name='Jahphael' date='Mar 22 2006, 03:04 PM' post='320830']
1. INTRODUÇÃO
Vários tipos de substratos podem ser utilizados para a produção de mudas no cultivo
hidrôponico. Bandejas com células de tamanho diferentes, além da variedade de substratos artificiais e
naturais disponíveis no mercado tem melhorado a qualidade das mudas e reduzido os custos. Com isto,
tem aumentado a necessidade de informações técnicas do comportamento destes na produção de
mudas. Em hidroponia, há restrições quanto ao uso de substratos que possam causar entupimento do
sistema além de possibilitar a contaminação por patógenos. Atualmente estão disponíveis no mercado
diversos tipos de substrato como: espuma fenólica, fibra de coco, vermiculita, matéria orgânica
comercial e outros.
O objetivo do presente trabalho é avaliar quatro substratos diferentes na produção de mudas de
alface.
2. MATERIAIS E MÉTODOS
O experimento foi conduzido em estufa coberta com filme de polietileno transparente e com as
laterais fechadas com tela sombrite, pertencente ao Núcleo de Agronomia da Alta Mogiana -IAC em
Ribeirão Preto -SP.
No experimento foram utilizados 5 tratamentos: FC- fibra de coco sem lavar, FCL- fibra de coco
lavada, VC- vermiculita, MOC- matéria orgânica comercial e EF- espuma fenólica. O delineamento foi
de blocos ao acaso, com quatro repetições. Cada bloco foi constituído por uma bandeja de isopor
composta por 288 células e dimensões de 67,5 X 34,5 X 4,8cm, onde foram distribuídos os primeiros
quatro substratos, mais a espuma fenólica colocada ao lado da bandeja. As parcelas foram compostas
de 60 células, onde for semeada a cultivar de alface “Verônica”. Para a lavagem da espuma fenólica e
a fibra de coco lavada, foi usada apenas água (3 vezes) para eliminação de sódio.
Após aparecimento das folhas cotiledonares iniciaram-se as contagens das mudas emergidas,
repetindo-se por três dias consecutivos. Aos quatro, oito e doze dias após a emergência foram
coletadas e pesadas quatro plantas por repetição. Após a primeira pesagem da massa fresca, as mudas
foram irrigadas com a solução nutritiva de Furlani (1998) na concentração de 50% da força iônica, na
quantidade de 250mL para cada substrato 02 vezes ao dia , com exceção da Matéria Orgânica
Comercial que recebeu apenas água, na mesma quantidade.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na espuma fenólica e na matéria orgânica comercial as mudas emergiram mais rapidamente,
enquanto a vermiculita e a fibra de coco sem lavar parece terem retardado a germinação (Quadro 1).
Porém, na ultima contagem, não houve diferenças significativas entre os substratos, na percentagem de
germinação. Apesar de não ter sido determinada a percentagem de umidade nos substratos durante o
experimento, foi possível observar, através do escorrimento da água de irrigação, que tanto a espuma
fenólica quanto a fibra de coco conseguiram reter mais água, enquanto a vermiculita retinha menos.
Isso pode ter sido importante para o melhor desempenho dos substratos na germinação.
Na matéria orgânica comercial, as mudas apresentaram crescimento mais precoce e mais
acelerado do que nos demais substratos, especialmente no momento da última pesagem, justificando as
características física, química e biológica de substrato não inerte ao fornecer nutrientes `as plantas,
apesar da inconveniente possibilidade de contaminação do sistema hidropônico por microrganismos
patogênicos e baixo poder de sustentação das plantas.
A fibra de coco sem lavar, além de retardar a germinação, propiciou um crescimento menor das
mudas, apesar de não significativo estatisticamente. Isso pode ter sido provocado pelas altas
concentrações de sódio presentes na fibra de coco. A lavagem parece minimizar esses problemas.
Apesar de não apresentarem o mesmo desenvolvimento que as da matéria orgânica comercial
12 dias após a germinação, as mudas produzidas na espuma fenólica já estavam no ponto de ser
transplantadas para os canais de pré-crescimento apenas três dias após a emergência, demonstrando a
facilidade de manejo deste substrato em cultivo hidropônico. O lento desenvolvimento aliado a falta de
estatura das mudas produzidas nos outros substratos para a auto-sustentação nos canais dificultaria este
processo.
A significância estatística do teste F para a variável massa fresca acumulada aumentou com o
tempo (valores não mostrados), apesar de diminuir para a germinação, indicando que o maior acúmulo de massa fresca está relacionado à maior rapidez na germinação. Por outro lado, apesar de retardar, os
substratos não inibem a germinação.
Quadro1. Germinação e Crescimento de Mudas de Alface em Diferentes Substratos.
Germinação Massa Fresca
Substratos
13/Jul 14/Jul 15/Jul 17/Jul 21/Jul 25/Jul
--------------------- % -------------------- --------------------- g/4 plantas -----------------
1 2
FC 58,3 b 96,7 ab 98,3 ns 0,048 b 0,068 bc 0,215 b
FCL 76,7 ab 96,7 ab 96,7 0,050 ab 0,080 bc 0,290 b
VC 49,2 b 92,9 b 95,8 0,048 b 0,055 c 0,238 b
MOC 79,2 ab 98,3 a 99,2 0,073 a 0,105 ab 0,460 a
EF 89,2 a 97,5 ab 97,9 0,048 b 0,125 a 0,313 b
Média 70,5 96,4 97,6 0,053 0,087 0,303
1-
FC: Fibra de coco sem lavar; FCL: Fibra de coco lavada; VC: Vermiculita; MOC: Matéria orgânica
2-
comercial; EF: Espuma fenólica ; Letras minúsculas comparam médias na mesma coluna pelo teste
de Tukey a 5% e ns - não significativo ao nível de 5% pelo teste F.
Em termos gerais, tanto a matéria orgânica quanto a espuma fenólica mostram-se como o
substrato mais adequado para o cultivo hidropônico, principalmente aos 11 dias após o início da
germinação, enquanto que a matéria orgânica comercial mostra-se melhor como substrato para a
produção de mudas para cultivo convencional, em solo. Esses resultados estão de acordo com a
proposta do IAC para a utilização de espuma fenólica na produção de mudas pelos produtores que
trabalham com hidroponia (Furlani, 1998) .
Quando considerados outros parâmetros, tais como custo e facilidade de manejo, a fibra de
coco lavada pode ser uma alternativa também viável à produção de mudas para o cultivo convencional.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FURLANI, P.R. Instruções para o Cultivo de Hortaliças de Folhas pela Técnica de Hidroponia
NFT. Campinas, Instituto Agronômico de Campinas, 1998. 30 p. (boletim técnico, 168).
ae galera... me deparei com esse texto na net e achei bem interesante essas informações... to começando a me meter na hidroponia e como ainda estamos um pouquinho no escuro acho q tudo é válido...
outra...
achei um vídeo na internet q explica passo a passo como construir um sistema hidroponico... muuuuito facil, completamente mastigado... qualquer um saca na hora como fazer....
é um arquivo de uns 750 megas e tá em ingles (apesar de não ter ruido/musica/ ou qualquer outra palhaçada que atrapalhe entender oq o cara fala) ... mas vale muuuuito a pena...
quem quiser baixar, o nome do arquivo do emule é:
I grow chronics
eu aconselho...
paz...