar, e um punção de osso, fino, longo e resistente. Tinha uma coleção de punções, que ele chamava de “Stillus” ou estiletes, usava para cavoucar árvores, animais, solo ou qualquer coisa, foi assim que desenvolveu a escrita com perfuração, usando seu cone de fumar liamba, Chillum, começou a marcar as árvores, usava ideogramas, no início serviam como marcos de orientação, com o tempo registros de idéias e expressões visuais artísticas; por ser feita inicialmente com seu cone cannábico foi chamada de escrita cuneiforme, com o tempo, depois que aprimorei a escrita com riscos sobre tecido cannábico, esta escrita foi superada, e passamos a nos referir como escrita cuneiforme a todo tipo de escrito feito “sob alta influência dos cones”.


    Macera e Macerai

    Meu pai morreu extremamente velho, como o seu sósia, o pajé que o criou, assim como criou todas as crianças da pequena tribo, muitas eram parecidas com ele, coincidência, os guerreiros-caçadores saíam para caçar, e ele, como era praticamente vegetariano, e profundo conhecedor das ervas, ficava ajudando as mulheres, na escolha dos frutos e cogumelos, toda hora uma ia à sua caverna saber se aquela fruta podia ser comida, normalmente phodia.

    Chamávamos nossas vestimentas de “hemp”, que significa forte, coeso; e “ahemp” significando fraco, daí “ahempentar”, ou modernamente, arrebentar. Hoje usamos a palavra Hemp para nos referir aos espíritos fortes em nossos ancestrais, como aquele que vivia cavoucando as árvores, extraindo as resinas e transformando em macerações, ou madeirações, pois chamávamos de “madeira” ao resultado da transformação da árvore em tijolos resinosos, “à maneira do médico”.

    Quanto mais roupas usávamos, mais status tínhamos, por exemplo, uma mulher sem roupa tem menos status do que uma mulher bunda-de-fora, chamadas assim por taparem os peitos e a vagina, em sinal de casamento, e deixarem a bunda de fora. Quanto mais velha, ou mais maridos, ou mais filhos, uma mulher tinha, mais roupas usava. Este costume antigo, talvez, levou a crer que o sexo anal estava disponível aos não-maridos, e veio a dar na palavra “banal”, normalmente os mais jovens, solteiros, tinham sua primeira relação, anal, com uma mulher casada, assim impediam a procriação e mantinham os laços estreitos. Muitas vezes uma fêmea casada fazia sexo extra-matrimonial, anal, com um macho especialmente nervoso, para acalmá-lo, neste caso não era banal, mas não-banal, “abanal”, que veio a dar na palavra “abano”, significando alívio, ou “abono”, bônus. Pelo fato singular do orifício pomposo também soltar ventos (principalmente após a relação), produzindo alívio imediato, “abano” passou a significar algo como “fazer ventar”, ventilar.


    “O Tempo passa e aprimora a raça”

    Muitos dizem que meu pai se deitou para morrer, escolheu seu momento de morrer, mas acho que ele apenas sabia qual era o momento, talvez antecipadamente, talvez somente próximo, mas ele me chamou e passou seu chillum para mim, e passou seu chillum em mim, com a resina que fica na ponta escreveu em minha vestimenta sacramental, cada qual vê uma coisa, mas eu sinto que ele falava da confusão que passou a ser com a mudança, da mulher com três maridos, para o homem com três mulheres, sob o mesmo teto. Como ninguém conseguia reproduzir o ideograma ele passou a ser chamado de assinatura, ou quase natural, ou quase vivo, como se estivesse vivo e presente, indispensável e inigualável, até na morte.

    Spiritus

    Queimávamos nossos mortos ao ar livre, envoltos em uma piscina de galhos secos da cannábica, uma anciã acaba de perder seu último marido, mas com a chuva temos que queimar seu corpo dentro de uma caverna, a fumaça cannábica intensa eleva todos, a velha viúva chega junto de papa e diz: “os seres invisíveis estão deixando seu corpo, sobem junto com a fumaça, mas já estão mortos, pode respirar. Olhe suas mãos...” neste momento, papa, ao olhar para sua mão a vê distante, estranhamente distante, profunda, formas geométricas e gelatinosas pulsam sobre os poros enormes de sua pele, nota que onde passou a resina cannábica, para se proteger do sol e de insetos, quase não existem estas criaturas, como a fumaça lembra seu último espiro, passa a chamar os seres invisíveis de Spiritus .
    Posteriormente produziu um óleo de cannabis, chamado cannabisin (kineboisin), usado para curar toda série de ferimentos, inclusive espirituais.


    O cio e o ócio

    Formaram comissões e escreveram novas leis, bem além dos dez mandamentos da boa convivência. O Conselho de Fêmeas Casadas, a Comissão Pró-Hiberno, que tem muito poder, pois tem maridos e filhos para apoiar e protegerem-nas, está muito preocupado com a controversa “doença anal”, portanto, conchavou e assinou um acordo com o Conselho de Caçadores-Guerreiros para manter a castidade dos jovens, daí a palavra “castigar” vem de “manter casto a qualquer preço”, em se tratando de caçadores com lanças e machados, já sabemos qual o preço, a vida humana. Como eles visam controlar o cio de todos, homens e mulheres, isto é chamado de controle poli-cial, e os algozes são conhecidos simplesmente como “policiais”.

    Aos jovens solteiros a ingestão cannábica também está temporariamente proibida, pois é um afrodisíaco. “Isto é para defender nossos jovens”, com estes gestos e palavras vemos que a comunicação está realmente sofisticada, sempre apresentam-se em pares para um reforçar a idéia do outro, chamamos a estes faladores de par-lamentares, pois suas idéias são lamentáveis, normalmente lamentações de algo que possivelmente não os aflige mais, não depois que ganham o poder político.

    Estas novas regras sociais repressoras criadas pela Comissão Prohiberno (pró-casamento) são chamadas de Proibições, e Proibicionismo é a ideologia que defende a proibição dos antigos costumes do povo, para controlar seus anseios e aspirações.

    Tendo como arma o preconceito contra os que serão caçados/cassados, usando, e somente para estes casos, a desculpa que é para proteger a saúde do povo, usando intensivamente a divulgação de informações falsas, impondo a proibição/boicote às informações contrárias aos interesses políticos, e fazendo abundante uso da força letal/policial para aprisionar os perseguidos, e somando a exclusão dos direitos constitucionais dos “inimigos púbicos” preconizados pelo proibicionismo em sua guerra política, não resta alternativa, aos perseguidos da guerra, a não ser o anonimato para manter sua privacidade garantida.

    “Os jovens pagam o preço pelas proibições dos velhos”

    Agora as relações sexuais proibidas se davam fora da consciência social, às escondidas, e sem o controle, ainda que distante, através de comentários, do olhar social, muitos abusos foram cometidos. Além disto, alguns vendiam erva proibida e também se vendia sexo proibido, enfim, tudo que era proibido vendia bem, e crianças proibidas, portanto indesejáveis, criaram a venda do aborto. Era isto que meu pai imortal falava antes de morrer, “...na neblina das trevas profundas (do proibicionismo) o tráfico, a prostituição, o aborto, e a polícia...”. macerai, o hemp, poeta, viagem

    =============---------------
    Conta a história do povo Sativo que um dia um arqueiro, após comer muita flor de cannabis, chorou ao abater a presa, uma fêmea grávida, sua seta não foi muito certeira e feriu a ex-futura mãe na barriga, mirou no pescoço, mas as ordens eram pra mirar na barriga... “Homem não chora”, e como a fibra já estava incorporada na tribo, proibiu-se comer flor de maconha, não era bom para a pontaria e ninguém queria ouvir choros de caçadores, a proibição era apenas para os guerreiros, as mulheres, principalmente as mães, ou as irritadiças, ou as com cólicas podiam comer a Erva Mãe; aos machos somente as sementes eram toleradas, até porque em certas épocas de seca e frio só sobravam as sementes da erva para comer, a caça era escassa nas planícies, os Sativos estavam dependentes da economia canábica, da ajuda da cannabis, mas foram os primeiros a proibir o uso da Erva Mãe, usavam-na para construir suas cabanas, suas lanças, suas flechas e seus arcos, suas roupas; para desincentivar o uso psicotrópico as plantas fêmeas mais cheirosas e resinadas começaram a serem arrancadas, mas este inverno parecia que não ia passar, e qualquer planta tão resistente seria de extrema valia, um grupo de jovens dissidentes começou a plantar as resinosas e cheirosas em outros lugares, escondidas. Plantavam longe quando saiam em caçadas, voltavam na época da florada, lavavam a erva mãe dentro de suas roupas de Kan’apa (“apa” vem de levantar, “o poder da erva que levanta”), o que sobrava era um bolo de tricomas, levavam este material, o Hush, consigo e o usavam por longos períodos, compunham e tocavam músicas, com instrumentos feitos de Kan. Após usarem o Hush energético tinham mais disposição para irem mais longe, como o grupo de adolescentes era de batedores avançados, isto era incentivado, os jovens sempre iam mais longe e voltavam com informações sobre as possibilidades de novas terras e oportunidades de colheitas, e memorizavam onde estavam todas as árvores frutíferas da extensa região, e sabiam a época de sua frutificação.
    Alguns destes subiram a montanha e encontraram os Índikush.

    Os Índikush viviam na montanha, Kush, (indikush = indivíduos que moram no Kush) tomavam conta de rebanhos nas alturas, viviam em cavernas, o pasto era de Kan’bis, o leite tinha o espírito canábico, a fogueira que se acendia toda noite tinha Kan’bis, Kan significa o espírito da erva, o poder da erva mãe; e bis é porque tem dois sexos, rotineiramente, Kanabis, ou só Kan. Também Kan estava no emplasto que passavam na pele para protegerem-se do frio e dos raios ultravioletas, sempre presentes em grandes altitudes; tinha Kan na sua filosofia de vida, de comungar os bons momentos, assistir à fogueira dos sonhos juntos, terem paciência e calma, valorizar a afetividade e a criatividade, a espiritualidade. Os “Índicos”, como ficaram conhecidos pelo povo da planície, por usa vez passaram a chamar de “Shantivos” ao povo da planície, Shanti significa Paz, “Shantivos = o povo da paz”, com a chegada da juventude canábica sativa, com seus instrumentos musicais e novas tecnologias, víamos o arco e flecha encontrando-se com a zarabatana, os peçonhentos que habitavam as cavernas eram suas fontes de veneno para as setas das zarabatanas, a lança era usada pelos dois grupos, mas a lança dos Índikush era mais grossa, curta e pesada, quase um cajado, seria a melhor descrição, mas pontudo.

    As músicas que se encontraram nas alturas também diferiam muito, entre as Canções Sativas predominavam os instrumentos de percussão e cordas, na Música Índica predominavam os instrumentos de sopro, espalhavam os instrumentos pela montanha e apreciavam acompanhar o canto do vento ao soprar nas flautas expostas e espalhadas, serviam de referência ao rebanho, e tornavam a Música dos Índicos mais mântrica, experimental, etérea e espiritual, ao passo que a Música Sativa era de dançar em volta da fogueira, tocando tambores e berimbaus, exibindo suas habilidades numa dança que era um luta, as pernas eram mais exploradas com uma ginga constante, as pernadas saíam por todos os lados; mas nos rituais de iniciação das meninas, quando uma menina torna-se mulher perante a tribo, durante este inicial espalhafato masculino era servida a Kanjah, a bebida canábica, e logo que o efeito começava e as meninas entravam em fila e rodando, na “roda de luta das pernas”, a dança modificava e os homens passavam a dar umbigadas uns nos outros, as meninas, rindo, passavam a escolher em quem queriam dar umbigadas noite adentro... Casamento Shantivo, Casamento da Paz, diziam os Índicos, pois não tinha disputa entre os machos; no Casamento Índico, nem sempre era sem disputa; viver nas cavernas desenvolveu um outro estilo de luta, lutavam se agarrando, produzindo torções e imobilizações, tanto homens quanto mulheres eram treinados; na cerimônia de iniciação adolescente, e casamento em massa, depois de queimar muito mais Kan para aquecer mais a caverna e elevar a todos os espíritos, era passado de mão em mão um cachimbo em forma de pênis e com um furo, esculpido na pedra, simbolizava a fertilidade, pois tinha os dois elementos, o falo e a porta-mãe, o côncavo e o convexo, o Yin e o Yang. Depois disto as canções ficavam mais melosas e a menina escolhia o homem com quem queria duelar, mas o homem deveria subjugar a mulher, vencê-la, e assim ficavam “imobilizados” a noite toda; mas sabemos que muitas vezes ela permitia ser vencida, mas depois, durante o casamento veríamos quem mandava em quem... Às vezes a menina escolhia dois homens, então antes teriam que lutar entre si, quem imobilizasse ao outro ganhava o direito de duelar com a fêmea indecisa, vez ou outra esta fêmea ganhava, era uma questão de técnica, não só de força, neste caso a indecisa poderia escolher os dois ou com qual dos dois ficaria, ao seu bel prazer.

    As duas plantas diferiam-se fundamentalmente pela altura, as da planície eram mais altas e de folhas mais finas, enquanto as da montanha eram bem mais baixas e de folhas bem largas, as duas culturas também diferiam, os da planície eram nômades, caçadores-coletores; e o povo da montanha era sedentário, agricultores, “Gorilas-Growers” como foram chamados, pois se vestiam de peles de animais e viviam em cavernas.

    Shiva, um jovem atraente e inteligente, tocava um tamborete de duas cavidades, a tabla; e Indira, a moça mais espevitada entre os Índicos, tocava uma flauta curta e animada, contrastando com o minimalismo típico dos Sons Índicos, chapantes, esta energia incendiava o coração dos dois, amantes telepáticos, tocavam juntos a noite inteira em torno da fogueira, queimando Kan’apa.

    Na primeira vez em que fizeram amor Shiva tinha acabado e colocar na boca o Hush, uma mistura de tricomas canábicos aglutinados, extraídos no rio, com mel e cera de abelha, usavam como mantimento nas longas caminhadas, e o cheiro adocicado atraiu os lábios carnudos de Indira, colaram-se os lábios e trocaram entre si o doce Hash, longamente, foi maravilhoso, junto com eles a humanidade descobrira o beijo na boca, a moda pegou...


    Indira escolheu Shiva desde a primeira vez em que o viu, e ela a ela, mas a lei dizia que para uma menina da tribo casar com um homem, de outra tribo, o conselho de anciões tinha que escolher o melhor lutador da tribo para duelar com o visitante. Brahma era realmente bruto, com seu jeitão parado ele parecia o próprio Kush, impávido colosso, este era o adversário que Shiva enfrentaria, dentro da caverna sem poder arremessar suas pernadas, e se sentindo muito constrangido em bater pra machucar em um membro honorável da tribo acolhedora, ensaiou uma meia lua rasteira, mas o brutamontes pulou sobre ele, agarrando-o e facilmente imobilizando-o; agora pela lei Brahma poderia desposar Indira, se quisesse, é claro que ele queria, era apaixonado a muito tempo pela menina que viu crescer e que sempre sabia onde tinha uma árvore florindo, ou uma trufa enterrada, ou um veio de água, sua voz era doce e suave, em seu Kan’to inventava músicas e soprava divinamente a menor flauta que viu, quando passa óleo de Kanabis sobre sua pele seu cheiro se mistura com a Erva Mãe, e ele percebia na penumbra da caverna, sob o “fogo de Kan” seus olhos fitando o macho admirável em exposição permanente, é claro que ele queria se casar com ela, mas também queria se casar com todas, mas em especial Indira. Diz a lei que quando dois homens lutam por uma mulher é dado o direito à mulher de desafiar o vencedor, Indira desafiou Brahma, muito mais rápida do que ele imobilizou-o pela torção no dedo mindinho, enlaçando aquelas pernas deliciosas por detrás de seu torso, a mão que se elevou para pegá-la foi a mesma usada para imobilizá-lo, é claro que em um luta de vida ou morte ele deixaria seu dedinho ser quebrado e trucidaria o adversário jogando todo peso de seu corpo sobre o adversário, com um giro no ar e uma quebra desastrosa, mas não poderia fazer isto com Indira, ela venceu, agora poderia escolher aos dois ou a quem bem entendesse, ao seu bel prazer...

    macerai o hemp poeta viagem ao passado - 2005-08-17 / 20000AC

    Pelo reconhecimento imediato e mundial de nosso direito ancestral para plantar a erva de Jah



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    Jim*Morrison (05/06/2011)

  18. #26
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Várias religiões usam e usaram tradicionalmente o sacramento canábico, alguns contos falam disto, este numa linguagem descontraída e típica valoriza as afro-religiões e o sacramento proibido recentemente... Pela lei tem que aceitar os sacramentos milenares, ou recentes, como no hinduísmo, rastafarianismo ou no Santo Daime.

    --
    ssain é a divindade das plantas medicinais e litúrgicas. Sua importância é fundamental, pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do àse (o poder), imprescindível até mesmo aos próprios deuses. O nome das plantas e sua utilização e as palavras (ofò), cuja força desperta seus poderes, são os elementos mais secretos do ritual no culto dos deuses iorubás (Verger, l982: 122).
    http://www.aguaforte.com/herbarium/transes.html

    Ossain diz: “Euê Assá”, que significa “as folhas funcionam"

    Parece que não é de hoje que o segredo do sucesso é o sucesso do segredo...

    Axé, Babá!

    Diálogos interessantes...

    Seguinte, com o tempo os contos podem ser aperfeiçoados, por todos, eu acho, é isto aí, contribuam, reinventem, reescrevam, fiquem a vontade, é tudo nosso. Penso em fazer umas traduções, me ajudem, bola na rede que atrás vem peixe...

    Uma coisa interessante é que o glaucoma ataca mais aos africanos (e descendentes), e a maconha é, ou era, como querem os proibicionistas, comumente usada por várias populações africanas, nações, inclusive faz parte dos sacramentos dos Orixás (mas o carinha de quem ela é sacramento não gosta que proíbam as paradas dele não, vai ver que é quizila esta parada toda de violência, e os salários da polícia sempre baixos, os caros vivem dando problemas, sempre endividados, o sistema judiciário não anda, o dinheiro que deveria ir para a saúde vai pra prender maconheiro, enfim, é óbvio, é quizila, quizila de Exu, melhor legalizar!!! Rápido!!!).

    Estes proibicinistas cuspindo mentiras sobre o prato sagrado, enquizilou geral... Aliás, a outra divindade desrespeitada pelos proibicionistas é Shiva, “license to kill geral”, só casca grossa, vai vendo...

    Espero que seja um conto bem humorado e enalteça nossas tradições populares, uma referência, aqui no Growroom, seu lugar para crescer. Vamos à historinha:


    Trabalho Forte, Corpo Fechado, Mama África!

    Já não agüentava mais este fardo da síndrome de culpa do usuário, isto me atacava o sistema nervoso, fui à psicóloga, dermatologista, psicanalista, epicurista e de nada adiantava, por fim resolvi seguir o conselho de uma amiga que veio de Amsterdã, e o da minha assessora, plantei um pé, de semente de prensado, e fui a uma mãe de santo, rezadeira, “precisava tomar uns passes”. Fui dormir, antes disto...

    Entrei num site e li algumas coisas, mas não entendi quase nada, estava chapado e cansado, li meio sonâmbulo, escolhi uma raça, White Widow porque tinha o Manga Rosa no pedigree, mas não assimilei nada sobre o plantio, parece que não se usa mais xaxim, só fibra de coco, mas nas lojas só vendem xaxim, um viva aos maconheiros ecológicos, e criativos, cada armengue para refrigeração, talvez criativos demais, li uma história cannábica de um sujeito maceroso que escondeu maconha na orelha e sobrou uma semente que germinou dentro do ouvido, a raiz se misturou com o cérebro e ele teve o desplante de virar um super-herói cannábico que combatia o mal do proibicionismo com sua baba resinosa, que loucura, o site era uma loucura, dormi pensando assim, no outro dia de manhã...

    Quando perguntei pela Yalorixá, ou seja, pelo terreiro da mãe Irene de Iemanjá, todas as portas se abriram, uma criançada foi escoltando o carro até a casinha humilde, “o moço vai para a casa-de-santo”, um terreno bem grande, uns alguidais na entrada, em cima e aos lados.


    ? Florzinha, troca o copo de água, que o carvão desceu... Está carregado, é Zifio... carece demais de passes, mas carece mais ainda de ver seus caminhos, vou ver o que posso fazer para abrir um pouquinho, né? (um sorriso bonito ilumina o rosto da coroa enxuta, toda de branco, e frescor de alfazema). Não se impressione com este negócio do carvão, é assim quando vem a primeira vez, a maior parte da carga já está saindo, vamos jogar pra ver o que precisa fazer. Vamos trabalhar, Florzinha! (Florzinha era só sorrisos, ajudando mãe Irene).

    ? Aqui no roncó começa cedo, o Sol nasce e nós já estamos de pé com café da manhã tomado (pronto, lá se foi minha chance de tomar um café da manhã da roça).

    Estendeu um pano branco em cima de uma mesinha, pegou o copo de água que a Florzinha trouxe e pôs em cima da mesa, abriu um saco e tirou umas conchas, búzios, e após balançar nas mãos e rezar, pediu para que eu pensasse no problema que algum Orixá ia achar a solução. E eu pensei em me livrar daquela culpa, daquela carga negativa, karma negativo, me livrar do narcotráfico, pensei na descriminalização do usuário, da maconha, e ela lançou os búzios sobre o pano branco...

    Num fala nada Zifio (sua voz estava diferente, puxou um charuto fedorento...), tô vendo aqui que este problema é muito sério, vou ter que pedir pra abrir mais os caminhos, tá pesado e vem lá de cima... ( fumei um no carro com ar condicionado, e em jejum, agora neste calor infernal, estou suando em bicas, e este charuto nauseabundo está me enjoando...)
    Mas nós vamos dar um jeito neste problema (disse ela com uma voz rouca e soltando uma baforada dentro das mãos que seguravam os búzios, em concha), precisa dar comida pro santo (e eu pensei no café da manhã que fiquei me devendo, ela pegou o defumador e me rodeou, senti a minha pressão baixando), levanta Zifio, abre os braços, cabeça erguida, cabeça erguida (quando levantei a pressão realmente baixou, um formigamento pelo corpo todo, e a sensação que eu não ia agüentar em pé), mais erguida Zifio (e eu conseguia erguer só os olhos, e despencar...), escuta o que vou lhe dizer, segue todas as instruções que você vai ter o corpo fechado... não precisa se preocupar, é só escutar...

    ...toma cuidado com uma mulher que vai à sua casa, vai ter que achar outra melhor, tem quer muquiar, o segredo do sucesso é o segredo, e vai ter fazer patuá forte pra driblar a Lei de Murph, tomar banho de ebó, e fazer um quartinho separado para sua oferenda... as sementes virão da Holanda, usa fibra de coco com HensiFio, Hensi-Fio, mutcho nitrogenu no vegetativo com de garapa de 30-10-10 e dispois cum mará de 4-14-8 na floração, mantém o pH 5.8, num esquece Zifino, 5.8 e não deixa passar dos 30ºC, começa com EC de 300 ppm, um quarto da dose, até chegar no crimáx do vegetativo em EC de 1,5; na floração pode tentar armentar até 2,0, quiçá ZiFio, até 2,5, mas lembra que menos é mais, num esquece de aplicar flushing semanal e cobrir com a tela scrog, é importante, tela scrog... nada disto adianta senão tiver um ventilador oscilante dentro da casinha da santinha...
    Tem que ficar recolhida três meses dentro do quartinho, tudo pintado de branco, um mês na HQI e dois na HPS, pode usar 250W que ocê é cabecinha e ainda vai economizar um bom aqüé na conta de luz, depois de colher vai ter que esperar um mês secando, esta é uma boa mandinga pra tirar o narcotráfico dos seus caminhos, mas tem que manter segredo e nunquinha, nem sonhar, em vender a colheita sagrada, depois vai fumar um charuto WW na encruzilhada, mas muita calma nesta hora, Ele vai aparecer pra você... calma... passa a diamba pra Ele, Laroiê!, não espere que devolva, sai de fininho e não olha pra trás, vai com calma... a oferenda foi feita, e foi aceita, calma...calma...

    ‘Calma, calma, pode desvirar de bruços”, acordei e me disseram que “bolei no santo”, falei umas coisas em Ioruba, as vezes sem sentido, a única coisa que entenderam em português foi “viagem pra Holanda”, e como quem bola no santo tem que fazer um retiro espiritual, recolher ao barracão, acho que o meu recolhimento vai ser na Holanda, acho que em vez de Barracão os gringos chamam de Growroom o lugar de crescimento espiritual, lá vou eu, um mês na Holanda, IAÔ!




    macerai o hemp 23maio2006



    Respeitem a religião Rastafari, e outras que usam o sacramento canábico, libertem Ras Jorge Makandal


    --

    Bons textos, sérios, na rede, e um longo, mas espero que proveitoso, Off-Topic, se me permitem:

    1) As Múltiplas Fontes: Oralidade e Literatura: A Tradição Ioruba, Kongo, Malês, etc: Fonte: http://hemi.nyu.edu/course-rio/perfconq04/...t/multiplas.htm

    1b) Padê de Exu: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pad%C3%AA

    2) No texto “O Dragão da Intolerância contra o Senhor do Movimento” explica que Exu (Odara) não é o Diabo, não é o mal, muito pelo contrário (o txt somente no cache do google, salva logo):
    Fonte: http://72.14.209.104/search?q=cache:wQh-Rs...d=10&lr=lang_pt

    “Qual a importância de Exu no candomblé? Exu é uma divindade, uma figura importantíssima nas religiões afro-brasileiras e no candomblé. Considerado um grande orixá, é o Porteiro de Deus, aquele que transporta as oferendas. Você não se relaciona com o divino sem passar por Exu, você faz uma oferenda para qualquer orixá e tem que botar primeiro para Exu. É o portador das oferendas, o que abre os caminhos. Por isso ele é chamado também de Odara, aquele que traz a felicidade. A primeira característica dele é esta: ele é um grande comunicador. Conhece todas as línguas e os vários mundos, é um intermediário. Nesse sentido, ele se parece muito com um deus grego chamado Hermes, que habitava as ruas e era um grande viajante, um mensageiro de Deus. Ele é também aquele orixá que recebe as primeiras oferendas, e é especialista em passagens. É o senhor do movimento. Então, é um orixá muito interessante, um mito muito bonito, uma figura bonita, atraente, fascinante.”


    A repressão à cultura negra não apreendia somente maconha, mas todos os sacramentos.

    “As peças foram conseguidas no período de repressão aos terreiros que a polícia apreendia (esse museu é da polícia), apreendia os bens religiosos, as peças de culto do povo de santo e guardava consigo. É muita coincidência que o museu da polícia tenha peças expostas dessa maneira. Se houver um pouco de vergonha ao Estado da Bahia, é o caso de dar uma destinação mais adequada.”

    “Como os negros eram considerados seres inferiores, o acesso deles ao sagrado só poderia ser pelo diabo. Existem outras razões: o Exu tem características fálicas, e nós sabemos que, pelo menos no cristianismo medieval, no cristianismo colonial, eles demonizavam muito a sexualidade. O sexo era um pecado, levaria ao inferno. Venho de uma família católica, e lembro que se rezava na igreja pedindo a Deus que nos livrasse do diabo e da carne. É uma coisa curiosa, não? Eu não quero me livrar da carne (risos). A carne representava, nesse sentido, o medo da sexualidade. Mas, no ponto de vista da religião dos orixás é exatamente o contrário, o sexo é uma coisa muito importante, valiosa, bonita e não há essa idéia do sexo pecaminoso. E também tem o aspecto violento, porque Exu é rompedor. O que não significa que seja maligno. Não há a idéia, no candomblé, na religião dos orixás, de um mal absoluto. Não se pode dizer que Exu é o diabo, você pode dizer que ele é subversivo, você pode até dizer que ele é um orixá que prega peças, ele é um trickster.”

    Leiam a opinião do Gil no link:
    http://old.gilbertogil.com.br/seiva/sei_03.htm

    --
    Obs:

    Em relação aos contos e textos: Divulguem, traduzam, reinventem, sintam-se à vontade, é tudo nosso! Viajem!

    Vou parafrasear o grande poeta:

    Como vencer o oceano
    Se é livre a navegação
    Mas proibido fazer charros?

    Rola outro, Mundo – Calos Dubão do Andrade
    Última edición por macerazione; 20/05/2008 a las 21:28

  19. El siguiente Usuario da las gracias a macerazione por este Post:

    Jim*Morrison (05/06/2011)

  20. #27
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Back Orifice

    123
    Estranhamente soa um alerta de arrombamento na janela detrás, mas não há nada acontecendo, MMCs cercam a casa, automaticamente cortam a energia elétrica da casa, um circuito protetor desliga a Growbox para não aparecer nos registros eletromagnéticos do medidor de energia elétrica; os MMCs têm permissão para adentrarem pela janela supostamente arrombada, chocam-se contra o vidro escuro a prova de balas, e bestas...

    999

    Bush Filho, vocês sabem de quem, estava no final de seu terceiro mandato, apesar das vociferações costumeiras dos Independentes (pessoas que pensam diferente do presidente), agora não tão ferozes quanto na invasão do Irã, os MiniMísseis Cirúrgicos pairavam no ar farejando instalações atômicas e químicas, milhões de MMC foram lançados, cada grupo tinha uma função, eram alvejados facilmente, mas a quantidade de MMC impedia o extermínio, e não podia ter ninguém atrás do MMC, senão a bala certamente acertaria as pessoas, cansamos de ver esta cena nos documentários, e as nuvens de MMC retaliantes no final, depois de muito chororó, e antrax dizimando milhões nas capitais das superpotências.

    FREE LOW!
    Corto a circulação de ar externa para impedir que os gases soníferos atinjam o interior da casa, se eu for atingido pelos gases soníferos Eles têm permissão de arrombar a porta para aplicar um antídoto e salvar minha vida e a dos pretensos invasores... o tecido refratário ajuda-me na proteção contra os raios de micro-ondas, que aumentando a temperatura da minha pele, minha temperatura corporal, forçar-me-ia a sair de casa, abrindo a porta para os MMCs.

    A polícia foi substituída pelos MMCs Guardiões das Ruas e Residências, e uma nuvem povoa a atmosfera com MMCs que bloqueiam o UV prejudicial para os humanos e convertem energia solar em elétrica e transmitem esta energia para os MMCs Guardiões, os MMCs Coletores podem ser convertidos em MMCs Guardiões, isto nos coloca com um exército de bilhões de Beija-Flores sob a cabeça, os MMCs mantêm a ordem, a Ordem Mundial Democrática estabelecida pelos imperialistas.

    BioAdversidade

    No início das pesquisas o beija-flor foi usado, o próprio beija-flor, e posteriormente alguns beija-flores foram mantidos na linha de fabricação para atuarem como espiões, não é incomum o relato de uma nuvem de beija-flores invadindo uma cidade do Oriente Médio ou da América Latina, África, enfim... Posteriormente somente o cérebro modificado dos beija-flores foi usado para monitorar uma máquina biônica, o coração do MMC é um cérebro de beija-flor.

    XXX
    É claro que um MMC não poderia entrar na sua casa sem a sua devida autorização, somente em caso de urgência, como em incêndios ou suspeita de invasão, muitíssimos raros hoje em dia, mas um alarme soa e vem MMC averiguar, a Polícia Imanente Mundial, como poderíamos chamar a monitoração constante e universal por MMCs, prende muito mais gente por crimes dentro de sua casa do que protege de alguma improvável invasão/incêndio, uma vez invadida a privacidade vemos que cada um é um criminoso em potencial, um DVD copiado indevidamente, fotos de seus filhos menores de idade nus, aparelhos eletrodomésticos sem Nota Fiscal Eletrônica visível, bens não declarados, e a pior de todas, uma growbox canábica, o motivo pelo qual a PMI (Polícia Mundial Imanente) foi aprovada em referendo mundial, a única maneira possível de combater o uso de drogas pela humanidade, inclusive viabilizou novamente a Proibição Do Álcool, os Árabes aliados com EUA, Suécia, China, Indonésia, e outros, corroboraram o proibicionismo do álcool, os bombeiros apóiam, dizem que o número de incêndios domésticos reduzir-se-á bastante, o Papa diz que o vinho pode ser substituído por suco de uvas, “o efeito é o mesmo”, disse o ancião referindo-se a algo do outro mundo, certamente.

    XXXX – Libertem os presos canábicos!
    O usuário apesar de ser considerado criminoso pela Diretriz Mundial Democrática, era levado a Prisões Especiais, para Tratamento Compulsório, o uso compulsivo de drogas era geralmente tratado como uma psicose, uma mania, e a primeira internação contava com a ajuda dos novos antipsicóticos, na segunda internação, caso houvesse recaída, o mais aplicado eram sessões de eletrochoques associadas com uso intensivo de neurolépticos, e se houvesse uma terceira internação a neurocirurgia era aplicada no paciente/delinqüente, felizmente depois da lobotomia não havia mais recaídas, este cuidado médico todo era justificado devido ao perigo social que representam as drogas; o álcool causa dependência orgânica, demência, esquizofrenia, depressão, cirrose, delírios e alucinações vívidas, impotência sexual, câncer, perda da consciência, destruição de famílias, corrupção de crianças, degeneração na genética do feto, e uma série quase infinita de ataques à humanidade, “um alcoólico é mais perigoso do que um terrorista”, como já foi demonstrado várias vezes. Quanto à desculpa que depois tem conserto com a terapia de células tronco, não serve, existem os riscos sociais (violência e acidentes), além do que também havia transplante de fígado e tuberculose tem cura, mas a “Democracia Imperial não pode deixar que uma epidemia se alastre somente porque ela tem cura, temos que combater o principal vetor epidemiológico, o usuário de drogas”.

    WWW
    As janelas possuem dois vidros, ajusto a polarização da luz admitindo mais ou menos luz, um circuito detector de MMC ajusta automaticamente o grau de transparência, opacidade máxima quando o xereta está muito próximo, teoricamente eles não podem filmar nada quando focam o interior dos lares, salvo exceções, e elas são muitas.

    A growbox é ligada em um nobreak e filtros de linhas, dificultando o registro eletrônico da assinatura eletromagnética das lâmpadas de alto rendimento, principalmente no start, isolantes térmicos e aquários em volta escondem o registro de infravermelho, a gaiola farádica encerra o processo, envolvendo tudo. Sei de growers que plantam em subsolo, ou com LED, cada caso é um caso, mas eu já tinha esta máquina montada pelo Ancestral.

    4EVER

    Nós growers somos um segmento importante da resistência humana, e somos perseguidos pelo Estado Democrático Imperial, pela PMI. Alguns MMC podem farejar o cheiro de maconha na roupa de uma pessoa num raio de dez metros, cuspideiras públicas fazem a análise imediata da amostra e fotografam o cuspinte, em caso de positivo para drogas, lícitas ou ilícitas, armazenam a foto e o DNA na lista de possíveis criminosos, por falar em drogas ilícitas, quase todas são ilícitas, álcool, cafeína, nicotina, maconha, cocaína, etc., a terapia de células tronco praticamente aboliu a terapia com drogas.


    666

    Bush Filho, vocês sabem de quem, estava no final de seu terceiro mandato na Presidência Mundial, apesar das vociferações costumeiras dos Independentes (pessoas que ainda pensam diferente do presidente), pela lei um clone do presidente pode ser eleito no lugar do presidente, se o DNA é o mesmo, então porque não eleger um presidente, com o DNA sempre corrigido, praticamente imortal, indefinidamente? A Lei do Mandato Infinito faz sentido, é como o presidente pensa, nem mais precisa ter votação, se as pesquisas apontam a intenção de voto na manutenção do empossado não gasta-se dinheiro nem em campanhas nem em eleições, está automática e democraticamente reeleito, add infinitum.

    321
    Estranhamente um lindo beija-flor aparece na janela sem que os polaróides escureçam, nenhuma parte metálica nem campo eletromagnético suficiente foram detectados para comprometer a segurança e defasar duplamente a luz em 180 graus, muita inocência dos polaróides, a ave é linda, voa pairando no ar, voa para trás graciosamente, é hipnótica, ela olha diretamente em meus olhos, vasculha rapidamente, quase naturalmente, a casa, focando outra vez em meus olhos, eu sorrio, estou sendo filmado...

    macerai o hemp 8 de fevereiro de 2006

    Este conto é uma homenagem ao companheiro Low, preso injustamente, um herói nacional, internacionalizado, um dos maiores ativistas contra o tráfico, teve sua casa invadida indevidamente, sem mandado judicial, sem flagrante, mas com simulacro de arrombamento seguido de invasão e busca ilegal, total perda dos direitos civis de um usuário consciente, um cidadão de primeira linha, sensível, bom pai, bom marido, bom companheiro, bom grower. Vida longa e livre aos abolicionistas canábicos! Justiça e Respeito! Igualdade e Liberdade de expressão! Liberta Donkey! Liberta Lowryder!



    Abração Brazuka, valeu povo ibérico pela camiseta itinerante, ótimo tema!

    http://portal.bitox.com/ftopic9145-510.html





    ==
    Obs.:
    XXX = sacanagem
    XXXX = muita sacanagem

    ===================-------------------
    O CLONE INUSITADO

    No início houve muita confusão com as palavras: Descriminar X Discriminar, discriminação é sinônimo de preconceito, enquanto a descriminalização, ou descriminação, é uma forma de combater a discriminação (preconceito) imposta aos maconheiros, diga-se de passagem, imposta principalmente através de mentiras e calúnias, amplamente divulgadas, até a ONU omitiu em seu relatório que maconha é menos nociva do que o álcool e do que o tabagismo; mas o debate trouxe de volta todas estas mentiras e as questionou, assim, ficou claro que cannabis não mata neurônios, e até mesmo protege alguns neurônios de algumas doenças, como o câncer e o Azheimer; não provoca esterilidade nos homens, apesar de haver uma redução na testosterona, e em muitos casos atua como um afrodisíaco, compensando uma possível baixa produção de espermatozóides pelo aumento no número de vezes que “o lobo vai a toca” Além do que, ficou evidente que por seus usos medicinais e espirituais, proibir a maconha de existir é proibir uma cultura milenar e humana de expressar-se, proibir o único medicamento que até hoje não causou choque anafilático, nem morte por overdose, que ao parar o uso reverte-se todos os efeitos colaterais, sem deixar seqüelas se o cérebro já estiver formado, o que NÃO indica seu uso na adolescência, nem na infância, também ficou claro que pessoas com doenças mentais só devem fazer uso sob supervisão médica, pois pode ajudar na depressão e prejudicar na esquizofrenia, mas o contrário também pode acontecer, depende se estamos falando de THC ou CDB, ou de que contexto de tratamento e tipo de doença, ou doenças; por falar em doenças, no plural, mais um bom dado, a maconha é melhor para usar em pacientes que tenham várias doenças ao mesmo tempo, por exemplo, se tivermos asma, insônia, anorexia, impotência sexual, hipertensão, glaucoma (ufa!) condensados num caso só, a indicação cannábica é bem cotada, pela sua abrangência é indicada para muitos, salvo para portadores de cardiopatias ou psicoses graves; no geral, todos podem beneficiar-se com a Erva Sagrada De Resistência. Ficou evidente que o álcool, e o tabaco, faz muito mais mal para a saúde do que a maconha, que pode ser usada no controle do abuso de drogas pesadas, como o álcool e o crack.

    No momento a pesquisa dá vitória para a descriminalização do usuário e descriminação (ou descriminalização) da maconha, sem industrialização, apenas o plantio caseiro é permitido, o que trará a família para o debate e controle; o bloco do Sim está com 80% de intenções de votos, ‘Você acha que a maconha deve ser descriminalizada?”, a pergunta confunde um pouco, só faltava ser, ‘Você acha que a maconha deve ser descriminada?”, e quase foi... Mas na verdade trata-se da descriminalização do usuário, até porque, não existe nada mais sem propósito do que criminalizar, ou incriminar uma planta (pétalas ao alto, parada aí, raízes no chão! Você tem o direito de permanecer calada...), ainda mais uma planta tão útil, na pior comparação possível, talvez até impossível, “O Bombril dos vegetais”, vestimentas mais resistentes e baratas com a fibra mais resistente, energia renovável, a segunda semente mais alimentícia do mundo, papel, remédios, casas populares, reflorestamento, e tantas coisas que parece até que fechamos os olhos para o milagre de Deus, ou cegaram nossos olhos...

    Mas, este apoio popular começou totalmente ao contrário, um ano se passou, e agora, após um intenso debate, e uma mudança radical, na mentalidade brasileira, sobre cidadania e direito ao uso do corpo; estamos próximos ao fim da vergonhosa caça aos usuários, a versão moderna da caça às bruxas, destruindo famílias e vidas de maconheiras; esta mudança começou bem antes, e vários setores contribuíram para isto, os Redutores de Danos, a própria Cultura Cannábica (pinturas, músicas, teatro popular e literatura), os ativistas em geral e alguns fenômenos impressionantes, como a Tríade Rasta ou O Menino do Dedo Verde, mas gosto de pensar que tudo começou com um grupo de adolescentes “ex-pichadores de muros”, “Os Acrobatas Plantadores do Inusitado”, que tinha como marca registrada pichar em lugares quase impossíveis, e de forma discreta, algumas vezes com tintas que só seriam vistas sob iluminação especial, ou que só seriam visualizadas após uns dias, mas a idade foi chegando e a maturidade politizou suas ações, o grupo decidiu continuar dando importância à pichação, mas sem depredar o patrimônio, e pichar significava marcar uma posição e dar um aviso, marketing, tão invasivo quanto as propagandas que temos que engolir. Parece que todos fumávamos maconha, também entre os Plantadores Inusitados, e isto levou a pensar na brincadeira do Clone Inusitado, um clone cannábico seria colocado em lugares públicos, o sonho seria uma varanda da Casa Branca com um clone mimetizado num vaso na janela, até florir... Mas na realidade jardins públicos, canteiros dos museus, áreas de shopping centers e terrenos baldios foram os mais usados, a mídia comentou o fato “en passant” somente quando alguns dos jovens foram pegos e condenados a 15 anos por tráfico e apologia às drogas, um deles se suicidou (ou foi suicidado) na cadeia, os verdadeiros traficantes que estão presos, que são bandidos com crimes muito além do tráfico, não gostam dos legalizadores, “é ruim para os negócios”, não é a toa que um dos lemas dos Legalizadores é, “O tráfico é contra a legalização, e você?”.




    Sua namorada era do grupo, mas ainda não fora presa, foragida, escalou um edifício moderníssimo, todo de espelho e aço, no centro da cidade, na filmagem não fica claro, ao raiar do Sol, o que ela estava fazendo lá, mas com a chuva de panfletos que atirou lá de cima, conclamando a “Libertação dos maconheiros”, pregando o “Fim da opressão aos irmãos” o “Fim da ditadura do álcool”, e que “Usuário não é criminoso”, atirou todos de uma só vez, e pulou lá de cima, chegou ao solo antes dos panfletos, uma chuva mórbida, de celulose, pisoteava acompanhando o sangue que escorria no asfalto, petróleo e sangue, sempre. A imprensa burguesa acusou a maconha de ter matado a menina, “Maconha Mata”, estampava a manchete, mas não é primeira vez que um maconheiro se suicida por ser perseguido, e neste caso ela estava sem fumar por dois meses, estava grávida, de seu amado... Perseguição mata, preconceito mata. Certamente devido à intensa divulgação das imagens, a história humana da vida dos usuários, e o do início da mudança do paradigma sobre quem é dono de seu corpo, houve algum sinal de descontentamento social, a exigência, prometida, mas nunca cumprida, de mudar a lei, da época da ditadura militar, no sentido de tratar o usuário como usuário cidadão, e não como criminoso, talvez por isto algumas folhas de maconha começassem a ser achadas em lugares públicos, o comentário da mídia, nestes casos, é sempre tímido, até que a coisa saiu do controle, em meio aos documentos das CPIs (comissão de inquérito parlamentar) pralamentares “dos escândalos nossos de cada dia” no Brasil, que sempre acabam em pizza, foram achadas folhas de maconha, a coisa foi vista como uma “piada”, mas como numa pegadinha nacional, em documentos importantes, aleatoriamente, eram achadas folhas de maconha, dentro de livros de visita, em caixas dos correios, nas anti-ecológicas chuvas de papel picado dos edifícios do centro da cidade, algumas folhas de maconha podiam ser achadas; a coisa cresceu a tal ponto que um periódico de pequena tiragem prensou a folha em cima de uma matéria de corrupção policial e acharcamento de usuários, e havia rumores que dentro de alguns poucos exemplares podia-se encontrar algumas folhas cannábicas secas, as vendas aumentaram, aproveitando a polêmica um jornal de grande circulação prensou, na capa principal, a folha, ou melhor, o relevo da folha.

    Nenhum de nós pensara, quando tivemos esta idéia, que o Clone Inusitado poderia proporcionar uma colheita tão espetacular, era como se a população inventasse mais um maneirismo de protestar contra as falcatruas de nossos políticos profissionais, e a coisa descambou do deboche para a defesa da liberdade de expressão e descriminalização do usuário, e exclusão do Absurdismo na lei brasileira, na qual falar bem da maconha é crime comparado ao tráfico, passar um baseado numa roda de amigos é qualificado como tráfico, ter meia dúzia de plantas canábicas em casa é crime hediondo, inafiançável, e por aí vai; a luta é contra o Absurdismo na legislação da época da ditadura militar.

    Em três anos, espero que tarde demais, letras escorridas revelar-se-ão nos edifícios públicos de Brasília, no início tenuemente, invento cores que você não vê, depois skunkaradamente, invento luzes que só você viu: “Chega de Absurdismo, libertem os maconheiros”. Depois eles apagam as letras, e proíbem as palavras, mas não podem apagar nem proibir o sonho da libertação cannábica. : “Chega de Absurdismo, libertem os maconheiros!”.



    O mais interessante é que devido a ligação com as CPIs o presidente falou em rede nacional algumas vezes sobre o assunto, em uma delas, no vaso ao fundo, a câmera descobre um clone cannábico, em floração, o Clone Inusitado, e fecha o foco na planta resinada, enquanto o presidente em off falando que “a pegadinha está fora de lugar e não ajuda no debate político, nem da legalização, nem da corrupção”; pega uma folhinha que foi deixada sobre a mesa, a câmera volta em close para o torso presidencial, e fecha o foco na mão segurando a folha canábica, “Até que é bonitinha, né?” :lol:

    Macerai o hemp até a última ponta, poeta viagem
    2005nov17

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    Jim*Morrison (05/06/2011)

  22. #28
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita


    --
    Muita gente admira os artistas canábicos, apesar do preconceito social artificialmente criado com mentiras sobre os maconheiros, vamos ao olhar cyberpunk sobre esta realidade...

    --


    Tudo Normal, tudo normal, tudo normal.

    A terapia com células-tronco foi um sucesso e uma revolução, podemos dizer que não existem mais doenças, soma-se a isto a reprogramação sináptica cerebral; as sinapses e seus arranjos holodimensionais são moldados segundo um código de ética e comportamental humano definidos, quer-se também que sejam definitivos, e implantados no mundo através de resoluções e convenções da ONU, assim como foi a proibição das plantas psicotrópicas usadas pelas minorias mundialmente subjugadas, principalmente a maconha, sem uma consulta popular democrática e esclarecedora, questionadora, atualizada e atuarial. Contando com a mídia de massas, cujos donos são burgueses articulados com os poderosos imperialistas bélicos, que expressam-se na casta política que domina o mundo, sem promover referendos nem plebiscitos sobre questões humanas, questões de supressão de direitos e cidadania, deflagraram uma campanha de inverdades sobre o que é ser humanamente saudável, física e mentalmente.

    “Você foi Normalizado nos últimos seis meses? Não espere a Mamãe mandar.”

    As pessoas são equilibradas, racionais, tiveram seus cérebros otimizados, seus pensamentos negativos foram corrigidos, suas fobias extirpadas; vivemos num equilíbrio mecanicamente saudável, as pessoas sorriem, amam, sofrem eventualmente, mas não por muito tempo, por exemplo, na morte de um parente próximo, um ou outro, ainda choram, isto é normal, mas pode ser corrigido; esta é a questão, com Máxima Correção você consegue confrontar o mercado de trabalho frente aos robôs humanóides, ou não-humanóides, lembrem-se da frase do comercial: “Um piano não precisa de um pianista para tocá-lo.”. O que se chama de Criação em Massa de Dados Artísticos Fora da Média do Desvio Padrão, está longe de ser Criatividade Humana.

    Quando eu era pequeno, queria “ser músico quando crescer”, mas minha mãe dizia, “música não gera renda, pense no Mercado”, “e poeta?”, “poeta, Sorriso, é melhor ser músico...”. E até hoje O Mercado de Trabalho continua puxando a maré, os artistas estão em baixa, um Cérebro Saudável, Normalizado, produz no máximo Arte Pitagórica, sem noise, sem delírios inoportunos; computadores musicais tocam sinfonias com várias orquestras orquestradas simultaneamente, em ambientes que geram intensa reprodução tridimensional das ondas de som; mas, “nenhuma panela quente é jogada nas abóbadas enquanto uivos são entoados por Ninfas eufóricas (o máximo de euforia normatizada é o orgasmo, “Êxtase Espiritual” foi caracterizado como Distúrbio Psicótico, comprovado por análise cerebral, e passível de tratamento) e Morlocs, extrapiramidais, tocam trombetas fálicas, tudo isto embaixo d’água, é claro.”

    A vida segue na maior normalitude possível, o plano da ONU, “100% de Normalitude Mundial”, está com vento iônico na cauda, se não fosse pela demanda deficitária de Obras de Arte de Alto Valor Monetário, e aí o Capiltal capitula novamente, “os loucos atraem riquezas”, ou qualquer frase de efeito massivamente divulgada até virar Veridicidade Mundial, “cuidado com o mercado e suas veralidades de marketing”, deveria advertir minha mãe.

    “A psicose como um processo de expansão mental só foi observado e considerado um produto desejado com a escassez de artistas e a ausência de morte na arte.”

    Vendia-se muita arte popular, mas faltava valor econômico, e os absurdos afetivamente empatizantes, ou qualquer coisa que um humano faz melhor com outro do que uma máquina, ou um cérebro normalizado, se sonhassem, fariam; calma, o homem ainda sonha, mas pesadelos estão em desuso, você pode programar seus sonhos, ou fazer cursos para cérebro em repouso.

    O fato é a que a mudança rápida na atmosfera nos pegou sem o traje espacial, o ser humano ainda morre, às vezes, e as obras de arte têm a tendência mercadológica de aumentarem seu valor com a morte do artista, o Fenômeno Urubu, Efeito Abutre, isto somado com um movimento inesperado, chamado pelos novos-verdistas de Revegetariação, que os Revegetariandos pregam em praças públicas, usam a maconha, uma erva com potencial psicotrópico, e, portanto proibida, assim como qualquer psicotrópico, inclusive o pior de todos, o que mais sofrimento causou à humanidade, o álcool. No início falavam que o tráfico aumentaria, mas a intervenção na área da saúde mental que Estado Normalizador fez, no sentido de normatizar/normalizar o cérebro humano, acabar com os distúrbios/conflitos de personalidade, e com o sofrimento que estes defeitos causam, fez com que o Abuso de Drogas fosse corrigido também, a cura desta doença que sempre atormentou a humanidade é agora possível com a normalização cerebral. Este incidente “mundial isolado”, como salientou a ONU, dos novos-verdistas está fadado a acabar, eventualmente corrigiremos estes desajustes sociais, motivados pela ansiedade, em ser percebidos e valorizados pelo social, em ganhar dinheiro com um artigo mal suprido pelo mercado, A Criatividade Artística, usam a cannabis plantada dentro de suas casas, pois, plantar, em pequena escala, plantas com potencial psicotrópico, não é crime, em nenhum lugar do mundo, mesmo um Estado moralista entende que estamos no século vinte e um, e a caça às bruxas foi na idade média; mas o desejo intenso ao uso, O Abuso, é corrigido na Normalização Cerebral Bienal, porém os estudos recentes demonstram que a erva cannábica pode re-significar estas holo-imagens, ou idéias menéticas, ideologias e filosofias, “soltando algumas trancas mentais”; apesar de defenderem isto como algo bom, nem todos compartilham deste pensamento, a sociedade sente-se ameaçada, sem controle.

    Os Cannabistas estão produzindo produtos artísticos, que eles chamam de Obras de Arte (um nome antigo, que caiu em desuso), elaborados sob intenso efeito cannábico; segundo a ONU, estes produtos podem produzir ou induzir aos transtornos pensamentais, inclusive, comprometendo o desempenho humano nas funções sociais, ou seja, quem precisa manter seu emprego não deve ter contato com estas obras, principalmente durante o trabalho; e de vínculo empregatício quase todos precisam, com o fim da aposentadoria, que no início do Ciclo de Trabalho Eterno acabava após os cento e vinte anos de idade, e agora nem começa, somente em casos extremos e raros. Mas a nova praga social, os novos-verdistas, estão produzindo muita subjetividade, a inundação imagética no inconsciente mundial está sendo incrementada, em vista disto O Estado Democrático Mundial recomenda que a cada seis meses o trabalhador faça novo exame e aferição da normalização cerebral.

    A Arte Cannábica é vendida no mercado paralelo com um preço muito acima do que se imagina que um produto artístico, sem finalidades práticas, possa ter; isto ocorre, principalmente, porque sendo uma planta banida, o uso intenso da canabis seria detectado na Normalização Cerebral e Correção Genética, e sendo uma Doença Infratora Social o usuário perderia seus direitos de cidadania, até que tratamento acabasse, e isto pode demorar meses, assim, visando eliminar o que eles chamam de “Condicionamento Mental Pelo Estado Democrático”, os Artistas Cannabistas não consertam seus erros genéticos e estão fadados a morrerem bem rápido, uma expectativa de vida menor que 100 anos. Certamente é um bom investimento em longo prazo comprar Arte Cannábica, o artista morre, sem correção genética, e os preços disparam.

    “Se não podemos pensar, não podemos querer, então, que falta poderá nos fazer?”

    Nenhuma, talvez, se o mundo fosse somente à força humana, mas existem outras forças, forças produtivas, ocultas ou não, como o Mercado Financeiro, em parte oculto, estimula que pessoas, parcialmente ocultas, usem cannabis psicotrópica para produção do que eles chamam de “Arte Não-Enquadrada”, “Arte Cannábica” ou” Cultura Cannábica”, que não passa de Arte Subversiva, sem dúvida, diremos que é um perigo latente para o Estado Normalizador Democrático e Mundial.




    macerai o hemp 6nov2005

    --
    Muita ficção social está nos contos, dois exemplos, um deles fala de4 um sistema chamado “Escambal”, difícil tradução, e o outro citando o mundialmente conhecido George, vamos :

    A Maconha e o Escambal

    A Humanidade havia se livrado de suas armas corriqueiras de destruição em massa, acabando, como num efeito cascata, num fenômeno chamado de Moralismo das Minorias (a este o Revisionismo mais tarde chamou de Simplificação dos Absurdos), um fenômeno social muito raro, e normalmente fugaz, pode durar dias ou até séculos, um surto ideológico da Megaclasse Indominante; assim abolimos umas pragas sociais, como a Monocultura e os Subsídios Agrícolas, é simples, O Sistema compra tudo que for plantado, a comida é tratada como a Moeda Suprema; com as novas técnicas de controle do DNA, da criogenia barateada e a geração de energia muito mais eficiente, este produto passa a ter Liquidez e Segurança, (todo mundo sente fome e você pode guardar os alimentos por um longo tempo, mas normalmente este tempo é menor do que o tempo de ter fome de novo) e agora Rentabilidade maior com a tendência de encarecer os Alimentos Criogenizados por muito tempo, comer uma fruta rara, praticamente em extinção, pode custar caro. É certo que a exploração dos recursos naturais continuou e a população mundial também continuou a crescer, até mais agora, bem mais... É muito simples, assim como o bem tutelado para justificar o Proibicionismo às Plantas de Poder e prender as Minorias Detentoras Destas Culturas e Hábitos era hipotética e pretensiosamente A Saúde Pública, o bem maior tutelado pela Justiça Mundial é a Economia Mundial, qualquer ataque a Economia Mundial é tido como um Crime Hediondo (uma invenção brasileira do final do século vinte, de um presidente que fumou Maconha e não gostou, daí, inventou a idéia de Crime Hediondo para punir os maconheiros, puro desrespeito, falta de educação de quem cospe no prato porque não gostou da comida, dos outros) Contra a Humanidade, O Bem Maior tutelado. A Segunda Praga abolida foi o Sigilo Bancário, que nunca teve muito sentido, seu gerente podia saber de sua toda movimentação, a computação integrada e super-rápida tornava isto possível para qualquer um que obtivesse acesso aos dados, e muitos obtinham e jogavam na rede, as fortunas estavam quase todas “desasembladas”, os hackers eram um enorme exército infanto-juvenil, milhões de crianças estudando computação na escola e divulgando “dados secretos” na Rede Livre, a Freenet se espalhou, “Cada Um Servidor”, os dados rodando e se espalhando de servidor em servidor, impossível apagar o que foi escrito, apagar significa multiplicar os dados, e como não interessa ao trabalhador honesto ter sigilo dos seus ganhos (e nem poderia pois o imposto de renda é descontado na fonte), e isto só interessava a antiga classe dominante, a Burguesia do Capital Ilusório, aqueles que inflaram tanto O Mercado Financeiro Globalizado, e houve tamanha proliferação de ativos financeiros em uma velocidade tão acelerada que implodiram, não sem antes sua ganância matar milhões de fome no mundo fazendo ataques às moedas menos desprotegidas, ou não, no fim eram tão absurdamente gordos (não é a toa que pela primeira vez na história da Humanidade a obesidade foi um epidemia) que não havia país forte o bastante para deter um ataque, e todos estavam muito endividados com Empréstimos de Hiper Curto Prazo, as transações podiam ocorrer em segundos, os computadores eram muito rápidos e a informação trafegava e era processada na velocidade da luz, fortunas (vem de furto) podiam ser criadas em microssegundos, milhões de pessoas e animais poderiam ser condenados a morte em nanossegundos... Os Historiadores de Economias costumam dizer que O Sistema Todo quebrou em 3 milissegundos, afinal Fluxos Momentâneos de Investimento Estrangeiro Direto podiam desestabilizar ou reestabilizar Economias Continentais em poucos segundos. A Terceira Praga banida foi o Proibicionismo, ou seja, toda proibição fundamentada no preconceito e usada para prender e controlar os pobres; o poder sobre seu corpo é total na nova cidadania, pode-se até vender partes de seu corpo, se bem que com a tecnologia de células-tronco ninguém precise mais comprar para fins medicinais, mas o uso “recreativo”, ornamental, de partes de outros corpos, e até mesmo de corpos animais, o famoso “olhos de águia” agora estava pululando pelas esquinas; era muito mais chique ter um cifre do que ter um piercing, que eu me lembre os cornudos sempre estiveram em alta, e também aqueles que gozam com o dos outros... A quarta praga foram As Armas de Guerra, o único crime punido com a Pena de Morte, isto num mundo em que a Imortalidade é quase possível é um preço alto demais, e as Drogas Étnicas deixaram de ser consideradas armas de guerra, é claro que a Maconha foi descriminalizada, chegou mesmo a ser oficialmente considerada Arma da Paz, depois mudou-se para flor da paz, foi descriminalizada logo no início da Plena Cidadania, assim como todas as outras Plantas de Poder e/ou Drogas Sintéticas, até porque as Drogas Eletrônicas surgidas com o sinergismo entre O Chip e o Cérebro (“o Cérebro” significa o Cérebro Humano e “O Cérebro” significa o Complexo Mundial Computacional) e estas são muito mais potentes do que qualquer outra similar neuroquímica; estou enfatizando a Maconha porque foi a única ter sua Monocultura Tolerada, a única que não causava deterioração do solo, assim se você plantasse Maconha em Monocultura, ou não, O Sistema comprava toda ela, mesmo assim quase ninguém fazia Monocultura, a não ser a polêmica Associação Marc Emery – Overcannabis, que plantava somente Maconha e distribuía a preços reduzidos direto para as populações, apesar de não ser propriamente legal esta prática de redução de preços, ela foi tolerada porque a AME–O não tinha lucros, vivia no vermelho e era subsidiada pelo Sistema, por isto dizem que Marc Emery plantou a semente que venceu O Sistema, pois quando muitas Associações Filantrópicas foram surgindo isto se tornou uma nova praga social, e qualquer Grower sabe do perigo de uma praga, começa pequena e de repente toma conta de tudo. A acumulação de riquezas através de lucro ou herança não existia, mas nada impedia que cidadãos doassem dinheiro para alguém, isto ainda gerava algumas pessoas muito mais poderosas do que outras... Mesmo assim O Sistema durou quase 300 anos, foi substituído pela Teocracia Informal, que propunha um Governo Filantrópico em que todos pagavam o dízimo ao Governo das Ovelhas, como gostavam de serem chamados, mas esta concentração de poder gerou uma Miniclasse Dominante, e sabemos que a ideologia de uma sociedade é a ideologia imposta pela classe dominante... Era o fim de 270 anos de Escambal, O Sistema Atípico que mais perdurou na história da Humanidade, A Humanidade Nua, é chamado assim porque o Naturismo Mundial, outro fenômeno social raro, atingiu seu auge, como há milênios não fazia, espera-se que outro surto deste surja somente daqui a outros milênios, talvez acompanhado de outra mudança hiperestrutural, muitos dizem que “a Humanidade muda quando se desnuda” (e “fica em paz quando fuma a erva da paz”, desculpem o comentário, mas, é que mesmo neste futuro cheio de drogas intro-eltrônicas eu ainda sou maconheiro, colecionador, entusiasta, tenho algumas sementes criogenizadas da época do Primeiro Proibicionismo Mundial, uma época terrível em que Honestos Pais de Famílias (símbolos máximos da integridade e produtividade na época da Monogamia, outro fenômeno raro na Humanidade) eram presos e torturados com superlotação, comida estragada, restrição sexual, etc, etc, e tal, mas o intervalo é precisamente 2004/2005, Grapetti, Pitanga e DobleGé; mas estou plantando, e fumando, atualmente macerayblues, se adapta melhor ao espaço interplanetário, acho que resina melhor sob raios cósmicos, vou abrir o tema no fórum intergaláctico cannábico, Bitovergrowroom420, “nós somos poucos mas somos muito!” Lócus!).

    Os fenômenos que provocam a mudança da ideologia superestrutural em nível suprapsíquico e intrapsíquico serão analisados no próximo capítulo.

    Macerai o hemp poeta viagem atemporal


    -
    Pense positivo para continuar a conexão neural, para interromper não pense em nada. Alerta, pensar negativo pode acarretar em autopunição. Sistema detectando aumento na pulsação cardíaca, coletando mais bio-dados, possível caso para Reformatação Neural, aguardando resposta...

    Alvo travado!

    --


    Em tempo, voltando para 2005-setembro-05:

    Pela Não-Extradição de Marc Emery, pela revisão da pena de DonkeyDick, pelo fim das perseguições aos maconheiros. Pela Liberdade de Expressão Cultural!
    “Maconha é cultura, o resto é droga dura!”



    http://maritimes.indymedia.org/news/2005/08/10846.php

    --
    No Estado Orwelliano, O Proibicionismo É A Lei

    Um conto para o dia do referendo sobre a proibição ou não do comércio de armas de fogo e munição no Brasil

    A impressão que tenho é de que todo Sistema de Gerenciamento de Estado tem uma música de fundo...

    Os governos optaram pela Saúde Total, o Estado tinha custos muito altos para com a saúde de seus habitantes, principalmente os cidadãos. As drogas recreacionais foram todas proibidas, o uso medicinal de qualquer droga está rigorosamente controlado; aspirina, que matava quinhentas mil pessoas ao ano, é “tarja preta”, enfim, todo medicamento é “tarja preta”, a receita será retida e averiguada aleatoriamente, várias vidas foram poupadas e doenças evitadas, o moralismo fortaleceu-se e a ideologia principal é “Tudo Pela Vida Moralmente Saudável”, o movimento da Classe Média Mundial, “Viva Vida!”, o aborto estava proibido, as grávidas tinham que avisar às autoridades desde o momento em que soubessem ou suspeitassem da gravidez, os kits para saber se estavam grávidas também são controlados. Muitos pensaram que seria impossível um Estado de Proibicionismo, mas a receita está na dureza das leis, Tolerância Zero, a punição deve ser exemplar, a noção de Crime Hediondo estendeu-se para qualquer crime, “o fato de cometer um crime já é uma coisa hedionda, então qualquer crime é hediondo por natureza, o criminoso estará sujeito aos maiores rigores possíveis na lei”, antes, por exemplo, plantar um pé de maconha no quintal (que já era um crime hediondo desde o Governo FHC), poderia gerar um período de reclusão entre 3 até 15 anos, isto acabou, agora é sempre a pena máxima, 15 anos; Aborto Induzido é considerado assassinato em primeiro grau, Prisão Perpétua; Aborto Espontâneo gera um processo no qual, normalmente, a mãe é inocentada, mas nem sempre. Os pais que não denunciarem a filha que tenta esconder a gravidez cumprem seis meses de prisão e perdem a cidadania (direitos de cidadão, votar, solicitar empréstimos, dirigir veículos motorizados, etc.) por 10 anos. Todo cidadão faz 4 exames antidoping (nas colônias a palavra é em inglês até hoje) por ano, e mais os rotineiros exigidos na “blitz (nas colônias a palavra é em inglês até hoje) nossa do dia a dia, em cada esquina”. No início alguns ainda revoltavam-se, sem violência, pois as armas de fogo também estavam proibidas para a população (somente os criminosos e a polícia detêm as armas de fogo), depois da Proibição do Comércio de Armas e Munições conseguimos que a população fosse o rebanho de cordeiros que tanto sonhávamos, mas, mesmo hoje em dia, alguns revoltam-se, o Revoltoso é considerado “um Cidadão Desajustado”, “um Doente Social”, sua revolta é tratada com “Internação Voluntária” para readaptação social (ou vai voluntariamente para a clínica ou vai involuntariamente para a cadeia, você decide), os médicos asseguram que durante sua internação eles receberão a melhor qualidade de vida possível; as medicações e tratamentos de última geração são muito seguros, um índice de quase 80 % de recuperação, isto aliado às vacinas obrigatórias contra as drogas populares (álcool, maconha, tabaco, aspirina) mantêm as populações que usam drogas muito bem controladas, hospitalizadas ou encarceradas, sob trabalhos forçados. É claro que nem todo delito é crime, os crimes precisam ser investigados, mas os delitos do tipo "contravenção penal" não demandam necessariamente investigações, as penas para os delitos não seguem o critério de Tolerância Zero e nem de classificação como Hediondo; configurando como contravenção penal, podemos citar: Masturbação, Adultério, Suicídio, Cultos Demoníacos, Adoração de Imagens, Subversividade, e a lista é imensa, mas as escolas ensinam, desde o maternal, às crianças a conhecerem e respeitarem as leis da Sociedade Proibicionista. Médicos, Policiais e Prelatícios (Chefes Religiosos) são os melhores professores para qualquer idade escolar.
    Tudo parece bem, até mesmo O Tráfico, que chegou a dominar 70 % da Economia Mundial, perdeu sua força sendo que hoje em dia não alcança nem os 30 %, mas esta guerra será irremediavelmente ganha pelo Estado Proibicionista, e isto nunca significou um problema, o Mundo sempre esteve em guerra; o problema real é a quantidade de pessoas que ainda morriam por doenças geradas por produtos à venda no mercado, e pela lei é proibido fornecer um produto prejudicial à saúde; as diabetes, os colesteróis, as hipertensões, e muitas outras doenças epidêmicas, são geradas pelo abuso de consumo de sacarose (açúcar branco) e Gordura Trans (biscoitos, margarinas, batatas fritas e outras guloseimas mortais), e finalmente o Estado colocou um basta neste absurdo que corrompe as vidas de nossos jovens, levando-os à doença e ao abuso de Doces de Destruição Em Massa e Gordura Trans, esperando controlar a situação, recentemente, proibimos a Gordura Trans e a sacarose, num referendo popular, e demos todo poder ao Estado para continuar com a proibição do que fosse prejudicial à nossa saúde, a lista é atualizada pela Anvisa, milhões de produtos já estão na lista, o leite e a água gasosa são um dos últimos, mas pensando bem, água gelada também faz mal à saúde, por que as casas de sucos naturais ainda vendem água gelada? Será que nosso presidente, um médico, não vê isto? Nossos ministros, todos médicos, não vêem isto? Um veneno sendo vendido abertamente, um veneno químico e físico, destrói as obturações dos dentes por dilatação brusca do material, pode causar cefaléias, faringites, laringites, com complicações nas meninges e até nos pulmões; o copo gelado acirra a artrite; pode parecer um detalhe, mas ao gelarmos a água aquecemos o planeta e aumentamos o efeito estufa, somos 50 bilhões. Isto tem que acabar, vamos remover do mercado esta droga perniciosa, que comprovadamente causa vício (muita gente reclama de só conseguir matar a sede bebendo água gelada), um veneno perigoso, que já matou e viciou muita gente, e que rende bilhões de dólares para comerciantes inescrupulosos.

    Agora mesmo, aproveitando o máximo de três horas diárias que todo cidadão (todo aquele que passa no exame anual de cidadania) tem para ver TV, estou vendo na propaganda da TV do Estado de Saúde que os inseticidas caseiros domésticos estão proibidos, a campanha: “Mosquito a gente mata no tapa! POW!!!”
    A musiqueta:
    “Anvisa lá, anvisa lá, anvisa lá que eu vou, anvisa lá que eu vou!”


    Obs.:
    Muita gente está reclamando do AAAO, o exame retal, o Exame Anal Anual Abrangente E Obrigatório, a sodomia é crime e precisa ser controlado, mas muitos esquecem-se que ganham inteiramente grátis o exame da próstata...
    ...que já é obrigatório mesmo, afinal, é uma questão de saúde pública, a diferença é que ao invés de colocar um dedo, o médico vai colocar dois (espero que a piada na seja encarada como subversividade, ofender um médico é infração penal). O exame não é obrigatório para as mulheres, uma “brecha” na lei...

    Quando o repórter (que fim levou ele?) perguntou ao Presidente Mundial dos EUA se ele havia tomado a Dedada Anual, ele disse: “Tomei, mas não gostei”, sigam o exemplo, tomem, mas não gostem.

    Anonymous da Silva

    Pós-escrito:
    Não vou assinar o texto acima, pois o Estado pode achar nele algum tipo de subversividade, e eu valorizo muito minha cidadania para vê-la suspensa em um Processo por Subversão, e agora nem adianta mais a desculpa de que era poesia, a Liberdade Poética foi considerada subversividade e está proibida, só aumentaria a punição dizer que é poesia, licença poética...

    La musiquita:
    Poeta, meu Poeta camarada...

    ---
    Abraços canábicos, obrigado pelo incentivo!
    :lol:

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    Jim*Morrison (05/06/2011)

  24. #29
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Também temos contos de terror, creio que estes dois próximos sejam assim...

    Vampi420 é um senhor de 55 anos, mas aparentava uns 30 no máximo, Vampi420 tinha seu método próprio de rejuvenescimento, seus hábitos eram, na melhor definição, vampirescos, isto mesmo, Vampirismo. Saía somente após a meia-noite, nunca antes do Sol se por e voltava bem antes do Sol nascer, sei que isto parece normal para a malucada boêmia, mas para Vampi420 era uma questão de vida ou morte. Nem sempre ele foi assim, começou a fumar maconha aos 20 anos de idade, na primeira trip apareceu um mestre e falou-lhe: “Seja eternamente jovem cultivando sua semente”, o mestre vestia uma capa enorme, seus caninos eram muito pronunciados, o cabelo engomado puxado para trás, um sorriso enigmático na despedida ao esvoaçar... Seguindo instruções do Mestre Sinistrógero mudou completamente sua vida, fez uma plástica nos dentes caninos, alongando-os; usava sempre capa escura; saía somente de noite, evitava lugares cheios, e começou a estocar sangue...

    Desenvolveu sua erva caseira, cannabis híbrida, um strain desenvolvido por ele mesmo, A Mãe era uma ruderalis mix de um cruzamento de uma originária dos Montes Cárpatos, na Romênia (Transilvânia Red) com um originário da Hungria (Strigoi Blues), O Pai era uma sativa africana que produz THCV (Secreta) misturada com a lendária Grapetti, o nome da variedade estabilizada por Vampi420: Bloodgrappa. Depois de fumar sua erva caseira esperava que a concentração plasmática estivesse no auge e retirava seu sangue, e estocava criogenicamente a –196º C, fez isto durante duas décadas e meia, quando fez 45 anos começou a usufruir do seu próprio sangue novo e canábico, a partir dessa experiência sua vida mudou ainda mais, empolgado entrou num site de autocultivo e colocava as fotos da Bloodgrappa com seringas ao lado, com o equipo completo, bolsas de sangue e centrífugas. Dizia que fumar esta maconha aumentava a taxa de glóbulos vermelhos, assim como o uso da EPO, mas sem os efeitos colaterais da eritropoietina, e isto ajudava para aumentar o volume de estocagem de seu sangue. Sua assinatura, “Sangue é vida, vida é poder!”, ninguém acreditava que ele era um vampiro, é claro, mas temas fartamente ilustrados (mostrando sua aparelhagem médica de última geração) como, “Extração de auxinas do sangue para ajudar no enraizamento”, fazia-me crer que ele entendia tudo sobre o assunto: sangue!
    A prótese implantada de seus oito dentes assustadores foi seu avatar pro um bom tempo, mas foi substituída pelo olho vermelho sangue, pelo visto jogava pesado com a transformação corporal.




    No site não era levado a sério, ridicularizavam seus temas sobre adubação com sangue, bonge com sangue, e muitos de seus temas foram fechados: “maconha é mais afrodisíaca durante o período menstrual”, “sangue na culinária canábica” , “Redução de danos: como evitar o contacto da pele com a luz intensa”.
    Uma usuária cadastrou-se como “Tuescrava666”, abriu um tema sobre “o uso das pragas como adubo e alimentação”, desenvolveu a variedade Nosferatu Carniça, também derivada da Grapetti carniça, um cheiro característico e fétido atraía diversas pragas (Nosferatu é um termo arcaico do antigo eslavo derivado aparentemente de nosufuratu, do grego nosophoros, "portador de pragas"). Dizia-se sua seguidora e que comia insetos em seu louvor, é claro que ambos foram banidos, o site não queria parecer um blog e prejudicar sua imagem de seriedade na divulgação da cultura canábica, de forma que ficamos sabendo através dos jornais sobre sua prisão.

    Nunca bebia, mas saiu com seu amigo Luper, aquele cachorro bebe como um gambá; foi abordado pela polícia na madrugada juntamente com seu amigo excessivamente barbudo, Luper, que andava com um baseado no bolso para se acalmar nas noites de lua cheia, reagiu rosnando ao ter seu escroto apalpado pelo gambé, o tira estranhando a atitude resolveu algema-lo, enquanto isto Vampi420 tentava levantar vôo abanando efusivamente sua capa, disse que tinha bebido muito e não conseguiu voar, mas seu amigo Luper sumiu da vista dos meganhas enquanto estes olhavam para Vampi420 borboleteando freneticamente no meio da rua. Não sabe-se ao certo como conseguiu refugiar-se em cima de uma árvore, ficou de cabeça para baixo amaldiçoando a cidade proibicionista, que aquela maconha era medicinal, para acalmar a fera, só ela amansava a fera que havia dentro de seu amigo, ameaçava uma praga de ratos sobre a cidade.

    Tonto, e precisando de um pouco de sangue canábico, achou melhor render-se logo do que ver o Sol nascer e ficar sem defesas e acuado em cima da árvore como um morcego surdo, e bêbado...

    Dormiu na cela da delegacia, ao acordar nem parecia dia, uma chuva feroz castigava a cidade, disse que havia avisado e tentou morder a mão do carcereiro quando este disse que ia alimentá-lo, “eu preciso de sangue, do meu sangue, é meu alimento, seu sangue também serve, você tem um cheiro bom...”. Louco pela vontade de ter seu sangue nas veias, acabou confessando que tinha muito sangue canábico estocado em casa, mesmo amarrado ainda tentava morder os policiais, não pode ficar na cela e foi para a solitária, uma semana de chuvas torrenciais, suspeita de cólera, tifo e muita leptospirose, ratos espalhados pelas ruas, coincidiram com uma semana de solitária; ao sair da solitária sabia que seria condenado a morte, derem-lhe um banho com uma mangueira de bombeiro, estava todo sujo de fezes e urina, tentaram alimentá-lo, mas ele se recusou a comer, e por fim a sentença de morte, o passeio ao Sol, durante o banho de Sol ele relutou muito em sair, fraco e abatido foi conduzido ao Sol, teve um ataque alérgico seguido de um ataque epilético, com este quadro clínico finalmente um médico intervém, é levado para uma clínica, anemia profunda e uma série de debilitações, uma transfusão de sangue é feita as pressas, imediatamente recobra as forças e é colocado sob efeito de calmantes hipnóticos e antipsicóticos em doses elevadas, mesmo amarrado a cama, de manhã não foi achado em seu leito, tudo trancado, uma fuga difícil de explicar. Em respeito a sua prisão injusta, por causa de um baseado, o site resolveu retirá-lo do grupo dos banidos, talvez por um pouco de medo também, mas isto os moderadores não assumem, eu é que não vou mandar private mensager, ele não posta mais, espero que não guarde ressentimentos, acho que os ADMs e os moderadores também esperam que ele não guarde nenhum ressentimento.

    Em sua casa foram encontrados mais de cem litros de sangue criogenizados, com a inscrição: “Meu sangue canábico”. Na noite da fuga o banco de sangue do hospital foi assaltado, mas parece que a preferência de Vampi420 é por sangue canábico, seu sangue é canábico?



    macerai o hemp 25setembro2005

    ---


    Quer saber como o sangue pode ser uma droga? Leiam mais sobre dopping com sangue
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/03...sanguedtl.shtml

    --
    Recomendo um conto muito bom, um estilo cyberpunk vapiresco, feito por Lúcio Manfredi. O VINHO EM SEU SANGUE –

    http://clfc.ionichost.com/Contos/O%20vinho...emseusangue.htm

    --
    Quer saber tudo sobre Sexo, Sangue e Vampirismo, e principalmente em como identificar um Vampiro numa relação sexual? :lol:
    http://www.templeofmagic.hpg.ig.com.br/mpv/mpv21.htm
    Atenção para o alerta do link:
    “Os vampiros femininos também têm uma tendência irresistível de morder o pênis durante o sexo oral e podem até amputá-lo de uma dentada.”

    Aí, deu aquele frio ma barriga, que medo eu tenho de vampirismo...

    ======------

    Simulator420, a Navalha de Occam na carne da psiquê humana

    Quando a matéria plástica do artista é a psiquê humana surgem artistas com propostas sociais, são os Simulators, este nome é originário do nick canábico, Simulator420. No início esta arte invasiva e desconcertante foi alvo de inúmeros processos jurídicos, ninguém quer ver sua psiquê exposta em público como obra de arte, normalmente realçando seus aspectos contraditórios; muitos garantem que esta vertente foi influência direta dos programas de “pegadinhas”, isto de certa forma foi elevado à condição de objeto de arte, nas mãos de gênios como Simulator420 teceu uma lâmina delgada que separava a arma da arte, ou não mais separava, uma liga, amálgama resistente até as tentativas jurídicas de imputar a proibição mundial da arte de zoar com os outros. O Teatro do Oprimido , de Augusto Boal, já propunha trabalhar com a psiquê das pessoas, uma “pegadinha do bem”, com alta inserção e críticas sociais.

    Simulator420 era um atleta em sua arte, no início criou umas poucas obras sobre o relacionamento sentimental, talvez influenciado pela enxurrada destas obras na rede, em sua maioria eram filmes íntimos exibidos sem consentimento de todas as pessoas envolvidas, ficava um clima de pouca arte e muita fofoca; em todo movimento artístico a Arte Naif acompanha refletindo influências em seus trabalhos populares, mas os gênios do movimento não serão esquecidos, vamos à história do maior de todos, Simulator420, e sua obra recorde de visitação na internet, 5 milhões de visitantes somente nos primeiros 3 dias.

    Simulator plantava cannabis com o intuito de fazer “arte de intervenção superpunk”, como ele gostava de chamar, ou “arte da pegadinha” no popular, ou “invasão de privacidade” quando a mídia de massas não participava das pegadinhas, casos de adultérios eram os mais comuns, é claro que a maioria não resiste à tentação de ter uma beleza, contratada, monumental dando em cima de você, a mídia massificante adorava estes casos, mas Simulator420 abominava-os, seu enfoque era social, apesar de ser fundamente rico, de família influente, também, e além, fazia a Arte do Oprimido. Sua intenção era plantar no estágio vegetativo, a floração não importava, as folhas eram colhidas, lavadas, descoradas, novamente colorizadas com um verde aveludado, protegidas com uma camada bem fina de verniz, afixadas no caule e nas ramas, feitas de bambu, e enchidas com flores simulacros de canábis, uma mistura de flores de amoreira e lúpulo, e muito açúcar cristal! Nunca vimos tanta resina, colocava as fotos da planta, X-planta, e explicava que sua intenção é simular transgressivamente, seu discurso hermético não era muito bem compreendido, muito menos sua técnica ou origem das variedades estranhas, muito estranhas.

    Mudou-se para seu novo atelier; seu antigo atelier era um furgão, no qual filmou várias cenas de corrupção da polícia recebendo suborno de maconheiros que saíam das bocas das favelas, depois de um ano de filmagens lançou anonimamente na internet, foi sucesso de downloads, gerou muita polêmica, colocou em cheque mais uma vez a providência que não podia ser tomada, assim como a filmagem dos carros estacionados em lugares proibidos, um dos primeiros trabalhos sociais, a divulgação do contingente absurdo de veículos não rendeu nenhuma multa, como multar mais de um milhão de carros, e pior ainda, onde estes carros vão estacionar? Simulator420 não buscava soluções, a Arte Denúncia não pretende ser resolutiva, é apenas uma obra de arte sendo criada, a transformação do mundo que ela pode gerar é limitada, seu público é limitado, mas é contundente. Seu novo projeto é este, “um quadro detalhado do que é ser invasivo”. Assim como para muitos mestres a dinâmica da transformação do atelier é essencial, talvez seja o resumo da obra, ou sua máxima expressão, mas certamente é seu matiz, seu atelier tinha que ser num bairro pobre, ter vizinhos “dedos-duros”, ter um pequeno jardim ou varanda; antes de mudar-se instalou as web-câmeras escondidas por toda minúscula casa, um total de cinqüentas câmeras, mais dez externas, filmando a rua, todas transmitindo para outro lugar e armazenado os dados bem longe do atelier-grow, nenhum ângulo era perdido, vários zooms e enquadramentos estavam disponíveis, quando foi feita a denúncia anônima e a Rota, a polícia que mata, invadiu sua casa nada deixou de ser documentado, reportado, desde o arrombamento da porta, o jeito de quebraram as coisas enquanto reviravam a casa, tudo na rede, somente o doce cheiro de Grapetti que permeava a atmosfera enquanto arrancavam as plantas simulacros; a apreensão dos buds reciclados, lavados quimicamente, sem THC, mas ainda assim com um maravilhoso cheiro de Pitanga, certamente tinha mais que um quilo de flores secas, ligeiramente prensadas. Escrita com tintas, que somente eram visíveis para as webcâmeras, estavam dizeres nas paredes, “Senhores, corruptos, violentos, ladrões, sanguinários, filhos da puta!” ; “somente pobres são presos por plantar maconha em casa” ; “por que não controlam os 400 bilhões de dólares do mercado financeiro internacional advindos do tráfico de drogas?” ; “porcos fardados seus dias estão contados” ; “façam um antidopping geral para prenderem a vocês mesmos” ; “uma erva natural não pode te prejudicar mais do que a bebida alcoólica imposta pelos opressores em cada bar e em cada esquina” , havia muitas destas, e a melhor de todas: “sorria, você está sendo filmado!

    Simulator420 demorou em abrir a porta, enquanto isto dava descarga no banheiro, inutilmente tentando fazer descer os buds levemente prensados e sem THC, a polícia que mata não teve dificuldades em seguir a rotina de entrada nas casas dos pobres, arrombaram rapidamente, Simulator420 ligara para seu pai e avisara que corria perigo de ser assassinado e torturado pela Rota, por conta de uns pés de maconha em casa, que seu pai localizaria por GPS.

    Encontraram Simulator420, com mil reais no bolso, no vaso sanitário tentando se livrar das flores, agarrou-se ao vaso, puxaram-no pelos cabelos, arrastando-o pela casa, amarram-no à cadeira e disseram que se não assinasse o 12 teria seus dedos quebrados, e se não dissesse onde estava o resto do dinheiro levaria choque no ânus, ele cuspiu na cara do meganha, o outro deu um soco em seu nariz e o sangue jorrou, um outro fardado arrebentou o fio do abajur e desencapou com os dentes dois fios, usou para dar um choque na boca e na nuca do Simulator420, sua cabeça arremessou-se para trás batendo violentamente na parede, em letras invisíveis, “Chega de opressão”; enquanto sofria a corriqueira tortura pela polícia que mata imaginava cada ângulo sendo filmado, como se seu grito acordasse o laptop, um bip contínuo alertava alguma coisa, um dos fardados abriu o laptop e o logon via satélite foi feito, “bem vindo simulator420”, era a mensagem do fórum dos homegrowers, “seu espaço para crescimento”, em sua assinatura um link, o blog que transmitia as imagens webcâmera, antes uma plantinha nascendo, agora um close na polícia que é mandada para caçar os homegrowers pobres.
    “Oh, pai, por que me abandonaste?”

    O fardado chama seu superior, “olha aqui, pegamos mais um, agora é apologia, formação de quadrilhas, incentivo ao tráfico internacional, e muito mais, vai ficar mais caro do que eu pensava.” O logon é automático, oficial entrou no fórum e foi logo nas mensagens privadas, depois clicou na assinatura, foi direcionado ao blog do simulator420, a cena é assombrosa, seu rosto olhando a tela, na parede detrás via inexplicavelmente escrito: “Sorria, você está sendo filmado! ”, com um frio na espinha ele coça o coldre inutilmente, passando o mouse sobre a tela a cena muda, agora é Simulator420 amarrado na cadeira, o meganha preparando-se para dar-lhe outro choque, a cena muda e um menu é ativado, as cenas filmadas aparecem num timeline, as escolhas são muitas, a escolha principal é normalmente a cena com mais movimentação, agora em especial a entrada da casa, à porta estão dois generais, o ministro da justiça, e o pai de Simulator420, desce o pano.

    “Está consumado!”

    --
    Libertem os homegrowers aprisionados



    macerai o hemp 21setembro2005

  25. El siguiente Usuario da las gracias a macerazione por este Post:

    Jim*Morrison (05/06/2011)

  26. #30
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    Re: Em busca da Onda Sativa Perfeita

    Show de bola hein Macerai... frmz. Feliz Natal para toda comunidade Grower!
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